Dinheiro

18 jul09:50

Polícia Militar encontra três corpos, armas e malote bancário em Chapecó

[Atualizado 11h13]

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

O disparo de vários tiros em uma casa chamou a atenção dos vizinhos na Rua Dom Carlos Eduardo de Mello, no Bairro Presidente Médici, em Chapecó. No interior, a Polícia Militar encontrou três corpos, duas armas, rádios na frequência policial e cerca de R$ 3.200, além de coletes e um malote bancário vazio.

Quando entraram na casa, os policiais encontraram os corpos de Cassiano Fernando Morais, de 27 anos, e Daniela dos Santos Chagas, 24 anos, ambos no chão da sala. Foram achados R$ 692 com o corpo de Cassiano. Também havia 18 cápsulas de pistola 9mm e .40 espalhadas pelo chão, dois revólveres calibre 38 com o total de 10 munições intactas, dois rádios HTS sintonizados na frequência da PM e o malote verde com a logomarca do Sicoob.

Conforme os dados da PM, Cassiano tinha 17 passagens anteriores por furto, tráfico e posse de drogas. Ele estava em liberdade provisória. Esta era a mais recente tentativa de matá-lo, depois de ele ter sido atingido com três tiros, sendo um no abdômem, um na perna e outro no braço, em 26 de fevereiro.

Enquanto a Polícia Civil e os técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) recolhiam os corpos e realizavam uma perícia preliminar no local quando encontraram um terceiro corpo atrás da cama, em um dos quartos, e dois coletes balísticos.

O homem, identificado nesta quarta-feira como sendo Juliano Francisco Melara, de 25 anos, estava com R$ 2,6 mil no bolso da calça. Ele tinha oito registros de crime, entre eles roubo e furtos. Também havia um mandado de prisão por roubo e extorsão emitido no dia anterior pela Comarca de Xaxim contra ele.

Uma das suspeitas da PM é que o triplo homícidio seja resultado de um acerto de contas entre os três mortos e outros criminosos, uma vez que as armas, o dinheiro e os rádios não foram levados. A Polícia Civil começará a investigar o caso a partir desta quarta-feira.

DIÁRIO CATARINENSE



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13 jul09:33

Greve dos transportadores de valores acaba e caixas serão reabastecidos até sábado de manhã

Os transportadores de valores decidiram encerrar a greve e até sábado todos os caixas eletrônicos estarão reabastecidos. De acordo com o tesoureiro do sindicato da categoria (Sintravasc), Julio Cesar Maranhão, pela manhã desta sexta-feira os carros-forte saem da garagem para atender às agências bancárias.

O trabalho deve ser concluído até o final do dia. Os caixas eletrônicos deverão estar reabastecidos até a manhã de sábado, afirma o dirigente sindical. Julio Cesar considera a greve vitoriosa por ter conseguido ganhos não imaginados.

Como o adicional de 20% aos tesoureiros e chefes de equipe por quebra de caixa. A expressão remete a atividades que lidam diretamente com dinheiro. A Justiça do Trabalho ainda determinou reajuste de 4,88% no julgamento do dissídio coletivo dos transportadores de valores, parados desde 1º de julho.

O valor corresponde ao Índice de Nacional de Preços aos Consumidor (INPC) e será aplicado também ao vale-alimentação. O Tribunal Regional do Trabalho também ordenou o pagamento dos dias parados ao confirmar que o movimento é legal.

A última medida foi a aplicação de uma multa de R$ 4 mil ao sindicato das empresas de transporte de valores por litigância de má-fé. Na prática, significa que foram enviados dados incorretos ao Judiciário.

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12 jul18:01

Termina greve dos trabalhadores no transporte de valores

Na manhã desta sexta-feira, dia 13, os trabalhadores no transporte de valores em Santa Catarina voltam ao trabalho.  A Justiça do Trabalho determinou reajuste de 4,88% no julgamento do dissídio coletivo dos transportadores de valores, parados desde 2 de julho. O valor corresponde ao Índice de Nacional de Preços aos Consumidor (INPC) e será aplicado também ao vale-alimentação. A Justiça ordenou ainda o pagamento dos dias parados ao confirmar que o movimento é legal.

A última medida foi a aplicação de uma multa de R$ 4 mil ao sindicato das empresas de transporte de valores por litigância de má-fé. Na prática, significa que foram enviados dados incorretos ao Judiciário.

Uma das novidades é que o pessoal da escolta armada também será abrangido pela Convenção, fazendo jus ao mesmo piso dos motoristas que conduzem os carros-forte. Outra inovação foi a criação de um adicional de quebra de caixa de 20% sobre o salário, que consiste numa espécie de seguro pago ao trabalhador que lida diretamente com dinheiro. Isso ocorre porque as empresas costumam deduzir, do salário do trabalhador, eventuais diferenças a menor constatadas no movimento diário.

>> Já falta dinheiro nos caixas eletrônicos

A indenização por risco de vida também passa a ser paga ao pessoal de escolta armada, além dos vigilantes de guarita, vigilantes chefe de equipe, vigilantes-motoristas e vigilantes de carro-forte. O percentual continua o mesmo, de 30%. Em relação ao convênio médico, ficam mantidos os termos da convenção firmada no ano passado, ou seja, os trabalhadores deverão arcar com 50% e as empresas com outros 50%, com direito a um dependente.

Os desembargadores também determinaram que as empresas registrem a jornada do trabalho dos empregados ocupantes de função comissionada. Na convenção anterior, elas estavam dispensadas de fazer isso.


Conquista política

Para o advogado do Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores (Sintravasc), que representa os trabalhadores do setor, a categoria obteve uma importante conquista política quanto à questão do pagamento dos dias parados.

- A tendência de nosso TRT, em greves, é não pagar dias parados. Mas nesse caso, os desembargadores constataram a flagrante a intransigência dos patrões, inclusive condenando as empresas à condenação por litigância de má-fé – disse Walter Beirith Freitas.

O desembargador Jorge Luiz Volpato, revisor do dissídio, e a presidente do TRT-SC, Gisele Pereira Alexandrino, conclamaram as partes a buscarem um entendimento nas próximas ocasiões.

- Um acordo construído pelas próprias partes é sempre melhor que uma decisão judicial imposta – lembrou a presidente.

Cabe recurso da decisão do TRT-SC.


Com informações do TRT-SC


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12 jul07:51

Justiça do Trabalho julga nesta quinta o dissídio de greve dos transportadores de valores

A greve dos transportadores de valores está próxima de um final. A Justiça do trabalho marcou para esta quinta-feira o julgamento do dissídio coletivo.

Na quarta-feira, dia 11, a desembargadora do TRT-SC Viviane Colucci, relatora do dissídio coletivo que trata da greve no setor de guarda e transporte de valores em Santa Catarina, decidiu não estabelecer uma frota mínima de carros-forte em circulação.

Ela rejeitou o pedido de liminar feito pelas empresas do setor, que solicitavam a manutenção de 50% dos veículos e do pessoal para a execução do trabalho durante a greve e confirmou a legalidade da paralisação.

A desembargadora disse que, ao contrário do que alegavam as empresas, é que a guarda e o transporte de valores não se enquadram como atividades essenciais. Um segundo argumento utilizado pela magistrada para não conceder a liminar diz respeito à própria natureza dos pedidos urgentes.

As decisões liminares, segundo ela, só devem ser concedidas quando o fato puder causar dano irreparável ou de difícil reparação. Com a impossibilidade do acordo, está confirmado para quinta-feira, às 13h30min, o julgamento do dissídio pela Seção Especializada 1 do Tribunal, que reúne oito desembargadores.


DIÁRIO CATARINENSE

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10 jul16:12

Nova audiência para dar fim a greve dos transportadores de valores é marcada em SC

A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho-SC, Viviane Colucci, marcou uma nova audiência de conciliação entre os empresários e os empregados do setor de transporte de valores de Santa Catarina para esta terça-feira, às 17h, no Tribunal Regional do Trabalho.

O objetivo é tentar fazer empresários e trabalhadores do setor chegarem a um acordo para por fim à greve que já causa transtornos à população que está com dificuldades em encontrar dinheiro para sacar nos caixas eletrônicos do Estado.

Vão participar da audiência, pelo segmento patronal, as empresas autoras do dissídio, além do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Transportes de Valores e Escolta Armada de Santa Catarina (Sindesp). Os trabalhadores serão representados pelo sindicato da categoria, o Sintravasc. A audiência é aberta ao público em geral.


A NOTÍCIA



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10 jul09:40

Greve obriga pessoas a tentar vários bancos antes de conseguir sacar

Felipe Pereira |  felipe.pereira@diario.com.br

Na quinta tentativa a estudante de Economia Letícia Albano finalmente consegue sacar. Um alívio para quem acabara de pendurar a conta no dentista e estava sem dinheiro para pagar o estacionamento.

Ela aproveita e pega dinheiro para a semana toda. Fez bem porque a greve dos trabalhadores de valores continuará pelo menos mais alguns dias. Em audiência realizada na segunda-feira, dia 9,  na Justiça do Trabalho de Itajaí não houve acordo e o Tribunal Regional do Trabalho vai marcar um dissídio coletivo.

Não há data marcada, mas a expectativa é que ocorra ainda nesta semana. O prazo regimental é de 20 dias, mas geralmente a decisão vem antes. De acordo com os grevistas, cerca de 80% dos 1,5 mil funcionários estão parados e a adesão ao movimento é total em Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Chapecó e Itajaí.

Eles querem aumento de 10% vale-refeição, 14,88% nos salários e plano de saúde integral. A diferença para a proposta dos empresário é grande, eles oferecem 4% de reajuste salarial.

Diante do impasse, Letícia defende que pelo menos um contingente mínimo de funcionários mantivesse os serviços. A estudante diz que na sexta-feira passada tentou sacar nos caixas eletrônicos do Banco do Brasil na UFSC. Nada feito. Por isso foi obrigada a cancelar a balada naquela noite. No sábado, só saiu de casa porque os amigos dividiram a conta dela de R$ 25. Ontem, conseguiu dinheiro na agência da Praça XV de Novembro, no Centro, durante a quinta tentativa.


Movimento no comércio cai

Na agência da Tenente Silveira do Banco do Brasil havia um aviso na parede avisando que os caixas estavam desabastecidos. Um funcionário anunciava a lista de onde não havia como sacar e ela era longa. No Bradesco, situado no mesmo endereço, havia dinheiro e muita esperando a vez de sacar.

Na Caixa Econômica da Felipe Schmidt, as pessoas se espremeram, mas ainda assim a fila estava no calçadão. Noeli Gonçalves, 67 anos, tentou sacar duas vezes nesta agência. Meia-hora depois chegou ao caixa eletrônico que estava vazio. Ficou irritada e afirmou que a paciência havia acabado e voltaria para casa.

A situação é ruim para os correntistas e quem tem comércio. Dono de um pastelaria, Juarez Fernandes Filho, se acostumou a servir 400 refeições por dia, mas conforme a greve avança o movimento cai. Ontem, a previsão era fechar em 300.

Também aumentou o uso de cartão de débito e crédito inclusive em pequenos estabelecimentos de bairro. Caso do Mercado Carvoeira, onde a utilização do dinheiro de plástico cresceu 20% de acordo como gerente Alison Fiuza. Ele lembrou que com esta forma de pagamento é preciso pagar uma comissão para a operadora.

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09 jul17:34

Greve continua e caixas seguem sem dinheiro em Santa Catarina

Em audiência realizada agora à tarde, em Itajaí, não houve acordo entre os sindicatos trabalhista e patronal das empresas transportadoras de valores.

Em contato com o tesoureiro da Sintravesc, Júlio Maranhão, ele disse que não houve acordo porque a proposta dos patrões foi mantida. O Sindicato das Empresas de Segurança Privada de Santa Catarina (Sindesp) oferece aumento de 4%, e a classe trabalhista reivindica 14,88% (que é o INPC mais aumento real de 10%), mais o retorno do vale-alimentação nas férias, além de resjuste do valor de 15,90 para 18 reais, e ainda plano de saúde integral.

>> Dicas para driblar a falta de dinheiro e pagar contas

Sem o acordo, os sindicatos encaminham documentação para o Tribunal Regional do Trabalho, em Florianópolis. Segundo o Sintravesc, os trabalhadores só vão voltar ao serviço no momento que for marcado o julgamento deste caso.

A paralisação começou no dia primeiro de julho, e prejudica o abastecimento de cédulas nos caixas eletrônicos que ficam fora das agências bancárias.

Semana passada, o Procon estadual autou 10 bancos que, com a falta de dinheiro, por limitar o saque feito na boca do caixa, o que vai contra o Código de Defesa do Consumidor. Houve filas nas lotéricas, e algumas chegaram a fechar mais cedo. Uma equipe da RBS TV flagrou, inclusive, funcionários de uma empresa transportando malotes com valores em carro comum, o que é proibido.


DIÁRIO CATARINENSE



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09 jul12:50

Dicas para driblar a falta de dinheiro e pagar contas

A falta de cédulas nos bancos está sendo causada pela greve dos transportadores de valores, no entanto os bancos continuam abertos e com serviços funcionando. O pagamento de contas continua sendo processado normalmente nos bancos e meios eletrônicos (autoatendimento, internet e telefone).

O consumidor que se sentir prejudicado pela falta de dinheiro nos terminais deve imprimir um comprovante e, com o papel em mãos, procurar Procon e Banco Central para reclamar seus direitos.

Sem dinheiro nos bancos, consumidores podem recorrer aos correspondentes casas lotéricas (da Caixa) e Correios (do Banco do Brasil). Nos caixas de supermercado é possível pagar algumas faturas com cartão de débito.

No caso de um débito que não possa ser pago com boleto, cheque ou transferência direta entre contas-corrente, especialistas aconselham negociar prorrogação do prazo para pagamento até que o serviço bancário normalize.

O motivo é a greve dos trabalhadores das empresas de transporte de valores. O Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores (Sintravasc) estima que 1,3 mil funcionários estão de braços cruzados em Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Itajaí, Joinville e Chapecó. A paralisação iniciou no dia 2 de julho. Trabalhadores de Tubarão, Joaçaba e Lages, por outro lado, retornaram ao trabalho na quarta-feira, dia 4 de junho.

Nesta segunda-feira acontece uma audiência de conciliação na 2ª Vara de Trabalho em Itajaí. De acordo com a advogada do Sindesp, Thais Pazin, caso os sindicatos não entrem em acordo será encaminhado um dissídio coletivo e a Justiça do Trabalho que irá decidir quais reivindicações, tanto dos empregados, como das empresas serão atendidas.


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06 jul12:41

Já falta dinheiro nos caixas eletrônicos

Juliano Zanotelli e Caroline Passos

juliano.zanotelli@rbsonline.com.br | caroline.passos@diario.com.br

Em pleno período de pagamento dos trabalhadores e beneficiários do INSS, agências e caixas eletrônicos de Santa Catarina estão com falta de cédulas disponíveis para saque.

O dinheiro disponível neste momento já é proveniente de depósito realizado pelos próprios clientes. As cidades de Florianópolis, Criciúma e Chapecó são as mais prejudicadas, onde o último abastecimento nos caixas eletrônicos aconteceu no domingo passado, dia 1º. O problema deve seguir pelo menos até a próxima segunda-feira, dia 9.

O motivo é a greve dos trabalhadores das empresas de transporte de valores. O Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores (Sintravasc) estima que 1,3 mil funcionários estão de braços cruzados em Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Itajaí, Joinville e Chapecó. Trabalhadores de Tubarão, Joaçaba e Lages, por outro lado, retornaram ao trabalho na quarta-feira.

Com a falta de abastecimento de cédulas, algumas agências limitaram os valores máximos de saque ou mesmo retiraram de operação alguns terminais de autoatendimento. Orientadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), várias agências estão tentando minimizar o problema abastecendo guichês de caixa e terminais com os valores depositados pelos próprios clientes.


Responsabilidade é dos bancos, diz órgão de defesa

A Febraban, por nota, afirmou que a responsabilidade pela falta de dinheiro não pode ser imputada aos bancos em função da legislação vigente (Lei 7.102/83), que define que o transporte de numerário só pode ser efetuado por empresas de transporte de valores.

Já o presidente do Instituto de Defesa do Consumidor Bancário (IBDConB), Luciano Duarte Peres, contesta a posição da entidade e ressalta que, mesmo com a greve, a normalidade do serviço é de responsabilidade dos bancos.

— É responsabilidade dos bancos manter os caixas eletrônicos abastecidos. Em casos como este, eles têm a obrigação de dar alternativas aos clientes e orientar da melhor forma para não gerar prejuízos ao consumidor. Os consumidores lesados devem procurar o Procon, Banco Central e até abrir uma demanda no judiciário, dependendo do prejuízo gerado — diz.

A orientação do especialista ao consumidor que não conseguir sacar o dinheiro é que imprima um comprovante de que esteve no local tentando retirar a quantia desejada e, com o papel em mãos, procure os órgãos responsáveis.


Dicas para driblar o desabastecimento

A falta de cédulas nos bancos está sendo causada pela greve dos transportadores de valores, no entanto os bancos continuam abertos e com serviços funcionando. O pagamento de contas continua sendo processado normalmente nos bancos e meios eletrônicos (autoatendimento, internet e telefone).

O consumidor que se sentir prejudicado pela falta de dinheiro nos terminais deve imprimir um comprovante e, com o papel em mãos, procurar Procon e Banco Central para reclamar seus direitos.

Sem dinheiro nos bancos, consumidores podem recorrer aos correspondentes casas lotéricas (da Caixa) e Correios (do Banco do Brasil). Nos caixas de supermercado é possível pagar algumas faturas com cartão de débito.

No caso de um débito que não possa ser pago com boleto, cheque ou transferência direta entre contas-corrente, especialistas aconselham negociar prorrogação do prazo para pagamento até que o serviço bancário normalize.


Fonte: Febraban


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05 jul12:55

Alguns bancos de SC limitam saque em caixas eletrônicos

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Alguns bancos de Santa Catarina limitaram para R$ 300 o valor para saque nos caixas eletrônicos. A medida seria para garantir que não falte dinheiro, ainda mais neste período do mês, quando as pessoas recebem salários e benefícios do INSS.

Em Chapecó, alguns terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal estão fora de operação.

- O nível de dinheiro dentro das agências vai baixando com o passar dos dias – disse o assessor de imprensa da Caixa em Chapecó, Lauro Hennemann. Ele disse ainda que o dinheiro que circula neste momento é proveniente de depósito realizado pelos clientes.

Na Grande Florianópolis um cartaz na entrada das agências da Caixa orienta que clientes realizem transferências de valores e procurem as lotéricas para efetuar saques maiores, pois foi estipulado um limite de saque, no valor de R$ 1 mil por cliente, na boca do caixa. Já o Banco do Brasil reduziu o saque máximo pela metade de R$ 1 mil para R$ 500. Outras instituições do estado também reduziram os valores de saque.

As agências não são abastecidas desde o domingo, dia 1º de julho, porém as empresas estão tomando medidas para que o dinheiro circule nos bancos.

A greve dos trabalhadores em transportes de valores em Santa Catarina iniciou na segunda-feira, dia 2. Segundo o Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc), cerca de 1,3 mil funcionários estão de braços cruzados em Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Itajaí, Joinville e Chapecó. Funcionários de Tubarão, Joaçaba e Lages retornaram ao trabalho na quarta-feira.


Trabalhadores seguem paralisados em frente a empresa em Chapecó.


Ainda na quarta-feira foi realizada uma audiência em Florianópolis, com o Sintravasc e o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Santa Catarina (Sindesp/SC).

O presidente do Sintravasc, Vilson Soares dos Santos, disse que as empresas não apresentaram uma nova proposta e por isso a greve continua.

- Foi oferecido apenas 4% de reajuste, enquanto a nossa reivindicação é um aumento de 14,88%, vale alimentação nas férias e plano de saúde integral – disse. Conforme o sindicato a remuneração inicial dos funcionários é de R$ 1.085,72 em Santa Catarina enquanto no Paraná é de R$ 1.465,78.

Uma audiência de conciliação está marcada para as 14 horas, na segunda-feira, dia 9 de julho na 2ª Vara de Trabalho em Itajaí.

De acordo com a advogada do Sindesp, Thais Pazin, caso os sindicatos não entrem em acordo será encaminhado um dissídio coletivo e a Justiça do Trabalho que irá decidir quais reivindicações, tanto dos empregados, como das empresas serão atendidas.


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