Cuidados

12 jul12:11

Elas têm menos infartos, mas morrem mais do coração que eles

Embora os homens sofram três vezes mais infartos, o número de mortes por doenças cardíacas é maior nas mulheres, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O motivo é a ausência de sintomas. – Elas podem não ter uma angina clássica, e os sinais podem se confundir com dores por esforço físico – disse o cardiologista Cleber Mazzaro.

Segundo ele, o que leva as mulheres a apresentarem menos sintomas que os homens, como dores no peito, por exemplo, ainda não é claro para a medicina e está sendo estudado. Uma possibilidade é de a causa ser genética ou hormonal.

Por outro lado, o estilo de vida das mulheres é atualmente mais parecido com o do sexo oposto e, portanto, mais sujeito a jornadas de trabalho exaustivas e alimentação ruim.

- Isso fez com que os quadros agudos de doenças coronarianas que atingiam os homens também passassem a acometer as mulheres – conta o cardiologista.

Com os sintomas clássicos ausentes, fica mais difícil diagnosticar a doença para iniciar o tratamento. Os infartos são responsáveis por mais de 32 mil mortes de brasileiras por ano, segundo o Ministério da Saúde.

E o número poderia ser ainda maior se não fosse por um atitude tipicamente feminino, que é se preocupar mais com a saúde e ir ao médico com mais frequência do que os homens.

- Ao sentir uma dor mais intensa ou que persiste por mais tempo, a mulher procura orientação. O homem demora mais – disse Mazzaro.

Mesmo com as diferenças, o cardiologista alerta para as principais causas das doenças cardíacas, que podem ser evitadas.

- O tabagismo e o sedentarismo são propulsores das cardiopatias. Uma mulher que fuma e não adota hábitos de vida saudável está mais sujeita a sofrer um infarto -  afirma.


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11 jul15:23

Ciclo de circulação do vírus da gripe A pode estar no final, em Santa Catarina

Santa Catarina pode estar vivenciando as semanas finais do período de circulação do vírus da gripe A, que costuma ser de seis semanas. A estimativa, baseada em dados coletados em anos anteriores, é de que o Estado estaria entre a quinta e a sexta semana.

Para o diretor da Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), Fábio Gaudenzi de Faria, as características do inverno neste ano _ que teve períodos de calor entremeando dias frios _ dificultaram a capacidade de prever o fim da circulação do vírus.

_ Podemos estar no final da curva descendente, mas é uma avaliação muito preliminar. As mudanças de temperatura proporcionam uma diminuição da circulação do vírus, mas podem deixar o pico menos alto e mais prolongado _ explica o diretor.

Para ele, independente da circulação do vírus estar no final ou não, as medidas de prevenção e as formas de contágio são sempre as mesmas, e é importante que a população não deixe os cuidados de lado:

_ O que faz a redução drástica e imediata do vírus é a higiene da tosse e do espirro e o hábito de lavar as mãos.

Até o momento, segundo o último relatório da Dive, foram confirmados 600 casos de contaminação por H1N1 em todo o Estado e 47 óbitos em decorrência da doença. Em Blumenau, foram registrados 64 casos positivos e 10 óbitos.

Segundo a Vigilância Epidemiológica de Blumenau, no momento, há 20 pessoas internadas, sendo três em UTI, e 18 pessoas aguardando resultados de exames feitos Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).


JORNAL DE SANTA CATARINA



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10 jul09:03

Como identificar e tratar a labirintite

Os pés perdem o apoio e o mundo gira. O corpo fica desorientado no espaço e, não raro, surge um zumbido chato, surdez, náuseas, vômito, suor frio e palpitações. Saiba mais sobre a labirintite, doença que pode ser amenizada com uma alimentação regrada.


O que é

A orelha é o órgão responsável pela audição e também pelo equilíbrio do nosso corpo. Ela é dividida em três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. Na orelha interna, encontramos o sáculo, o utrículo e os canais semicirculares, que formam o aparelho vestibular, mais conhecido como labirinto. É a estrutura responsável por informar o nosso cérebro sobre a direção dos movimentos da cabeça e do corpo. Quando seu funcionamento é prejudicado, essas funções entram em pane, causando uma série de reações.


Causas

A lista de causas prováveis dos problemas é extensa. Vai de doenças vasculares a disfunções hormonais. Na verdade, mais de 300 situações podem afetar o labirinto. Na maioria das vezes, os problemas são a campainha de alerta, não o incêndio, diz Arnaldo Guilherme, otorrinolaringologista da Universidade Federal de São Paulo.


Prevenção

- Para livrar o órgão de enrascadas, especialistas recomendam ficar de olho na alimentação. Um dos principais inimigos do ouvido interno é o açúcar, escondido não só em guloseimas como chocolate, sorvete e bolachas recheadas como também em pães, tortas, bolos e massas feitos com farinha refinada.

- Ao ingerir alimentos ricos em açúcares e gorduras, o paciente prejudica o funcionamento do labirinto, afirma o otorrino Ítalo Medeiros, do Hospital de Clínicas de São Paulo.

- Para saborear uma sobremesa sem riscos, aposte no consumo de frutas. – Massas também merecem atenção: opte pelas integrais, pois suas fibras promovem uma absorção mais lenta da glicose.

- O sal também é um forte perturbador do labirinto, já que está relacionado ao aumento da pressão nos vasos, que dificulta a irrigação e a chegada de nutrientes à parte interna da orelha. O condimento pode ser substituído por temperos naturais.

- É preciso dizer não a salgadinhos, empanados, sopas prontas e lanches de fast food.

- Também deve-se evitar alimentos que estimulem demais o labirinto, como a cafeína presente no café e nos refrigerantes.

- Bebidas alcoólicas estão no topo da lista de proibições.


HORA DE SANTA CATARINA



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29 jun09:36

Prevenção da Gripe A entre idosos e crianças deve ser intensificada

Aline Rebequi | aline.rebequi@diario.com.br

Se as doenças respiratórias já são perigosas para adultos jovens para crianças e idosos o alerta precisa ser ainda mais constante. Nos últimos sete anos, 6.044 pessoas com 60 anos ou mais, morreram por conta destes vírus, além de 280 crianças com idades entre 1 e 4 anos.

Um adulto fica com os sintomas da gripe pelo período médio de sete a 10 dias, os idosos precisam do dobro de tempo para se recuperar bem. Quando estão curados, os cuidados não podem ser deixados de lado. Como têm um metabolismo mais lento, precisam de resguardo até que a saúde se recomponha totalmente.

Desde chegada do H1N1 os idosos formam o grupo de pessoas menos atingido por este tipo de vírus. Há duas hipóteses para isso. A primeira é que eles viajam menos e, por consequência, estariam menos expostos ao contágio. A segunda é que os mais velhos teriam criado anticorpos para o vírus durante a epidemia de 1957 que se espalhou pelo mundo e tinha semelhanças com a gripe atual.

Cardiopatas As infecções virais ou bacterianas podem piorar o chamado débito cardíaco, ou seja, um funcionamento considerado abaixo do ideal, e provocar problemas gerais na saúde da pessoa. Então, é muito importante minimizar o risco de infecções nesses pacientes e cuidar para que não sejam contagiados pelo vírus da gripe.

Imunodeficientes Quem tem aids ou diabetes ou passa por tratamentos pesados, como quimioterapia e radioterapia, costuma estar com o sistema imunológico em baixa, ficando mais suscetíveis a vírus e bactérias. Por isso, devem redobrar a atenção com a gripe A, que, mesmo pouco letal, pode evoluir para quadros graves em pacientes fragilizados.

Menores de dois anos Crianças muito pequenas merecem cuidados especiais porque seu organismo ainda não está maduro o suficiente e nem preparado para enfrentar os inimigos externos. São alvos mais fáceis para o vírus e possíveis complicações, como a pneumonia.

Portadores de doenças respiratórias crônicas Fumantes ou qualquer um que sofre com doenças crônicas do sistema respiratório, como asma, bronquite e enfisema, também apresentam riscos maiores de complicações por causa das alterações estruturais e inflamatórias dos brônquios e dos pulmões. O organismo já está minado por uma doença que ataca um sistema vital.

Bebês de poucos meses correm mais risco em caso de contaminação? O meu filho mama no peito, isso o torna mais resistente? Os pacientes nos extremos de idade (menor de dois anos ou maiores de 60 anos) estão mais suscetíveis às complicações da gripe A (por exemplo, pneumonia) e, consequentemente, podem apresentar maior índice de mortalidade. Esses indivíduos, assim como pessoas dos outros grupos de risco para complicações (doenças crônicas pulmonares e cardíacas, gestantes, insuficiência renal, hemoglobinopatias, imunodeficiências), devem ser priorizados na prevenção e no tratamento desse tipo de infecção. O leite materno não fornece proteção contra a infecção pelo vírus novo.

Estou grávida e gostaria de saber quais as complicações geradas para o feto caso a mãe seja infectada pelo vírus da gripe A. Quais os riscos do antiviral disponível para o tratamento do feto? O antiviral, que antes era liberado, não é mais disponibilizado pelo governo, que o colocou somente à disposição dos hospitais que possuem internação para pacientes com a doença.

Sou asmática, tenho rinite e, vez ou outra, coriza. Tenho mais chances de contrair a gripe A do que outras pessoas? Os asmáticos são mais suscetíveis por terem uma doença pulmonar, mesmo que a doença esteja controlada por medicamentos.


Como agir durante a gravidez

A gestante deve evitar contato com pacientes que forem diagnosticados com a gripe A. No início da gravidez, quando a febre chega a 38°C, o feto passa a correr risco de sofrer malformações.

Ao menor sinal de aumento da temperatura corporal, procure um médico.

Alguns remédios muito populares não são recomendados para grávidas. É o caso da dipirona e do ácido acetilsalicílico, usados para baixar a febre, e que podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

A vacina contra a influenza comum está liberada, mas só a partir do segundo trimestre de gestação.

Cuidados como lavar sempre as mãos e evitar aglomerações devem ser redobrados.


Como agir com as crianças

Os pais devem ficar sempre atentos às gripes, ainda mais com o novo vírus em circulação. O que os médicos pedem é que não haja histeria nem excessos. Avalie bem a situação. Se tiver dúvidas ou ficar angustiado, ligue para um médico e peça orientações.

Se a criança não está bem, vá ao consultório de um profissional conhecido ou a um posto de saúde. Assim, eles fazem as avaliações necessárias e você ajuda a não superlotar as emergências.

Tosse, espirros e indisposições breves não precisam de maiores cuidados. Aguarde para ver se a criança reage bem.

Febre é sinal de alerta, mas abaixo dos 38°C e sem outros sintomas importantes não é necessário ir a uma emergência. O indicado é consultar o pediatra mais próximo ou de confiança.


Saiba como se prevenir contra a Gripe A


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26 jun14:01

O certo e o errado na hora do banho no inverno

No banho, você usa sabonete em barra? Usa bucha e esfrega toda a pele do corpo? Usa água quente? Se a resposta for sim para todas as perguntas, saiba que você está fazendo errado. Essas ações deixam a pele seca, descamando e com coceira. Para deixar o banho menos agressivo existem alguns cuidados que podem fazer toda a diferença. A dermatologista Débora Cadore explica quais são.


Sabonetes

Sabonetes, por exemplo, não podem ser usados em grande quantidade. De acordo com a média, o ideal é usar apenas em áreas como a região genital, palmas das mãos e axilas. No resto do corpo, a dica é lavar apenas com água. Débora sugere que as pessoas deem preferência aos sabonetes líquidos.

— São menos nocivos tanto para o rosto quanto para o corpo, pois tem maior quantidade de substâncias oleosas que agem como poderosos hidratantes. Para o rosto, prefira os específicos para cada tipo de pele — recomenda

Já os sabonetes em barra não são recomendados.

— Eles tendem a apresentar pH elevado e compostos cáusticos em maior concentração, eliminando a oleosidade natural da pele — explica.

Também são fonte de propagação de fungos e bactérias, pois acumulam a sujeira do corpo e, em ambientes úmidos, como banheiros, os microrganismos tendem a se reproduzir.


Esponja

— Esqueça o ato de esfregar a pele com esponjas — afirma Débora.

A fricção altera as condições físicas da superfície da pele e quebra as ligações entre as células, deixando-a irregular. Porém, o uso de buchas é recomendado para fazer esfoliação da pele. Com esponja vegetal ou cosmética apropriada, a esfoliação pode ser feita no máximo uma vez por semana no rosto e corpo, sem esfregar com força.

Ao sair do banho, utilize uma toalha macia, sem esfregar, pois a fricção pode contribuir para retirar a oleosidade natural da pele. Outra dica dada por Débora é aplicar um creme hidratante para recompor as estruturas lipídicas, deixando a pele jovem e sem escamação.

Além do banho, outros fatores podem prejudicar a pele.


Ar condicionado

Existem outros fatores que prejudicam a pele. A exposição prolongada ao ar condicionado resseca a epiderme, pois o processo de climatização retira a umidade do ar e o ar refrigerado seco agrava os sinais de ressecamento da pele. Uma alternativa é instalar um aparelho umidificador.


Frio

Nos dias de inverno, principalmente, é possível notar a pele mais áspera e ressecada. O frio e o vento inibem o funcionamento das glândulas sebáceas e sudoríparas responsáveis por secretar substâncias que mantém a pele hidratada ao longo do dia.


Alimentação

A alimentação inadequada pode refletir na pele, deixando-a feia e com rugas. A ingestão de gordura boa como o ômega-6, presentes no óleo de oliva, ajudam a deixar a pele saudável, pois ela é responsável pela produção da ceramidas – lipídios que funcionam como agentes de barreira e de hidratação profunda da pele e cabelos. Já o ômega-3, presentes no salmão e caviar, atuam como protetores biológicos da camada natural de hidratação.


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25 jun15:35

Saiba como não ser mais uma vítima do cyberbullying

Vítimas de agressões intencionais, feitas de maneira repetitiva em meios eletrônicos como a internet podem se defender desses ataques. Se você acabou de sofrer ou vem sofrendo ofensas que denigrem sua imagem, ou sendo alvo de ameaças à sua integridade física, ações conhecidas como cyberbulling, prepare sua defesa. A dica é seguir os padrões de civilidade e, mais importante, agir de forma correta e dentro da lei.


Nas redes sociais

No Twitter: existe uma assistência ao usuário dentro da central de ajuda na própria rede. Ao entrar, você confere um tutorial contendo opções para denunciar violações, contas hackeadas, spam, abusos e outras vulnerabilidades na segurança.

No Facebook: você pode bloquear, excluir ou denunciar um perfil que seja abusivo. No caso de cyberbullying, além das três ferramentas oferecidas, dependendo da gravidade da situação, o site recomenda não responder, não esconder o fato e documentar e salvar o conteúdo com a ajuda da ferramenta “Amigo de Confiança”.

No YouTube: o serviço de vídeos tem um local para denúncias que possibilita a remoção do conteúdo caso viole as diretrizes de privacidade do site, que podem estar relacionadas com a imagem, voz, nome completo e informações de identificação financeira ou pessoal.


HORA DE SANTA CATARINA



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29 mai14:15

Cuidados na hora de cortar a unha do bebê

O momento de cortar as unhas do bebê exige que os pais tenham cuidado extra para não machucar a criança e nem fazer um corte que cause inflamações ou arranhões.

Veja algumas dicas.

- Peça a ajuda de outra pessoa para segurar o bebê enquanto você segura a mãozinha e corta as unhas.

- Coloque a mão do bebê sobre uma toalha limpa e clara. Desta forma você verá bem os limites, já que as unhas de um bebê costumam ser bem fininhas, quase transparentes.

- Use um cortador de unha especialmente desenvolvido para bebês.

- Não corte demais nos cantinhos. Isso pode causar inflamações. O melhor corte é o reto, mas os cantos não podem ficar pontudos, sob risco de arranhar o bebê.


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27 mai10:31

Ceratocone, doença degenerativa, pode levar à cegueira

Quando Jefferson Martins Matos, 21 anos, identificou a gradual perda da visão, em 2006, tudo indicava que não passaria de simples miopia e astigmatismo. As imagens cada vez mais embaçadas e as fortes dores de cabeça, entretanto, levaram à desconfiança de uma doença rara na córnea do olho esquerdo de Jefferson, o ceratocone. Caracterizado pela distensão da córnea e pelo afinamento progressivo, o ceratocone é uma doença degenerativa e hereditária, que acomete menos de 0,5 % da populaçãol. Afeta homens e mulheres em igual proporção e, em 90% dos casos, em ambos os olhos.

Em geral, a doença se desenvolve assimetricamente: o diagnóstico do problema no segundo olho ocorre cerca de cinco anos após o diagnóstico no primeiro. À medida que a córnea se torna afinada e sua superfície cada vez mais cônica, o paciente percebe a diminuição da capacidade visual. Coceira e sensibilidade à luz são alguns dos sintomas que afetam o paciente com a córnea curvada. Quando em estágio avançado, a deformação ocular pode levar à cegueira. Segundo o oftalmologista Daniel Moon Lee, especialista no tratamento de ceratocone e catarata e em implantes intraoculares, a doença inicia-se geralmente durante a adolescência, por volta dos 16 anos.

-— No entanto, alguns pacientes podem levar mais tempo para descobrir o problema real, achando que se trata de miopia ou astigmatismo — explica.

Lee afirma que o tempo de aparecimento dos sinais de ceratocone também varia para cada paciente, podendo evoluir rapidamente ou levar anos para se desenvolver. Apesar de mais raros, há casos de pacientes que apresentam alterações na córnea na infância ou após os 30 anos.

Para Jefferson Martins, o avanço do ceratocone foi rápido. O grau de miopia do olho esquerdo chegou a oito em 2008, quando foi constatado o cone na córnea:

— Apesar de o aumento de grau ter estabilizado desde então, os óculos não conseguem mais melhorar minha visão. Até o fim de setembro, passarei a usar lentes de contato rígidas para correção — conta Jefferson.


Lentes de contato corrigem o problema

O uso de lentes de contato é o tratamento mais usado atualmente para a correção do ceratocone.

— A lente rígida estabiliza a superfície ocular, proporcionando uma curvatura da córnea mais regular — explica Moon Lee.

Por se tratar de uma lente rígida, a adaptação, especialmente sobre a córnea com curvatura muito irregular, não é imediata e deve ser feita com acompanhamento do oftalmologista, que vai testar e adaptar a lente ao paciente.

Segundo Alberto Reinaldo Rettold, especialista em lentes de contato, a capa lacrimal que se forma atrás da lente é o que dá a visão ao paciente, pois ela deixa a córnea ser cônica novamente.

— As gás-permeáveis (ou siliconadas) são as únicas recomendadas para os pacientes. Não servem as gelatinosas. É possível voltar a ter uma visão normal — afirma o especialista.

Aquele que se propõe a passar pela adaptação às lentes consegue grande melhora da qualidade de vida, sem necessidade de procedimentos cirúrgicos. Porém, quem não se adapta ou não obtêm o resultado esperado do tratamento podem recorrer a técnicas cirúrgicas, reversíveis ou permanentes, para correção da curvatura da córnea. A cirurgia não é recomendada nas fases iniciais, porque o uso de lentes de contato pode resolver o problema do paciente dando-lhe uma boa qualidade de visão.

Alguns pacientes acreditam que a única forma de tratar o ceratocone é por meio de transplante de córnea, o que, segundo o médico, é a última opção – e apenas para casos graves e de rápido avanço. Além disso, um procedimento cirúrgico sempre traz riscos associados, como rejeição, infecção e até perda da visão.

VIDA E SAÚDE



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23 mai10:29

Veja que aspectos da sua pele podem indicar a formação de tumores

Maio é o mês de conscientização sobre o câncer de pele, que tem na exposição excessiva ao sol seu principal fator de risco. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, cerca de 62 mil novos casos de câncer de pele não melanoma podem ser registrados em homens e 71 mil em mulheres, até 2013. A Região Sul é a mais afetada. Dados da Secretaria Estadual da Saúde informam que são esperados, em Porto Alegre, cerca de 210 novos casos de melanoma em 2012. No ano passado, foram registradas 209 mortes no Rio Grande do Sul em consequência da doença.

O uso do protetor solar é uma estratégia eficaz para a prevenção. A pele branca, por ter menor proteção em relação aos raios de sol, principalmente a radiação ultravioleta, está mais sujeita aos efeitos nocivos do sol. Camelôs, feirantes, agricultores, jardineiros, lixeiros, guardas de trânsito, carteiros, motoboys, operários da construção civil, pescadores e outros profissionais que cumprem suas jornadas de trabalho ao ar livre devem redobrar a atenção.

De acordo com a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, o melhor método para detectar precocemente o câncer de pele é prestar atenção aos sinais no corpo. Queimaduras, rugas, sardas, manchas brancas, textura rugosa da pele, capilares dilatados, massas escamosas são alguns dos aspectos. Se diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, o câncer pode ser curado.


Preste atenção nos sinais

Manchas na pele devem ser observadas com cuidado. Fique atento a aspectos como:


:: Assimetria — uma metade diferente da outra

:: Bordas irregulares — contorno mal definido

:: Cor variável — várias cores numa mesma lesão: preta, castanho, branca, avermelhada ou azul

:: Diâmetro — maior que 6 mm


BEM ESTAR

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03 mai12:33

Sem atchim: Como espantar a alergia de dentro de casa

Controlar o ambiente onde você mora para mantê-lo livre de agentes que causam alergia pode reduzir em até 40% as chances de ter problemas respiratórios. A afirmação é de Marcello Bossois, alergista e imunologista e Coordenador Técnico do Projeto Social Brasil Sem Alergia. Os maiores causadores de espirros, tosses e coceiras típicas da alergia estão presentes dentro de casa, como ácaros, a poeira, o mofo e até alguns tipos de fungos.

Anote algumas dicas para se livrar deles:

- O quarto de dormir requer uma atenção especial. Forre colchões e travesseiros com material impermeável. Passamos cerca de um terço da vida na cama e depositamos nela pele descamada, o alimento preferido dos ácaros.

- Se tiver alergia crônica, retire do quarto as cortinas de pano, carpetes, tapetes, cadeiras ou poltronas de tecido e bichos de pelúcia. Evite até a presença de plantas no ambiente de dormir.

- O acúmulo de jornais e revistas facilita a produção de poeira e ajuda o surgimento de mofo, o que deve ser evitado.

- Na hora da faxina evite o uso das vassouras, que levantam a poeira pelo ar. Prefira o aspirador de pó.

- Para lavar roupas, dê preferência ao sabão de coco líquido, em pó ou em barra.


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