Cooperhaf

21 ago14:16

Cooperhaf e Caixa comemoram investimentos em habitação rural

A Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (Cooperhaf) e a Caixa Econômica Federal, por meio do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) Minha Casa Minha Vida, já contrataram, na região Sul do Brasil 4.875 unidades habitacionais destinadas a agricultores familiares. Destas, 1.824 são famílias agricultoras beneficiadas em Santa Catarina, 1.731 no Rio Grande do Sul e 1.320 no Paraná.

Foram mais de R$ 100 milhões investidos, sendo cerca de R$ 70 milhões de subsidio do Governo Federal e R$ 32 milhões de recursos financiados pela Caixa, valores estes que incrementaram a economia dos municípios do Sul do Brasil.

De acordo com a presidente da Cooperhaf, Liane Vitali Kothe, se transformarmos o valor médio do subsídio em produtos da agricultura familiar, como o leite, teríamos a seguinte situação: Uma família que trabalha com a bovinocultura de leite e que recebeu de subsídio o valor médio de R$ 20 mil para a construção da nova moradia, deveria comercializar todo mês 2.300 litros de leite ao valor de R$ 0.70, que é o preço do litro atualmente, acumulando o valor mensal de RS 1666.00 e depositando na poupança integralmente este valor durante o período de um ano.

- Muito mais que ter a casa nova, são milhões investidos que movimentam a economia dos municípios, gerando emprego e renda e proporcionando ainda a qualidade de vida aos moradores da agricultura – complementa Liane.

De acordo com a superintendente nacional de habitação rural da Caixa, Noemi Lemes, nas ações do Programa, as famílias recebem capacitação técnica e orientação sobre gestão da propriedade rural, embelezamento das moradias, cooperativismo, participação da mulher na gestão da propriedade e ações que visem à permanência do jovem no campo. O PNHR prevê o subsidio de R$ 1 mil, por família, para que a entidade organizadora preste assistência técnica e execute o trabalho social junto às famílias, aspecto fundamental do Programa, que visa promover a qualidade de vida dos trabalhadores do campo e evitar o êxodo rural.

Vale ressaltar que se enquadram no PNHR agricultores familiares e trabalhadores rurais. As famílias são organizadas por entidade representativa sem fins lucrativos (município, estado, sindicatos, cooperativa ou associações), que apresentam projetos técnicos de engenharia e social para Caixa Econômica Federal.

No PNHR, as entidades identificam a demanda habitacional e auxiliam no trabalho de organização das famílias. Os bancos habilitados entram como agentes financeiros e gestores operacionais do Programa, contribuindo com o trabalho de capacitação técnica e social das comunidades, por fim, liberam os recursos e acompanham a realização das obras.


Programa Nacional de Habitação Rural

Parte integrante do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), o Programa Nacional de Habitação Rural foi criado pela necessidade de uma política habitacional que atendesse as especificidades da moradia no campo, onde as diferenças do meio urbano para o rural – tais como cultura, forma de remuneração, gleba de terra, logística para construção – passaram a ser consideradas nos programas de moradia para a população do campo.


Parâmetros do programa

Para famílias com renda anual de até R$ 15 mil (Grupo I), o valor do subsídio, com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), é de até R$ 25 mil para construção e até R$ 15 mil para reforma. Cada família devolve à União apenas 4% do valor subsidiado, em 4 parcelas anuais (1% por ano – 96% do valor total do projeto é subsidiado).

Famílias com renda anual entre R$ 15 mil e R$ 30 mil (Grupos II), podem receber subsidio de até R$ 7 mil e os valores financiados podem chegar a R$ 80 mil, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O valor médio das unidades habitacionais é de R$ 25 mil – custo mais baixo, em relação às áreas urbanas, pela disponibilidade de terrenos no meio rural e pelo sistema de produção das moradias (mutirão/autoconstrução assistida, administração direta).


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