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Cinema

09 dez12:01

O Hobbit estreia dia 14 no cinema de Chapecó

Assim como James Cameron fez com Avatar, ressuscitando o 3D, Peter Jackson está à frente de uma nova revolução com o cinema digital. Com estreia mundial em dezembro (dia 14 no Brasil), O Hobbit – Uma Jornada Inesperada dá início a uma nova trilogia baseada na obra de J.R. Tolkien.

O Hobbit foi filmado e será projetado, em algumas salas, a 48 quadros por segundo, o dobro dos parâmetros regulares. Segundo Jackson, o resultado desse sistema, denominado High Frame Rate (HFR ou “alta taxa de quadro”), garante uma imagem muito mais cristalina e definida.

A vantagem anunciada pelo HFR é eliminar as limitações visuais que restam no cinema digital, como fantasmas e borrões em cenas com muitos movimentos e efeitos especiais. Em abril, em Las Vegas, Jackson apresentou 10 minutos de O Hobbit em 48 quadros por segundo. Mas a recepção causou estranhamento. Diante do assombro com o que foi avaliado por muitos de hiper-realismo excessivo, surgiram observações sobre uma imagem límpida e brilhante em demasia.

– Não parece mais com cinema. É outra coisa, é como realidade virtual ou videogame – avalia Pedro Butcher, crítico de cinema e editor do Filme B, portal especializado no mercado cinematográfico.

>> Confira a programação do CINEMA de Chapecó

Diante da reação, e porque ainda não são muitos os cinemas aptos à projeção HFR, o lançamento de O Hobbit neste sistema será limitado a 400 salas nos EUA e a 500 em outros países. Grande parte do público vai assistir ao filme na versão 3D convencional. No Brasil, 40 salas devem projetar a versão de 48 quadros por segundo em 3D. Em Blumenau, nenhuma sala exibirá o formato.

– Há limitações técnicas em grande parte dos projetores. Apenas os da segunda geração, com uma placa especial, podem exibir – explica Luiz Gonzaga de Luca, especialista em tecnologia audiovisual e diretor da rede mexicana Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina.

JORNAL DE SANTA CATARINA



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29 nov12:29

"Intocáveis", legendado, em cartaz no Cinema de Chapecó

Marcelo Perrone | marcelo.perrone@zerohora.com.br

O sucesso de um filme em seu país de origem nem sempre é indicativo de êxito internacional. O cinema francês tem um caso assim: A Riviera Não É Aqui (21 milhões de espectadores), o mais visto lá em todos os tempos, mas de pouca repercussão fora de casa. Coube ao segundo colocado, Intocáveis (que somou na França um público de 20 milhões), romper essa barreira e tornar-se um fenômeno mundial: com mais de 23 milhões de espectadores em outros países, tirou de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain o título de filme francês mais visto no Exterior.

Intócáveis será o representante da França para disputar uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013. A comédia dramática, sobre a improvável amizade entre um milionário francês tetraplégico e um imigrante senegalês que este contrata como assistente, cumpre um desempenho fantástico no circuito global que corre à margem dos blockbusters. Já somou 23 milhões de espectadores fora da França, 308 mil deles no Brasil. Nos EUA, Intocáveis ganhou como grande divulgadora a cantora Madonna, e o remake em Hollywood está caminho, estrelado por Colin Firth.

No Brasil, conseguiu um feito raro: nas primeiras semanas de exibição teve aumento de público,quando a regra do mercado é a diminuição progressiva. Nesta terceira em semana em exibição, teve queda de apenas 18%, em vez dos mais de 40% de outros títulos. Intocáveis se impôs até aos aos reparos de parte da crítica, que sublinha os excessos melodramáticos e os clichês que forçam a mão para ressaltar o antagonismo social e cultural entre entre os dois protagonistas.

Em Chapecó o filme legendado entra em cartaz na sala 3 no horário das 21h30. Confira a programação completa.

ZERO HORA

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22 nov15:07

De volta à ação em ‘Busca Implacável 2’

O filme francês, Busca Implacável 2, com roteiro do cineasta Luc Besson, está em cartaz no Cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó. Recheada de lutas, tiroteios e perseguições inflamáveis, o filme não fica abaixo de seu antecessor, de 2008, porém, não renova a fórmula.

No primeiro filme, no papel do espião aposentado Bryan Mills, o ator irlandês Liam Neeson vai a Paris para encontrar sua filha Kim (Maggie Grace), que foi sequestrada pela máfia albanesa para ser vendida como escrava sexual. O filme é encerrado com o herói com sangue nas mãos.

Agora, os familiares albaneses dos criminosos torturados e assassinados por Mills é que querem vingança. Eles planejam sequestrar Mills, a mulher dele e a filha do casal.

Ambientado em Istambul, na Turquia, o filme tem uma inversão interessante na primeira metade: como os sequestradores falharam em capturar a filha, é ela, auxiliada pelo pai, quem tem a missão de resgatá-los.

A performance de Busca Implacável 2 nos cinemas, por enquanto, não poderia ser melhor: custou R$ 91,35 milhões e está perto de arrecadar R$ 710,5 milhões mundialmente. O terceiro filme já está sendo escrito.

Os outros filmes em cartaz são Amanhecer – Parte 2, A Origem dos Guardiões (3D), 007 Operação Skyfall, Hotel Transilvânia, Busca Implacável 2 e Ted.

Confira a programação completa do CINEMA.


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14 nov15:17

Saga Crepúsculo chega ao fim

[Atualizado 15h39]

Uma das franquias comercialmente mais bem-sucedidas do cinema está chegando ao fim. Nesta quinta-feira, dia 15, mais precisamente à 00h01, acontecem as duas primeiras exibições da A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2, no cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó. Ingressos para o derradeiro episódio da série sobre vampiros e lobisomens juvenis estão à venda na bilheteria do cinema.

A estratégia de lançamento é ambiciosa: o filme vai entrar em cartaz em cerca de 1,3 mil salas no Brasil, em cópias legendadas e dubladas, com estimativa de público superior a 10 milhões de espectadores. Para aguçar ainda mais a expectativa dos fãs, o ator Taylor Lautner esteve no Rio de Janeiro recentemente para uma série de entrevistas.

No último segmento de Crepúsculo, Bella (Kristen Stewart) desperta já como vampira após dar a luz a Renesmee (Mackenzie Foy). A felicidade da mocinha ao lado do vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson), porém, está ameaçada por causa do nascimento dessa menina com poderes especiais, o que coloca a família Cullen novamente no alvo do clã Volturi.

Com o apoio do lobisomem Jacob Black (Taylor Lautner) e de sua alcateia, os Cullen decidem convocar todos os vampiros da região para uma batalha final contra os sanguessugas do mal. Em Amanhecer – Parte 2, Jacob vai revelar a Bella que teve um “imprint” com Renesmee antes mesmo do nascimento da vampirinha. No encontro com jornalistas recentemente, em um hotel de luxo na zona sul carioca, a reportagem pediu a Lautner que explicasse o que é um “imprint”.

>> Confira a Programação completa do CINEMA

– Eu me fiz essa pergunta muitas vezes e pedi para Stephenie Meyer (autora dos livros da saga Crepúsculo e produtora do filme) me explicar. Ela me disse: “Taylor, é muito simples, é uma ligação de vida inteira entre duas pessoas. Não faça elucubrações, não pense no que isso vai se tornar. Não pense em nada mais”. Em Amanhecer – Parte 2, acho que a relação Jacob e Bella é de irmão e irmã, de proteção – esclareceu o jovem astro de 20 anos.

Lautner encontrou-se também com os admiradores que fizeram campana na frente do hotel na Cidade Maravilhosa – e lembrou da agitada vinda anterior ao Brasil, em 2009, com Kristen Stewart, para divulgar Lua Nova, com fãs desesperadas tentando invadir o prédio em São Paulo onde a dupla estava hospedada:

– Elas foram incríveis, são muito apaixonadas. É divertido. Elas são muito agressivas, mas eu adoro. Nossas fãs têm o mesmo nível de paixão no mundo inteiro, mas expressam isso de maneiras diferentes. Na América Latina, elas são mais físicas.

O menino lobo não escondeu a tristeza pelo fim da série, revelando que vai sentir falta:

– Foi uma experiência incrível e totalmente inesperada desde o começo. Nunca imaginei que estaria falando sobre o quinto filme. Para mim, o melhor de tudo foram as amizades que fiz, com todo o elenco e a equipe. Também vou sentir falta de interpretar esse personagem, que vivi por quatro ou cinco anos. Fiquei muito ligado a Jacob. O que não vou sentir falta mesmo é de ter que tirar minha camiseta o tempo todo. Não vou mesmo!


Cenas rodadas no Brasil

O filme anterior teve cenas rodadas no Brasil, para onde os personagens Bella e Edward vão depois do casamento – e a reportagem quis saber de Taylor se Amanhecer – Parte 2 também tem referências ao país:

– Acho que sim, não lembro ao certo, mas acho que eles falam da lua-de-mel no Brasil… Eu fiquei com muita inveja porque Kristen e Robert vieram para o Rio filmar e eu tive que ficar preso no frio de Vancouver.

O simpático ator comentou ainda o final da franquia – que já arrecadou US$ 2,5 bilhões no mundo todo – e os boatos sobre uma eventual continuação com algum personagem:

– É extremamente triste ver que tudo está terminando. Mas acho que termina de maneira ótima, acho que os fãs vão adorar. Não sei nada sobre um possível desdobramento da história, mas é uma ideia interessante. Tudo o que Stephenie considerar eu vou querer fazer. Ela é um gênio!

* Roger Lerina, repórter da Zero Hora viajou a convite da Paris Filmes.


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09 nov11:43

Operação Skyfall no cinema de Chapecó

O novo filme do agente secreto James Bond. 007 – Operação Skyfall está em cartaz no cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó.

No ano em que o agente mais famoso das telonas completa 50 anos da série, não poderia faltar um longa-metragem para carimbar o feito. A crítica britânica, em sessões fechadas, elogiou o filme qualificado como um dos melhores lançamentos da saga cinematográfica do agente 007. O ator Daniel Craig segue interpretando o Bond – ele fez o personagem em 007 – Quantum of Solace (2008) e 007 – Cassino Royale (2006). O vilão da vez é o ator espanhol Javier Bardem (de Comer, Rezar e Amar e Onde os Fracos Não Têm Vez). A direção é de Sam Mendes, que também assinou o clássico Beleza Americana (200) e O Caçador de Pipas (2007).

>> Confira a Programação completa do CINEMA

Em 007 – Operação Skyfall, a lealdade de Bond a agente M (Judi Dench) é testada quando o passado dela volta a atormentá-la. Com a MI6 (agência de espionagem britânica) sendo atacada e tendo informações confidenciais reveladas, como a de agentes infiltrados em células terroristas, a vida de todos está em perigo. Por trás disso, o cyber-terrorista Raul Silva é quem comanda o lado o lado “bandido” do filme.


50 anos da famosa série de espionagem

Em 5 de outubro de 1962, estreava em Londres 007 Contra o Satânico Dr. No, no qual o primeiro agente com licença para matar, o ator Sean Connery, jogando bacará, acendia um cigarro e se apresentava com a mítica frase “Bond, James Bond”. O agente mais leal da realeza britânica foi interpretado por seis atores nos 23 filmes da série. Mas nunca perdeu a paixão pelos carros esportivos, os artefatos tecnológicos mais impressionantes e o Martini, “agitado, mas não mexido”. Ah, e claro, a paixão pelas mulheres sempre foi muito presente na série, que já contou com mais de 50 Bond Girls.


‘007 – Operação Skyfall‘ (Skyfall)

- Direção: Sam Mendes

- Com: Daniel Craig e Javier Bardem

- Produção: Reino Unido, 2012, 143min., ação, dublado e legendado

- Classificação: 14 anos


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05 out10:33

Hotel Transilvânia no cinema de Chapecó

Hotel Transilvânia, que teve sessões se pré-estreia no fim de semana passado, é a nova animação em computação gráfica da Sony Pictures Animation e vem com a assinatura de Genndy Tartakovsky, cultuado criador de O Laboratório de Dexter e Samurai Jack. A produção também conta com a participação de dois animadores brasileiros na ficha técnica: Marcelo Sakai, de São Paulo, e Yuri Lementy, do Rio de Janeiro.

>> Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Na comédia, o Conde Drácula (no original com a voz de Adam Sandler) administra o luxuoso Hotel Transilvânia, um lugar no qual monstros como Frankenstein, a Múmia e Lobisomen podem se hospedar sem preocupações, longe dos mortais. Tudo vai bem até que, em um final de semana, surge um homem que abala o coração da filha de Drácula, Mavis (dublada em inglês por Selena Gomez), que está completando 118 anos.

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28 set18:50

Comédia romântica ‘Um Divã para Dois’ no cinema de Chapecó

Poderia ser a história de qualquer casal. Ou a sua história daqui a alguns anos. Marido e mulher estão cansados daquela mesmice do matrimônio e resolvem virar o jogo em nome do amor. Kay e Arnold, interpretados por Meryl Streep e Tommy Lee Jones, respectivamente, possuem um bom relacionamento, mas as décadas de união deixaram a mulher com anseios por uma relação mais apimentada e por uma reaproximação com o marido. É quando ela ouve falar de um famoso especialista em casais, vivido por Steve Carell. Um Divã Para Dois, com direção de David Frankel, está em cartaz no Cinema Arcoplex do  Shopping Pátio Chapecó.

>> Confira a PROGRAMAÇÃO do CINEMA de Chapecó

Na trama, Kay tenta convencer o cético marido a embarcar em um avião para uma semana de terapia de casal. Conseguir convencer o teimoso Arnold a continuar a ceder já é difícil demais, porém, o verdadeiro desafio para ambos aparece à medida que colocam os ressentimentos de lado e tentam reacender a chama da paixão.

Pré-estreia

Tem ainda a pré-estreia da animação Hotel Transilvânia, em cartaz neste fim de semana na cidade. Genndy Tartakovsky, diretor conhecido de séries animadas como O Laboratório de Dexter e Samurai Jack, faz sua estreia em longas, narrando uma espécie de paródia do Conde Drácula. Na história, o conde é proprietário do Hotel Transilvânia, um luxuoso resort para monstros no meio do nada, que vê seu isolamento ameaçado quando um garotinho se apaixona por sua filha.

A comédia da Sony Pictures usa esse ponto de partida criativo para mostrar o dia a dia dos monstros, raramente vistos como vítimas no cinema. O filme é recheado de piadas envolvendo as criaturas, mas também guarda humor para o personagem do jovem humano, que faz uma divertida paródia dos turistas norte-americanos. Portanto, a animação é para os pequenos e para os adultos.

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14 set14:07

"Resident Evil 5" estreia com muitos sustos

Milla Jovovich sai exausta após um dia de filmagens de Resident Evil 5: Retribution. A estrela da saga que veio do videogame se aborrece com o marido, o diretor Paul W.S. Anderson. Para ela, acostumada aos machucados, às pancadas, a ser erguida por cabos, a executar dezenas de zumbis munida apenas de uma corrente de bicicleta, a chateação é outra. Em cena, Alice, a heroína, surge irreconhecível. Roupas normais, cabelo arrumado, é uma dona de casa amedrontada, agarrada à filha.

– Milla não gostou de ser vítima, de fugir e gritar – diverte-se o diretor.

Esse lado suave da personagem é uma surpresa do mais novo filme da franquia de ação, que chega nesta sexta-feira aos cinemas. Uma faceta que desmonta quando uma invasão de mortos-vivos irrompe o plácido cenário de subúrbio. Então, Alice volta a ser a guerreira programada pela corporação Umbrella, modificada biologicamente, incansável, durona, irrefreável. Presa em um submarino bunker, ela precisa atravessar ambientes e sobreviver aos perigos em cada um deles – em uma viagem que, à primeira vista, remete ao avanço de fases em um videogame, mas se revela uma ilusão tecnológica de um giro pelo mundo – o centro luminoso de Nova York, a histórica Praça Vermelha de Moscou. Ambientes complexos, de mentirinha. Infectados por vírus mortais.

>> Confira a Programação completa do CINEMA

A ideia de mundos falsos, de universos paralelos, dá o tom do novo capítulo de Resident Evil – o penúltimo – e possibilita a volta de Michelle Rodriguez à franquia. É que sua personagem, Rain, foi morta ainda no primeiro filme.

–Eu amo esse casal. Liguei para o Paul e disse: ‘quero estar nesse filme, arruma um papel pra mim?’. Fiquei muito feliz em voltar dos mortos – diz Michelle, sorridente, sob o olhar desaprovador de Milla Jovovich, durante conversa com a imprensa, em Cancún.

– Ei, não estou estragando nenhuma surpresa. Eu morri com um tiro na cabeça, todo mundo lembra – defende-se Michelle. Milla a repreende:

– Shhh, não estrague o mistério!

Em Resident Evil 5, a inspiração do game ganha vazão, mais uma vez, em sequências de luta impressionantes e cenas grandiosas com explosões avivadas pelo efeito 3D.

– Com exceção da equipe de James Cameron, tenho os mais experientes em 3D no mundo. Para esse filme, o diretor de fotografia (Glen MacPherson) construiu uma câmera específica, depois de tanto me ouvir pedir coisas impossíveis de fazer – diz o diretor.

Os zumbis, então, não são mais moribundos ensanguentados comuns; vêm em versões mais fortes, militarizados e aliens.

– Tenho sorte, porque a franquia vem de um videogame que não se estagnou, então a inspiração também não. Não fui eu quem inventou tudo isso – diz Anderson.

– Posso fazer um filme cada vez maior.

Foi durante o primeiro filme, oito anos atrás, que Milla Jovovich e Anderson se conheceram e deram início à franquia que permeou o casamento.

– Hoje, tentamos não falar de zumbis na mesa do café da manhã, mas falar de levar nossa filha Ever, de 4 anos à escola, o que é bem mais difícil do que fazer filmes – diz Anderson. A franquia já rendeu US$ 700 milhões em todo o mundo.

– O filme foi o que nos uniu. Temos um afeto especial por ele, interfere o tempo todo nas nossas vidas. É quase como viajar com a família.

Com o último Resident Evil: Afterlife (quarto da série, de 2010), Anderson deu início a uma despedida.

– Foi o início de uma trilogia final. Muitos personagens morrem nesse quinto filme, é o começo do fim. O próximo filme será o capítulo final.

Milla Jovovich, atlética e apaixonada por artes marciais, dispensa dublê e tira de letra o esforço físico que Alice exige. Ela já rompeu ligamento. São incontáveis os machucados.

– Havia uma crença em Hollywood de que mulher não servia para isso. Hoje as heroínas de ação estão engatinhando. Sei que muitas atrizes não fariam isso, mas o que é um pouco de dor se você tem a chance de fazer isso? – diz ela.

A seu lado, Paul Anderson baixa o olhar, sentido.

– Tomamos muitos cuidados, mas as cenas são brutais. Milla vai para casa coberta de marcas roxas. O que posso fazer é preparar um bom banho com sais e mimá-la um pouco.

AGÊNCIA ESTADO



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06 set14:20

"O Legado Bourne" em cartaz no cinema de Chapecó

Mateus Boing | reportagem@diario.com.br

A franquia Bourne reúne 10 livros, quatro filmes, um videogame e uma série especial de dois capítulos para a rede americana ABC. Por enquanto. Todos levam no título o sobrenome de Jason Bourne, o agente criado pelo escritor americano Robert Ludlum. Mas no filme O Legado Bourne, que volta ao Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó, o agente não dá as caras durante os 135 minutos de exibição, exceto num único instante.

É quando aparece uma foto de Bourne, interpretado por Matt Damon nos três primeiros filmes. Para driblar a ausência do personagem que é a razão de ser da franquia, Tony Gilroy, principal roteirista dos filmes e, desta vez, também ocupando a cadeira de diretor, e seu irmão Dan, co-roteirista, bolaram a ideia de ampliar a conspiração governamental e criar um novo agente, Aaron Cross (Jeremy Renner, de Guerra ao Terror).

Grande parte da primeira meia hora do filme é usada na transição dos personagens principais. Fora do cinema, a mudança é mais fácil de entender: Damon desistiu do projeto depois que Paul Greengrass, diretor dos dois últimos filmes da trilogia (A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne), também pulou fora. Mesmo sem os dois, a Universal decidiu seguir adiante, e os irmãos Gilroy aceitaram o desafio de amarrar as histórias.

Aaron Cross faz parte de uma unidade especial semelhante a que Bourne estava inserido. Cross está em treinamento no Alasca quando fatos ocorridos em O Ultimato Bourne — que transcorre simultaneamente a O Legado — o levam à ação. Cross toma medicamentos que potencializam sua destreza física e mental, mas perde seu lote de comprimidos. Em busca da sobrevivência, vai às Filipinas.

No caminho encontra a pesquisadora Marta Shearing (Rachel Weisz). Enquanto isso, o conspirador-mor Eric Byer (Edward Norton) aciona todos os recursos de vigilância para localizá-los. No fim, uma certeza: a franquia terá pelo menos mais um capítulo. Resta saber quando e se Bourne dará as caras.


::: Opinião DC

Na confusão de diálogos que marca o início de O Legado Bourne, alguém reclama que Jason Bourne lhe fez perder a noção do que é — e do que não é — possível. É a melhor frase de uma trama que torna possível até a ausência do personagem principal. Só não dá para dizer que o filme está no mesmo nível dos três primeiros. Também não dá para esquecer que o estúdio considerou faturar com a marca Bourne mesmo sem entregar Bourne algum. Isso somado ao esforço que se faz para amarrar as tramas prejudicam o andamento do filme. Jeremy Renner, Rachel Weisz e Edward Norton não comprometem, mas são assombrados pelo fantasma de Jason Bourne. Tony Gilroy busca seguir o molde dos outros filmes da série, com edição frenética de cenas de ação e câmeras que parecem espreitar os atores. No fim, a solução encontrada para justificar a troca de personagens torna possível não só um agente parecido com Bourne, como tantos quantos forem necessários para estender a série infinitamente.



::: Entrevista

O ator Edward Norton é o coronel reformado Byer em O Legado Bourne, dirigido por Tony Gilroy, autor dos roteiros dos filmes anteriores, A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne, todos inspirados no universo criado pelo escritor Robert Ludlum. Norton não gosta de chamar seu personagem de vilão, preferindo dizer que ele é, ao lado do agente Aaron Cross (Jeremy Renner) e da cientista Marta Shearing (Rachel Weisz), uma peça do intrincado e moralmente complexo quebra-cabeça que envolve o governo, corporações e cientistas. O ator falou sobre o filme e também sobre uma minissérie que ele está produzindo com Brad Pitt para a televisão.


Você era fã dos outros filmes da série Bourne?

Edward Norton: Sim, sempre achei que eles eram inteligentes e dotados de um certo realismo.


Quais são as diferenças de O Legado Bourne em relação aos filmes Bourne anteriores? Você teve que voltar a eles?

EN: A grande qualidade é que existe consistência, já que Tony Gilroy foi roteirista dos outros filmes e chegou à direção neste. Os filmes Bourne têm um apelo para os teóricos da conspiração que existem em cada um de nós. O que torna este tão diferente é a maneira com a qual Tony (roteirista/diretor), em vez de tentar recomeçar, abre o escopo e faz você se dar conta de que os primeiros filmes eram como pétalas de uma flor. Agora a flor está desabrochando e você começa a ver todo o universo ao qual ela pertence. Tony está ampliando a história em vez de tentar começar de novo. Agora, está abrangendo o governo e começando a incluir as corporações na teia de corrupção e conspiração. É um caminho muito interessante para se trilhar.


Você disse em entrevistas que geralmente gosta de filmes que refletem o zeitgeist e tratam do que acontece no mundo. O Legado Bourne cabe nesse raciocínio?

EN: Na maioria dos filmes de Tony, acho que existe uma investigação do jeito como o mundo das corporações está começando a controlar e invadir nossas vidas. Ele já fez isso examinando a legislação, fez isso examinando marcas rivais e agora está examinando o mundo da inteligência. Acho que esse tema é muito atual.


O filme também toca na questão das experiências científicas que nem sempre dão certo. Você pode falar sobre isso?

EN: Sim, acho que essa é uma das questões sobre as quais Tony falou: “Não fale sobre isso!” (risos). Este filme trata muito das parcerias que existem entre o governo, as corporações e a ciência. Fala de como essas coisas ficaram entrelaçadas e como às vezes isso acaba criando uma zona cinzenta moral.


Em O Legado Bourne, você é o vilão, certo?

EN: Eu diria que tanto Aaron Cross (Jeremy Renner), como Marta (Rachel Weisz) e Byer, meu personagem, fizeram escolhas e tomaram decisões que têm muitas concessões incutidas.


Você se ausentou dos filmes por um tempo. Estava destinando seu tempo a buscar outros interesses como questões ambientais e o teatro?

EN: Estava construindo um teatro em Nova Iorque, mas fiz dois filmes no ano passado. Normalmente não faço mais de dois filmes por ano. Também estava escrevendo e minha empresa está produzindo alguns filmes. Fiquei quase um ano inteiro escrevendo uma minissérie para a HBO (Undaunted Courage) e um roteiro de filme.


O processo de feitura de uma minissérie de TV é parecido com o de um filme?

EN: Foi um longo processo de desenvolvimento dessa séries. Não sabemos quando vamos filmá-la. Sempre faço muitas coisas ao mesmo tempo porque você nunca sabe qual vai se concretizar logo.


Com esse hábito de se envolver em tantas coisas diferentes, você tira férias?

EN: Estou envolvido em várias coisas. Tenho outras empresas e outros objetivos. As coisas se atropelam, mas geralmente encontro um jeito de equilibrar tudo.


DIÁRIO CATARINENSE



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31 ago18:15

Explosões, piadas e superastros dão o tom em "Mercenários 2", que estreia nesta sexta-feira nos cinemas

O sujeito senta na poltrona imaginando o que vem pela frente: ação, tiros e humor, protagonizados por estrelas do gênero, tudo no superlativo. Se for nesse clima assistir a Mercenários 2, longa de Simon West com Bruce Willis, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, que estreia hoje nos cinemas, você não sairá decepcionado.

O longa está há duas semanas no topo das bilheterias norte-americanas e já arrecadou mais de US$ 121 milhões (seu custo está estimado em US$ 100 milhões). Por aqui, deve superar o primeiro Mercenários, que dividiu espaço nas salas com sucessos como Meu Malvado Favorito e A Origem e acabou em quarto lugar no fim de semana de estreia.

>> Confira a PROGRAMAÇÃO PARA O CINEMA DE CHAPECÓ

A ideia concebida e dirigida por Stallone, agora é entregue a West, que tenta dar sentido à trama roteirizada pelo astro. Stallone interpreta Barney Ross, comandante de uma equipe enviada por Church (Bruce Willis) para resgatar uma caixa misteriosa nos destroços de um avião. Tool (Mickey Rourke), capanga de Ross, é morto, e seus comparsas partem em busca do culpado – o vilão com o sugestivo nome Vilain, interpretado por Jean-Claude Van Dame.

Há espaço – e necessidade – de um belo rosto feminino, ocupado pela modelo Tamara Ecclestone. Na pele de Fiona, filha de Tool, ela também decide vingar a morte do pai, mas acaba capturada.

Ross e sua equipe têm, então, pretextos suficientes para explodir coisas enquanto esbanjam humor americano autorreferente. Os personagens de Stallone, Willis e Schwarzenegger desenterram frases célebres como o “Eu voltarei”, de Exterminador do Futuro, e o “Yippe-ki-yay”, de Duro de Matar. Já o personagem de Chuck Norris brinca com a fama de imortal de que o ator goza na internet. Vale todo tipo de piada com o fato de essas peças de museu – como eles mesmos se chamam no longa – estarem juntos na sequência de um filme de ação blockbuster em pleno ano de 2012.

Se a ação é explosiva, parecem ter sido aniquiladas também algumas noções técnicas, como continuidade e verossimilhança. Algo que poderá passar despercebido pelos espectadores mais empolgados.



SEGUNDO CADERNO



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