Cinema

16 mar09:07

Grazi Massafera estreia como protagonista no cinema

Cristina Vieira | cristina.vieira@diario.com.br

A estreia de Grazi Massafera como protagonista no cinema pode ser lida como caricatura de sua vida pessoal. Em Billi Pig, que entra em cartaz em Chapecó nesta sexta-feira, dia 16, ela interpreta Marivalda uma moça humilde que sonha em ser atriz. Casada com o corretor de seguros falido Wanderley (Selton Mello), ela conversa com Billi, um porco de plástico que guarda desde a infância.

Hoje, Grazi é uma das mais bem-sucedidas celebridades brasileiras, com participações em campanhas publicitárias de peso como a da L’Oréal, papéis de destaque na TV – Lucena, de Aquele Beijo (no ar no horário das 19h, na Globo) -, além de ter construído uma imagem de mulher elegante, discreta e ícone de beleza (looks usados por ela são sempre elogiados). Grazi também conquistou o coração do galã Cauã Reymond, com quem terá Sofia, a primeira filha do casal. A gestação chega ao sétimo mês em março.

A trajetória da loira com jeito meigo e sorriso largo, que já estampou de capas de revistas “mulherzinha” a publicações pop como a Rolling Stone Brasil, tem requintes de conto de fadas – pano de fundo do roteiro de Billi Pig.

>> Confira a PROGRAMAÇÃO DO CINEMA DE CHAPECÓ

Quando surgiu, chamava atenção o sotaque com o “r puxado“, tipicamente interiorano. Nascida em Jacarezinho, no Norte do Paraná, foi vendedora de cosméticos, cabeleireira e miss. O pulo do gato aconteceu em 2005, com a entrada no Big Brother Brasil. Aquela edição do reality show foi uma das mais bem-sucedidas da história, e Grazi tem boa parcela de contribuição. Na final do programa – ela ficou em segundo lugar -, Pedro Bial sintetizou: “Com sua inteligência intuitiva, Grazi superou o preconceito da mulher bonita, miss e loira, que sempre é taxada de burra.” Aos 30 anos, a atriz se prepara para marcar mais um gol na consolidação da carreira. Estreia no cinema como protagonista, e ao lado de Selton Mello, ator consagrado no cinema.

- Foi ótimo dividir o set com ela. Grazi é uma pessoa querida e com muita vontade de aprender, de crescer. Ela vai surpreender nesse trabalho e fazer uma bela trajetória como atriz – derrete-se Selton.

À vontade como Marivalda, a atriz arrisca-se na comédia e até acabou por dublar a voz do porquinho da história, já que ele insurge como sua consciência na trama.

- A equipe do set de filmagens, nesses momentos, serve de termômetro. Se eles riem, é porque eu acertei na dose. O roteiro era ótimo e o Selton, que já é naturalmente engraçado, ajudou nesse processo e o todo ficou bem legal – comenta a atriz.

A mamãe do ano sabe que Marivalda e sua própria trajetória se confundem naturalmente:

- Marivalda é uma sátira de uma parte da minha vida. Somos duas sonhadoras. E a letra de uma das músicas que está no filme – Sonho com as colunas sociais…” foi um carinho do José Eduardo Belmonte e da Vânia Catani com esse meu jeito, meio sonhador – comenta.

Comente aqui
14 mar16:26

Cinema 5D em Chapecó

Quem é apaixonado pela sétima arte não pode perder a nova atração no Shopping Pátio Chapecó: o cinema 5D. Atualizado com as grandes tendências tecnológicas do mundo, esta é uma maneira inovadora de entretenimento e diversão que une tecnologia e aventura, provoca o olfato, o tato, a audição e a visão dos espectadores. Assim, diferente dos cinemas convencionais, o 5D traz o filme à realidade de quem o assiste.

A programação, em sessões corridas em cabine instalada próximo à praça de eventos, conta com seis filmes em cartaz. Cada um com duração média de cinco minutos.

São exibidas as produções: “Mina de Ouro”, “Jurassic Adventure (Dinossauros)”, “Trem Fantasma”, “Sweet Factory (Fábrica de Chocolate)”, “Galaxy (Guerra no Espaço)” e “A Tumba do Faraó (Egito)”.

O horário de exibições do Cinema 5D, que ficará no shopping por um período de 30 dias, é das 10h às 22h, de segunda a sábado. Já nos domingos e feriados ocorre entre 13h e 20h. O valor é de R$ 6 cada sessão.


As sensações e os filmes

Qualquer um que entra no Cinema 5D sente na pele tudo que o acontece na telona. Além das imagens que saem da tela, o espectador sente o vento, água e outras sensações.

“Mina de Ouro” é uma super aventura em uma mina abandonada, com túneis estreitos desabando em alta velocidade, o que dá um friozinho na barriga. O terror fica por conta do “Trem Fantasma”, em um castelo abandonado e mal assombrado, com fantasmas e monstros. Já quem gosta de passeios no “Jurassic Adventure” conhece o mundo dos dinossauros e seres pré-históricos de uma maneira totalmente diferente.

Criaturas mágicas, coisas deliciosas que dão água na boca, estão em “Sweet Factory”, uma fabrica de chocolate encantada. Em “Galaxy”, o espectador faz parte da tripulação de uma nave interestelar com a missão de destruir forças inimigas. Já “Tumba do Faraó” é uma viagem ao Antigo Egito, com mistérios, seres mitológicos, pirâmides e a esfinge, que são uma parte da viagem inesquecível.


Comente aqui
09 mar12:26

Filme "Reis e Ratos" reúne Selton Mello, Rodrigo Santoro e Cauã Reymond

À sombra de Roger Corman. Foi assim que tudo começou, numa conversa entre o diretor Guel Arraes, a produtora Paula Lavigne e Mauro Lima, no set de O Bem Amado. O trio estava no set construído para reproduzir a cidadezinha de Sucupira, na adaptação do original de Dias Gomes que já havia feito sucesso como novela, série e até peça de teatro. Mauro Lima é o diretor de Meu Nome não é Johnny, com Selton Mello. O filme nacional está em cartaz no cinema de Chapecó em dois horários.

– Eu observei que, se houvesse uma indústria de verdade no cinema brasileiro, aquele set, tão grande, poderia ser usado para abrigar outra produção, para contar outra história. Começamos a falar sobre o Roger Corman, que fazia isso no cinema norte-americano.

E foi assim que surgiu o filme Reis e Ratos, mas é bom voltar a Roger Corman.

– Ele se orgulhava de nunca ter perdido dinheiro, porque reciclava sets e filmava rapidamente, aproveitando atores. A Paula me desafiou – e se a gente fizesse a mesma coisa? Eu tinha esse roteiro que havia escrito como exercício, muitos anos antes. Sempre quis fazer alguma coisa sobre o golpe de 64 e escrevi o roteiro numa época em que ser diretor era meu sonho de estudante.

Paula leu, gostou – e resolveu arriscar.

– Mas para que a coisa funcionasse, do jeito que imaginávamos, tudo teria de ser feito rapidamente – prossegue Mauro Lima. Foi assim que surgiu Reis e Ratos, como um desafio, ou uma brincadeira. Não foi difícil para Lima cooptar seu amigo Selton Mello, com quem havia feito Johnny.

– Estava jantando com um grupo que incluía Rodrigo (Santoro), falei do projeto e ele me pediu que enviasse o roteiro. Mandei e o Rodrigo me disse sim, imediatamente. Cauã foi outro que embarcou sem vacilar.

Como a urgência estava na essência do filme, não poderia haver muito tempo para preparação. Mauro Lima confiava no taco de seus atores. Eles corresponderam.

– O Selton, que havia sido dublador, propôs a voz fake do seu agente da CIA que participa do golpe militar e quer ficar no Brasil. ê uma voz de canastrão que ele faz muito bem, com uns olhares que são irônicos – avalia o diretor.

– Cauã também trabalhou a voz, mas o que ele propôs foi essa coisa física que serve bem ao personagem. Rodrigo embarcou tanto que pediu ao dentista dele que criasse a prótese que torna seu personagem tão bizarro.

Mauro Lima sabe que seu filme não se assemelha a nenhum outro do cinema brasileiro, recente ou não. Pelas peculiaridades da produção, não houve tempo de inscrever Reis e Ratos nas leis de patrocínio.

– A Paula bancou, com cheque dela.

Quando a Warner entrou no projeto, a pós-produção ficou um pouco mais elaborada, “mas a gente já pensava que o filme deveria ter um acabamento mais elaborado.” Reis e Ratos ganhou efeitos que lhe dão ares de superprodução e até foi colorizado. Numa entrevista com o repórter, no set de Meu País, de André Ristum, Rodrigo Santoro e Cauã Reymond, já haviam cantado essa coisa da colorização e, depois, em outro encontro, Cauã revelara:

– Gostei.

A rigor, se poderia pensar em Reis e Ratos como uma chanchada na tradição da Atlântida, celebrando a estética da paródia que fez a glória do estúdio (e de diretores como Carlos Manga e Watson Macedo). Mas Reis e Ratos não é uma chanchada nem mesmo uma comédia.

- Tem elementos de comédia e de filme noir, mas acho que não se enquadra em nenhuma classificação de gênero. Eu confesso que tenho dificuldade para colocar um filme nessa coisa de gênero. A vida mistura tudo, tem comédia, drama, romance, suspense. Prefiro não catalogar.

Falar do golpe militar desse jeito – reafirmando a aliança de empresários e políticos com os gringos – pode ser arriscado.

– Sempre achei interessante essa história do porta-aviões dos EUA que deveria apoiar o golpe, mas não chegou a tempo.

Algum historiador poderá reclamar do imbróglio envolvendo CIA e KGB, capitalistas e comunistas.

– Mas era o que havia de divertido. E, depois, é tudo uma questão de tom.

O público, como fica nisso tudo?

– Cara, eu não sei como o público vai receber Reis e Ratos. Mas também não sabia no caso do Meu Nome não é Johnny. O que eu acho é que não dá para fazer filme pensando no público, como ele vai reagir. Eu quero que o público veja meus filmes, mas quem eu vou escolher como espectador e tentar atingir? Não dá. O Roger Corman diz que chegou ao público fazendo os filmes que gostaria de ver. ê mais ou menos como estou me sentindo, com um friozinho na barriga, aqui.

Ainda resta a atriz Rafaela Mandelli, que faz a cantora. Quando o repórter diz que a achou sensacional, Mauro Lima dá um risinho, do outro lado da linha – a entrevista foi feita por telefone. O quê?

– Ela é minha mulher.

Tá bem na parada, hein Mauro?


AGÊNCIA ESTADO

Comente aqui
09 mar10:19

2 coisas sobre 2 Coelhos

Filme Nacional está em cartaz no cinema de Chapecó. O repórter Ticiano Osório, da Zero Hora apresenta 2 coisas sobre o filme:

1) O que é virtude para uns será encarado como defeito para outros. Uns vão dizer que o filme 2 Coelhos, em cartaz no cinema de Chapecó, copia Quentin Tarantino e Guy Ritchie, e que o cinema brasileiro não deveria importar fórmulas (nem os roteiros argentinos?!?).

Outros vão dizer que a obra escrita e dirigida pelo estreante Afonso Poyart preenche uma lacuna na cinematografia nacional, a do gênero filmes de roubo _ na trama ambientada em São Paulo, o ator Fernando Alves Pinto interpreta um carinha viciado em games e pornô que arquiteta um plano para, ao mesmo tempo, ganhar milhões de dólares e colocar em rota de colisão bandidos malvadões e políticos corruptos.

Edgar, o protagonista, quer “matar dois coelhos com uma caixa d’água só”. No meio do caminho, cruzará com personagens como uma promotora maluquete, vivida por Alessandra Negrini, um garçom sorumbático, papel de Caco Ciocler, e um motoboy ladrão, o rapper Thaíde.

>> Confira a Programação do Cinema.

2) Filme a um só tempo despretensioso _ não busca nada além de entreter, não há leitura política ou social a ser feita _ e pretensioso (pois esse entretenimento é buscado com esmero técnico, da fotografia, camaleônica nas cores, à montagem, fragmentada e frenética), 2 Coelhos vale muito o ingresso.

O roteiro, ainda que tenha uma boa dose de inverossimilhança (sobretudo quando olhado em retrospecto), é engenhoso, com idas e voltas ao passado que vão revelando as ligações e as motivações dos personagens. Esses, por sua vez, são imorais, mas acabamos simpatizando com eles _ ajuda ter no elenco ótimos atores como Marat Descartes (o bandido Maicon) e Caco Ciocler, e figuraças como Thaíde e Thogun (a propósito do elenco: num lance tarantinesco, Afonso Poyart escalou Aldine Müller, uma das musas das pornochanchadas dos anos 1970, que não aparecia no cinema desde 1985).

As cenas de ação são espetaculares (como raríssimas vezes visto no cinema brasileiro), com efeitos especiais espetaculares (como nunca visto no cinema brasileiro).

E a trilha sonora é bacaníssima: Lenine, Titãs da fase áurea, 30 Seconds to Mars (sim, eu gosto! A banda de Jared Leto sabe fazer canções épicas, e Kings & Queens pontua alguns dos momentos mais impactantes _ diria até emocionantes _ de 2 Coelhos). Tem até Radiohead _ e não é Fake Plastic Trees.


ZERO HORA

Comente aqui
02 mar15:15

Os Descendentes em cartaz em Chapecó

Sabe aquela onda de filmes sobre famílias disfuncionais, nos quais uma tragédia desencadeia outras tantas? Os Descendentes, que estreia em Chapecó, é assim, só que ao contrário. É um daqueles pequenos filmes sobre grandes temas contemporâneos que o diretor Alexander Payne constrói sobre um personagem masculino complexo. Desta vez, seu parceiro é George Clooney, herdeiro de terras que valem bilhões no Havaí – ele tem uma das performances festejadas da carreira.

Grande vencedor do Globo de Ouro, o filme escancara os problemas da família: Matt, o pai (Clooney), é ausente; Elizabeth, a mãe (Patricia Hastie), tem um caso com um corretor; a filha mais velha, Alexandra (Shailene Woodley), é rebelde e desbocada; e a caçula, Scottie (Amara Miller), só não seguiu o mesmo caminho porque ainda não é crescida o suficiente. O problema maior, no entanto, é que a mulher sofreu um acidente e está em coma no hospital, o que força Matt a se aproximar das meninas como nunca. Depois que ele “descobre” a indisciplina das meninas, vem a notícia da traição da mulher, seguida da descoberta da identidade de seu amante – Brian Speer (Matthew Lillard), envolvido com a venda das terras dos King.

>> Confira a programação completa do CINEMA

Para além de seus dilemas pessoais, e das revelações que eles trarão, as reflexões agora falam mais profundamente sobre o lugar do homem no mundo contemporâneo – numa perspectiva histórica que envolve seus antepassados e o legado que se pode deixar para aqueles que virão depois.

Entre as forças do filme, está a mão firme do diretor, que distribui doses certeiras de humor ao longo da história e escapa com habilidade de eventuais armadilhas sentimentalistas. Ainda assim, Os Descendentes parece apenas um comentário – interessante, mas de profundidade limitada – sobre a relação entre pais e filhos. É bom, mas já houve favoritos ao Oscar melhores. (Daniel Feix)

Comente aqui
23 fev10:32

Conheça seis livros que inspiraram concorrentes ao Oscar

Carlos André Moreira | carlos.moreira@zerohora.com.br

Não é novidade que as listas de indicados ao Oscar estejam cheias de produções adaptadas da literatura. O que é relativamente novo no Brasil é a agilidade das editoras nacionais em colocar nas prateleiras versões de filmes adaptados para o cinema (muitas vezes usando o cartaz do filme como capa da edição).

Dos nove indicados a melhor filme em 2012, seis são adaptações literárias — deixando de fora Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, uma história original que se inspira parcialmente na Paris dos anos 1930 descrita por Ernest Hemingway em Paris É uma Festa.

Cinco dos livros adaptados já têm edições nacionais. Algumas saíram para pegar carona na adaptação, enquanto outras já haviam sido lançadas e ganharam nova notoriedade com a chegada do filme. Zero Hora lista os filmes que deram origem aos concorrentes a filme do ano.


11 Indicações – A Invenção de Hugo Cabret


> Filme: Direção de Martin Scorsese. Com Ben Kingsley e Asa Butterfield (foto).

> Livro: Baseado na obra infanto-juvenil de mesmo nome, escrita por Brian Selznick e lançada aqui no Brasil em 2007 pela editora SM (tradução de Marcos Magno, 533 páginas). O livro alterna narração e ilustrações de página dupla para contar a história do órfão de 12 anos que vive em uma estação de trem na Paris dos anos 1930 e acompanha com maravilhamento algumas das invenções tecnológicas que mais impacto causaram no início do século 20 — a principal delas, o cinema. Sequências inteiras são contadas pelas ilustrações detalhistas, em preto e branco, que criam texturas por meio de hachuras e sobreposições de traços.


6 indicações – Cavalo de Guerra

> Filme: Direção de Steven Spielberg. Com Jeremy Irvine.

> Livro: Obra infanto-juvenil do poeta e dramaturgo inglês Michael Morpurgo. Foi lançado no Brasil pela WMF Martins Fontes, em 2011 (tradução de Rodrigo Neves, 184 páginas), e reimpresso este ano com imagem do cartaz do filme na capa — prática chamada de “tie in” no mercado editorial. É narrado do ponto de vista do próprio cavalo protagonista, Joey, que testemunha os horrores da I Guerra e reflete sobre a saudade de seu primeiro dono, o jovem Albert.

6 indicações – O Homem que Mudou o Jogo

> Filme: Direção de Bennett Miller. Com Brad Pitt.

> Livro: Não é uma ficção, como os demais concorrentes, mas um livro-reportagem: Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game, do jornalista especializado em economia Michael Lewis. A obra conta a história do executivo Billy Beane, que aplicou métodos inovadores à frente dos Athletics, pequena equipe de futebol americano de Oakland, na Califórnia. O livro ainda não tem edição no Brasil.


5 indicações – Os Descendentes

> Filme: Direção de Alexander Payne. Com George Clooney.

> Livro: Romance de estreia da americana Kaui Hart Hemmings, foi lançado no Brasil pela Alfaguara em 2011 (tradução de Cássio Arantes Leite, 304 páginas). A história do protagonista, Matthew King, é um pouco a da própria autora, nascida em Honolulu e criada em uma família capaz de traçar sua ascendência até a aristocracia nativa das ilhas, por um lado, e os primeiros missionários protestantes a aportar no arquipélago, em meados do século 19, por outro. Como o filme, o romance se concentra no legado das relações familiares de King, que precisa admitir que não conhecia tão bem a própria família quanto pensava.


4 indicações – Histórias Cruzadas

> Filme: Direção de Tate Taylor. Com Emma Stone e Viola Davis.

> Livro: A Resposta, de Kathryn Stockett, lançado pela Bertrand Brasil em janeiro de 2012 (Tradução de Caroline Chang, 574 páginas). Escrito em uma prosa cativante capaz de agarrar o leitor pela mão e levá-lo por entre suas páginas (ritmo preservado na tradução em português), o romance reconstitui as relações domésticas entre donas de casa e suas empregadas negras no Mississipi de 1962, época em que vigoram leis racistas de segregação.


2 indicações – Tão Forte e Tão Perto

> Filme: Direção de Stephen Daldry. Com Thomas Horn (foto) e Tom Hanks.

> Livro: De autoria de Jonathan Safran Foer, um dos grandes escritores de língua inglesa revelados no século 21, Extremamente Alto e Incrivelmente Perto (2006, tradução de Daniel Galera, 392 páginas) é dos melhores romances publicados sobre o trauma do 11 de Setembro. Oskar, menino de nove anos e inteligência precoce, perambula por Nova York tentando encontrar a fechadura para uma chave misteriosa encontrada no bolso de um dos ternos de seu pai, morto no ataque às Torres Gêmeas. No caminho, retoma o contato com o avô, um homem calado, também ele carregando um trauma, o do bombardeio de Dresden, na II Guerra.


>> Conheça os indicados ao Oscar 2012

>> Confira o Quiz do Oscar 2012

Comente aqui
17 fev11:02

Da magia à fantasia

Em seu novo filme A Invenção de Hugo Cabret, o americano Martin Scorsese deixou as ruas de Nova York para uma peregrinação a Paris dos anos 1930, para uma homenagem a um dos pioneiros do cinema, o francês Georges Méliès.

Com todos os recursos do 3D, a produção, que chega hoje aos cinemas do Brasil, com sessões no Cinema Arcoplex do Shopping Pátio Chapecó, é vista pelos críticos como uma fábula cheia do encanto e da magia transmitidos nos filmes de Méliès (1861-1938), o verdadeiro herói dessa história. O resultado tem agradado. Tanto que o filme está indicado a 11 estatuetas do Oscar.

Para os fãs de Scorsese, é bom avisar que, em sua estreia em 3D e no cinema infantil, o diretor deixou de lado a névoa escura de culpa e rejeição que sempre atormentou seus personagens. Em Taxi Driver (1976), Travis Bickle era um taxista que sente um desejo doentio de limpar as ruas de Nova York de prostitutas e drogados, como se, por meio da violência, ele pudesse se purificar dos próprios pecados. Jake LaMotta, boxeador biografado em Touro Indomável (1980), não confia em ninguém a sua volta – nem na mulher, muito menos no irmão – e, teimosamente, entrega-se à autodestruição. Nos dois casos, e em vários outros, Robert De Niro, o escolhido de Scorsese, encarnou o âmago de homens sombrios, imprevisivelmente violentos, açoitados pelos resultados trágicos de seus atos. Não é o caso do novo filme do diretor nova-iorquino, A Invenção de Hugo Cabret desperta toda a fantasia infantil.

Inspiração – Baseado no livro homônimo, de Brian Selznick, o filme mergulha o espectador na Paris do primeiro pós-guerra junto com Hugo, um órfão melancólico de 12 anos (Asa Butterfield). Hugo vive sozinho no interior de uma estação de trem, cercado de relógios, de um robô quebrado e de um caderno com instruções para repará-lo, deixado por seu pai (Jude Law), vítima de um incêndio.

Para dar vida a esse grande boneco automático, Hugo precisa de uma chave, que encontra numa loja de brinquedos, propriedade de um homem amargo e triste (Ben Kingsley), sob o qual se esconde Méliès, um mágico de profissão que escolheu o cinema assim que viu uma das primeiras projeções dos irmãos Lumière.

– Sim, Hugo Cabret sou eu. Ao ler o livro de Selznick, identifiquei-me com a solidão de Hugo, que me fez recordar a minha própria infância em Nova York, quando meu pai me levava ao cinema. Senti grande identificação com Méliès e seu mundo de fantasia, com a era da invenção do cinema – confessou Scorsese.

>> CONFIRA a programação completa do Cinema de Chapecó.

Mas todas as aventuras vividas por Hugo, acompanhado de sua nova amiga, Isabelle (Chloe Grace Moretz), afilhada de Méliès, parecem uma desculpa para Scorsese filmar uma verdadeira carta de amor ao cinema e a toda a maquinaria inventada para capturar imagens em movimento e projetá-las.

O filme é também uma homenagem apaixonada à Cidade Luz, recriada nos estúdios Shepperton na periferia de Londres, onde foi reconstruída uma estação de trem parisiense.

Em entrevista à imprensa, o cineasta afirmou que o que mais gostou ao filmar foi das duas semanas que trabalhou em Paris, em agosto passado, uma experiência que descreveu como “uma peregrinação”.

– Mais que uma homenagem a Paris, fiz uma peregrinação, uma viagem a um lugar sagrado. Inspirei-me, também, em Paris dos filmes de René Clair – disse o cineasta.


Comente aqui
16 fev14:29

Carta de amor ao cinema

Em seu novo filme A Invenção de Hugo Cabret, o americano Martin Scorsese deixou as ruas de Nova York para uma “peregrinação” à Paris dos anos 1930, para uma homenagem a um dos pioneiros do cinema, o francês Georges Méliès. Com todos os recursos do 3D, a produção, que chega amanhã aos cinemas da região, é vista pelos críticos como uma fábula cheia do encanto e da magia transmitidos nos filmes de Méliès (1861-1938), o verdadeiro herói dessa história.

Baseado no livro A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick, o filme – o primeiro em 3D do realizador de 68 anos – mergulha o espectador na Paris do primeiro pós-guerra junto com Hugo, um órfão melancólico de 12 anos (Asa Butterfield). Hugo vive sozinho no interior de uma estação de trem, cercado de relógios, de um robô quebrado e de um caderno com instruções para repará-lo, deixado por seu pai (Jude Law), vítima de um incêndio.

Para dar vida a esse grande boneco automático, Hugo precisa de uma chave, que encontra numa loja de brinquedos, propriedade de um homem amargo e triste (Ben Kingsley), sob o qual se esconde Méliès, um mágico de profissão que escolheu o cinema assim que viu uma das primeiras projeções dos irmãos Lumière.

– Sim, Hugo Cabret sou eu – confessou Scorsese. – Ao ler o livro de Selznick, identifiquei-me com a solidão de Hugo, que me fez recordar a minha própria infância em Nova York, quando meu pai me levava ao cinema. Senti grande identificação com Méliès e seu mundo de fantasia, com a era da invenção do cinema.

Mas todas as aventuras vividas por Hugo, acompanhado de sua nova amiga, Isabelle (Chloe Grace Moretz), afilhada de Méliès, parecem uma desculpa para Scorsese filmar uma verdadeira carta de amor ao cinema e à toda a maquinaria inventada para capturar imagens em movimento e projetá-las. O filme é também uma homenagem apaixonada à Cidade Luz, recriada nos estúdios Shepperton na periferia de Londres, onde foi reconstruída uma estação de trem parisiense.

>> Confira a programação completa do CINEMA

>> Fique por dentro do Oscar 2012

Em entrevista à imprensa, o cineasta afirmou que o que mais gostou ao filmar foi das duas semanas que trabalhou em Paris, em agosto passado, uma experiência que descreveu como “uma peregrinação”.

– Mais que uma homenagem a Paris, fiz uma peregrinação, uma viagem a um lugar sagrado. Inspirei-me, também, em Paris dos filmes de René Clair – disse o cineasta.


Outra estreia

Além da obra-prima de Scorsese tem a estreia da continuação de Motoqueiro Fantasma – O Espírito da Vingança, com Nicolas Cage.

Seguem em cartaz Alvin e os Esquilos 3, Viagem 2: A Ilha Misteriosa e Cada um tem a Gêmea que Merece.


JORNAL DE SANTA CATARINA


Comente aqui
13 fev09:17

Cinemóvel em Chapecó

Inicia nesta segunda-feira a programação da terceira temporada do Gira Brasil Circuito SCGÁS de Cinema nas Comunidades. O projeto vai apresentar cinco filmes brasileiros. As primeiras cidades a receber o projeto no são Chapecó e Concórdia.

As apresentações acontecem no Cinemóvel, um caminhão adaptado especialmente para garantir o conforto da platéia. A sala, climatizada, tem 30 poltronas, duas acomodações especiais para cadeirantes, tela de 120 polegadas, som digital de alta qualidade e isolamento acústico e térmico. Pessoas com dificuldade de locomoção contam ainda com uma rampa de acesso.

O projeto vai passar por treze cidades catarinenses selecionadas para integrar uma verdadeira maratona de cinema que começa nesta segunda-feira, dia 13 de fevereiro e só termina dia 30 de março.

Até o fim do roteiro, mais de três mil e seiscentas pessoas vão assistir a sucessos como Eu e meu Guarda-Chuva, As Melhores Coisas do Mundo, O Mundo em duas voltas, O grilo Feliz e os Insetos Gigantes e O Menino da Porteira.

Em Chapecó, as sessões, gratuitas, ocorrerão na Praça Coronel Bertaso (em frente à Catedral), em vários horários.


Confira os horários em Chapecó:

13/02 – segunda-feira: 10h, 13h30, 15h30 e 19h30

14/02 – terça-feira: 8h, 10h, 13h30, 15h30 e 19h30

15/02 – quarta-feira: 8h, 10h, 13h30 e 15h30


>> Sinopse dos filmes


Comente aqui
12 fev14:04

Cinemóvel em Concórdia

A Prefeitura de Concórdia, através da Fundação Municipal de Cultura, está viabilizando a inserção de Concórdia no roteiro itinerante do Circuito SC Gás 2012 de Cinema nas Comunidades, que estará em Concórdia nos dias 16 e 17 de fevereiro. Trata-se de um Projeto de cinema itinerante instalado em um caminhão climatizado e devidamente preparado, que exibe gratuitamente filmes nacionais de sucesso.

O caminhão-cinema tem 30 poltronas, tela de 120 polegadas, ambiente climatizado, iluminação própria de cinema, rampa de acesso e duas acomodações para cadeirantes. Por onde passa, o Cinemóvel, que ficará instalado em frente à Prefeitura, leva o encanto das telas para os olhos de cada espectador.

Em sua terceira edição, o Circuito SC Gás incentiva o acesso democrático à cultura e entretenimento, serão realizadas cerca de quatro sessões diárias gratuitas de cinema entre os dias 13 de fevereiro e 30 de março de 2012 em 13 cidades catarinenses.


Filmes e horários em Concórdia

Os filmes que serão exibidos são recentes produções do cinema nacional e contemplam o público infantil e adulto: “A programação poderá sofrer alterações até a data do Projeto”, “Eu e meu Guarda-Chuva”; “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”; “O Mundo em Duas Voltas”; “As Melhores Coisas do Mundo”; e “O Menino da Porteira”. Os horários de exibição foram marcados para 10h, 13h30, 15h30 e 19h30. Escolas já estão agendando horários para os alunos. As sessões serão abertas a toda comunidade interessada.


Comente aqui