Cinema

25 mai09:45

Confira a entrevista: Will Smith fala sobre sua volta em "Homens de Preto 3"

Will Smith visitou o país no final de fevereiro para divulgar o filme Homens de Preto 3. O americano já havia estado no Rio antes com os longas Hitch – Conselheiro Amoroso (em 2005) e Eu Sou a Lenda (2008).

>> “Homens de Preto 3″ estreia nesta sexta-feira em Chapecó

Depois da divertida coletiva de imprensa ao lado do colega de elenco Josh Brolin, o ator, produtor e rapper de 43 anos conversou com alguns jornalistas. O astro gente fina falou sobre a comédia de ficção científica, as escolhas de sua carreira, o papel do Brasil na indústria cinematográfica e, para ZH, respondeu se acredita em vida inteligente fora da Terra:

– Seria arrogante da nossa parte acreditar que somos os únicos, principalmente porque não somos tão inteligentes assim. Obviamente, há alguma coisa mais inteligente do que a gente no universo, né?


Confira a entrevista:

Pergunta – O Brasil virou um lugar importante para Hollywood fazer seu marketing?

Will Smith – O Brasil e a Rússia são dois dos mercados de cinema que crescem mais rapidamente hoje. O Brasil logo vai ser o quinto maior mercado cinematográfico mundial, o que é realmente enorme do ponto de vista do sucesso internacional de um filme. Eu estive no país no Carnaval, então, para mim, qualquer desculpa para vir aqui serve. Fazer sucesso com música, por exemplo, sempre foi algo internacional. Eu amo viajar, e trabalhar com entretenimento foi perfeito para mim. Essa é a parte divertida do cinema: fazer filmes é muito menos divertido do que viajar divulgando filmes.


Pergunta – Como você escolhe seus papéis?

Smith – Boa parte disso tem a ver com escolhas da minha vida, onde quero estar, em que cidades trabalhar. No caso de Homens de Preto 3, o conceito era fantástico, a ideia de dar um salto no tempo para salvar meu parceiro que foi morto no passado, acrescentando alienígenas e Josh Brolin como o jovem Tommy Lee Jones. Todos esses elementos foram muito empolgantes e criativos para mim. Fazia uns quatro anos que eu não trabalhava atuando, então queria voltar com algo de muita energia, e a nostalgia era importante para lembrar as pessoas de quem é “Big Willy”.


Pergunta – Você e Josh Brolin parecem divertir-se muito juntos. Foi “amor à primeira vista”?

Smith – Você não pode fingir química. Você vê duas pessoas juntas e vê a aura e a explosão. Isso você tem ou não. O incrível para mim é que, desde o primeiro dia com Josh Brolin, foi quase que a mesma química que rola entre mim e Tommy Lee Jones! Ele compreendeu tanto o clima e o ritmo… Eu posso fazer uma cena com você, com as mesmas falas e tudo, e não funcionar. Com ele, a cena ia além, avançava com a troca entre a gente. Você sabe, é como fazer amor… (risos)


Pergunta – Qual papel você ainda gostaria de interpretar?

Smith – Nelson Mandela, acho que é o único. Acho que estou bem na idade de fazer ele mais novo. A história da África do Sul e do apartheid já foi contada, mas não da forma como tenho em mente. É uma perfeita história humana.


Pergunta – Você acredita na possibilidade de Barack Obama ser reeleito?

Smith – Eu fui um grande apoiador de Barack, como homem e como presidente. De tudo o que ele já fez fora da política, ele quebrou para o mundo a ideia de que seria impossível ter um negro como presidente. Se a gente fizesse um filme com um negro vencendo a eleição norte-americana para presidente seria uma droga! “Ah, não, mais uma porcaria de Hollywood, com o negro ganhando a eleição!”

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24 mai17:16

"Os Vingadores" tem a maior bilheteria da história no Brasil e na América Latina

O filme de super-heróis Os Vingadores atingiu a maior bilheteria da história da indústria do cinema no Brasil. O filme superou os números de bilheterias de Tropa de Elite 2 e Avatar no país e já chega a incrível marca de R$104.372.752 (segundo o site Rentrak), atingindo o topo do ranking nacional.

O gigante da Marvel e da Disney também bateu recorde na América Latina, tornando-se a produção de maior bilheteria de todos os tempos na região – superando os antes líderes Avatar e Titanic. Até o momento, arrecadou mais de US$ 177 milhões em toda América Latina.

>> Confira as estreias e a programação do CINEMA de Chapecó

Mundialmente, a bilheteria de Os Vingadores já soma US$ 1.184 bilhão, despontando como a quarta maior da história, depois de Harry Potter e as Relíquias da Morte 2, no terceiro lugar, com arrecadação de US$ 1.328 bilhão.

A Disney já anunciou que será produzido Os Vingadores 2.


ZERO HORA



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17 mai20:08

‘Paraísos Artificiais’ no cinema de Chapecó

Paraísos Artificiais é um dos primeiros, senão o primeiro filme brasileiro a investigar o universo da música eletrônica e, por consequência, do uso (e do tráfico) das drogas sintéticas, tão associadas às raves. Por rave, entende-se em geral as grandes festas ao ar livre em lugares afastados, onde, ao som de música eletrônica, milhares de pessoas se aventuram em viagens (literais e lisérgicas) por paraísos naturais e artificiais. O assunto renderia vários documentários. No entanto, ainda que fiel à realidade, Paraísos Artificiais, que estreia hoje no Cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó é uma ficção, a primeira de Marcos Prado como diretor.

O filme narra a história de amor de Nando (Luca Bianchi) e Érika (Nathalia Dill), dois jovens que se encontram e desencontram ao longo de vários anos, sempre “ao som” da música eletrônica.

Para entender melhor por que ter a direção de Prado faz a diferença, é preciso saber que, mais que diretor, ele é documentarista por natureza e fotógrafo de formação. Nos anos 1990, mesmo com o sucesso como fotógrafo, Prado estava frustrado. Ele queria mais: que suas imagens e registros de temas alcançassem um “público que não era o de museu”. Foi então que encontrou no cinema, mais especificamente no documentário, a saída para chegar às grandes plateias. Ou quase. O registro de anos no Jardim Gramacho deu origem ao super premiado Estamira (2004), documentário que levou 33 prêmios em festivais pelo mundo e foi uma das primeiras produções da Zazen, a produtora que Prado fundou com José Padilha em 1997.

>> Confira a programação do CINEMA de Chapecó

Mas era preciso se aventurar pela ficção. O público dos documentários era muito maior que o das exposições, mas nada comparável ao salto que Prado e Padilha deram em 2007, quando lançaram sua primeira ficção: Tropa de Elite – Prado assina a produção do longa. Depois da experiência como diretor de documentários e produtor, era a hora de Prado dirigir sua primeira ficção. Foi então que nasceu Paraísos Artificiais.

– Na verdade, como o Tropa, começou como uma ideia para documentário. Mas, uma vez mais, era impossível filmar todas as raves, conseguir autorização, etc – conta o diretor de 50 anos, que teve a ideia de investigar o universo da música eletrônica e das drogas sintéticas ao perceber que seu filho Tomás, de 20 anos, então com 16, iria muito em breve passar pelas experimentações da juventude.

Em vez de um tratado sobre o uso de drogas, o diretor queria fazer um filme “pequeno”, sobre um drama familiar, uma história de amor, de recomeços. Mesmo assim, o tema das drogas está em primeiro plano. Prado foi pesquisar a fundo este universo, fez dezenas de entrevistas, frequentou e viajou para os maiores festivais do mundo, como o Burning Man, nos EUA, caprichou na trilha sonora e pediu ajuda a quem entende de música eletrônica, como Renato Cohen e Franklin Costa.


FLAVIA GUERRA|AGÊNCIA ESTADO

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12 mai09:07

Confira a Agenda do final de semana

O final de semana está cheio de oportunidades de lazer, cultura, diversão e baladas para todos os gostos. Então não perca tempo, faça sua escolha e tenho um bom divertimento.

Diariamente a AGENDA do clicRBS Chapecó é atualizada. Caso você não encontre a sua programação, encaminhe um email para participe@clicrbschapeco.com.br com todos os dados e ela será postada.

No cinema do Shopping Pátio Chapecó estão em cartaz seis filmes. Acesse o CINEMA e confira os horários.

Um dos destaques da Agenda é o Espetáculo Improvável.  A apresentação será as 18h deste domingo, dia 18, no Teatro Municipal do Centro e Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes de Chapecó. Os ingressos, nos valores de R$ 60 (inteira) e R$30 (meia), estão à venda na Moto Jeans, na bilheteria do Teatro (das 13h as 19h) e também nos sites [Blue Ticket] ou [Mpromo].

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11 mai12:09

Oceano, ação, piratas e aliens

Dois filmes bem distintos – um apostando na animação em stop-motion e outro na tecnologia para efeitos especiais –, mas que têm o mar como cenário, estreiam nesta sexta-feira. O divertido Piratas Pirados! e Battleship – a Batalha nos Mares, novo blockbuster hollywoodiano, são algumas das novidades nas salas do Cinema Arcoplex Shopping Pátio Chapecó.

Mais de uma década depois de codirigir A Fuga das Galinhas (2000), o inglês Peter Lord volta a meter a mão na massinha com Piratas Pirados! A divertida animação em stop-motion coloca a tripulação de um navio de corsários em contato com figuras históricas como a rainha Victoria e Charles Darwin.

O projeto custou US$ 60 milhões e levou mais de três anos para ser filmado foto a foto. O resultado da animação manual de personagens moldados em materiais como plastilina, argila e silicone repete a tradicional excelência artesanal da Aardman Animations, produtora de Lord.

>> Acompanhe os trailers dos filmes e a programação completa do CINEMA de Chapecó

Baseado em uma coleção de livros do romancista britânico Gideon Defoe, Piratas Pirados! acompanha a tentativa do atrapalhado Capitão Pirata de sair da maré de azar e derrotar os rivais Black Bellamy e Cutlass Liz na disputa pelo troféu de Pirata do Ano. O bucaneiro, porém, não consegue impressionar com suas duvidosas habilidades e seus parcos tesouros, tendo de partir com seu barco em busca de novos saques em alto mar.

A sorte do Capitão começa a mudar quando ele e seus homens atacam o célebre navio Beagle e deparam com o então jovem cientista Charles Darwin – o qual revela que Polly, o papagaio de estimação do comandante, é na verdade um dodô, pássaro já considerado extinto em meados do Século 19.

Acompanhada do explorador, a tripulação navega até Londres a fim de apresentar a ave rara à sociedade científica – o Capitão espera lucrar com a descoberta e assim retornar a Blood Island em condições de brigar pelo prêmio. Mas os mercenários dos mares terão antes de enfrentar as artimanhas de Darwin e seu fiel macaco ajudante e o ódio por piratas da enfezada rainha Victoria.

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09 mai16:30

"Os Vingadores" terá sequência

Em uma conferência com acionistas da Disney nesta terça-feira, o CEO do estúdio, Bob Iger, confirmou que a continuação de Os Vingadores já está em desenvolvimento. As informações são do site Omelete. No entanto, ainda não há previsão de estreia.

O longa-metragem, que reuniu alguns dos principais super-heróis dos quadrinhos da Marvel, arrecadou US$ 207 milhões em seu primeiro fim de semana nos EUA, transformando-se na maior estreia de todos os tempos.

>> Os Vingadores em 3D está em cartaz no cinema de Chapecó. Acompanhe a programação completa do CINEMA.

Na conversa, que visava repassar os ganhos do estúdio no trimestre, Iger também não adiantou quais serão os próximos longas originais da parceria com a Marvel, além das já anunciadas continuações dos filmes de Homem de Ferro, Thor e Capitão América.

Homem de Ferro 3 chega aos cinemas em 3 de maio de 2013; Thor 2, em 15 de novembro de 2013; e Capitão América 2, em 4 de abril de 2014.


ZERO HORA



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03 mai17:47

Um Homem de Sorte estreia nesta sexta em Chapecó

Estreia em maio, no Brasil, a mais nova adaptação da obra de Nicholas Sparks para as telas. O filme da vez é Um Homem de Sorte, estrelado por Zac Efron, o astro teen de High School Musical que agora busca papéis mais adultos. Ele interpreta um fuzileiro naval que sobrevive a três missões no Iraque e credita o feito a uma mulher que não conhece, mas cuja fotografia carrega consigo feito um talismã. De volta aos Estados Unidos, quer encontrá-la.

O filme  que tem direção de Scott Hicks estreia nesta sexta-feira em Chapecó.


>> Confira a programação completa do CINEMA



Os romances de um romântico: Com 80 milhões de livros vendidos, Nicholas Spark teve sete dos seus 18 títulos adaptados para o cinema.

Nicholas Sparks talvez seja um best-seller mais visto do que lido. Apesar dos impressionantes 80 milhões de livros vendidos em todo o mundo, o autor americano pode se gabar de outro feito: sete de seus 18 títulos foram adaptados com sucesso para o cinema. Não à toa, chegam quase simultaneamente ao Brasil o filme mais recente da safra e seu novo romance – que também deverá ser levado às telas em breve. O segredo de tamanha popularidade? O amor mais romântico possível, com direito a grandes encontros e desencontros, paixões proibidas que adormecem para despertar anos mais tarde, heróis obcecados por (re)encontrar a mulher amada.

Eis aí o resumo de boa parte das histórias que celebrizaram Nicholas Sparks, como os livros/filmes Diário de uma Paixão, Noites de Tormenta e Um Amor para Recordar. Um Homem de Sorte, que estreia em maio no Brasil, com Zac Efron no elenco, e O Melhor de Mim, romance lançado no Brasil pelo selo Arqueiro, seguem na mesma trilha.

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27 abr14:10

Chapecó recebe Circuito FMC

Desde a criação da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, em 1991, empresas brasileiras têm apoiado milhares de projetos que beneficiam, em grande parte, as comunidades sem acesso aos grandes espetáculos, seja pela distância dos grandes centros ou pelo preço dos ingressos. A FMC Agricultural Products, com sede brasileira em Campinas (SP) e especializada no controle de pragas agrícolas, é uma dessas apoiadoras. Para facilitar o acesso às produções cinematográficas nacionais, a empresa patrocina o projeto Gira Brasil 2012 – Circuito FMC de Cinema, promove sessões gratuitas em Chapecó nesta sexta-feira (27), na Praça Municipal Cel. Bertaso (em frente à Catedral).

Até 19 de maio, o caminhão adaptado promoverá 90 sessões em 12 municípios, com expectativa de público total de 2,7 mil pessoas. Na telona de 120 polegadas, plateias paranaenses, catarinenses e gaúchas assistirão a quatro filmes inspirados no cotidiano das pessoas, com histórias que trazem momentos divertidos e situações dramáticas e que fizeram grande sucesso nas bilheterias.

O roteiro começou pelo Paraná, onde o projeto visitou Guarapuava, Toledo e Pato Branco, e agora chega a Chapecó. No Rio Grande do Sul, o cinemóvel vai passar por Seberi, Panambi, Ijuí, Cruz Alta, Carazinho, Passo Fundo, Erechim e Lagoa Vermelha.

Estrelando o cantor Daniel no papel do peão Diogo, “O Menino da Porteira” é um dos destaques. Na história, que se passa anos 50, ele e seu pequeno amigo que sonha em ser boiadeiro enfrentam as injustiças do major Batista. É uma refilmagem do clássico de 1976, que tinha Sérgio Reis no papel principal. Como já escreveu o diretor da nova versão, Jeremias Moreira, a história “é um pretexto para falarmos de gente, construir personagens que existem e que estão no imaginário do povo e com os quais ele se identifica”.

Outro sucesso do cinemóvel é “O Bem Amado”, baseado na obra de Dias Gomes, que mostra os desmandos do prefeito Odorico Paraguaçu, interpretado por Marco Nanini, em sua obsessão por providenciar um defunto para inaugurar sua grande obra, um cemitério.

Para crianças de todas as idades, “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes” traz o grilo azul em sua saga para gravar seu primeiro CD de rap, na companhia de uma banda de sapos. Já em “Orquestra de Meninos”, a plateia acompanhará momentos intensos junto do maestro – interpretado por Murilo Rosa – acusado de seqüestrar um integrante de 13 anos da Orquestra Sinfônica do Agreste, no interior de Pernambuco.

O caminhão onde serão exibidos os filmes, além de telona com alta qualidade de imagem, conta com 30 poltronas (mais dois lugares para portadores de necessidades especiais), ar condicionado, isolamento acústico e térmico e iluminação especial. Os cadeirantes têm à disposição rampa de acesso. Para completar o ambiente de cinema clássico, um simpático lanterninha, vestido a caráter, estará sempre à disposição.



SERVIÇO

Chapecó

Local: Praça Municipal Cel. Bertaso (em frente à Catedral).

27/04: às 15h30 e 17h

Informações: Luis Bianchi – (49) 9134 0195 / (55) 9924 9491


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26 abr17:56

'Os Vingadores', filme que reúne os mais poderosos heróis, estreia nesta sexta

Tudo é superlativo em um grupo de super-heróis que reúne um milionário de armadura mecânica, um supersoldado, um deus nórdico, uma fera verde e incrivelmente forte, a melhor espiã da antiga União Soviética e um exímio arqueiro. A improvável reunião de talentos só se faz necessária quando o planeta está sob ameaça de uma poderosa raça alienígena.

“Os Vingadores”, grupo destes seres extraordinários e que dá nome ao filme que chega sexta aos cinemas brasileiros, são a única salvação da Terra. E, cá entre nós, pobres terráqueos. Reunir Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) é como brincar com fogo perto de toneladas de pólvora. A mais leve faísca pode levar tudo pelos ares.

>> Filme entra em cartaz no CINEMA de Chapecó. Confira a programação completa

O responsável pelo encontro é o militar Nick Fury, um Samuel L. Jackson de tapa-olho, responsável pela unidade pacificadora internacional chamada S.H.I.E.L.D. (as letras formam a palavra ‘escudo’, em inglês). Ele sabe do risco de juntar esses caras – e seus egos – mas diante do perigo iminente, deixa-se levar por medidas desesperadas. “Os Vingadores” é esperado pelos fãs de quadrinhos e de longas de heróis desde que os primeiros rumores da produção começaram a ser espalhados entre os filmes dos personagens da editora Marvel.

A começar pelo Homem de Ferro (2008), que trouxe Downey Jr. de volta ao status de estrela no papel de Tony Stark, o sarcástico milionário com crise de consciência. Em meio aos créditos finais do filme, cenas extras davam as primeiras pistas. A figura de Fury se apresentava a Stark, como um aperitivo do que estava por vir.

Os outros heróis tiveram suas histórias atualizadas. Viriam O Incrível Hulk (2008), Homem de Ferro 2 (2010), Thor (2011) e Capitão América: O Primeiro Vingador (2011). Assim, a ideia dos Vingadores, de 2005, foi sendo maturada. De lá para cá, a Marvel foi pincelando cenas, atiçando a curiosidade dos fãs, enquanto preparava um lançamento grandioso.

O orçamento, no entanto, nem foi dos maiores, R$ 415 milhões, menor que “X-Men: O Confronto Final” (2006), de R$ 424 mi, ou “Homem Aranha 3″ (2007), de R$ 486 mi, para ficar só entre fantasiados.

O filme começa como uma sequência de Thor, quando o irmão do herói, Loki (um impecável Tom Hiddleston), banido da terra deles, sela um perigoso acordo com uma raça de alienígenas guerreiros. Ele lhes entrega o Tesseract, cubo que tem o poder de transitar entre universos e realidades paralelas, em troca do domínio da Terra. Para detê-lo com urgência, o vigilante Nick Fury convoca os mais poderosos heróis da Marvel, para uma aliança ainda mais forte. Sobra pancadaria para heróis e vilões: para eles, é bater antes e perguntar depois.

E além do inimigo em comum, teimosias e discordâncias também geram batalhas entre eles: Thor versus Homem de Ferro? Capitão América tem chance? Quem segura o Hulk? O roteiro é básico, com poucas reviravoltas, mas dá espaço para todos – até para Gavião Arqueiro e a Viúva Negra, menos populares – brilharem. Apogeu de um projeto grandioso e bem elaborado, divertido, excitante, de tirar o fôlego, “Os Vingadores” é o melhor filme de super-heróis desde “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, de 2008.

As informações são do Jornal da Tarde.


DIÁRIO CATARINENSE



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20 abr10:33

Pela preservação da cultura familiar

Seu pai foi um imigrante judeu alemão que queria muito ser brasileiro. Ele pedia ao filho, o futuro cineasta brasileiro Cao Hamburger, que pusesse nomes de índios em seus netos. Cao não realizou o desejo, mas, hoje, ele admite que, consciente ou inconscientemente, esteja levando adiante sua busca, ou desejo, de brasilidade.

Em suas produções audiovisuais, ele já falou de duas grandes paixões do povo brasileiro: o futebol, em O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, e o Carnaval, na minissérie Os Filhos do Carnaval. E, claro, sem esquecer do público infantil, no programa Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura, e do filme de mesmo nome.

>> Confira a programação completa do CINEMA em Chapecó.

Cao vem agora com Xingu, que estreia hoje no Arcoplex, no Shopping Pátio Chapecó, em Chapecó. O filme conta uma epopeia brasileira no início do século 20 no Brasil: a luta dos irmãos Villas Bôas para criar o Parque Nacional do Xingu, uma vasta área de reserva das culturas da Amazônia, em que os últimos remanescentes das tribos selvagens podem viver com liberdade, em meio a espécies animais e vegetais.

Foi uma longa luta, documentada num livro que está sendo lançado simultaneamente com o filme, A Marcha para o Oeste, de Orlando e Cláudio Villas Bôas. No filme, eles são interpretados por Felipe Camargo e João Miguel, respectivamente. O exemplar é de 1994 e foi reeditado pela Companhia das Letras. O livro é o diário dos irmãos durante a expedição Roncador/Xingu, quando eles ainda investigavam território inóspito e contactavam os índios.

Dessa aventura, nasceu em Cláudio, o utópico do trio, o desejo de criar o parque. Se o irmão sonha, Orlando, que tem os pés firmemente encravados na terra, é o negociador que, em contato com políticos e governantes, esculpe os movimentos que resultaram na criação do parque. Porém, não tão grande quanto sonhavam, porque não abarca as nascentes do Rio Xingu. Tudo isso faz uma grande diferença na preservação das espécies, mas, ainda assim, um marco referencial no estabelecimento de fronteiras para preservar o ancestral brasileiro.


Intimista

Xingu integrou a seleção do Panorama no Festival de Berlim, em fevereiro. Como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que Cao também levara à Berlinale, o filme trata do exílio interno, o tema que mais atrai o diretor/autor. A história traz ainda um terceiro irmão, Leonardo, interpretado por Caio Blat. É ele o responsável pelo resgate de uma tragédia familiar. Em um determinado momento, Leonardo, atraído pela beleza das índias, enamora-se de uma delas. Com isso, a imprensa da época passa a explorar o fato, ameaçando o projeto do Xingu.

Ele é afastado e morre cedo, o que cria um vazio e um sentimento de acusação e de culpa nos irmãos sobreviventes. Segundo Cao Hamburger, o filme nasceu do desejo de narrar, para o povo brasileiro, essa história ainda pouco conhecida.

Mais do que uma obra de encomenda, o filme nasceu de um convite da O2, a produtora do também diretor Fernando Meirelles, para Cao. Meirelles havia sido contactado pela família Villas Bôas. Quando assumiu Xingu, Cao impôs algumas condições. Uma delas era a de que a família não interferisse nem opinasse no roteiro. E parece que o diretor trabalhou bem, porque não houve reclamações da família, e o resultado é de encher os olhos.


AGÊNCIA ESTADO

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