Cinema

30 ago15:30

A onda em Hollywood é repaginar franquias lucrativas

Daniel Feix | daniel.feix@zerohora.com.br

O final de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge indica que a série, nos moldes em que foi projetada pela Warner e o diretor Christopher Nolan, acabou. Mesmo que acontecimentos vistos neste último longa da trilogia desafiem a lógica do realismo, é difícil imaginar um quarto filme com fatos posteriores aos que encerram o filme em cartaz nos cinemas. Ainda assim, já surgiram especulações de que um “reboot” (ou “reinício”) da série sobre o Homem-Morcego estaria sendo planejado para 2016. Cedo demais? Nada disso. Ao menos conforme a nova prática dos estúdios de Hollywood.

Na onda do reboot, a regra é começar do zero franquias que já se mostraram lucrativas e têm apelo junto ao público. E que ainda estão frescas na memória.  O Legado Bourne traz de volta o universo das histórias de Robert Ludlum apenas cinco anos após o fim da trilogia estrelada por Matt Damon. Sem o astro e seu personagem, Jason Bourne, o protagonismo recairá sobre Jeremy Renner (de Guerra ao Terror), que interpretará um agente que passou pelo mesmo experimento do herói da trilogia original. Paul Greengrass, diretor do segundo e do terceiro filme da série, também está fora — será substituído por Tony Gilroy, roteirista dos três títulos anteriores e diretor de Conduta de Risco (2007).

Neste caso, a insistência da Universal se justifica pelo culto à franquia, que cresceu ao longo de sua carreira, refletindo-se num lucro progressivamente maior: A Identidade Bourne faturou US$ 214 milhões em 2002; A Supremacia Bourne, US$ 288 milhões em 2004; O Ultimato Bourne, US$ 442 milhões em 2007.

>> Confira a PROGRAMAÇÃO completa do Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó

Mas e quanto ao Homem-Aranha, que ganhou este ano um reboot, para muitos num longa inferior à trilogia lançada entre 2002 e 2007? O Espetacular Homem-Aranha (2012) foi lançado com muito barulho (foram 4,3 mil cópias só nos cinemas dos EUA), mas arrecadou US$ 213 milhões a menos do que Homem-Aranha 3, de cinco anos atrás (US$ 677 milhões contra US$ 890 milhões). Teriam os produtores de Hollywood perdido o receio de piorar uma série, mesmo com perspectiva de lucro menor?

— Mesmo que o faturamento seja inferior, há a perspectiva de ganhar um bom dinheiro. Isso é suficiente — diz Marcelo Forlani, editor do site Omelete, referência em cultura pop. — Os contratos já são feitos imaginando-se várias adaptações, porque os resultados indicam que a máquina de fazer dinheiro não para tão cedo. Séries como Star Wars e De Volta para o Futuro se tornaram cult a partir da constituição de trilogias.

A ideia de dar corda para o imaginário das pessoas só faz a expectativa em torno dos filmes aumentar e, consequentemente, crescer o lucro e o status de culto. Crítico e editor do site Filme B, especializado no mercado cinematográfico, Pedro Butcher recua até Walt Disney e Branca de Neve e os Sete Anões (1937), para analisar a lógica de Hollywood:

— É daquela época a ideia de que o retorno do filme estava mais no seu licencia­mento do que no longa em si. No caso das franquias, investe-se muito no primeiro filme, para apresentar a sua mitologia. Os títulos seguintes vão na carona. É por isso que A Bússola de Ouro (2007) e John Carter (2012) constituem investimentos mais arriscados do que um Superman, um Lanterna Verde. Hoje a indústria aposta mais no marketing de um projeto, na sua apresentação e nos produtos paralelos, do que no filme em si.

Não à toa os reboots são recorrentes nas franquias adaptadas do universo das HQs, em que um mesmo personagem morre e renasce, vivendo diferentes fases. No caso das adaptações do Batman, o alto lucro veio apenas com O Cavaleiro das Trevas (2008). Seus cinco filmes anteriores, lançados entre 1989 e 2005, arrecadaram entre US$ 238 milhões e US$ 411 milhões, contra US$ 1,01 bilhão de O Cavaleiro das Trevas — até ontem, O Cavaleiro das Trevas Ressurge somava US$ 733 milhões. Ou seja: além de estar fresquinha na cabeça do público, a mitologia está em alta.

— Isso conta muito – prossegue Butcher. — A preocupação, em Hollywood, é fazer o público se dispor a ir ao cinema. Mais seguro do que vai assistir, o espectador fica mais propenso a sair de casa.

Mas nem tudo está perdido. A busca pela originalidade também tem espaço em meio à lógica do mercado. Afirma Butcher:

— A indústria persegue o lucro imediato, mas isso não exclui o foco num futuro distante. Investir alto em projetos em 3D de Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret, 2011) e Ang Lee (As Aventuras de Pi, que estreia em dezembro) indica que há, também, a busca por inovações estéticas.

É o caso de dizer que, por trás da infantilização aparente, Hollywood não esqueceu da pesquisa artística que é o motor para o avanço da linguagem. Neste cenário sombrio, trata-de se uma perspectiva de luz.


ZERO HORA

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24 ago13:35

Nova comédia no Cinema de Chapecó

Daniel Feix | daniel.feix@zerohora.com

Já são quase 10 anos em Hollywood, mas poucas vezes antes, até aqui, Rodrigo Santoro teve tanto destaque quanto tem na comédia O que Esperar Quando Você Está Esperando, que estreia nesta sexta-feira no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó. Com o personagem Alex, o brasileiro faz um publicitário casado com a fotógrafa Holly (Jennifer Lopez).

Juntos, eles compõem um dos núcleos centrais da trama, constituída de cinco histórias paralelas e interligadas que têm a ver com gravidez. No caso da dupla de sotaque latino-americano, a adoção. No longa-metragem dirigido por Kirk Jones, os famosos atores Cameron Diaz e Chris Rock estão no elenco.

>> Confira a Programação do CINEMA

Confira o bate-papo com Rodrigo Santoro:

Zero Hora: Sua participação no filme é bem importante, mas se trata de um projeto que exige menos do intérprete. O quanto esse papel é importante para você?

Rodrigo Santoro: Ele se insere na minha filosofia de escolher projetos pela experiência que eles podem proporcionar. Gostei desse personagem porque ele representa o que muitos caras sentem, que é um misto de desejo de ser pai com a insegurança de não se sentir preparado para isso. Trata-se de algo universal, presente em todos os homens. O interessante é que o Alex é isso, um sujeito de seu tempo, independentemente de suas origens. Não se trata necessariamente de um latino-americano. Quando recebi o roteiro, logo procurei um José, ou outro nome assim. Não encontrei e fiquei pensando qual daqueles personagens seria para mim. Adorei quando soube que era o Alex.


ZH: Mas você e a Jennifer Lopez formam o núcleo latino do filme.

Santoro: Sim. Mas o que é interessante é que nem o Alex, nem a Holly tinham referências latinas na construção do roteiro. São personagens universais. E tem sido assim em Hollywood recentemente, ao menos é o que eu tenho percebido. Acho que a indústria norte-americana finalmente se abriu. Talvez tenha se dado conta de que o rendimento dos filmes depende muito das bilheterias em outros países que não os EUA, então ficar tratando realidades específicas a partir de figuras estereotipadas não funciona. A resistência aos latinos que percebi quando fiz meus primeiros trabalhos aqui diminuiu muito, praticamente não existe mais.


ZH: Como foi trabalhar com a Jennifer Lopez? Por ser uma pop star de outra dimensão, é muito diferente da Laura Linney, por exemplo (de Simplesmente Amor)?

Santoro: Ela foi ótima, é super pé no chão e divertidíssima. Já tínhamos fotografado juntos para a (revista) Vanity Fair. Desta vez foi tudo muito rápido, mas não por culpa dela, e sim porque o projeto era assim mesmo: nos encontramos pela primeira vez dois dias antes das filmagens, ouvimos um briefing do diretor (Kirk Jones) e praticamente não ensaiamos.




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22 ago17:19

Katy Perry - Part of Me 3D estreia nesta sexta no cinema de Chapecó

Roberta Ávila | roberta.avila@diario.com.br

Uma maluca que saiu do nada, se veste de cupcake e canta que beijou uma garota e gostou. O objetivo do filme Katy Perry – Part of Me 3D, que entra em cartaz no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó na sexta-feira, dia 24, é desfazer o preconceito e mostrar uma profissional focada, mas também uma jovem de 27 anos com uma vida amorosa complicada e sujeita a frustrações, medos e tristezas.

Mais de 300 horas de gravação foram utilizadas para compor o roteiro do filme sobre a cantora e compositora que sonhava em escrever letras sobre sentimentos com profundidade, como Alanis Morisette. Part of Me é um documentário musical com imagens de bastidores que revelam a menina comum sem maquiagem, que luta para sair da cama de manhã e cumprir a rotina de dieta, exercícios e shows.

>> Programação CINEMA Chapecó

Vídeos antigos mostram Katy na transição entre o mundo da música gospel e o que não pertence ao universo evangélico em que foi criada. O resultado é a garota permanentemente encantada com a cultura pop que só conheceu depois de adulta. É o que dá coerência à cantora. Faz sentido uma garota que passou a vida sendo podada exagerar na dose depois de liberada. Ela quer se divertir, vestir fantasias, usar maquiagens. Não que isso seja novidade. Desde a década de 1980, Cindy Lauper e Sarah Jessica Parker vêm dizendo em músicas e filmes que, no fim, meninas só querem diversão.


Katy por ela mesma

Em 2010, ela estava estabelecida como sensação da música pop com seu segundo disco, Teenage Dream, liderando a parada da Billboard com cinco singles no número 1 – California Girls, Teenage Dream, E. T., Firework e Last Friday Night. É a única mulher a obter a marca. Também em 2010, casou-se com o ator Russell Brand, mas o relacionamento terminou no fim de 2011. O filme mostra uma Katy triste, mas especula-se que o cantor John Mayer esteja encarregado de dar ao passado a importância que ele deve ter. Nesta entrevista, a cantora fala sobre a estreia do filme.


Como foi ver Part of Me?

Katy Perry – Chorei um pouco sozinha antes de assistir, porque eu tinha atravessado tantas coisas no ano passado. O filme saiu de uma ideia que tive em 2010, e ver aquela bola de neve virar uma oportunidade me fez pensar: “Uau, estou fazendo meus sonhos virarem realidade”.


Você tinha outros filmes musicais em mente quando fez o contato?

Katy - Minha inspiração veio do documentário Na Cama com Madonna. Adorei o filme e adorei assisti-lo, porque eu não tinha sido exposta a algo assim quando estava crescendo. Por exemplo, eu quero assistir a Alien, o Oitavo Passageiro porque quero ver Prometheus e não vi o primeiro filme. Não me deixavam ver ou ouvir diversos momentos da cultura pop dos anos 1980 e 1990 quando eu era criança, devido à minha criação.


Você sentia que estava sendo alienada?

Katy - Não, eu não sabia o que estava perdendo. Era o meu universo particular e tudo nele estava relacionado ao que meus pais achavam que era melhor para mim.


Mas como você se sentiu quando saiu para o mundo?

Katy – Eu era como um esponjão (risos). Ainda sou até hoje. Fico muito animada em experimentar e absorver todo tipo de fato e informação. Adoro aprender. Não tenho um problema de ego com o fato de que existem coisas que desconheço. Eu não frequentei a escola exatamente, então não tenho uma instrução formal forte, mas estou aprendendo ao longo do caminho. Se não sei o que uma palavra significa, eu peço: ‘Você pode, por favor, me dar uma definição disso? Como se soletra? Pra que serve?”. Adoro o idioma. Esse é meu trabalho: comunicar. Às vezes, quando descubro uma nova palavra, penso “posso usar isso numa canção”. São como pequenos tesouros.


Você disse que Alanis Morissette foi uma influência. Você se encontrou com ela?

Katy - Passei um tempo com Alanis outro dia. Ela tem uma sabedoria à frente de sua idade. Ela disse algo que colou em mim: “A transparência é o novo mistério”. Concordo com isso, já que na nossa sociedade, infelizmente, você pega muitas mulheres, meninas, e pessoas que são “famosas”, e elas são mostradas com tanta perfeição. Acho que isso pode fazer as pessoas se sentirem inseguras. Essas foram algumas das razões pelas quais mantive momentos no filme em que estou cansada, com uma cara horrível. Construí a imagem de desenho animado e acho que é hora de mostrar que também está aqui o que o capuz esconde. Foi daqui que eu vim.


DIÁRIO CATARINENSE



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18 ago12:55

Coala albino se mete em altas confusões em "Outback"

A animação Outback – Uma Galera Animal narra as peripécias de Johnny, um raro coala branco que está acostumado a uma vida de mordomias como atração turística no circo até ver sua rotina mudar. Quando seu trailer se desprende do resto da trupe durante o percurso no deserto, ele dá início a uma aventura selvagem pela Austrália com o macaco Higgens e o diabo da Tasmânia Hamish.

Eles vão parar em Outback, onde Hammish faz todos acreditarem que Johnny é um grande herói. A história acaba colocando o trio em confusão: Bog, um malvado crocodilo que ameaça e maltrata os animais da região não gosta nada da postura dos forasteiros.

>> Confira a PROGRAMAÇÃO do CINEMA em Chapecó. São seis filmes em cartaz.

A produção, assinada pelos mesmos animadores de Garfield – O Filme, está em cartaz no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó. Outback – Uma Galera Animal, do diretor Kyung Ho Lee, conta com as vozes de Charlie Bewley, Alan Cumming e Tim Curry na versão original.

SEGUNDO CADERNO



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17 ago13:34

Novo "Vingador do Futuro", que estreia nesta sexta, tem Jessica Biel em destaque

Embora não seja uma total viciada em adrenalina, a atriz Jessica Biel gosta de um pouco de ação na sua vida. Paralelamente a filmes dramáticos como O Ilusionista (The Illusionist) e Bons Costumes (Easy Virtue), a filmografia de Biel é recheada de papéis de ação, da refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre) e Blade: Trinity e Ameaça Invisível (Stealth) à sua recente participação em Esquadrão Classe A (The A-Team). E agora ela volta à ativa com um papel fisicamente exigente em O Vingador do Futuro (Total Recall), um drama de ação futurista de alta intensidade a ser lançado neste verão norte-americano.

O novo filme é baseado no conto de Philip K. Dick, We Can Remember It For You Wholesale, que também inspirou o filme O Vingador do Futuro (Total Recall) de 1990, dirigido pelo cineasta holandês Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger no papel principal.

>> Confira a programação completa do Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó

Você tem algumas cenas de ação no filme, incluindo uma grande cena de luta com a personagem de Kate Beckinsale. Houve algum contratempo durante essas cenas?

Jessica Biel – Houve alguns contratempos. Acho que a Kate e eu não tivemos nenhum, felizmente. E eu também não tive nenhum contratempo com o Colin, porque nós nunca lutamos um contra o outro. Com relação às cenas arriscadas, eu fiz tudo o que o Len me deixava fazer, e eu ficava pronta, equipada com todos os arreios, cercando a câmera e dizendo: “Eu estou pronta! Estou aqui!” Eu fiz quase tudo o que eu podia nas cenas arriscadas, com exceção de algumas poucas coisas. Eles contrataram uma dublê incrível e ela me ensinou tudo e me ajudou a aprender. O nome dela é Janene Carleton e é simplesmente a melhor. Eu nunca me machuquei. Eles são muito cuidadosos e fico grata por isso porque eu acho que você pode facilmente perder o controle e se atirar naquilo, dando socos e pontapés para todo lado. E você pode machucar alguém seriamente.


Você, evidentemente, gosta de papéis físicos…

Jessica – Eu me sinto muito à vontade. É raro uma mulher ter a oportunidade de usar o corpo do modo como podemos usá-lo nesses tipos de filme. Não é todo dia que eu faço esse tipo de coisa, mas eu acho realmente gratificante. É incrível; a gente aprende muito sobre diversas artes marciais, ou pugilismo, ou seja o que for. É ótimo.


Há algum elemento futurista do filme que você gostaria de ter na sua vida atualmente?

Jessica – Eu não me importaria de ter um carro voador. Tem também uma arma muito legal que o Colin usa que dispara umas pernas loucas com as quais prendemos as pessoas!


Você segue um programa de fitness e alguma dieta especial, ou modifica isso de acordo com cada filme diferente?

Jessica – Eu estou constantemente modificando e mudando tudo isso para cada filme que faço e paro quando não estou trabalhando. É muito intenso quando estamos trabalhando, não só nos mantermos em boa forma física, mas sermos capazes de manter a nossa energia durante 15 horas requer um tipo de dieta particular. Se você experimenta picos nos níveis de açúcar e ingere pães demais, isso cria uma sobrecarga e você se sente exausta. Isso é o que mais me preocupa. Eu modifico constantemente a minha dieta quando não estou trabalhando. Eu posso não frequentar a academia regularmente. Posso ir a uma aula de ioga todos os dias, ou dar uma corrida, ou fazer uma aula de balé. Você sabe, é bom simplesmente variar para que não vire um tédio.


Você se lembra de algum momento revelador que deflagrou o seu interesse pela carreira artística?

Jessica – Começou desde que eu era pequena, mas eu me lembro de dizer à minha mãe que eu queria fazer aulas de voz quando eu a acompanhava às aulas de voz que ela fazia. Eu dizia: “Eu quero fazer isso”. Então, ela me deu aulas de voz, e depois vieram colônias de férias de teatro, e depois cursos de teatro e daí vieram as produções de televisão e depois, os filmes. Eu continuei e nunca mais parei desde então. Aquele momento talvez tenha sido uma revelação divina, só que para a carreira errada!


DIÁRIO CATARINENSE



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16 ago11:53

Novo "Vingador do Futuro" é genérico em ritmo de videogame

Marcelo Perrone | marcelo.perrone@zerohora.com.br

Além de contar uma boa história e usar com eficiência as ferramentas narrativas e dramatúrgicas que o gênero em questão exige, até mesmo um blockbuster precisa mostrar um algo além relevante que o faça ser lembrado após a sessão: o contexto histórico e político da época em que é lançado, um ator que ali desponta para o estrelato, uma inovação que apresenta e se torna referencial, uma cena marcante que se fixa no imaginário coletivo, uma expressão que se agrega à cultura pop.

Filme entra em cartaz nesta sexta-feira no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó.  Serão disponibilizadas duas salas e versões dubladas e legendadas. Confira a programação completa.

O Vingador do Futuro original, de 1990, reúne vários desses elementos. E mesmo que a divertida aventura de Paul Verhoeven tenha envelhecido um tanto mal no quesito efeitos visuais (e apenas nesse, e mesmo assim parcialmente), o reeencontro com esse universo é o que melhor tem a oferecer a nova versão da ficção científica adaptada do conto Lembramos para Você a Preço de Atacado, escrito em 1966 por Philip K. Dick.

A lógica que move uma refilmagem é complexa e tem entre seus fatores determinantes, de um lado, o potencial de lucro vislumbrado pelos produtores e, do outro, o interesse do público no reencontro afetivo – arrebanhando junto uma nova plateia seduzida pelo marketing maciço que, muitas vezes, sequer sabe estar diante de uma refilmagem. Tão velho como o próprio cinema, o remake já transformou filmes mudos em sonoros, deu cor ao preto e branco, transformou títulos obscuros em clássicos e permitiu pertinentes adaptações ao gosto de distintas épocas, idiomas e culturas.

Esse novo O Vingador do Futuro, que entra em cartaz nesta sexta-feira no Brasil, traz um pouco de cada um desses fatores para justificar ter sido feito, destacando-se coo exemplo de um recurso cada vez mais frequente diante da alarmante falta de ideias originais na linga de produção de Hollywood: a repaginação de um grande sucesso de bilheteria contando que o raio caia duas vezes no mesmo lugar.

Os diferenciais que tem a oferecer o diretor Len Wiseman – conhecido pela cinessérie de vampiros e lobisomens Anjos da Noite, protagonizada por sua mulher, Kate Beckinsale – são a batelada de efeitos visuais e a correria frenética que ditam o ritmo hoje das supreproduções como essa, espelhando nos filmes as etapas a vencer de um videogame.

Colin Farrell, no papel que foi de Arnold Schwarzenegger, vive um operário que, disposto a mudar sua rotina enfadonha, busca num implante de memória emoções que jamais teria. Ocorre que ele teve, sim, mas não lembra, uma vida pregressa das mais agitadas e perigosas. O despertar dessas memórias o torna alvo de uma grande caçada, inclusive daquela que imaginava ser sua mulher (Kate, incorporando a personagem de Sharon Stone e, por ser mulher do diretor, deve ter sido isso, ganhando um destaque na trama muito maior do que a loira no filme original).

>>> Leia entrevista com o ator Colin Farrell sobre o novo Vingador do Futuro

O enredo sofreu mudanças consideráveis. Marte sai de cena, e a ação agora é toda na Terra, que após uma guerra química ficou reduzida a apenas dois blocos habitáveis pelos humanos: a região europeia da Bretanha, onde vive a elite politica e econômica, e a Colônia (região da Austrália), um favelão futurista onde vivem os operários – lá é sempre noite, chove o tempo todo, e a publicidade toma conta de outdoors televisivos (óbvia referência visual decalcada de Blade Runner, também originado da obra de Dick). A conexão entre essas regiões é feita em minutos numa viagem ultrasônica por túnel. A ameaça de uma revolução dos trabalhadores é o pretexto para a grande corporação que manda em tudo colocar em curso uma ação militar, e é nesse conflito que o protagonista tem papel decisivo.

É quase tudo diferente (a personagem de Kate incorpora também a figura do caçador do herói no filme de 1990), mas Wiseman lança algumas piscadelas para os fãs do longa original emulando algumas situações parecidas, como a mulher de três seios. Como passatempo, a nova versão cumpre a função para quem aprecia o gênero. Mas lhe falta todo um contexto que assegure sua permanência na memória. Daqui a 22 anos, quando se falar em O Vingador do Futuro, a imagem referencial desse filme continuará sendo a consagrada pela combinação do talento visionário de Verhoeven com a divertida canastrice coberta de músculos de Schwarzenegger e a exuberância de Sharon Stone no auge da beleza. Esses elementos fizeram a fórmula funcionar apenas uma vez, proporcionando um prazer que não pode ser reproduzido por um genérico qualquer.


ZERO HORA

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10 ago15:13

Outback - Uma Galera Animal em cartaz no cinema de Chapecó

Outback – Uma Galera Animal, que tem tudo para garantir diversão à criançada entrou em cartaz nesta sexta-feira, dia 10 de agosto, no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó. A animação em 3D e dublada é uma produção entre Japão e Coréia, dirigida por Kyungho Lee. Na história, um coala albino torna-se herói ao ajudar animais a enfrentar um malvado crocodilo.

Outros filmes em cartaz

Também estreia hoje o filme Para Roma Com Amor, do diretor Woody Allen. Além disso, volta às telonas Os Vingadores, sobre a reunião de vários super-heróis. E seguem em cartaz: Valente, Era do Gelo 4 e Batman – O Cavaleiro Das Trevas Ressurge.

>> Confira a PROGRAMAÇÃO completa

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09 ago16:06

“Para Roma com Amor”, filme de Woody Allen entra em cartaz no cinema de Chapecó

Para Roma com Amor, é inspirada a passagem de Woody Allen pela capital italiana, no novo capítulo da série de filmes rodados e produzidos fora de sua Nova York de origem. O aguardado filme  estreia nesta sexta-feira no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó.

O longa sucede Meia-Noite em Paris (2011), maior sucesso comercial da carreira de Allen e o título que lhe deu o Oscar 25 anos após sua estatueta anterior – de melhor roteiro, mesma categoria que ele ganhou por Hannah e Suas Irmãs (1986). Para Roma, com Amor é o 42º longa-metragem de sua carreira e o sétimo que ele roda na Europa, atraído pelas facilidades de financiamento e pela interferência zero de produtores e mecenas.

>> Confira a Programação do Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó

É um filme-coral, que acompanha diversos personagens pelas ruas da cidade, configurando uma espécie de painel da Roma contemporânea, com as devidas idiossincrasias da cidade caótica que se modernizou junto às ruínas de uma antiga civilização.

Não faltam, aqui, as referências oferecidas pela cultura local, responsável por parte significativa da formação de Woody Allen e de qualquer cinéfilo minimamente atento. Se em Londres, o diretor e roteirista de 76 anos realizou dramas nebulosos (Match Point, O Sonho de Cassandra) e, em Barcelona, uma comédia solar e apimentada (Vicky Cristina Barcelona), reservou para Paris e Roma histórias mais solenes – neste último filme, temperadas com um humor nonsense e imagens que remetem tanto à Doce Vida de Fellini quanto à tradição operística italiana e ao neorrealismo do pós-II Guerra.

Sua próxima parada, já devidamente confirmada, será São Francisco (EUA), onde o cineasta deve rodar uma comédia de título e trama ainda desconhecidos, que pode ter Alec Baldwin e Cate Blanchett no elenco. Allen também já confirmou que integrará o elenco da comédia Fading Gigolo, produção norte-americana coestrelada por Sharon Stone, escrita e dirigida por John Turturro. Ele negou os rumores sobre filmar em Copenhagen (Dinamarca), mas o Rio de Janeiro, disse, pode estar nos planos.

– Há tempos, considero seriamente uma proposta que me foi feita por pessoas no Brasil – afirmou, em entrevista concedida à crítica carioca radicada em Los Angeles Ana Maria Bahiana. – A questão, para mim, é encontrar a história certa para cada país, e ainda não achei a história certa para o Brasil. Para mim, o país exige uma ideia muitíssimo glamourosa, romântica. Quando isso estiver resolvido, será um enorme prazer filmar no Brasil.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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27 jul09:17

O Cavaleiro das Trevas Ressurge encerra trilogia do Batman com emoção

Ticiano Osório | ticiano.osorio@zerohora.com.br

Encerramento da trilogia iniciada em Batman Begins (2005), o filme estreia hoje no Brasil ainda sob a sombra do massacre em Aurora. Em Chapecó o filme pode ser conferido em três salas do Cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó. O diretor Christopher Nolan conseguiu o que parecia inalcançável: superar o impacto causado por O Cavaleiro das Trevas (2008), que estabeleceu um novo paradigma para o gênero dos super-heróis, ao conjugar ação vertiginosa com reflexão profunda. O Cavaleiro das Trevas Ressurge vai além nessa equação. Acrescenta doses cavalares de emoção. Chorei duas vezes assistindo a Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Não, minto. Foram três vezes.

Oito anos se passaram desde os acontecimentos de O Cavaleiro das Trevas. Batman (Christian Bale), após assumir a culpa pela morte de Harvey Dent – mantendo incólume a imagem do promotor público que, transformado em Duas-Caras, havia cometido atrocidades em Gotham City –, está aposentado, e seu alter ego, Bruce Wayne, virou um bilionário recluso. Não dá bola a Miranda Tate (Marion Cotillard), investidora em um projeto de energia limpa, e não percebe que falta dinheiro para ajudar um orfanato, como se queixa o policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt).

>> Seguem em cartaz os filmes Valente, A Era do Gelo 4 e O Espetacular Homem Aranha. Confira os horários de exibição.

Seu sacrifício, porém, concedeu à cidade tempos de paz, erguidos sob a Lei Dent, que aprisiona bandidos sem julgamento nem direito a condicional. Mas, como Bruce ouve de Selina Kyle, a Mulher-Gato (Anne Hathaway, encantadora com seus lábios rubros):

– Uma tempestade está chegando.

Essa tempestade vem em forma humana (ou quase). É Bane (Tom Hardy, apavorante com sua voz distorcida por uma máscara), vilão recente dos gibis – foi criado em 1993. O terrorista surge aos olhos do espectador na acachapante cena de abertura, a bordo de um avião da CIA.

Bane, Selina Kyle, John Blake, Miranda Tate. Os personagens vão aparecendo na tela, como peças de outro engenhoso e fascinante quebra-cabeças montado por Christopher Nolan, a exemplo de seu filme anterior, A Origem (2010). O tabuleiro move-se constantemente, embalado por uma música ribombante, tensa, e ancorado por uma edição que, como é característico de Nolan, aposta tanto em flashbacks quanto em flashforwards.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge em nenhum momento se esquece de que é um filme de super-herói – exibe com gosto a batparafernália, não poupa cenas de combate corpo a corpo, pontua o enredo sinistro com alívios cômicos (sobretudo via Mulher-Gato), pede a suspensão da descrença ao espectador. Mas também oferece a ele muito mais do que diversão escapista, descerebrada.

Não é 3D como os recentes Os Vingadores e O Espetacular Homem-Aranha, mas multidimensional. Não é um debate sobre o bem versus o mal, mas, sim, sobre o bem e o mal coexistindo sob a capa do Batman. Não é só um filme sobre um vilão que quer dominar o mundo – aliás, ele nem quer dominar o mundo; seu propósito é político, revolucionário, anárquico (uma das inspirações declaradas de Nolan foi o romance de Dickens Um Conto de Duas Cidades, ambientado na Revolução Francesa, e a trama ecoa o movimento Occupy Wall Street). Não é um filme em que os efeitos especiais falam mais alto do que os atores – pelo contrário: esses é que falam muito, em diálogos bem urdidos, sobre o que é ser herói, sobre as máscaras que vestimos diariamente, sobre a perda da esperança e o medo da morte.

Mas também não é um filme só para pensar. Toca fundo no coração – tanto o do protagonista quanto o do espectador. Nolan sabe que cordas puxar na memória afetiva dos fãs. Revisitando cenas dos filmes anteriores – de modo a sugerir que tudo nessa trilogia foi prévia e inteligentemente elaborado –, aludindo a aspectos fundamentais da batmitologia em seu longo e intenso clímax, o diretor entrega o filme definitivo do Batman.

ZERO HORA



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25 jul12:51

"Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge" chega ao Brasil sexta-feira

Uma semana depois da estreia nos EUA e no Canadá, e da tragédia de Aurora, no Estado do Colorado, chega nesta sexta-feira aos cinemas brasileiros Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. . O longa encerra a celebrada trilogia do diretor Christopher Nolan sobre o Homem Morcego, iniciada em 2005 com Batman Begins e que teve seu auge – até aqui – com O Cavaleiro das Trevas, lançado em 2008. Em Chapecó  o filme estará disponível em três salas do Cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó.

O segundo filme da trilogia detém a 12ª maior bilheteria de todos os tempos, com exatamente US$ 1 bilhão arrecadado – até hoje, apenas 12 longas ultrapassaram a barreira do US$ 1 bilhão, marca que, prevê a distribuidora Warner, deve ser superada por Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Nem o massacre de Aurora mudou as previsões, até por conta dos números alcançados nos primeiros dias de exibição na América do Norte. Os US$ 162 milhões arrecadados entre sexta-feira e o último domingo constituem o recorde para um filme 2D – a marca anterior, de US$ 156 milhões, pertencia a O Cavaleiro das Trevas. Só Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (com US$ 169 milhões em 2011), e Os Vingadores (US$ 207 milhões este ano) tiveram arrecadação superior, mas ambas graças às sessões em 3D.

O massacre de sexta-feira, quando James Holmes, de 24 anos, abriu fogo numa sessão do longa matando 12 pessoas e ferindo outras 59, abriu o debate sobre a facilidade de comprar armas nos Estados Unidos e gerou algumas medidas de parte das produtoras de Hollywood. Entre elas estão a retirada de circulação do trailer de Caça aos Gângsteres (cuja estreia nos EUA está marcada para 7 de setembro), que continha uma cena na qual homens disparam com metralhadoras contra a plateia de uma sala de cinema. A própria divulgação do lucro obtido com o novo Batman é restrita: em respeito às famílias das vítimas, a Warner decidiu não fornecer a arrecadação oficial – as cifras citadas nesta matéria são estimativas da Mojo Box Office obtidas junto às próprias salas exibidoras.

A estratégia de lançamento de O Cavaleiro das Trevas Ressurge, no entanto, segue inabalada. E a recepção do filme, para além da frieza dos números, está à altura da expectativa gerada – muito embora as críticas para o longa anterior, marcado pela atuação de Heath Ledger (1979 – 2008) como o Coringa, tenham sido ligeiramente mais favoráveis.

Com média de 78 sobre 100 no ranking do site Metacritic, que compila as críticas de toda a imprensa norte-americana, e 86% de aceitação na tabela do Rotten Tomatoes, que também baseia seu ranqueamento nas avaliações dos críticos dos EUA, o filme tem sido classificado como uma sinfonia de ação eficiente e, ao mesmo tempo, uma história pop com ressonâncias mitológicas. Richard Corliss, da revista Time, por exemplo, considerou a produção o “equivalente moderno dos mitos gregos”. Justin Chang, da Variety, chamou a franquia de “um farol de integridade”.

Ao que tudo indica, portanto, os fãs podem esperar que a estreia mais aguardada deste inverno mantenha o bom nível dos títulos dirigidos por Nolan. A bem da verdade, a franquia vem sendo uma exceção em meio às adaptações da gigante dos quadrinhos DC Comics, que patina com os recentes filmes sobre Superman e Lanterna Verde – enquanto a rival Marvel obtém sucesso com o Capitão América, Homem de Ferro e os próprios Vingadores.

ZERO HORA



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