Defesa Civil

04 abr12:25

Falta de água em Abelardo Luz

Abelardo Luz deve decretar situação de emergência por mais 90 dias em razão da estiagem prolongada que castiga toda a região. A falta de chuva aumenta a cada dia as perdas na agricultura e já provoca escassez de água, agora não apenas para os animais, mas também para o consumo humano em várias comunidades do interior do município. Até o final da tarde desta terça-feira, 120 municípios haviam encaminhado decreto de Situação de Emergência para a Defesa Civil do Estado.

Até agora são atendidas diretamente mais de 200 famílias, sendo que pelo menos 30 delas já estão sem água potável e já dependem exclusivamente do abastecimento pela prefeitura que é realizado a cada dois ou três dias. Nas propriedades das famílias mais prejudicadas estão sendo instaladas caixas de cinco mil litros fornecidas pela Defesa Civil Estadual e Federal para armazenamento de água tanto para consumo humano ou animal.

Além da distribuição de água, a prefeitura também possui várias máquinas trabalhando diariamente na abertura de bebedouros e auxiliando na produção de silagem para alimentar especialmente o gado leiteiro, atividade responsável pelo sustento da maioria dos pequenos agricultores. – A situação está cada vez mais preocupante. O número de pedidos emergenciais aumenta todo dia, mas estamos trabalhando para atender todos os agricultores – disse o diretor de Agricultura, Edivar Turossi.

A distribuição de caixas de água atende principalmente famílias que vivem nas comunidades mais prejudicadas que são: Canhadão, Alegre do Marco, Alto da Serra, José Maria e Capão Grande.

- Estamos pegando água em um poço artesiano da cidade e levando todos os dias até as famílias – destaca Turossi.

Prejuízos

Abelardo Luz possui em torno de 2,5 mil famílias na agricultura familiar, sendo a maioria pequenos produtores que sobrevivem exclusivamente das práticas agrícolas hoje afetadas pela estiagem. Além da produção de leite, a seca danificou áreas de pastagem e plantações de milho, soja, feijão e fumo, que já acumulam grande quebra em produtividade. Os prejuízos já passam de R$ 30 milhões.


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27 mar09:00

Estiagem causa quebra de 30 a 40% na piscicultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o tradicional peixe da Semana Santa está ameaçado pela estiagem que atinge o Oeste de Santa Catarina. De acordo com o extensionista e pesquisador da Epagri de Chapecó que é responsável pela área de piscicultura, Jorge de Matos Casaca, as perdas oscilam entre 30 e 40% em toda a região. As perdas são maiores nas espécies de carpas.

O Oeste é responsável por 25% da produção estadual de 28,3 mil toneladas. As perdas devem somar entre 2,1 mil e 2,8 mil toneladas. De acordo com Casaca, a falta de chuva diminuiu o nível dos açudes e, pela diminuição do espaço, os peixes não se desenvolveram.

Além da perda de volume cerca de 30% dos 10 mil piscicultores do Oeste nem vão retirar os peixes, para não ficar com o reservatório de água vazio. Com isso vai diminuir a oferta de peixe na Semana Santa.

O engenheiro agrônomo responsável pelos dez pontos de feira dos produtores rurais em Chapecó, Samuel Vasques, disse que a oferta está sendo bem menor. Até agora apenas o ponto da esquina das ruas Uruguai com Nereu Ramos está com disponibilidade, nas quartas-feiras, sextas-feiras e sábados pela manhã. A maioria dos produtores, que iniciava as vendas até um mês antes da Páscoa, agora está guardando a produção somente para Semana Santa. Há casos de produtores que até perderam a produção pois os peixes morreram. O piscicultor Euclides Menegatti ainda está conseguindo atender a feira. Ele estima em 30% a quebra na produção. Ele pretendia vender 15 toneladas e vai conseguir apenas 12 toneladas. – Faltou renovação da água e, com pouco oxigênio, os peixes não se alimentaram direito- explicou Menegatti. O prejuízo é estimado em R$ 18 a 20 mil.

Mesmo assim ele não pretende alterar os preços, que variam de R$ 8,50 para as carpas prateada e húngara e R$ 17 para o filé de tilápia.

O extensionista da Epagri, Jorge Casaca, sugere a adoção de políticas públicas para incentivas a construção de reservatórios, que podem ser utilizados para a piscicultura e ao mesmo tempo guardar água para os períodos de estiagem.

Até o final da tarde desta segunda-feira 112 municípios haviam decretado situação de emergência, devido a estiagem.


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23 mar18:01

Açudes secando e animais morrendo no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Enquanto na cidade as aulas estão suspensas por falta de água no interior de Dionísio Cerqueira os açudes estão secando e até animais estão morrendo.

De acordo com o secretário de agricultura e presidente da Defesa Civil do município, Guido Dreyer, metade dos açudes estão secos e cerca de 50 animais já morreram por tomarem água imprópria para o consumo. Cerca de 20% das 1,3 mil propriedades enfrentam problemas com falta de água. –Eles estão buscando em rios, vizinhos..-explicou.

O agricultor Raul Luís Meier tem três açudes mas teve que buscar água no vizinho. No maior, com cerca de cinco mil metros quadrados, ficaram só os riachos. Meier afirmou que a água foi secando e, quando tinha apenas cerca de 10% da água, ele acabou esvaziando o resto do reservatório para retirar os peixes que estavam morrendo. Nos outros dois açudes, há cerca de 30% de água mas ela está esverdeada e imprópria para abastecer os cerca de 70 bovinos. A produção de leite caiu pela metade, de nove mil litros por mês para sete mil litros.

-Nunca vi uma estiagem tão forte- comparou. Ele aguarda chuva em breve para amenizar a situação e não ficar sem água para os animais.

Na zona urbana cerca de quatro mil alunos das redes municipal e estadual estão sem aula desde terça-feira, por falta de água nas escolas. A Casan, que tratava 4,8 milhões de litros por dia, estava com apenas 1,8 milhão de litros.

Na quinta-feira chegou um caminhão dos Bombeiros e ontem mais três caminhões, um do Paraná e dois da Casan começaram a auxiliar no abastecimento.

O chefe do escritório local da Casan, Marcelo Roth, disse que a intenção é colocar dois caminhões para abastecer as escolas e assim retomar as aulas até terça-feira. Ele entrou em contato com a superintendência da estatal em Chapecó para solicitar reservatórios que serão instalados nas escolas. A gerência de educação da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira também acenou com a possibilidade de adquirir e instalar caixas d’água com capacidade de 10 mil litros nas escolas. Com isso, mesmo que a água só chegue a cada dois dias é possível ter uma reserva.

Roth disse que a chegada dos caminhões vão amenizar a situação, mas que a população deve continuar economizando. Festas e alvarás de construção estão suspensos.

Entre quinta e sexta-feira foram registradas chuvas esparsas na região. Em Chapecó choveu 22 milímetros segundo o observador meteorológico da Epagri, Francisco Schervinski. Ele afirmou que esse volume ajuda a vegetação mas não resolve para a água. O acumulado do mês é de 63 milímetros para uma média histórica de 126 milímetros.


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21 mar18:19

Quase 4 mil alunos sem aula em função da estiagem em Dionísio Cerqueira

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A estiagem que assola a região Oeste desde novembro de 2011 trouxe prejuízos não só na agricultura, mas também na educação. Em Dionísio Cerqueira no extremo-oeste, cerca de 4 mil alunos estão sem aula desde a terça-feira, dia 20. Segundo a gerente de Educação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira, Nilza Suffredini, o motivo seria a falta de água nas escolas.

- Os alunos não tem água para consumir, por isso decidimos por suspender as aulas – disse a gerente. Ela falou ainda que serão instaladas caixas nas escolas para tentar garantir o abastecimento de água e retornar em breve as aulas.

As aulas estão suspensas até a segunda-feira, dia 26, em cinco escolas estaduais, 13 municipais, duas creches e no Centro de Educação de Jovens e Adultos.

Na segunda-feira será realizada mais uma reunião com representantes da Prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, secretarias de agricultura e educação, gerência Regional da Casan, diretores e professores. O objetivo é avaliar se haverá condições de retomar as aulas nas escolas municipais e estaduais.

A reposição destes dias com suspensão vai acontecer no mês de julho, que tradicionalmente marca o recesso escolar.


Guarujá do Sul pode decretar calamidade pública

Até o final da tarde desta quarta-feira 110 municípios haviam decretado situação de emergência devido a estiagem. Macieira e Joaçaba  foram os últimos municípios a encaminhar o decreto para a Defesa Civil do Estado.

No extremo-oeste a situação se agrava e o prefeito de Guarujá do Sul, Celso Taube, disse que o município pode encaminhar o decreto de calamidade pública caso não chova significativamente nos próximos dias.

Segundo ele é grande o número de moradores que ligam para a prefeitura solicitando serviços de abertura de bebedouros e transporte de água. Outro agravante é a mortalidade dos animais, que estão sem água ou consomem água sem qualidade.

- Além dos bebedouros os funcionários da prefeitura precisam abrir buracos para enterrar os animais que estão morrendo – disse.

Na terça-feira, dia 27 está marcada uma reunião para definir se será encaminhado ou não o decreto.

110 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 21 de março de 2012, pela Defesa Civil.



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19 mar13:37

Sobe para 108 o número de municípios em situação de emergência em Santa Catarina

Subiu para 108 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. O último decreto encaminhado para a Defesa Civil do Estado foi Balneário Gaivota.

Segundo a Defesa Civil chega a 626.829 o número de pessoas afetadas.

108 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba*

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim

Lista atualizada em 19 de março de 2012, pela Defesa Civil.

* A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação deste município.


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16 mar15:36

107 municípios em situação de emergência

[Atualizado às 17h02]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Com os decretos de Videira, Erval Velho, Ibicaré, Herval d´Oeste e Joaçaba, no Meio Oeste, sobe para 107 o número de municípios em situação de emergência em Santa Catarina devido a estiagem. Até o final da tarde a Defesa Civil do Estado já registrava Erval Velho, Ibicaré, Herval d´Oeste e Videira mas não havia recebido a documentação de  Joaçaba. O número de pessoas afetadas chega a 625.129 .

Em Erval Velho, o rio Erval, que corta a cidade e é uma das fontes para o abastecimento de água do município está seco. Segundo o diretor de agricultura e presidente da Defesa Civil do município, Vanilso Alessi, a demora para encaminhar o decreto foi porque acreditavam que o volume de chuva aumentasse, porém, aconteceu o contrário.

Duas comunidades do interior estão recebendo água. Dois caminhões pipa levam 8 mil litros de água cada para as Comunidades de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora da Saúde. – Estamos fazendo duas viagens diárias – disse. Ele contou ainda que se a estiagem persistir o número de viagens pode aumentar e outras comunidades poderão ser atendidas.

Técnicos da Secretaria da Agricultura e Epagri estão fazendo um levantamento das perdas na agricultura. – O milho que foi plantado mais cedo teve perdas de 40%, já aquele que foi plantado mais tarde teve prejuízos de 80%- disse. Na soja as perdas também chegam a 40%.

Alessi calculou que as perdas na produção leiteira giram em torno de 20%. – O número não foi maior pois a chuva, que apesar de baixa, garantia renovação da pastagem para os animais – disse.

Joaçaba também decretou situação de emergência. A decisão foi tomada após uma reunião entre o prefeito Rafael Laske e membros da Defesa Civil. Segundo Irineu Meneguini , responsável pelo setor de agricultura as perdas nas safras de milho e soja chegam a 70%.

Se o quadro persistir sem chuva significativa nas próximas semanas, há o risco de comprometer o abastecimento de água nas residências do interior. – Diferente da cidade elas não contam com grandes reservatórios – alertou.

Outra preocupação do município é com a pecuária, principalmente a suinocultura e avicultura. – Na piscicultura as perdas chegam a 50% – disse Meneguini.



107 municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba*

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 16 de março de 2012, pela Defesa Civil.

* A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação destes municípios.


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15 mar17:52

102 Municípios em situação de emergência

Subiu para 102 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. Os últimos decretos encaminhados para a Defesa Civil do Estado foram Rio das Antas e Luzerna.

Segundo a Defesa Civil já passam de 614.035 o número de pessoas afetadas.


102 municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 15 de março de 2012, pela Defesa Civil.


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15 mar15:49

Reforço para combater a estiagem em São Lourenço do Oeste

A Prefeitura de São Lourenço do Oeste recebeu da Defesa Civil do Estado, seis caixas de água com capacidade para armazenamento de 10 mil litros cada. As caixas serão usadas no transporte de água para atender prioritariamente os agricultores que estão com dificuldades por causa da grande estiagem que assola o Oeste desde o mês de novembro.

Segundo o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Saulo Tarso Sutilli, esse reforço veio em boa hora, pois além da capacidade que a prefeitura já possuía, agora poderá ampliar a capacidade de abastecimento.

O Governo Municipal continua perfurando depósitos nas propriedades a fim, de amenizar a falta de água e agora, com a chegada das caixas vindas da Defesa Civil, serão possível atender maior numero de agricultores com mais agilidade.


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12 mar09:02

SC tem 100 municípios em emergência pela estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina atingiu ontem a marca de 100 municípios em situação de emergência em virtude da estiagem que atinge o estado desde novembro. O decreto mais recente é o de Treze Tílias, que registra perda de 30 a 40% nas lavouras de milho.

As perdas no Estado já somam R$ 549 milhões segundo levantamento do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri. O gerente do Cepa/Epagri, Ilmar Borchardt, disse que as perdas no milho já estão praticamente consolidadas. Mas esse número pode aumentar nas lavouras de soja. Ele afirmou que as perdas são mais acentuadas no Oeste, mas que já avançou até municípios próximos a Lages.

Os maiores prejuízos são nas lavouras de milho e soja. A safra de milho, por exemplo, deve ser a menor do estado desde 2006. Isso acarreta uma série da prejuízos em cascata. Isso porque aumenta o déficit de milho do estado, que deve chegar a dois milhões de toneladas. Na avaliação do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, a estiagem tira a competitividade da agroindústria catarinense, inibe investimentos no estado e aumenta o custo dos alimentos para o produtor. –Os R$ 549 milhões são irrelevantes perto dos outros prejuízos que acarretam- calculou. Barbieri disse que a necessidade de trazer milho de outros estados aumenta o custo de produção de aves, suínos e leite. Isso aumenta também o custo dos alimentos para o produtor. A saca de arroz aumentou de R$ 20 para R$ 27. A saca de soja, que estava em torno de R$ 40, foi para R$ 47. E o milho, que deveria estar em torno de R$ 20 a saca, está em R$ 24 a R$ 25. Bom para quem consegue colher. Mas o produtor que perde com a estiagem tem menos produção para aproveitar essa alta.

O presidente da Cooperativa Regional Alfa (Cooperalfa), Romeu Bet, estima que deverá comprar cerca de dois milhões de sacas de soja de outros estados para atender a necessidade da indústria de óleo e farelo de soja. Normalmente a cooperativa recebe seis milhões de sacas. Bet disse que a busca de soja de fora aumenta os custos. Além disso a estiagem acaba interferindo no faturamento. Outro impacto é a venda de menos insumos, já que o produtor deve reduzir investimentos na lavoura.

Ele afirmou que enquanto produtores do Planalto Norte tem uma safra normal, no Oeste há perdas até superiores a 50% na lavoura de soja.

O secretário de Agricultura de Santa Catarina, João Rodrigues, afirmou que a estiagem acaba impactando também no comércio. –Os agricultores vão deixar de trocar o carro e fazer outras compras- explicou. É um efeito em cascata em que todos perdem um pouco.


Safra antecipada e plano de trocar o trator adiado

A falta de chuva antecipou a colheita das lavouras de soja em 15 a 20 dias. O agricultor Marcelo Segatto, de Caxambu do Sul, já colheu nove hectares dos 39 que plantou. A perda é superior a 50%. No ano passado ele colheu 70 sacas por hectare. Neste ano a média é de 30 sacas. O motivo é que, pela falta de umidade, as plantas secaram e o grão ficou pequeno e murcho. Isso também aumentou o desconto no silo.


O agricultor Marcelo Segatto, de Caxambu do Sul.


– A qualidade é ruim- lamentou o produtor. Segatto investiu cerca de R$ 800 por hectare. Mesmo com a perda, deve sobrar uns R$ 7 mil da lavoura. –Tenho que passar o ano com esse dinheiro- lembrou.

Com isso o plano de trocar o trator que é de 1998 terá que ser adiado. –Só no ano que vem- prevê.



Produtor teve quebra de 70%

A colheita do milho confirmou o que o produtor Ernício Stroher já esperava, uma quebra acentuada na lavoura em virtude da estiagem. A quebra na propriedade localizada no interior de Dionísio Cerqueira chegou a 70%, segundo cálculos do produtor.

–No ano passado colhi 180 sacas por hectare e agora colhi 50- explicou.

Stroher plantou 4,5 hectares de milho. Destes, fez 1,5 hectares de silagem para o gado e, em três hectares, colheu grão. A safra não será suficiente para pagar o financiamento de R$ 12 mil. Colhendo 150 sacas ele vai receber apenas cerca de R$ 7,5 mil. E ainda tem que descontar 10% para pagar a colheitadeira e mais as impurezas que são descontadas no silo. Ele encaminhou o Proagro e espera ter um desconto no financiamento. Ele lamentou que, da boa safra do ano passado, investiu parte para fazer uma lavoura melhor. O lucro do ano anterior acabou perdendo na estiagem.


MILHO EM SC


Área (mil hectares)

2003: 856

2004: 816

2005: 796

2006: 784

2007: 706

2008: 715

2009: 667

2010: 593

2011: 541

2012: 573


Produção (milhões de toneladas)

2003: 4,31

2004: 3,25

2005: 2,80

2006: 2,88

2007: 3,86

2008: 4,13

2009: 3,26

2010: 3,69

2011: 3,60

2012: 3,11


Produtividade (quilos por hectares)

2003: 5.034

2004: 3.992

2005: 3.386

2006: 3.680

2007: 5.470

2008: 5.780

2009: 4.895

2010: 6.302

2011: 6.401

2012: 5.436


Fonte: Cepa/Epagri


SOJA EM SC

PRODUÇÃO (mil toneladas)


2003: 712

2004: 642

2005: 599

2006: 799

2007: 1.104

2008: 943

2009: 975

2010: 1.374

2011: 1.490

2012: 1.398


ÁREA PLANTADA (mil hectares)


2003: 257

2004: 314

2005: 355

2006: 332

2007: 377

2008: 372

2009: 385

2010: 440

2011: 457

2012: 447


PRODUTIVIDADE (quilos por hectare)


2003: 2.770

2004: 1.907

2005: 1.710

2006: 2.406

2007: 2.930

2008: 2.534

2009: 2.530

2010: 3.123

2011: 3.259

2012: 3.127


Fontes: Cepa/Epagri


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09 mar16:03

Chega a 100 o número de municípios em situação de emergência

Chegou a 100 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. O último município a encaminhar o decreto para a Defesa Civil do Estado foi Treze Tílias.

Segundo a Defesa Civil o número de pessoas afetadas passa de 600 mil.

>> Estiagem se alastra em Santa Catarina


100 municípios em Santa Catarina

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

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Ponte Serrada

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Princesa

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Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 09 de março de 2012, pela Defesa Civil.



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