Cinema

22 jun08:57

Comédia "E Aí... Comeu?" estreia nesta sexta-feira em Chapecó

Roger Lerina | roger.lerina@zerohora.com.br

Não se deixe enganar pelo título: E Aí… Comeu? (2012) não é exatamente uma comédia tosca cheia de piadas chulas, como Cilada.com (2011) – apesar de ambos os filmes serem produzidos e estrelados por Bruno Mazzeo.

O longa adaptado de uma peça do escritor Marcelo Rubens Paiva lembra mais uma versão masculina de Sex and the City do que uma espécie de American Pie brazuca.

A direção do filme que entra em cartaz nesta sexta-feira é de Felipe Joffily, sobrinho do cineasta José Joffily, que antes realizou a comédia romântica Muita Calma nessa Hora (2010). Se na produção anterior do diretor – roteirizada por Bruno Mazzeo e assistida por 1,5 milhão de espectadores – três garotas viajavam para Búzios a fim de repensarem sua relação com os homens, em E Aí… Comeu? quem coloca em xeque sua situação amorosa e sexual é um trio de amigos de 30 e tantos anos. O cenário principal dessa DR masculina é um boteco carioca, onde Fernando (Mazzeo), Honório (Marcos Palmeira) e Fonsinho (Emilio Orciollo Netto) costumam se encontrar para o papo regado a chope. Entre um comentário e outro sobre os atributos femininos, típico de macho em bando, os três repassam suas vidas afetiva e erótica.

>> Confira a programação completa do CINEMA em Chapecó

Fernando é um arquiteto que está curtindo a maior dor de cotovelo depois de ter sido abandonado pela mulher – vivida pela atriz gaúcha Tainá Müller. A fossa começa a ficar em segundo plano, porém, quando o personagem passa a ser cortejado pela vizinha adolescente e gracinha Gabi – a linda lolita Laura Neiva, do filme À Deriva (2009). Já Honório é um jornalista que posa de homem seguro de sua virilidade – mas que desconfia estar sendo traído pela mulher, a independente Leila (Dira Paes), que sai à noite e deixa o marido cuidando das três filhas pequenas. Fonsinho, por fim, é um aspirante a escritor e solteirão convicto, conquistador meio fajuto apaixonado pela garota de programa Alana (Juliana Schalch).

A estrutura de E Aí… Comeu? alterna os encontros do grupo no Bar Harmonia – onde os protagonistas são atendidos por um garçom que acham a cara do Seu Jorge, interpretado pelo próprio músico – com a narrativa das histórias individuais dos amigos. O grande problema do filme é a fragilidade dramática da trinca central, desenhada esquematicamente de acordo com os estereótipos de homem que representam: o sensível, o machão e o galinha. Além do mérito de inaugurar no cinema nacional um gênero, a comédia romântica do ponto de vista da sensibilidade masculina, E Aí… Comeu? destaca-se pela convincente interpretação de Bruno Mazzeo – o mais plausível dos três personagens principais – e pela presença luminosa da bela Dira Paes. A melhor atriz do cinema brasileiro atual brilha mesmo quando atua em um filme irregular.


E Aí… Comeu?

De Felipe Joffily, com Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira e Emilio Orciollo Netto.

Comédia romântica, Brasil, 2012. Duração: 111 minutos. Classificação: 14 anos.

Cotação: 3 de 5


ZERO HORA



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19 jun15:07

Cinema do Shopping Pátio Chapecó conta com mais uma sala em 3D

O Cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó conta com mais uma sala 3D. Com isso, são duas salas para exibição de imagens em três dimensões, as únicas da região Oeste de Santa Catarina, e outras duas para exibições em 2D.

A nova sala 3D, que abriu no dia 7 de junho, apresenta o filme Madagascar 3. Nas quartas-feiras, a entrada nas salas 3D tem o valor de R$ 18 e a meia entrada de R$ 9, enquanto nas salas 2D o valor especial é de R$ 13 para a inteira e de R$ 6,50 para a meia entrada.

O interesse e a aceitação por parte do público motivaram a Arcoplex a implantar a nova sala 3D, para cada vez mais proporcionar as melhores condições de exibição, conforto e novidades para os apreciadores do cinema.

As quatro salas de cinema tem a capacidade total para cerca de mil lugares, com tecnologia, qualidade e som digital. A programação dos filmes, os horários das sessões e os valores dos ingressos você encontra no link Cinema na capa do clicRBS Chapecó.

Nesta quinta-feira, dia 21, não haverá exibição de filmes no Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó.


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15 jun10:41

“Prometheus” marca o retorno de Ridley Scott ao universo de “Alien”

A estreia de Ridley Scott no cinema foi retumbante, com uma sequência de três filmes que se tornaram obras de culto: o drama histórico “Os Duelistas” (1977) e as ficçõs científicas “Alien – o Oitavo Passageiro” (1979) e “Blade Runner – o Caçador de Androides” (1982). Na carreira que já soma 20 longas-metragens, o diretor inglês de 74 anos investiu, com altos e baixos, nos mais diferentes gêneros, como os três que lhe valeram indicações ao Oscar: o road movie “Thelma & Louise” (1991), o épico “Gladiador” (2000), que levou as estatuetas de melhor filme e melhor ator, para Russell Crowe – e o bélico “Falcão Negro em Perigo” (2001).

Com Crowe, aliás, Scott filmou também o romance “Um Bom Ano” (2006), o policial “O Gângster” (2007), o thriller de espionagem “Rede de Mentiras” (2008) e a aventura “Robin Hood” (2010).

A enorme expectativa com a volta de Ridley Scott à ficção científica, 30 anos após o diretor se consagrar com duas obras-primas do gênero, “Alien – o Oitavo Passageiro” e “Blade Runner – O Caçador de Androides”, chega ao fim diante de “Prometheus” – que estreia nesta sexta-feira em Chapecó. Confira a programação completa do Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó.

Expectativa que, conforme a devoção dos fãs a esses dois clássicos, tem o risco de se transformar em frustração. “Prometheus” é, basicamente, um prólogo de “Alien”, filme que teve três sequências assinadas por outros diretores, nenhuma à altura do original. A retomada desse universo tenta explicar quem eram os alienígenas encontrados pela tripulação da nave Nostromo nos confins do espaço e qual a origem do monstrengo que embarcou junto na viagem de volta à Terra – eliminando todos a bordo, exceto a tenente Ripley (Sigourney Weaver).

Mas o que surge são ainda mais questionamentos, agora à luz do embate contemporâneo entre fé e ciência e da ancestral inquietação sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. O ponto de partida desta nova excursão, ambientada no final do século 21, é o trabalho de um casal de arqueólogos, Charlie (Logan Marshall-Green) e Elizabeth (Noomi Rapace). Explorando cavernas mundo afora, eles identificam um elemento comum em pinturas rupestres de diferentes épocas e civilizações: uma tentativa de contato de seres de outro planeta ou, na visão da católica pesquisadora, indício da força superior que criou o universo.


Enredo

Charlie e Elizabeth são recrutados para a espetacular missão espacial da corporação patrocinada por um trilionário movido pela mesma fé de encontrar o ponto seminal de nossa origem. Na equipe, destacam-se Janek (Idris Elbao), piloto da espaçonave Prometheus (referência ao titã da mitologia grega que seria responsável pela criação do homem), Meredith (Charlize Theron), a gélida chefe da operação, e Dave (Michael Fassbender), um replicante ainda mais avançado do que os de “Blade Runner”.

A missão tem como destino o mesmo planeta visto em Alien. De volta ao interior da nave alienígena abandonada, em vez de respostas, os viajantes cruzam, além da criatura hospedeira mortífera, com uma ameaça ainda maior, que promete aniquilar a raça humana. O principal trunfo de Prometheus é promover o reencontro conceitual, climático e visual com Alien e com alguns postulados sobre a relação entre criatura e criador presentes em “Blade Runner”. Mas o que estes dois filmes trazem de solidez narrativa, “Prometheus” apresenta de uma forma diluída e confusa. Ridley Scott parece ter sido guiado por um sistema de produção que não lhe permite mais a ousadia e a autonomia autoral do passado. “Prometheus” é um blockbuster que precisa dar retorno. Assim, combina elementos que agradam a diferentes tipos de público. Se tem risco de sacrificar uma parcela de fãs do “Alien” original, mira, com seu deslumbre visual (reforçado, mas não muito, na projeção 3D) e com suas cenas de ação e suspense, uma plateia mais ampla – tanto que deixa sinais de uma continuação.

Sem dúvida, “Prometheus” está muito acima do que se produz no cinema em ficção científica. Mas não tem como ser visto sem levar em conta a mitologia que ele representa. Scott quer agora voltar a “Blade Runner”. Desde já, fica o sentimento de esperança pelo reencontro e a dúvida de se o melhor mesmo não seria guardar as boas lembranças.


MARCELO PERRONE | AN.com.br


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09 jun20:24

"Branca de Neve e o Caçador" terá sequência

A Universal confirmou que haverá uma continuação para o filme Branca de Neve e o Caçador, de acordo com o site da Revista Rolling Stone. Segundo a página, já se especulava que seria feito um segundo longa, e o roteirista David Koepp (de Jurassic Park e Missão Impossível) já havia sido, inclusive, incumbido de fazer um esboço do roteiro da sequência do filme dirigido por Rupert Sanders.

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A produção arrecadou no primeiro final de semana US$ 56,3 milhões, apenas nos Estados Unidos e no Canadá, e essa ótima bilheteria garantiu que houvesse a continuação. Mas o retorno do elenco, que conta com Kristen Stewart, Chris Hemsworth e Charlize Theron, ainda não foi confirmado.

ZERO HORA

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08 jun20:23

Animação "Madagascar 3" tem ritmo frenético

Daniel Feix | daniel.feix@zerohora.com.br

Após a ponte aérea Nova York-África, os animais falantes de Madagascar agora estão na Europa. Tentando de tudo para voltar ao seu zoológico nos EUA, eles viajam de trem pelo continente, juntam-se à trupe de um circo, fazem trapézio com os alpes ao fundo, visitam o Coliseu de Roma, alucinam nas ruas de Mônaco – tudo num ritmo frenético, que em uma sessão em 3D pode tontear os pais que levarem os filhos ao cinema.

Mas Madagascar 3 – Os Procurados vale a pena. O filme em cartaz no cinema de Chapecó diverte o público de todas as idades, embora combine mais com as crianças crescidinhas que já curtem a música de Katy Perry e estão dispostas a entrar na sala de cinema para vivenciar não uma fábula infantil ordinária, e sim uma aventura alucinante que às vezes parece menos um filme e mais um videogame.

Inicialmente, o objetivo do leão Alex (voz de Ben Stiller no original), da zebra Marty (Chris Rock), da girafa Melman (David Schwimmer) e da hipopótama Gloria (Jada Pinkett Smith) é resgatar os mesmos pinguins e macacos vistos nos títulos anteriores. É para isso que eles saem do continente africano e “dão uma passadinha” em Monte Carlo – não ligue para verossimilhança, o roteiro está recheado de situações assim.

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Graças ao ótimo uso do 3D, as perseguições a que a bicharada é submetida no início do filme fazem o espectador se sentir dentro de uma montanha-russa. O estrago nas ruas do principado motiva a policial francesa Chantel DuBois (Frances McDormand) a sair atrás da turma – daí o subtítulo original Os Mais Procurados da Europa. É na fuga que eles se infiltram entre os animais de um circo, com direito a um número de trapézio que Alex divide com a onça Gia (Jessica Chastain) e a um drama pessoal do tigre Vitaly (Bryan Cranston).

Ainda mais interessante do que a correria inicial são os aspectos visuais – a abundância de cores e a riqueza de detalhes fazem com que a Dreamworks, produtora responsável pelo filme, se aproxime do patamar técnico da Disney/Pixar como não conseguira nem em Shrek, nem em Kung Fu Panda.

A direção é de Eric Darnell, roteirista dos dois primeiros longas da franquia, e de Tom McGrath e Conrad Vernon, figuras carimbadas de outras produções do estúdio. O roteiro é de Darnell e Noah Baumbach (de A Lula e a Baleia). Na versão dublada, as vozes mais conhecidas são as de Heloísa Perissé (Gloria) e Marcos Frota (o leão-marinho bigodudo Stefano).

Avanço técnico, alvo definido

Além de elevar a Dreamworks a um novo patamar técnico, Madagascar 3 deixa mais evidente com quem os animadores de Hollywood querem lidar. Se com Toy Story (1995) os desenhos passaram a ser “para crianças e adultos” e com Shrek (2001) os jovens descolados também foram fisgados, Madagascar 3 aprimora a comunicação com o público adolescente – de espírito, não de idade.

A rigor, não é uma faixa tão diferente da que consome os filmes de ação, aí incluídas as séries de super-heróis, cada vez mais o principal público-alvo de Hollywood. No caso das animações, o grande avanço se dá pelo 3D: não há longa animado que faça tão bom uso das três dimensões como Madagascar 3.

Soma-se à estética de videogame (ou montanha-russa) a fofice dos personagens e o apelo pop – além de Katy Perry, a trilha tem The Clash, LMFAO e referências a Piratas do Caribe –, e pronto:há uma fórmula irresistível para quem tem de 10 a 14 anos. De espírito, é claro.

Como pode ser uma delícia ter de 10 a 14 anos ao longo de duas horas de filme, só o que se pode fazer é aproveitar.

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02 jun12:14

Josh Brolin, a versão jovem do agente K em "Homens de Preto 3", fala da parte mais difícil do filme

Roger Lerina | roger.lerina@zerohora.com.br

Ele surgiu em 1985 como um dos atores mirins da aventura Os Goonies – e depois sumiu. Josh Brolin só voltou a ser lembrado pelo público quando os diretores Joel e Ethan Coen escalaram-no para o elenco de Onde os Fracos Não Têm Vez (2007). Desde então, o bem humorado enteado de Barbra Streisand já trabalhou em produções de prestígio como W., de Oliver Stone, Milk – A Voz da Igualdade, de Gus Van Sant, e Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos, de Woody Allen. Em Homens de Preto 3, de Barry Sonnenfeld, Brolin encarna a versão jovem do agente K – personagem interpretado na série pelo ator Tommy Lee Jones. Na entrevista a seguir, concedida no Rio durante a divulgação do filme, o eterno “goonie” de 44 anos falou sobre sua carreira e disse a Zero Hora qual foi a parte mais difícil de Homens de Preto 3:

– Acho que foi a pressão do estúdio para que o filme seja um sucesso. Não entendo esse conceito de uns caras sentados no sofá e perguntando: “O vocês estão fazendo?”.


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Pergunta – Como foi trabalhar com Will Smith?

Josh Brolin – Sou sortudo porque não preciso mentir, como às vezes tenho que fazer: amei trabalhar com ele, é como trabalhar com uma criança. Ele realmente acredita que está combatendo aliens e que é um dos homens de preto. Em Eu Sou a Lenda (filme de 2007), ele acreditava que o mundo estava acabando, entendeu? Ele deixa sua imaginação envolver-se tanto com o filme que, quando fala, realmente vive o filme. Ele ama o trabalho dele, como eu.


Pergunta – Como foi encarnar um personagem dos anos 1960?

Brolin – Adorei a ideia do Rick Baker (artista que concebeu os efeitos de maquiagem dos alienígenas) de fazer uma maquiagem ruim de propósito. Isso foi engraçado de ver, os aliens andando como em Perdidos no Espaço (série de TV dos anos 1960). Foi divertido, nunca tinha feito um filme em uma época diferente. Meu próximo filme, Gangster Squad, também se passa em outro tempo, nos anos 1940.


Pergunta – Qual a diferença de trabalhar com diretores como Woody Allen, Gus Van Sant e os irmãos Coen e agora estar em um blockbuster?

Brolin – Para mim, é a mesma coisa. Sou naturalmente um cara que faz personagens. Quando me ofereceram Homens de Preto 3, não levei muito em conta o sucesso da série. Já me ofereceram papéis em grandes produções antes e não aceitei. Não penso assim: “Onde os Fracos Não Têm Vez fez um relativo sucesso, agora tenho que fazer uma comédia romântica”. O que me atrai são os personagens e os grandes diretores. O Nome do Jogo (1995) é um dos filmes de que mais gosto, sou um grande fã de Barry Sonnenfeld. Escolhi Homens de Preto 3 por causa do personagem. Foi uma decisão estúpida da minha parte interpretar Tommy Lee Jones e basicamente me atravessar no caminho dessa incrível e icônica parceria. É como se atravessar no caminho de Danny Glover e Mel Gibson em Máquina Mortífera. Você consegue imaginar? Eu fiz isso! Foi um desafio que gostei de assumir, me deu medo. Não tive a mesma certeza de Will de que eu era o cara certo para o papel até ver o filme. Fiquei estressado e sem dormir por causa disso, mas, quando vi o filme, fiquei muito, muito satisfeito.


Pergunta – Como você construiu o personagem?

Brolin – O objetivo foi não fazer uma versão exagerada de Tommy o tempo todo. Porque Tommy não faz Tommy, ele é Tommy. É impossível duplicar isso. Ele é como um outro ator qualquer… (pausa longa) Tommy se sente bem com o desconforto. Ele não tem paciência com coisas como conversar com a imprensa. Gosto muito dele, já fiz três filmes com ele (além de Homens de Preto 3, No Vale das Sombras e Onde os Fracos Não Têm Vez), gosto da sua presença. Ele é quietão, o Will e eu somos faladores.


Pergunta – Você foi um dos “goonies”…

Brolin – Eu sou um “goonie”. Durante uns 10 anos, não podia ouvir essa palavra (risos)! Porque não havia outros filmes comigo que as pessoas sequer tivessem visto. Vinte anos depois de Os Goonies, ainda escutava: “Cara, é o guri dos goonies!” (risos). Agora, tenho outros grandes filmes que as pessoas viram, inclusive um que ganhou o Oscar de melhor filme (Onde os Fracos Não Têm Vez), graças a Deus! Agora, estou em posição para falar com prazer de Os Goonies. Lembra da Martha Plimpton no filme? Ela está fazendo essa peça fantástica Três Irmãs (do dramaturgo russo Anton Tchekhov), em um maravilhoso teatro em Nova York, aí vai agradecer no final com o restante do elenco e sempre tem alguém no fundo: “GOOOOONIES!” (risos). Eu brinco nas entrevistas dizendo que vamos fazer Os Goonies 2, dirigido por Martin Scorsese. Eu realmente gosto de falar sobre Os Goonies, foi a mais incrível experiência que alguém poderia ter como primeiro filme.


AP



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31 mai15:23

Branca de Neve e o Caçador transforma o conto de fadas em um épico

Roberta Ávila | roberta.avila@diario.com.br

Branca de Neve e o Caçador é o primeiro longa do diretor Rupert Sanders. Com centenas de comerciais e alguns curtas na carreira, Sanders não se intimidou ao filmá-lo e transformou o conto dos Irmãos Grimm, a história da princesa que perde o pai e sofre com a inveja da madrasta, em um épico infanto-juvenil.

O filme, que entra em cartaz nesta sexta-feira em Santa Catarina, mostra uma nova dimensão da fragilidade da Branca de Neve, o amor do Príncipe Encantado e os sentimentos contraditórios do Caçador. Neste enredo, os personagens evoluem conforme a trama avança. Com astros como Charlize Teron (que recusou participar do filme J. Edgar, de Clint Eastwood, para se focar na produção), Chris Hemsworth (Os Vingadores) e Kristen Stewart (saga Crepúsculo), Sanders criou um filme que lembra produções como Coração Valente e Gladiador, com direito a lutas de espada, cavalheiros em armaduras e castelos que são fortalezas.

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Evoca Alice no País das Maravilhas, que cai no buraco do coelho e se depara com cogumelos mágicos e criaturas fantásticas; lembra Rapunzel, trancada na torre; e até mesmo João e Maria, na personagem Greta (o nome de Maria no original dos Irmãos Grimm é Gretel). As referências vão até desenhos da Disney como Bambi, com direito a texugo, coelho e o cervo rei da floresta.


Charlize Theron e Kristen Stewart falam sobre suas participações nas entrevistas ao lado.


Você estava ansiosa por ser o primeiro filme de Rupert Sanders e ele já estar numa grande promoção?

Kristen – Eu não estava preocupada por ser o primeiro longa dele porque ele é muito bom no que faz. Ele já trabalhou muito. Houve um elemento de confiar nele, mas sempre é preciso confiar no diretor, não importa quantos filmes ele tenha feito. Rupert tem um estilo visual muito forte e usa as imagens de uma forma tão poderosa. Isso foi perfeito para a história. Eu adorei me surpreender com ele e colaborar com ele.


Então Rupert e o roteiro convenceram você a entrar no projeto?

Kristen – Definitivamente Rupert foi responsável por grande parte da decisão. Charlize também era um pilar sólido no meio de tudo isso. Ela estava confirmada no elenco antes de mim. Quando eu soube que ela estaria interpretando a Rainha Ravenna, eu quis participar. Você pode ler uma história incrível mas ela pode se desintegrar se não houver outros elementos como suporte. Saber que Charlize era parte do projeto significou que eu podia confiar e que era uma boa aposta. É excitante trabalhar com alguém que você respeita e admira e que está atuando pelas mesmas razões que você. Charlize é muito engraçada e rápida. E ela chama muita atenção. Você não consegue evitar olhá-la quando ela entra em uma sala.


Rupert tornou o filme mais sombrio?

Kristen – Sim, ele faz esses personagens viverem em um mundo incrivelmente perigoso. O cenário e as paisagens são como um personagem. Ele tem uma ótima habilidade de ver as coisas de uma maneira única.


E como foi trabalhar ao lado de Chris Hemsworth?

Kristen – Eu adoro Chris, ele é um cara encantador. Ele é ótimo e tivemos sintonia para trabalharmos juntos porque não tivemos muito ensaio. Nos jogamos na história e assim que começamos eu pensei “isso vai ser fácil”. Ele é um bom ator. Chris é honesto e você pode realmente falar com ele. O material tinha muito potencial mas às vezes nós brincávamos um pouco com o texto, mudávamos coisas. Ele acompanhava e também não se importava com os socos.


Porque esse papel e esse filme?

Charlize – Eu vi muito potencial em um projeto que me pareceu icônico. Todos nós conhecemos a história de Branca de Neve e a pergunta é “como você pega esse enredo e vira de ponta cabeça”? Talvez seja isso que nos deixou excitados. E depois de tantos anos interpretando papéis de pessoas más ou que as pessoas querem dizer que são más, eu acho que aprendi que não existe uma pessoa má. O desafio tanto para Kristen quanto para mim foi fazer com que essas personagens não fossem preto e branco, dois polos opostos entrando em guerra. Nós queríamos mostrar duas mulheres que são humanas, com alguns aspectos mágicos e fantásticos mas reais e têm sentimentos com os quais as pessoas podem se identificar.


Como você se preparou para este papel?

Charlize – O diretor Ruper Sanders foi como um grande pastor que nos disse que o que quer que nós quiséssemos fazer, só tínhamos que nos lembrar de ter fundamento. Rupert é conhecido por fazer o fantástico. Ele é muito visual e o mundo que ele cria é incrível. Então eu estava caminhando nessa linha fina que é celebrar o fantástico mas permanecer emocionalmente próxima do público. Quando eu estava buscando entender quem é a Ravenna, o que ela precisa e o que a move, um dia zapeando na televisão eu vi Jack Nicholson em O Iluminado. A performance dele realmente me inspirou porque no filme ele está preso em um hotel lentamente enlouquecendo. Houve alguma coisa quando eu assisti esse filme que se conectou comigo porque Ravenna está em seu castelo enlouquecendo. Existe uma urgência nessa ideia de que o tempo está se esgotando para ela e ela precisa de um coração batendo.


Tradicionalmente, em Branca de Neve, a rainha é obcecada com sua aparência, mas parece que você tomou uma linha diferente.

Charlize – É mais a ideia de que beleza é poder. Branca de Neve e Ravenna perderam suas mães por volta dos oito anos. A mãe de Branca de Neve a criou para estar atenta à bondade dentro dela e ela nunca perdeu isso de vista. Mas a mãe de Ravenna é um tipo de cigana que teve sua filha arrancada de si de uma maneira brutal para se tornar noiva de um rei. A mãe de Ravenna lhe dá a ideia de que o único jeito de ter poder é ter beleza. Então nossa história se torna mais sobre poder. Quando Ravenna olha no espelho e começa a envelhecer, ela não está de luto pela sua aparência. Ela está de luto pelo fato de que seu poder está acabando. Ravenna quer o coração de Branca. É sobre isso a história. Não sobre beleza. No fim, Ravenna percebe que o que ela quer é algo que não se pode tomar de alguém e isso é um coração puro e bom.


Você acha que contos de fada criam parâmetros injustos para mulheres?

Charlize – Existe algo maravilhoso sobre crianças e sua imaginação. Eu acho que quando você ensina suas crianças a ter uma fundação sólida eles podem desfrutar dessas coisas sem culpar algo fantástico ou uma história de princesa por estragar sua criança. Acredito que contos de fada são lindos e crianças os adoram.


Tradução: Roberta Ávila


Transformação

A nova Branca de Neve é prato cheio para qualquer feminista, uma nova Joana DArc que quer libertar seu povo do reinado terrível da Rainha Ravenna. A bela feiticeira usou a estratégia do Cavalo de Troia para destruir todo o reino, mas Branca não perde um minuto sentindo pena de si mesma, ela quer guerra. Existe uma paixão de infância e ela tem o Caçador a seu lado, mas o que a liberta do feitiço da Rainha não é o amor nem o Príncipe Encantado, mas a redenção que as outras personagens encontram em sua presença, em seu destino, e que é sua magia.

A riqueza em referências e a beleza da fotografia são marcas do filme, que peca no excesso de efeitos especiais. São tantas transformações que elas acabam diminuindo a performance dos atores, principalmente a de Charlize Teron. Excelente como Rainha, distribuindo berros tão intensos que parece impossível que tenham saído dela e encarnando um tipo pervertido de justiceira, que quer retribuir ao mundo todo o mal que lhe foi feito, ela está realmente assustadora e não precisava de magia nenhuma além de seu talento para isso.

O resultado foi um filme completo, com uma linda fotografia, uma performance incrível de Chris Hemsworth, como o Caçador, e uma Kristen Stewart que luta para se libertar dos trejeitos de garota tímida, que cabiam perfeitamente na série Crepúsculo, mas que ficam no caminho de uma Branca de Neve ainda melhor. A densidade da personagem e o roteiro ajudam Kristen, mas perto de Charlize ou Chris, falta força à interpretação.


Confira o trailer do filme

DIÁRIO CATARINENSE



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29 mai14:41

"Homens de Preto 3" bate "Os Vingadores" nas bilheterias

Homens de Preto 3 arrecadou US$ 203,2 milhões nas bilheterias ao redor do mundo em seu fim de semana de estreia e desbancou Os Vingadores da liderança. O filme sobre os super-heróis da Marvel ficou três semanas seguidas no topo das salas dos Estados Unidos e Canadá e arrecadou US$ 200,3 milhões só na abertura nos Estados Unidos e Canadá.

Com Will Smith e Tommy Lee Jones de volta nos papéis que interpretaram pela última vez há uma década, Homens de Preto 3 arrecadou estimados US$ 70 milhões nas bilheterias norte-americanas e canadenses entre sexta-feira (25) e segunda (28).

>> Confira a programação do CINEMA de Chapecó.

Os Vingadores caiu para o segundo lugar na América do Norte, arrecadando US$ 47,1 milhões durante o fim de semana prolongado. As vendas globais do filme sobre uma equipe de super-heróis da Marvel ultrapassaram US$ 1,6 bilhão no mundo desde sua estreia, de acordo com a distribuidora Walt Disney.

Em terceiro lugar no fim de semana ficou o filme Battleship, que arrecadou US$ 13,6 milhões durante seu segundo fim de semana nos cinemas norte-americanos, em um total de US$ 47,1 milhões nos EUA e no Canadá desde a estreia.

A nova comédia de Sacha Baron Cohen, O Ditador, conseguiu o quarto lugar. O filme se deu alter ego, o General Aladeen, arrecadou US$ 11,8 milhões.

Em quinto lugar, ficou o novo filme de Tim Burton. Sombras da Noite conta com Johnny Depp, Michelle Pfeiffer e Eva Green e já embolsou US$ 13,1 milhões em ingressos.


AP



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26 mai09:45

Cinema 5D é atração em Chapecó

As apresentações de cinema com a tecnologia 5D, que representa uma simulação que interage com a emoção e os sentidos da pessoa, permanecem no Shopping Pátio Chapecó. Seis filmes, cada um com duração média de cinco minutos, fazem parte da programação apresentada no shopping, em cabine instalada próximo à praça de eventos.

Uma forma inovadora de entretenimento, o Cinema 5D integra tecnologia e aventura, provoca o olfato, o tato, a audição e a visão dos espectadores. Junto com as imagens que saem da tela, o espectador sente o vento, água e outras sensações. A exibição dos filmes no formato 5D prossegue até o domingo, 27 de maio. O ingresso tem o valor de R$ 6 cada sessão e as exibições ocorrem das 10h às 22h, até sábado, e no domingo das 13h às 20h.

Entre as produções apresentadas no Shopping Pátio Chapecó está “A Tumba do Faraó”, com mistérios, seres mitológicos, pirâmides e esfinge em uma viagem ao Antigo Egito. Outra é “Galaxy (Guerra no Espaço)”, na qual o espectador faz parte da tripulação de uma nave interestelar com a missão de destruir forças inimigas.

As outras quatro apresentações são: “Jurassic Adventure”, com o mundo dos dinossauros e outros seres pré-históricos de uma maneira totalmente diferente; “Mina de Ouro”, uma super aventura em uma mina abandonada, com túneis estreitos desabando em alta velocidade; “Trem Fantasma”, que ocorre em um castelo abandonado e mal assombrado, com fantasmas e monstros; e “Sweet Factory”, com criaturas mágicas e coisas deliciosas que dão água na boca em uma fabrica de chocolate encantada.


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25 mai11:25

Homens de Preto 3 estreia nesta sexta em Chapecó

Roger Lerina | Zero Hora

Depois de uma desastrada sequência em 2002, a franquia Homens de Preto parecia ter secado. Dez anos depois, porém, o diretor Barry Sonnenfeld resolveu colocar de novo em ação os agentes secretos incumbidos de manter na linha a “escória alienígena” na Terra.

O resultado surpreende: a volta dos personagens J e K retoma o pique do filme original e ainda avança muito em relação à produção de 1997. Homens de Preto 3 (2012) estreia hoje em cópias 3D e convencionais, legendadas e dubladas.

Voltar ao passado foi literalmente a solução encontrada pela equipe de roteiristas encabeçada por Etan Cohen para ressuscitar a série. Em Homens de Preto 3, um pavoroso ET chamado Boris, o Animal (Jemaine Clement) foge de uma prisão de segurança máxima na Lua e vai para a Terra disposto a vingar-se do agente K (Tommy Lee Jones), que 40 anos antes impediu que sua espécie invadisse o planeta, arrancou-lhe um braço e ainda trancou-o na cadeia. Graças a uma engenhoca, Boris retorna a 1969 e consegue eliminar o rival, subitamente alterando o presente _ e desnorteando o agente J (Will Smith), que descobre nunca ter trabalhado com K e sequer ter conhecido o parceiro. O esperto J acaba também chegando até a maquininha de tempo e consegue retroceder até as vésperas do acerto de contas de Boris com K, a fim de salvar a vida do companheiro e evitar o ataque alien.

Em Chapecó está em cartaz também os filmes American Pie – O Reencontro, Piratas Pirados, Anjos da Lei e os Vingadores. Confira a programação completa do Cinema Arcoplex Shopping Pátio.



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