Crise

19 set22:30

Indústrias e produtores pedem subsídio para milho

darci.debona@diario.com.br

O governo federal acenou com uma proposta para viabilizar o transporte de milho do Centro-Oeste para Santa Catarina, em audiência realizada com lideranças do setor agroindustrial. 

Representantes da agroindústria catarinense estiveram nesta quarta, em Brasília, negociando alternativas para a falta de milho no mercado catarinense, o que tem elevado o custo da produção no Estado. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, e o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento, Marcelo Melo, acordaram com o setor o encaminhamento de um pedido de utilização de créditos de exportação de PIS/Cofins para subsidiar frete para as agroindústrias.

O setor solicitou subsídio de R$ 5 por saca para o frete, o que necessitaria de um aporte de R$ 300 milhões, para o transporte de três milhões de toneladas do Centro-Oeste para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

As agroindústrias também pediram uma linha de crédito para capital de giro. Os produtores querem o aumento do limite de financiamento para compra de milho, de R$ 70 mil para R$ 140 mil. O secretário adjunto da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, e os representantes do setor pediram urgência à solicitação. 

As agroindústrias catarinenses estão reduzindo o abate e demitindo funcionários pelo efeito da crise do milho, que aumentou muito os custos. A ministra Ideli Salvatti deve apresentar a proposta na segunda-feira para o Ministério da Fazenda. Na quinta-feira, as propostas devem passar pela reunião do Conselho de Política Monetária (Copom). O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, avalia que a reunião foi positiva.

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19 set10:08

Mercoagro inicia em meio à crise do milho

darci.debona@diario.com.br


Sirli Freitas



Num cenário em que já ocorreram cinco mil demissões neste ano e cerca de 10 agroindústrias do Estado estão com dificuldades financeiras, abriu ontem a Mercoagro, Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne, que acontece até sexta-feira, em Chapecó. Enquanto o setor foca em máquinas cada vez mais modernas para atender mercados exigentes, como o Japão, falta um produto básico no campo, o milho.

A Aurora Alimentos, que somente em Chapecó tinha 10 silos de 3 mil toneladas cada sempre cheios, ontem tinha apenas uma unidade cheia e a outra pela metade. As carretas que antes enchiam o pátio da agroindústria agora são poucas, com o produto vindo do Mato Grosso do Sul, a preços de R$ 30 a saca, pelo menos 50% acima do valor médio dos últimos três anos.

Como a soja dobrou de preço, os custos de produção saltaram. As agroindústrias que não tinham muito capital de giro acabaram fraquejando. Somente a Coopercentral Aurora recebeu ofertas para incorporar seis frigoríficos de aves e três de suínos. A empresa assumiu a Bondio, que abatia 110 mil aves por dia. A Diplomata e a Globoaves enfrentam atraso no pagamento dos avicultores. E outras unidades menores tiveram até suspensão ou redução de abates. 

O analista de mercado da Epagri, Julio Rodigheri, informa que os baixos estoques mundiais aliados às estiagens na América do Sul e nos EUA, mais o uso do milho na produção do etanol, geraram forte demanda. No Brasil, apesar da seca no Sul, que aumentou o déficit do grão de SC para 2,6 milhões de toneladas, a safra aumentou. Só que, ao mesmo tempo, cresceram as exportações de nove para 14 milhões de toneladas.

Mesmo assim existe milho no Centro-Oeste. O presidente da Aurora e vice-presidente da Fiesc para o Agronegócio, Mário Lanznaster, diz que o milho está em R$ 19 em Sorriso (MT), mas chega a R$ 31 em SC pelo custo no transporte.

Repasse aos consumidores

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, explica que muitas empresas catarinenses já estão sem capital de giro e com dificuldades de conseguir empréstimos diante da alta no preço do milho. Por isso, as agroindústrias estão pedindo um subsídio do governo federal de R$ 5 por saca para bancar o transporte.

Mas a alta não afeta apenas as empresas. Um dos reflexos da falta de milho e aumento dos custos já começa a ser sentido pelos consumidores nos supermercados. De acordo com o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, as agroindústrias já reajustaram 7% no preço do frango e a tendência é de mais alta. 

— Vai subir no mínimo mais outro tanto — afirma. 

Pedido de ajuda ao governo

A Conab informou que já disponibilizou 200 mil sacas de milho para pequenos criadores de SC e RS. Os catarinenses devem receber mais 40 mil toneladas. De acordo com Mario Lanznaster, da Aurora, essa medida é insuficiente pois as agroindústrias precisam urgentemente de 1,5 milhão de toneladas.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio De Lorenzi, diz que o volume não atende a demanda dos produtores, pois os criadores teriam direito a 27 toneladas por mês de milho fornecido pela Conab e muitos recebem só cinco toneladas.

Hoje, o presidente da ACCS e outras lideranças políticas e empresariais de SC estarão em Brasília buscando apoio do governo federal para o transporte de milho.

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22 ago10:06

SC quer ampliar o limite de abastecimento de grãos por produtor

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

As entidades que representam os pequenos e médio agricultores de Santa Catarina estiveram reunidas com o secretário da Agricultura João Rodrigues na manhã da terça-feira, dia 21, para avaliar as propostas divulgadas no dia anterior pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Ministério da Agricultura.

Os representantes da categoria consideraram baixa a oferta de até mil toneladas por produtor para diminuir a crise. A contraproposta formalizada hoje e que será encaminhada para Brasília pelo governo de Santa Catarina propõe que este limite seja ampliado para até 4 mil toneladas.

A expectativa é que o retorno para esta demanda seja dado em até uma semana. Na mesa do consumidor, o reflexo da crise pode ser o aumento dos preço das carnes de frango e do suíno de até 20%.

O secretário de Estado da Agricultura reconhece que a produção de milho em Santa Catarina está aquém do necessário, sem apresentar uma alternativa concreta para o problema. Segundo o governo federal, não falta abastecimento de milho e soja no país, mas o problema estaria no transporte do principal centro produtor, o Centro-Oeste, para outras regiões, como os estados do Sul.

Para amenizar o problema dos produtores catarinenses, o governo de SC está discutindo a possibilidade de cobrir a diferença do frete pago pela Conab ou ainda desonerar o ICMS das agroindústrias. As alternativas propostas por Rodrigues ainda precisam passar pela avaliação do governador Raimundo Colombo e do secretário da Fazenda, Nelson Serpa.

Enquanto o consumo diário gira em torno de 5,5 milhões de toneladas ao ano, a produção catarinense é de apenas 3,6 milhões do grão, conforme os dados da Secretaria de Agricultura, e sem perspectiva de expandir este número em função da pouca disponibilidade de terras para esta ampliação.

Nem mesmo a construção de silos da Conab no Oeste do Estado para estocar os grãos trazidos de Mato Grosso e Goiás, onde ficam os estoques para todo o país, está acompanhando a urgência que o caso exige — a previsão é de que as estruturas estejam disponíveis apenas em 2015.

Ontem, dia 20, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Maria dos Anjos, esteve em Florianópolis e informou que o governo trabalha para que, em até 20 dias, possa fazer um leilão no Centro-Oeste, onde os grãos serão ofertados a um preço 15% a 20% menos do que o valor da exportação, hoje em em torno de R$ 35 a saca de 60 quilos. Isso significaria um preço de R$ 29 por saca de 60 quilos para compradores de até mil toneladas por mês (ou seja, pequenas e médias agroindústrias).

Diante da necessidade e do consumo dos produtores catarinenses, o secretário e entidades que representam os agricultores pediram, além do aumento do limite para 4 mil toneladas, para que o frete se transforme em subsídio no preço da saca, uma vez que as empresas contratadas para fazer o transporte do milho não estão aceitando manter o preço do frete mesmo com a elevação nos custos.

O cenário vislumbrado pelas entidades do setor é que a baixa produção e o nível alto de demanda devem continuar a puxar para cima o preço das carnes de frango e suíno, além do leite. A crise no setor deve afetar ainda mais a vida das mais de 80 mil famílias do Estado e provocar um efeito cascata que chegará a mesa do consumidor.

— O custo para trazer uma saca (do Centro-Oeste) é de aproximadamente R$ 14, mas falta tranporte para que o grão venha para cá. Então vamos sugerir que este valor seja retirado do preço final vendido ao produtor, que por sua vez precisará arcar com a contratação do caminhão para fazer este serviço. Com isso, podemos chegar próximo de equalizar a falta de milho nas agroindústrias e nos pequenos produtores catarinenses — estima Rodrigues.



REPERCUSSÕES:


Nelton Rogério de Souza, diretor da Federação de Agricultores de SC:

“A medida (do governo federal) pode apenas aplacar o problema temporariamente. Os principais calos no Estado são a falta de silos da Conab para estocar grãos em Santa Catarina e a burocracia para que armazéns particulares sejam locados pelo governo federal”


Milton Dalago, coordenador técnico da Organização das Cooperativas de SC:

“Os governos de SC e federal não têm estruturas para resolver o problema de forma permanente. O ideal seria ter instrumentos de forma continuada, como estoques de segurança mais próximos ao produtor catarinense, principalmente no Oeste”


Clever Pirola Ávila, presidente da Associação Catarinense de Avicultura e do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados em SC:

“A curto prazo, uma boa medida seria redirecionar parte da produção norte-americana, que é usada no biodiesel, para o uso na agricultura, liberando parte do que é produzido em SC. Mas a solução deve ser desenhada apenas na próxima safra brasileira e dos Estados Unidos”



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21 ago09:12

Frigorífico de Ipuaçu suspende abates temporariamente

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise na avicultura levou o frigorífico Forte Sull, da marca Sublime Sull, a suspender os abates. Desde a quinta-feira , dia 16, os cerca de 300 funcionários foram dispensados. Além disso, os avicultores estão com os pagamentos atrasados. Na segunda-feira (20) um grupo de avicultores foi até a empresa reclamar da situação.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da região de Xanxerê, Noel Machado, disse que situação é preocupante, pois os avicultores devem nos bancos, têm seus compromissos pessoais e não tem dinheiro.

– O frigorífico parou e não pagou – disse.

O diretor da empresa, Mário Iesbik, disse que a suspensão dos abates é temporária.

–Já viabilizamos uma parceria com outra empresa e ninguém será demitido – explicou.

Os funcionários devem voltar a trabalhar em 15 dias e os avicultores vão alojar para outra empresa.

Iesbik disse que essa foi a saída encontrada para não comprometer financeiramente a empresa. Para o diretor, não é viável produzir com este custo do milho, que está em R$ 33 a saca, e do farelo de soja, que está em R$ 1,8 mil a tonelada.

Para ele, o governo federal está esquecendo do setor ao incentivar a exportação de grãos e deixando as agroindústrias sem matéria prima, o que pode comprometer a geração de empregos.

–O governo está sendo omisso- avaliou.

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Zordan, disse que as lideranças do setor há meses vinham alertando o governo sobre a possível crise. Ele afirmou que os suinocultores independentes foram os primeiros a reclamar.

Zordan disse que a tonelada de soja triplicou e o preço do milho aumentou 50% em relação ao ano passado. E o preço da carne não subiu tanto, o que acabou comprometendo o resultado das agroindústrias.

– Uma já parou e outras não estão mais alojando no campo e devem parar também – avaliou Zordan. Para ele o milho disponibilizado até agora “não dá nem pro cheiro”.

Para o presidente da Ocesc, é necessária uma ação urgente para evitar demissões no setor. E inevitavelmente o resultado será um aumento no preço da carne para o consumidor.


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19 ago19:15

Avicultor solta os frangos por falta de ração

Darci Debona/darci.debona@diario.com.br

Os cerca de 250 integrados da Diplomata na região Oeste, ligados à unidade de Xaxim, que abate 220 mil aves por dia, estão convivendo nos últimos meses com constantes atrasos no pagamento e na entrega de ração.


Sirli Freitas/Agencia RBS


Um destes integrados, Érico Gustavo Didong, de Chapecó, resolveu abrir as portas do aviário e soltar os frangos para que estes buscassem algo para matar a fome. –Eles comem até pedrinhas- informou.

Ele está fazendo isso há cerca de três semanas, quase que diariamente. No sábado ele recebeu cinco mil quilos de ração. Desde quarta-feira os frangos não se alimentavam. Como o volume era suficiente para apenas um dia e meio, ele serviu os animais apenas pela manhã. Mesmo assim a ração termina na manhã de hoje.

Os frangos, que deveriam esta pesando cerca de 3,5 quilos, pois já estão com 58 dias, pesam em torno de 2,5 quilos.

Além disso o agricultor recebeu o último pagamento há cerca de sete meses. Os dois últimos lotes de 14 mil frangos, estão pendentes. –Tenho cerca de R$ 7 mil para receber- calcula. E agora deve entregar o terceiro lote. Para se manter, o agricultor conta com uma aposentadoria.

Na semana passada alguns funcionários chegaram a paralisar parcialmente a unidade de Xaxim, por atraso no pagamento, que depois foi normalizado.

A assessoria de imprensa da Diplomata confirmou que a empresa está com dificuldades financeiras e até encaminhou ao Fórum de Cascavel um pedido de Recuperação Judicial, para renegociar com os credores.

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20 jul12:17

Governo garante preço mínimo a suinocultores

Os suinocultores, insatisfeitos com o pacote de medidas de apoio ao setor, conseguiram do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o compromisso de tentar convencer a área econômica do governo federal a conceder aos criadores independentes uma subvenção direta de até R$ 0,60/kg de suíno vivo, por um período de seis meses. Ontem, foi concedido benefício de R$ 0,40.

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) disse que, se houver aval do Ministério da Fazenda, vai propor uma emenda para incluir a Medida Provisória 574, para renegociar as dívidas acumuladas até o ano passado pelos estados e municípios.

O assunto será votado em 8 de agosto. Na reunião com os técnicos do Ministério da Agricultura, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, argumentou que as medidas para contornar a crise da suinocultura são insuficientes.

De acordo com ele, os leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), com subvenção de R$ 0,40/kg e preço mínimo de R$ 2,30/kg atendem apenas os criadores que trabalham integrados às grandes empresas e cooperativas, que darão prioridade para compra de sua própria produção. Lopes explicou que a ideia é que os criadores independentes apresentem aos órgãos governamentais as notas fiscais e as guias de trânsito que acompanham o transporte dos animais para ter direito à subvenção do governo federal de até R$ 0,60/kg por suíno.

Mecanismos dependem de aprovação pelo CMN Embora o governo federal tenha assegurado que os mecanismos de apoio anteriormente anunciados já poderiam ser acessados, estes dependem ainda da aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), no próximo dia 26. É o caso da prorrogação das dívidas. Por isso, a Agricultura encaminhou um ofício à federação brasileira de bancos antecipando as decisões e pedindo que as dívidas não sejam executadas até essa data.

Em uma nova frente de ação, na última quarta-feira, os líderes do segmento se reuniram com representantes da Associação Brasileira dos Supermercados. Na pauta, a discussão de uma campanha nacional que permita o escoamento da carne estocada.

A ideia é baixar o preço da carne suína nas prateleiras dos supermercados e com isso estimular o consumo do produto entre os brasileiros, que hoje é de 15 quilos por pessoa ao ano.A campanha deve começar daqui a dois meses, e se repetir anualmente.


DIÁRIO CATARINENSE


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19 jul10:11

Avicultores reclamam de falta de pagamento e ração

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O alto preço dos insumos como soja e milho estão afetando também a avicultura. Tanto que avicultores integrados da Diplomata estão reclamando do atraso no pagamento e na entrega de ração.

Três mil dos 25 mil frangos da avicultora Franciane Zimmermann morreram, pelo menos dois terços deles em função da falta de ração.

– Eles começaram a se comer – disse.

Mil foram sacrificados e outros morreram debilitados pela falta de comida. Além disso ela está com o pagamento atraso.

Avicultor Mario Nerling, de Xaxim, está sem receber os dois últimos lotes.

O avicultor Mario Nerling, de Xaxim, está com dois lotes, um que entregou em abril e outro em junho, sem receber, o que totaliza R$ 11 mil.

– Estou devendo R$ 1,5 mil no mercado, R$ 1 mil para os vizinhos e R$ 1,5 mil para o banco- explicou.

Além disso ele tem mais R$ 12 mil para pagar até o final do ano, de investimentos no aviário.

Nerling disse que além de não receber chegou a ficar quatro dias sem ração.

– Dava só água – disse.

O problema é que a falta de ração prejudicou o desenvolvimento dos frangos e também o resultado. Aves que deveriam estar com 1,2 quilos em 26 dias estão com 500 a 800 gramas.

O avicultor disse que já passou por uma crise com a Chapecó Alimentos, há nove anos, que acabou indo a falência. Por isso os produtores estão se organizando para o governo federal tome alguma medida de socorro ao setor.

O Sindicato dos Produtores Rurais de Xaxim convocou uma reunião com prefeitos de 47 municípios de Santa Catarina e Paraná, para esta quinta-feira, às 14 horas, na sede do Sindicato. O objetivo é discutir a crise.

A crise já está refletindo no comércio de Xaxim. De acordo com o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Xaxim, Aldicir Alessi, disse que as vendas nos setores ligados à agropecuária caíram 30%. A Diplomata abate 220 mil frangos por dia na unidade de Xaxim, de 250 integrados. Além disso emprega diretamente duas mil pessoas.

A empresa reconheceu dificuldades financeiras por meio de sua assessoria de imprensa. O motivo seria a suspensão de alguns contratos de exportação. A empresa informou ainda que o fornecimento de ração estava sendo normalizado.


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13 jul08:01

ACCS espera avanço nas medidas de apoio à suinocultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As medidas anunciadas ontem pelo Governo Federal para auxiliar a suinocultura foram consideradas insuficientes pelo presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi.

– Foi um pouco frustrante, esperamos avanço nas medidas até quarta-feira que vem – afirmou o presidente da ACCS.

Moacir Mattielo, produtor de Seara, abandonou a suinocultura e vai transformar o chiqueiro numa estufa para plantar tomates.

Ele considera que a renegociação das dívidas não resolve a situação. –Queremos subsídio de 40 centavos por quilo na venda- argumentou.

A categoria também quer retirar o limite de R$ 1,2 milhão para manutenção das matrizes reprodutoras. Temos integradores com 30 mil matrizes, que necessitariam de R$ 15 milhões, afirmou, tendo como base de cálculo de R$ 500 por animal.

Na próxima quarta-feira será realizada uma nova audiência no Ministério da Agricultura. Lorenzi destacou como positiva a participação política de Santa Catarina, que contou com os três senadores, deputados federais, deputados estaduais e o secretário de Agricultura, João Rodrigues.

Lorenzi comemorou também a decisão do governo do estado de isentar por 30 dias o ICMS para a venda interestadual de carne suína.

Em Santa Catarina estima-se que 240 produtores já abandonaram a atividade só em 2012, em virtude da crise.


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12 jul14:14

Criadores de suínos pedem mais investimentos no setor

Suinocultores se reuniram em Brasília para reivindicar melhores condições de produção nesta quinta-feira. Eles participaram de audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a liberação de R$ 200 milhões em crédito especial para o setor. O ministério informou que as dívidas de custeio vencidas ou com vencimento até janeiro de 2013 serão prorrogadas. Já as parcelas de investimento serão adiadas por um ano após o vencimento da última mensalidade.

O suinocultor André Spironello, de Santa Catarina, disse nesta quinta-feira que o preço da carne suína no Brasil é um problema que poderia ser solucionado se o governo, antes de procurar o mercado externo, investisse no interno. Segundo ele, isso ajudaria a reduzir a diferença entre o valor do produto vendido pelos suinocultores e o pago pelos consumidores.

— Hoje, o produtor está ganhando em torno de R$ 1,50 por quilo e no mercado está R$ 8,00 em média. Do produtor até o consumidor final, esse dinheiro está sumindo — afirmou Spironello.

Durante a audiência no Senado, produtores e autoridades falaram sobre as dificuldades enfrentadas na criação de suínos – especialmente os gastos com milho e soja, principais grãos utilizados na ração.

>> Suinocultores entregaram reivindicação em Concórdia

Na opinião da produtora Mônica Rodrigues, de Goiás, uma alternativa seria cada criador produzir a ração dos seus animais, mas isso também traria custos.

— Para escapar um pouco da crise, a solução seria a gente mesmo plantar e colher. Mas tem a questão do adubo, a questão do agrotóxico— enfatiza Mônica.

Ela ressalta que esta não é a primeira vez que o governo faz promessas para ajudar os suinocultores, mas que os resultados não são vistos.

Se as medidas apresentadas pelo governo não conseguirem solucionar a crise, alguns produtores serão obrigados a fechar suas granjas, disse Vilibaldo Michels, de Santa Catarina, que já chegou a perder R$ 120 por suíno.

— Eu não vejo mais como pagar. Até esses dias, a gente pensava em uma prorrogação de dívida. Hoje já se pensa que, se perdoar a dívida, não adianta mais nada. Pode perdoar, porque nem a ração a gente consegue comprar — acrescenta Michels.

Os suinocultores ficarão reunidos durante todo o dia. Após um ato público em frente ao Ministério da Agricultura, com a realização de um churrasco de carne de porco, eles voltam a se encontrar com o ministro Mendes Ribeiro.


AGÊNCIA BRASIL



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11 jul11:02

Governo vai lançar pacote de R$ 200 milhões para socorrer suinocultura

Está tudo certo para o anúncio do pacote de medidas de socorro aos suinocultores, amanhã, em Brasília. Ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, conversou com parlamentares da Região Sul do país e confirmou a liberação de financiamento de R$ 200 milhões para enxugar o excesso do produto no mercado interno.

O recurso será destinado para que supermercados, frigoríficos, cooperativas e agroindústrias antecipem as compras de final de ano. O financiamento terá juros de 5,5% ao ano. Outra ação é o prolongamento das dívidas do segmento, estimadas pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos em R$ 800 milhões.

Os criadores independentes de SC respondem por cerca de R$ 100 milhões. Segundo os parlamentares, o pacote vai ser suficiente para a recuperação dos preços pagos ao produtor.

— A novidade é que os supermercados poderão comprar para estocar. Essa linha de crédito é a garantia de que o suinocultor pode buscar mais recursos – destacou o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC).

Por meio do Prêmio para Escoamento do Produto (PEP), o governo vai pagar R$ 0,40 por quilo de carne suína para que os criadores não recebam mais valores tão abaixo do custo de produção. Em relação às dívidas, as parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013, e as de investimento, para o último ano do vencimento do contrato.

O detalhamento do pacote será feito pelo ministro amanhã, quando haverá manifestação de suinocultores de todo o país em Brasília. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, diz que somente a intervenção no sistema financeiro não é o suficiente para solucionar a questão dos produtores independentes de SC. Ele defende a concessão de crédito para capital de giro sem garantias.

Enori afirma que o subsídio de R$ 0,40 por quilo de carne suína é muito bem-vindo, mas é complicado fazer o dinheiro chegar ao produtor. Segundo ele, o preço está R$ 0,50 abaixo do custo de produção.


As medidas

R$ 200 milhões em créditos para supermercados, frigoríficos, agroindústrias e cooperativas anteciparem os pedidos de final de ano.

— Pagamento de R$ 0,40 por quilo de carne suína aos produtores.

— Adiamento do pagamento das dívidas. As parcelas de custeio ficarão para janeiro de 2013 e as de investimento para o último ano do contrato.


DIÁRIO CATARINENSE


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