Cidasc

27 jul20:18

Missão russa visita frigoríficos em SC

DARCI DEBONA – darci.debona@diario.com.br

Dois médicos veterinários do Governo Russo estiveram ontem em Rio do Sul inspecionando o frigorífico da Pamplona. Eles chegaram no estado na quinta-feira e fazem parte de uma equipe de oito pessoas que estão no Brasil desde a semana passada. Os russos estão visitando plantas de suínos, bovinos e aves.

Em Santa Catarina eles devem visitar apenas duas plantas de suínos. Além da Pamplona de Rio do Sul, os técnicos russos visitarão a unidade da Marfrig, em Itapiranga, na segunda-feira. Também vão conhecer propriedades de criadores de suínos.

Técnicos do Ministério da Agricultura e da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) acompanham os russos.  De acordo com o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, a expectativa é de dobrar a venda para os russos, que atualmente é de sete mil suínos por dia. No primeiro semestre os russos foram os principais compradores de Santa Catarina, com 24 mil toneladas, o que representou US$ 70 milhões.

Atualmente apenas as unidades da Pamplona em Presidente Getúlio e da Marfrig em Seara exportam.

O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) Ricardo Gouvêa, está otimista em relação à abertura de novas plantas frigoríficas de Santa Catarina. –A visita de uma missão oficial é um grande indício de abertura de mais exportação- analisou.

Os russos devem analisar todo o sistema de defesa sanitária de Santa Catarina. Gouvêa afirmou que as indústrias e o Estado fizeram investimentos numa parceria público privada para montar barreiras de fiscalização na divisa de Santa Catarina com o Paraná e Rio Grande do Sul e na fronteira com a Argentina. Tudo para garantir o estado como Livre de Aftosa Sem Vacinação.

Para o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, a vinda da missão russa é uma esperança de que as coisas comecem a melhorar para o setor. –Eles não vieram de graça- declarou. Lorenzi disse que o alto custo da soja e do milho no mercado internacional estão aumentando os custos de produção, mas também podem levar alguns países a importar a carne pronta em vez de insumos para produção própria.

Lorenzi disse que o governo deve sobretaxar a venda de soja e milho para o exterior e estimular a exportação de carne. –Se o governo tiver um pouco de inteligência fará isso- argumentou. Na semana passada o preço do suíno subiu 10 centavos. Mas o custo da soja e milho continua aumentando. Lorenzi espera mais alta do suíno já que muitos produtores eliminaram matrizes.

O Ministério da Agricultura divulgou nesta sexta- feira que a missão russa está ocorrendo dentro da expectativa. A reunião de encerramento está prevista para o dia 3 de agosto, em Brasília.


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09 mai11:57

Projeto piloto de erradicação da Brucelose é realizado no Oeste

Foi finalizada no mês de abril em Nova Erechim, mais uma etapa do Projeto Piloto de Erradicação da Brucelose. Segundo o médico veterinário da Cidasc Chapecó, Marcelo Simon Caureo, foram coletadas amostra de sangue de 3.095 bovinos de 144 propriedades da região Oeste.

- Essas propriedades apresentaram amostras de leite com alguma suspeita da doença, fato que não se confirmou na maioria das propriedades trabalhadas – disse Marcelo. Ele explicou ainda que foram realizados testes do Anel em Leite em 1020 propriedades leiteiras. Todos custeados pelo Governo Estadual através do Programa SC Rural.

O projeto que está sendo desenvolvido nos municípios de Chapecó, Nova Itaberaba, Águas Frias, Nova Erechim, Pinhalzinho e Modelo tem sido bem recebido tanto pelas agroindústrias quanto pelos produtores. – Eles vêem isso como uma oportunidade de verificar como está o estado sanitário do rebanho – disse.

Os trabalhos de exames do leite, exames nos animais e saneamento de propriedades vão seguir até 2016.


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13 mar12:33

Cidasc de Concórdia abateu 72 bovinos com tuberculose

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br | Eduardo Cristofoli | eduardo.cristofoli@rbstv.com.br

O abate dos 72 bovinos foi na manhã desta terça-feira em um frigorífico de Concórdia. Eles estavam em uma propriedade do interior de Xavantina e foram diagnosticados com tuberculose por técnicos da Cidasc. No local estavam 160 cabeças de gado.

Segundo a coordenadora da área de defesa sanitária animal da Cidasc, Gisele Bertol Rosa o número elevado de animais contaminados se deve pela demora na realização de exames.

– Os sintomas são difíceis de serem percebidos. Os animais emagrecem, produzem menos e se o produtor não ficar atento a doença pode se afetar outros animais. E como o tratamento também é complicado a melhor opção é o abate – disse.

Além do tratamento da doença ser complicado, ela pode ser transmitida para seres humanos e provocar lesões no intestino e em alguns casos o pulmão. A transmissão acontece através da ingestão de leite e carne de animais contaminados.

De acordo com a Cidasc, este é um caso isolado e não há motivo para pânico. – Vamos continuar monitorando e realizar novos exames nos animais que restaram. Só depois a propriedade estará liberada – disse Gisele.

Em um ano, 120 animais foram abatidos na região de Concórdia por apresentarem a doença. Por isso a Cidasc orienta os produtores a realizar exames de tuberculose nos animais pelo menos uma vez por ano. O teste custa em média R$ 30 por animal.


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19 jan17:23

Cidasc inspeciona veículos em barreiras sanitárias do estado

O vice-presidente da Cidasc, Valmor Fiametti, acompanhado de técnicos e profissionais da empresa vistoriou nesta quarta-feira três barreiras sanitárias em divisas do estado.

Acompanhados da Polícia Militar e do Exército, o grupo vistoriou veículos em duas barreiras em Dionísio Cerqueira, a primeira que faz divisa com a Argentina e outra que liga Santa Catarina ao Paraná. Os profissionais ainda inspecionaram carros em outra barreira que divide o Brasil e a Argentina, em Paraíso. Foram apreendidas cargas de carne ou derivados de animais, como queijo e presunto. Um flagrante de turistas que pretendiam levar os produtos para consumo no litoral.

Segundo o vice-presidente essa é uma prática perigosa. – Esses produtos tem um padrão de armazenamento e qualidade que as pessoas não podem oferecer em seus veículos, principalmente em viagens distantes como essa. Por isso a preocupação da Cidasc em examinar e apreender, sempre pensando no bem estar da população – destacou.

Fiametti ainda agradeceu o apoio da Polícia Militar e do Exército, que ofereceram segurança e transparência durante toda a ação. As vistorias devem continuar sendo feitas por profissionais da Cidasc em todas as barreiras sanitárias do estado.


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18 jan09:41

Santa Catarina e Paraná discutem foco de febre aftosa no Paraguai

Nesta quarta-feira o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, e o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, participam de reunião na Secretaria da Agricultura do Paraná para definir medidas que evitem a introdução do vírus da febre aftosa no Estado, em função do novo foco da doença notificada pelo Paraguai no dia 2 de janeiro. O vírus foi identificado em bovinos numa propriedade na localidade de Aguaray Amistad, no departamento San Pedro, a cerca de 30 quilômetros do foco notificado em setembro de 2011.

Segundo Airton Spies, as ações da defesa sanitária animal em Santa Catarina desenvolvidas pelo Governo, por meio da Cidasc, e Ministério da Agricultura em parceria com agroindústrias e produtores, são muito eficazes no controle de doenças que resultaram na condição de excelência sanitária em nossos rebanhos.

O último foco de febre aftosa em Santa Catarina foi registrado em 1993. No Brasil o último foco teve início no final de 2005 em Mato Grosso do Sul e se estendeu até o Paraná. Isso acarretou grandes prejuízos para Santa Catarina, em função das restrições impostas pelos países importadores de carne suína.

Em 2007, Santa Catarina obteve a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como Estado livre de febre aftosa sem vacinação. De acordo com o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, Santa Catarina é o único estado do Brasil a conquistar este status, por isso estão sendo tomadas todas as medidas preventivas para manter o reconhecimento.


Entenda a doença

A febre aftosa é uma doença viral que atinge bovinos, suínos, ovinos, caprinos e bubalinos, e se caracteriza por febre alta, salivação acentuada e formação de vesículas (aftas) na língua, na boca e nos cascos. Não tem tratamento curativo, mas pode ser prevenida por meio da vacinação.

A aftosa causa prejuízos não somente pela mortalidade, mas também pela perda de peso dos animais e pelo aborto nas fêmeas prenhas. O vírus pode ser transmitido pelo contado direto entre os animais e indireto por meio de superfícies contaminadas pelo vírus. Não há risco de contaminação humana.


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05 jan07:44

SC adota medidas de proteção contra a aftosa

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A confirmação de um novo foco de aftosa no Paraguai levou Santa Catarina a adotar novas medidas de proteção para que o vírus não chegue ao Estado. A principal é reforçar a fiscalização nas barreiras 67 sanitárias instaladas nas rodovias de acesso ao Estado. Ontem pela manhã foi realizada uma reunião na secretaria da Agricultura do Estado, com a presença de representantes da Companhia Integrada Para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e do Ministério da Agricultura.

Mesmo tendo ocorrido no Departamento de San Pedro, no Paraguai, o foco de aftosa preocupa Santa Catarina pois o estado recebe insumos do Paraguai, principalmente milho e farelo de soja.

Veículos são pulverizados na barreira de Abelardo Luz.

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, terá uma reunião hoje com representantes do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarne), para solicitar que as agroindústrias não tragam produtos do Paraguai neste período. Em setembro do ano passado, quando também foram registrados focos no Paraguai, o Estado chegou a suspender a entrada de milho do Paraguai por 15 dias. Barbieri considera que o risco do vírus chegar ao estado é médio.

Para o diretor executivo do Sindicarne, Ricardo Gouvêa, a suspensão de importação de milho e farelo de soja é uma hipótese a ser cogitada. –Entre o custo de suspender a importação e o risco da aftosa é melhor bancar o custo- disse Gouvêa.

O motivo é que as exportações de suínos e aves de Santa Catarina por ano chegam a US$ 2,5 bilhões. A entrada do vírus em Santa Catarina suspenderia imediatamente as exportações. Em 2005, quando ocorreu aftosa no Paraná, Santa Catarina teve as exportações de suínos para a Rússia suspensa por dois anos, só por ser estado vizinho.

Na avaliação do presidente do Núcleo dos Criadores de Bovinos de Chapecó e Região, Enedi Zanchet, o maior risco é que o vírus venha em cargas de insumos vindos do Paraguai. Mas ele afirmou estar tranqüilo pois confia no controle sanitário realizado pela Cidasc.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, afirma que o estado tem uma boa condição sanitária, tanto que é o único reconhecido internacionalmente como livre de aftosa sem vacinação. No entanto é preciso manter a vigilância. –Não dá para amolecer- ressaltou Lorenzi. Ainda mais que Santa Catarina está começando agora a conquistar mercados como Japão, Coréia do Sul e China.


Medidas adotadas por SC

-Intensificação da fiscalização nas 67 barreiras sanitárias instaladas nas divisas com Paraná e Rio Grande do Sul e na fronteira com a Argentina. Carros provenientes do Paraguai serão vistoriados e desinfectados com pulverizador.

-Solicitação de reforço das Polícia Militar para atuar nos postos de fiscalização.

-Compra de mais material de desinfecção.

-Solicitação para que as indústrias não tragam milho e farelo de soja do Paraguai neste período.

-Distribuição de panfletos com orientações sobre a aftosa.

-Colocação de tapetes sanitários nos aeroportos

-Ações em conjunto com os três estados do Sul, Mato Grosso do Sul e Ministério da Agricultura.




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06 out09:10

Funcionários da Epagri e Cidasc suspendem greve programada para sexta-feira em Santa Catarina

Alessandra Ogeda | alessandra.ogeda@diario.com.br

A greve dos 1,1 mil engenheiros, médicos-veterinários e outros profissionais das duas principais empresas públicas do setor agrícola em Santa Catarina prevista para começar nesta sexta-feira está suspensa.

O governo do Estado e os sindicatos que representam as categorias retomaram as negociações e chegaram a um pré-acordo.

A decisão definitiva sobre a aceitação ou a recusa da proposta pelo governo catarinense será tomada amanhã, às 14h, na votação dos profissionais convocados para 22 assembleias nas sessões regionais que as empresas têm no Estado.

Depois de conseguirem um aumento que representa a reposição da inflação entre maio de 2010 e abril deste ano, mais um ganho real de 1% no salário e o acréscimo de R$ 2 no vale-refeição, os profissionais pediam a criação de um grupo de trabalho para rever o plano de cargos e salários das empresas.

A cláusula que criava esse grupo foi redigida na semana passada em uma reunião de representantes dos quatro sindicatos envolvidos na negociação e o secretário de Estado da Agricultura, João Rodrigues. Mas ela foi vetada pela Fazenda. Em uma reunião terça-feira à tarde, entre Rodrigues e o novo secretário da Fazenda, Nelson Serpa, o texto foi aprovado, mas com uma alteração.

A frase de que o governo faria a revisão observando “a legislação vigente” foi retirada. De acordo com Rodrigues, o Estado já cumpre a legislação. A resistência em tornar isso evidente no texto, segundo Jorge Dotti Cesa, diretor presidente do Sindicato dos Engenheiros-Agrônomos de SC (Seagro) tem a ver com a mesma polêmica que motivou a greve do magistério, este ano: o governo estaria cumprindo a legislação com abonos, e não com o pagamento do salário previsto em lei como piso-base.

— Mesmo com essa resistência por parte do governo, tivemos uma vitória importante com a garantia da revisão do plano e a retomada das nossas carreiras. Acredito que isso será reconhecido pelas categorias — projeta Cesa.

A retomada das negociações entre governo e funcionários procura evitar uma paralisação que poderia tornar o Estado vulnerável à entrada da febre aftosa — atualmente SC está em alerta após a identificação de um foco da doença no Paraguai.

A greve também prejudicaria os investimentos e pesquisas na área agrícola e pecuária. Para Rodrigues, a cláusula aprovada pelo governo traz um avanço histórico na discussão do plano de carreiras e salários.

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04 out08:57

Cerca de mil profissionais da Epagri e da Cidasc anunciam paralisação a partir desta sexta-feira

Alessandra Ogeda | alessandra.ogeda@diario.com.br


Engenheiros agrônomos, médicos veterinários e outros profissionais das duas principais empresas públicas do setor agrícola em Santa Catarina comunicaram ontem ao governo que vão entrar em greve a partir de sexta-feira.

O momento escolhido para cumprir a paralisação, aprovada em agosto, é crítico porque Santa Catarina vive uma situação de alerta sanitário preventivo contra a febre aftosa.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o maior risco para o Estado, caso a greve seja efetivada, é que SC ponha em risco o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. SC está em estado de alerta depois que foi identificado um novo foco da doença no Paraguai, em uma cidade a 126 quilômetros da fronteira com o Mato Grosso do Sul.

— O governo vai ter que encontrar uma saída, porque levamos muito tempo para conseguir esse status e não podemos, em hipótese alguma, colocá-lo em risco. Esperamos que o bom senso dos profissionais também prevaleça — opina Pedrozo.

A decisão por recusar as ofertas de acordo propostas pelo governo foi tomada em 22 assembleias no dia 18 de agosto. Mas os quatro sindicatos que representam os 1,1 mil funcionários da Epagri e da Cidasc que atuam diretamente no controle sanitário e no apoio técnico do setor agrícola e pecuário no Estado decidiram adiar a paralisação. Até agora.

Depois de conseguirem atender uma parte das reivindicações, os sindicatos se reuniram com o secretário de Estado da Agricultura, João Rodrigues, na semana passada. Na ocasião, o grupo redigiu uma cláusula que previa a criação de um grupo de trabalho para fazer a revisão do plano de cargos e salários.

Mesmo com a cláusula prevendo que qualquer mudança passasse pela aprovação do Conselho de Política Financeira do Estado, a Secretaria da Fazenda rejeitou a proposta. O diretor presidente do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de SC (Seagro), Jorge Dotti Cesa, afirma que as categorias não vão ceder na exigência do novo enquadramento dos profissionais no plano de carreira.

— O Estado não cumpre uma lei federal de 1966 que prevê que os médicos veterinários e os engenheiros ganhem 8,5 salários mínimos como salário-base. Chegamos a esse valor através de abonos, mas não como piso salarial — critica.

O secretário Rodrigues contribuiu para a elaboração da cláusula que prevê a criação do grupo de trabalho e diz não entender a negativa da Fazenda.

— A justificativa foi de que essa readequação abriria precedente para as demais categorias de funcionários do Estado pedirem a mesma mudança.

A Secretaria da Fazenda comunica que mantém sua posição, mas que a decisão final está com o governador Raimundo Colombo. Na opinião de Rodrigues, a greve não deve ser efetivada. Mas caso ocorra, o secretário está confiante que poucos funcionários envolvidos com o controle das barreiras sanitárias vão aderir a ela.

— Ninguém é irresponsável de fazer uma paralisação neste momento. Mas caso isso aconteça, temos um plano B preparado. Faremos a substituição imediata destes profissionais e entraremos na Justiça para tornar a greve ilegal — avalia.

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