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Claudio Vallejos

08 jul18:07

Ex-torturador argentino deve ser transferido para a PF, em Florianópolis

Pablo Gomes |  pablo.gomes@diario.com.br

O argentino Claudio Vallejos, de 53 anos, apontado como torturador durante o regime militar que assombrou o seu país na década de 70, deverá ser transferido nos próximos dias para a carceragem da Polícia Federal, em Florianópolis. A informação é de Marcio de Oliveira, diretor do Presídio Masculino de Lages, para onde Vallejos foi levado após se envolver em confusão na cadeia de Xanxerê, no Oeste, onde ficou depois de ser preso por estelionato na região, em janeiro.

Em entrevista concedida à Revista Senhor, em 1986, Vallejos admitiu ter participado, dez anos antes, na condição de motorista do Serviço de Informação da Marinha Argentina, da prisão do pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Junior, o Tenorinho, que tocava em Buenos Aires com o amigo Vinicius de Moraes. Misteriosamente, Tenorinho nunca mais apareceu. Vallejos também é suspeito de ter participado de torturas e mortes de civis na ditadura militar argentina.

Morando nos últimos anos em Chapecó, no Oeste, Vallejos foi preso no dia 4 de janeiro por estelionato na região e ficou recluso na cadeia de Xanxerê, mas se envolveu em confusão e foi transferido em 27 de fevereiro para o Presídio Masculino de Lages. No dia seguinte, a Polícia Federal divulgou que a Interpol havia confirmado que Vallejos é mesmo o ex-torturador argentino.

Assim, o governo do país vizinho pediu a extradição de Vallejos. O pedido chegou ao Palácio do Itamaraty e, em 22 de maio, o caso foi repassado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nove dias depois, o ministro Gilmar Mendes decretou a prisão administrativa de Vallejos para garantir que ele fique preso enquanto aguarda o processo de extradição, que não há prazo para ser julgado.

Na última terça-feira, Vallejos foi a uma audiência na Justiça Federal, em Lages, e manifestou o desejo de ser levado a uma carceragem da Polícia Federal. Segundo o diretor do presídio, o pedido teria sido aceito e a transferência para Florianópolis deve ocorrer na próxima semana.




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28 fev14:51

Interpol confirma que preso no Oeste é o ex-torturador argentino

A Interpol confirmou que o homem apontado como sendo Claudio Vallejos, de 53 anos, é, de fato o ex-torturador argentino. A informação foi divulgada pelo delegado da Polícia Federal Ildo Rosa. No sábado cônsul da Argentina foi até Xanxerê, onde Vallejos estava preso, e coletou as impressões digitais que confirmaram a identidade.

O homem de 53 anos foi preso no Oeste de Santa Catarina por estelionato no dia 4 de janeiro, após tentar aplicar um golpe na região. Recentemente surgiram as suspeitas de tratar-se do ex-integrante do temido Serviço de Informação Naval da Marinha Argentina nos anos de chumbo, na década de 1970.

Nesta segunda-feira Vallejos foi transferido para o novo presídio de Lages, pois causou tumulto entre os presidiários em Xanxerê no fim de semana. Ele será mantido preso enquanto aguarda o julgamento por estelionato e nesse período a Polícia Federal espera o pedido oficial de extradição por parte da Argentina.

Pelo histórico, porém, a expulsão de Vallejas do país pode não acontecer. Em 2002 a Justiça brasileira já havia negado um pedido de expulsão do ex-torturador pois ele teria filhos no país. A idade deles é desconhecida, mas até que sejam maiores de idade isso pode ser um empecilho à extradição.


Quem é Vallejos

Em 1986, durante entrevista à revista Senhor (nº 270), Vallejos admitiu ter participado como motorista da prisão do pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Junior.

Conhecido como “Tenorinho”, o músico tocava com Vinícius de Moraes em Buenos Aires, na Argentina, em 1976, quando desaparceu misteriosamente quando saiu para comprar cigarros. Seu corpo nunca foi encontrado.

Vallejos ainda é acusado de ter participado da morte e tortura de civis durante a ditadura militar argentina.


DIÁRIO CATARINENSE



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24 fev11:30

Polícia Federal de SC busca pedido de extradição de ex-torturador argentino

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

A Polícia Federal de Santa Catarina está em busca de informações sobre pedido de extradição de Claudio Vallejos, 53 anos, acusado de ser ex-torturador durante o regime militar da Argentina, na década de 1970.

Mesmo preso desde 4 de janeiro, a fama sobre um dos 230 presos do Presídio de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, só chegou nos últimos dias. Assassino confesso, Claudio Vallejos, de 53 anos, conhecido como El Gordo, foi preso por estelionato ao tentar aplicar um golpe na região, conforme divulgou o jornalista Rafael Martini no Blog Visor. No entanto, é a ficha criminal vinda da Argentina que chama mais atenção das autoridades policiais.

Integrante do temido Serviço de Informação Naval da Marinha Argentina nos anos de chumbo, na década de 1970, vallejos está em uma cela comum, aguardando ser citado para uma audiência que vai julgar o crime de estelionato pelo qual é acusado.

O clima não mudou desde que a notícia chegou na direção do presídio. Pelo menos é o que garante o gerente Luiz Brandielli. A única diferença que ele notou foi a procura por agências de notícias nacionais de informações sobre a prisão.

— Ele ainda não sabe que a informação de que se trata de um homem procurado por polícias internacionais e com longa ficha criminal chegou até a direção — revela o gerente.

O delegado da Polícia Federal Ildo Rosa explica que está sendo feito um levantamento no banco de dados para saber se há um pedido de extradição por parte da Argentina. Se houver, a ficha de Vallejos estará com a cor vermelha no sistema da Interpol, a polícia internacional.

Caso este pedido exista, o procedimento administrativo pode ser demorado por conta do rito a ser seguido. A PF precisa informar o Supremo Tribunal Federal (STF), que pedirá para que El Gordo permaneça preso de forma administrativa e à disposição da justiça brasileira.

Neste período, o governo argentino é notificado da prisão para que formalize o pedido de extradição. Rosa estima que este processo dure aproximadamente um mês em função da notoriedade do caso. Enquanto isso, Vallejos permanece cumprindo a detenção no presídio apenas pelo crime de estelionato.

De acordo com Brandielli, o argentino apresentou uma carteira de identidade brasileira. Ele foi preso porque se apresentava como jornalista e vendia anúncios para revistas que nunca eram publicados.

Nos registros policiais, constam três endereços diferentes: Chapecó, Bom Jesus e São Miguel do Oeste, todas cidades no Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. Vallejos já foi preso outras vezes pelo mesmo crime, a mais recente foi em 2010, em Campo Erê.

Demora sem explicação

Ainda não há explicação sobre a demora para que toda a rede policial soubesse que o preso é Vallejos. O delegado da Polícia Federal Ildo Rosa explica que está sendo feito um esforço de todas as partes para agilizar essa conexão.

— Também temos dificuldades para agilizar o processo em casos de estrangeiros, muito mais pelo lado argentino. Para facilitar isto, estamos nos esforçando para termos a presença de policiais da Argentina por aqui, durante a temporada — pontua.


Quem é Vallejos

Em 1986, durante entrevista à revista Senhor (nº 270), Vallejos, admitiu ter participado como motorista da prisão do pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Junior.

Conhecido como “Tenorinho”, o músico tocava com Vinícius de Moraes em Buenos Aires, na Argentina, em 1976, quando desaparceu misteriosamente quando saiu para comprar cigarros. Seu corpo nunca foi encontrado.

Ele ainda é acusado de ter participado da morte e tortura de civis durante a ditadura militar argentina.


DIÁRIO CATARINENSE



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