Delegado

05 jun11:22

Corpo de Marcelino Chiarello será exumado

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O juiz Jefferson Zanini, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó aceitou o pedido do delegado da Polícia Federal Oscar Biffi para que o corpo do vereador de Chapecó Marcelino Chiarello seja exumado.

De acordo com a decisão do juiz, publicada no dia 30 de maio, a justificativa apresentada pela Polícia Federal para a exumação é a necessidade da realização de um novo exame cadavérico para esclarecer algumas divergências constatadas.

>> Familiares de Chiarello não acreditam em suicídio

>> TJ concede liminar no Caso Marcelino Chiarello

- Como é o caso da existência de fraturas no nariz, fato só possível com o exame cadavérico, o que também possibilitaria a busca de novos elementos de convicção – disse.

Ainda nos autos o juiz afirma que a causa mortis de Marcelino Chiarello não foi satisfatoriamente esclarecida, uma vez que há divergência entre o laudo subscrito pelo médico legista Antônio José De Marco e os pareceres dos assinados por outros profissionais do Instituto Médico Legal.

O juiz destacou ainda que a informação técnica elaborada pelo médico legista do Instituto Nacional de Criminalística lança dúvida sobre a existência da lesão no nariz.

-  O apontamento do médico legista Antônio José De Marco, assinala que as imagens das radiografias não apresentam sinais característicos de presença de fratura no nariz – disse.

A data da exumação não foi informada.



1 comentário
03 mai09:02

Polícia Federal entra no Caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Federal está dando apoio ao Ministério Público estadual nas investigações da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro do ano passado, em Chapecó. A informação foi confirmada ontem pelo delegado da Polícia Federal de Chapecó, Oscar Biffi.

A participação dos policiais federais foi decidida pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em despacho publicado no Diário Oficial da União, no dia 18 de abril. Ele determinou que a Polícia Federal apure as circunstâncias e causas da morte depois que o Ministério Público pediu apoio no caso.

O delegado solicitou os laudos para o Poder Judiciário e, assim que receber a documentação, vai buscar peritos dentro da própria polícia ou então de fora para fazer a análise do material.

– Primeiro temos que ter conhecimento do que já existe- explicou.

Ele afirmou que a atuação da polícia é apenas para auxiliar no Ministério Público, na tentativa de esclarecer o caso. O inquérito da Polícia Civil apontou que a morte do vereador foi por enforcamento, mas não foi conclusivo se houve homicídio ou suicídio.

Por isso o Ministério Público instaurou um Procedimento de Investigação Criminal para dar sequência ao trabalho. Um dos três promotores que foram designados para o caso,Jackson Goldoni, disse que a intenção é conseguir um apoio técnico da Polícia Federal. Ele afirmou que o Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (GAECO) está auxiliando nos trabalhos. No entanto o Ministério Público não está passando muitas informações que são sigilosas.

O delegado que conduziu o inquérito, Ronaldo Moretto, disse que a Polícia Civil não pode se pronunciar sobre os desdobramentos do caso pois já encerrou o trabalho. No entanto pode auxiliar o Ministério Público se for solicitado.

O Governador Raimundo Colombo disse ontem em Joaçaba que o Estado buscou apoio de técnicos de São Paulo nas investigações. Ontem o juiz da primeira Vara Criminal de Chapecó, Jefferson Zanini, informou que vai buscar apoio do Instituto Médico Legal de São Paulo, para que analise as provas do caso.

O magistrado justificou a solicitação de uma terceira opinião em virtude das contradições entre os laudos do médico legista de Chapecó, Antonio de Marco, e seus colegas do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis.

Para o deputado federal Pedro Uczai, que era amigo do vereador, a inclusão da Polícia Federal no caso não é o suficiente. Ele defende a federalização do caso, para que a Polícia Federal assuma a condução das investigações. Ele destacou que confia no Ministério Público mas entende que federalizando haveria um efetivo maior de forças federais.

Mas, para que o caso seja federalizado é necessária solicitação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, faça essa solicitação ao Superior Tribunal de Justiça. Lideranças do Partido dos Trabalhadores já fizeram esse pedido ao procurador. Na próxima terça-feira Pedro Uczai estará em Brasília levando mais documentos para solicitar essa intervenção.

O advogado da família de Chiarello, Alcides Heerdt, também defende a federalização total do caso.


Entenda o caso:

O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto no final da manhã do dia 28 de novembro, no quarto de visitas de sua casa, pela mulher e o filho. Ele estava enforcado na janela, aparentando suicídio. No entanto a Polícia Civil avaliou que o suicídio teria sido forjado e deu entrevista nesse sentido.

O primeiro laudo do médico legista de Chapecó, Antônio de Marco, apontava para homicídio, em virtude de alguns ferimentos na cabeça e nariz e dois sulcos nos pescoço. Mas laudos complementares de peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis apontaram suicídio como causa da morte.

Após três meses de investigação a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando como causa da morte o enforcamento mas não concluiu se houve homicídio ou suicídio. O Ministério Público decidiu continuar as investigações em virtude das dúvidas entre os laudos.



Comente aqui
20 abr10:38

Melhora estado de saúde de delegado baleado em Chapecó

O delegado da Polícia Civil gaúcha Paulo Florentino Machado, 46 anos, ferido com um tiro no abdômen durante um assalto à casa de parentes em Santa Catarina, no final de semana, recuperou a consciência pela manhã desta quinta-feira e conseguiu conversar com a mulher, Daniela Zawadzki.


Atingido por um disparo no abdômen, o delegado Paulo Florentino Machado está internado na UTI.


Plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas, Machado aproveitava o final de semana de folga para rever a mulher e o casal de filhos de dois e quatro anos que moram em Chapecó (SC). Ele foi ferido ao intervir em um roubo domingo à noite na casa da sogra. Atingido por um disparo do abdômen que perfurou o pulmão e se alojou nas costas, foi internado em um hospital da cidade catarinense em estado grave.

Conforme Daniela, o gaúcho acordou, voltou a respirar sem ajuda de aparelhos e conseguiu dizer algumas palavras.

— A primeira coisa que ele fez foi perguntar como estavam as outras pessoas da família presentes na hora do assalto — conta a mulher.

O delegado ficou aliviado ao saber que, fora uma tia de Daniela que recebeu um tiro no pé e passa bem, nenhum outro familiar ficou ferido durante o confronto.

— Ele já está bem melhor, o risco diminuiu, mas ainda está um pouco atordoado e agitado. Esperamos que, em 48 horas, ele possa sair da UTI — afirma Daniela.

>> Delegado do RS baleado ao reagir a assalto segue na UTI em hospital de Chapecó

>> Momentos de terror para família de delegado baleado

A mãe de Daniela voltava de uma sessão de teatro com três parentes em uma caminhonete, quando os bandidos aproveitaram a abertura do portão eletrônico para entrar no terreno onde há três casas da mesma família. Armados, os criminosos fizeram as vítimas de refém dentro de uma das casas e começaram a pegar objetos e revirar gavetas em busca de dinheiro. O barulho chamou a atenção.

O delegado, que assistia a TV ao lado da mulher, foi alertado por uma cunhada, que também avisou a Polícia Militar. Com uma pistola na mão, Machado saiu para o pátio, e Daniela se trancou em casa para se proteger com os filhos. O delegado trocou tiros com os invasores, acertando as pernas de um deles, mas acabou atingido.

Os três bandidos fugiram na caminhonete das vítimas, levando dinheiro, celulares e computador. Um comparsa acompanhava o trio em um Monza. Perseguidos por PMs, foram presos em seguida, após uma nova troca de tiros. A caminhonete e os pertences da família do delegado foram recuperados.

ZERO HORA


Comente aqui
17 abr12:08

Momentos de terror para família de delegado baleado

José Luís Costa | joseluis.costa@zerohora.com.br

Familiares do delegado da Polícia Civil gaúcha Paulo Florentino Machado, 46 anos, viveram momentos de terror durante assalto a casa de parentes em Chapecó, no Oeste catarinense, no último final de semana.

Machado foi ferido ao intervir em um roubo domingo à noite na casa da sogra. Atingido por um disparo do abdômen que perfurou o pulmão e se alojou nas costas, o delegado está em coma induzido na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Regional da cidade. O quadro é considerado grave, mas estável.

— O estado dele é crítico, mas o médicos estão otimistas. Ele vem reagindo bem. Tem um bom porte físico, corre todos os dias, não bebe, não fuma. Isso ajuda muito — conta, apreensiva, a professora universitária Daniela Zawadzki, 42 anos, mulher do delegado.

>> Delegado do RS baleado ao reagir a assalto segue na UTI em hospital de Chapecó

Plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas, Machado aproveitava o final de semana de folga para rever a mulher e o casal de filhos de dois e quatro anos que moram em Chapecó. Por volta das 23h de domingo, três homens invadiram o pátio do condomínio familiar de três casas — em uma delas mora Daniela e os filhos, na segunda a mãe dela e, na terceira, uma irmã.

A mãe de Daniela voltava de uma sessão de teatro com três parentes em uma caminhonete, quando os bandidos aproveitaram a abertura do portão eletrônico para entrar no local. Armados, os criminosos fizeram as vítimas de refém dentro da casa e começaram a pegar objetos e revirar gavetas em busca de dinheiro.

— Eles arrancavam quadros das paredes. Perguntavam por cofre, mas minha mãe não tem isso em casa — lembrou Daniela.

O barulho chamou a atenção. O delegado, que assistia a TV ao lado da mulher, foi alertado por uma cunhada, que também avisou a Polícia Militar. Com uma pistola na mão, Machado saiu para o pátio, e Daniela se trancou em casa para se proteger com os filhos.

O delegado trocou tiros com os invasores, acertando as pernas de um deles, mas acabou atingido no abdômen. Na confusão, um dos bandidos alvejou o pé direito de uma tia de Daniela.

— Parecia uma guerra. As casas ficaram cravejadas de tiros, os vidros das janelas quebrados. Foi pavoroso. Quando vi ele (Machado) caído, perdendo muito sangue, entrei em desespero, pensei que não resistiria — recordou a mulher.

Os três bandidos fugiram na caminhonete das vítimas, levando dinheiro, celulares e computador. Um comparsa acompanhava o trio em um Monza. Perseguidos por PMs, foram presos em seguida, após uma nova troca de tiros. A caminhonete e os pertences da família do delegado foram recuperados.

Foram presos em flagrante Antonio Ferreira de Matos, 22 anos, que levou dois tiros nas pernas, e Elton Faccin, 21 anos, que trabalha como segurança de rua e estaria dando cobertura aos assaltantes. Os dois estão no Presídio Regional de Chapecó e vão responder por tentativa de latrocínio.

Os demais integrantes do bando são dois adolescentes, de 16 e 17 anos, recolhidos em uma unidade para jovens infratores. O mais jovem é filho de um PM aposentado e usava o revólver do pai durante o assalto.


ZERO HORA



Comente aqui
17 abr10:55

Homem é preso com 325 explosivos em São Miguel do Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Policiais da Divisão de Investigação Criminal – DIC de São Miguel do Oeste receberam informações de que um homem estaria com artefatos explosivos. A equipe se deslocou até a Pedreira, localidade do interior do município, e fez a abordagem de um veículo conduzido por Maicon Alexsandro Paz, 31 anos. No veículo os policiais encontraram alguns explosivos. A prisão foi na tarde desta segunda-feira, dia 16.

Segundo o delegado e coordenador da DIC, Albert Dieison Silveira, no momento da abordagem Maicon admitiu ter explosivos em um depósito. Os policiais se deslocaram até a propriedade do suspeito onde foram localizadas 325 bananas de dinamite, centenas de espoletas e cordéis utilizados na detonação dos explosivos.

– Maicon foi autuado em flagrante por Posse Ilegal de Explosivos, crime descrito no Estatuto do Desarmamento que prevê uma pena de até seis anos de reclusão – disse o delegado.

Os artefatos que foram apreendidos e encaminhados para a Delegacia serão periciados. – A perícia será para comparar o material com artefatos utilizados em roubos a bancos na região – disse.

A polícia não descarta a hipótese que estes explosivos poderiam estar sendo comercializados no mercado ilegal, para serem utilizados na prática de crimes.

As investigações continuam.


Comente aqui
17 abr09:44

Delegado do RS baleado ao reagir a assalto segue na UTI em hospital de Chapecó

Baleado ao intervir em um assalto no último domingo em Chapecó, no Oeste catarinense, o delegado de Canoas (RS) Paulo Florentino Machado, de 46 anos, segue internado em estado grave no Hospital Regional do Oeste. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul enviou um representante para Santa Catarina para acompanhar o caso.

Segundo a Polícia Militar (PM) de Chapecó, uma família foi feita refém por volta das 23h de domingo no bairro Universitário. Três homens renderam os moradores que chegavam de carro em uma casa na Rua Amazonas. Um dos assaltantes ficou aguardando os comparsas do lado de fora em um veículo.

Vizinhos perceberam a ação dos criminosos e avisaram a PM. Enquanto isso, o delegado Paulo Florentino teria atraído os assaltantes para fora da casa. Houve troca de tiros e o policial acabou atingido.

Machado foi levado para o Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, onde passou por cirurgia. Ele estava em Chapecó para visitar parentes. Segundo a Polícia CIvil gaúcha, o delegado é catarinense, mas atua no Rio Grande do Sul desde 1999.

Após o crime, buscas foram realizadas na região. Dois homens foram presos e dois adolescentes apreendidos.

Antônio Ferreira de Matos, 22 anos, foi ferido com tiros nas pernas. O outro preso foi identificado como Elton Faccin, que estava dando cobertura aos assaltantes. Os dois foram levados para o Presídio Regional de Chapecó.


DIÁRIO CATARINENSE



Comente aqui
01 mar09:18

Laudos diferentes sobre caso Chiarello geram desconforto

DarciDebona | darci.debona@diario.com.br

As contradições sobre a morte do vereador Marcelino Chiarello estão deixando as autoridades policiais e o Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina em situação constrangedora. A confirmação de um laudo elaborado pelo Instituto Geral de Perícias indicando suicídio, colocou mais lenha na fogueira. Tudo porque esse laudo entrou em contradição com o primeiro laudo elaborado pelo médico legista de Chapecó, Antonio de Marco, apontava para homicídio. Com isso há dois laudos, cada um com conclusão diferente.

Marcelino Chiarello foi encontrado enforcado no quarto de visitas de sua casa no dia 28 de novembro.  Logo no início da tarde o delegado Alex Passos, ligado ao Partido da República, base da atual administração do município, afirmou que a cena era forjada que os indícios eram de homicídio. Uma coletiva com cinco delegados, entre eles Ronaldo Neckel Moretto e Augusto Brandão, reiterou a tese de homicídio.

Depois de três meses as investigações não apontaram suspeitos do possível crime, a perícia não encontrou provas da presença de terceiros no local do crime e a tese de suicídio tomou força.

Isso gerou reações fortes de lideranças do Partido dos Trabalhadores. –É uma fraude- vociferou indignado o deputado federal Pedro Uczai, presidente do partido e um dos possíveis nomes para concorrer a prefeito na cidade. Uczai afirmou que o laudo do suicídio não explica de forma satisfatória o motivo das lesões no nariz, no olho e na cabeça de Chiarello. Também não explica por que o sangue parece ter corrido na horizontal, entre o nariz e a orelha do vereador, quando deveria escorrer na vertical se ele estivesse “pendurado” na hora da morte. –Esse laudo desafia a lei da gravidade- disse Uczai. –Estão brincando com a inteligência do povo- completou a professora Vanda Casagrande, que era amiga e colega de Marcelino na Escola Pedro Maciel.

>> Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

>> Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

A vereador Angela Vitória (PT) disse que perdeu a confiança na polícia e disse que o celular de Chiarello não foi periciado a tempo, pois 30 dias depois as informações do aparelho se apagam. As lideranças do PT solicitaram que o Ministério Público continue as investigações e vão tentar federalizar o caso.

O presidente do diretório municipal do PSD, João Rodrigues, disse que aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar. Ele afirmou que poderá mover ações contra o Partido dos Trabalhadores que tentou relacionar a morte do vereador a denúncias, algumas delas relacionadas à atual administração municipal, que é do PSD. Como pano de fundo da morte do vereador também corre a disputa política na cidade, onde o resultado de sua morte pode ser utilizada combustível na campanha eleitoral.

Uczai nega uso político do caso. O delegado Ronaldo Neckel Moretto disse que nem vai comentar sobre insinuações de que a Polícia não priorizou o caso. -Vou falar na coletiva- disse sobre a entrevista que deve ser marcada para os próximos dias.

O diretor do Instituto Geral de Perícias, Rodrigo Tasso, reconhece que o órgão ficou numa situação difícil, pois há dois laudos com conclusões diferentes. Ele argumenta que algumas situações podem levar a conclusões tanto de suicídio, quando de homicídio. Mas acredita que algum dos peritos se excedeu nas conclusões. Ele afirmou que há um relatório sobre as ligações do celular mas não tinha informações detalhadas.

Uma junta médica composta de três pessoas recebeu ontem o inquérito e deve emitir um parecer até o dia 6 de março, sobre as incompatibilidades entre os laudos.  Mesmo assim o desgaste é inevitável.


5 comentários
28 fev21:42

Caso Chiarello: Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

No mesmo dia em que a morte do vereador Marcelino Chiarello (PT) completou três meses a Polícia Civil recebeu o inquérito de volta da Justiça, ganhou um prazo de mais 15 dias para conclusão e foi alvo de um protesto público.

Cerca de 50 pessoas participaram de um ato em frente à Delegacia Regional de Chapecó, munidas de faixas cobrando o esclarecimento do caso. –É um protesto porque a Polícia Civil não cumpriu seu papel- disse a vereadora Angela Vitória (PT). Ela disse que está perdendo a confiança na investigação, pois no início os delegados afirmavam que se tratava de homicídio e as últimas informações dão conta da tese de suicídio.

>> Delegado responsável pelo caso aguarda publicação da suspensão do sigilo.

Deise Paludo, uma das coordenadoras do Fórum em Defesa da Vida, por Justiça e Democracia, lamentou que o laudo feito pelo perito Antonio De Marco, que apontava homicídio, está sendo questionado. Ela afirmou que um documento foi encaminhado para o delegado responsável pelo caso, Ronaldo Neckel Moretto, questionando o que considera uma mudança de rumo da investigação, falta de respostas convincentes e sonegação de informações para a sociedade.

A professora Vanda Casagrande, que teoricamente foi a última pessoa a falar com Chiarello, não aceita a possibilidade de suicídio. –Ele tinha projetos para a hora seguinte, para o dia seguinte e para a semana seguinte- afirmou. Chiarello teria dito para Vanda que iria aumentar a carga horária na escola Pedro Maciel, onde ambos trabalhavam.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto pegou de volta ontem o inquérito de 650 páginas que estava no Fórum de Chapecó. Ele tem mais 15 dias de prazo para a conclusão dos trabalhos. Apesar da quebra do segredo de justiça no processo, ele não repassou muitas informações. Disse que há dois laudos, um apontando para o homicídio e outro apontando para o suicídio. Complementou dizendo que as provas técnicas do Instituto Geral de Perícias não indicam homicídio.

Por isso ele solicitou uma junta médica do IGP, para analisar as “incongruências” entre os laudos. A Polícia Civil não identificou nenhum suspeito de crime e também não houve nenhuma prisão. Moretto afirmou que o trabalho da polícia é técnico e não se pauta por pressão política ou institucional. Uma coletiva de imprensa deve ser convocada nos próximos dias. Mas é pouco provável que o inquérito tenha um final conclusivo.

Tanto que o Ministério Público já está sendo acionado. Na noite de segunda-feira lideranças do Partido dos Trabalhadores e amigos de Chiarello tiveram uma reunião com promotores de Chapecó para tratar do caso.

De acordo com o promotor Fabiano Baldissarelli o Ministério Público tem interesse de ver o caso esclarecido e vai dar sequência nas investigações. O órgão pode solicitar novas investigações para a Polícia, novas informações para o Instituto Geral de Perícias, solicitar apoio do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado. Lideranças do PT o advogado da família de Chiarello, Sérgio Martins de Quadros, trabalham para tentar federalizar as investigações.


Comente aqui
28 fev10:39

Caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O delegado Ronaldo Neckel Moretto aguarda apenas a comunicação oficial da suspensão do sigilo do inquérito que investiga a morte do vereador Marcelino Chiarello para convocar uma coletiva de imprensa. A decisão do juiz da primeira vara criminal, Jefferson Zanini, foi tomada ainda na semana passada e encaminhada para o Ministério Público. Ontem os promotores da Comarca de Chapecó realizaram uma reunião.


Três meses da morte

O Fórum em Defesa da Vida, por Justiça e Cidadania programou um ato para às 16 horas de hoje em frente à Delegacia Regional de Chapecó.

O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011.

>> Advogado da família de Marcelino Chiarello fala sobre a morte do vereador

>> Três meses depois, continua mistério sobre a morte de Marcelino Chiarello


1 comentário
24 fev18:30

Caso Marcelino Chiarello

Segundo informações publicadas no blog do comentarista político, Moacir Pereira, o diretor do Instituto Geral de Perícias, Rodrigo Tasso, disse que o delegado Ronaldo Neckel Moretto, responsável pelo caso, pediu que comissão de médicos legistas façam uma avaliação do laudo assinado pelo médico legista Antônio De Marco.

>> PT quer Ministério Público investigando caso Chiarello em Chapecó

Na terça-feira, dia 28, completa três meses da morte do vereador.


Comente aqui