Embarque

02 fev10:05

Primeiro embarque de carne para China

A Coopercentral Aurora, uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes habilitadas a exportar para a China, faz no próximo dia 9 de fevereiro o primeiro embarque de carne suína para aquele país.

O anúncio foi feito pelo presidente Mário Lanznaster, mas a empresa não revelou o valor da primeira transação comercial concretizada.

A primeira remessa é constituída de 120 toneladas (cinco contêineres) de diversos itens de cortes suínos com e sem osso que embarcam nos dias 8 e 9 no porto de Itajaí com dois destinos: uma parte ficará no porto de Shangai e outra parte no porto de Yantian. O transit time (tempo para chegada do navio no destino) é de aproximadamente 37 dias.

- Esse é o primeiro negócio e, gradativamente, serão definidos os itens de melhor aceitação, bem como o padrão de cada corte, de acordo com as orientações de nossos clientes chineses – observou o gerente de comércio exterior Dilvo Casagrande.

Para chegar ao primeiro embarque, a empresa criou ainda em 2011 uma estrutura especial para atender as especificidades do país importador. Uma delas é o sistema de rastreabilidade da produção que tem origem no campo até o produto final a ser exportado.

Um grupo de 35 propriedades rurais do oeste catarinense foi selecionado pela Aurora, homologado pela Cidasc com protocolo de produção aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. Uma fábrica de rações da CooperAuriVerde (cooperativa filiada à Coopercentral Aurora) está processando ração específica para abastecer os plantéis.

Os animais prontos são conduzidos para a unidade industrial de Chapecó (FACH1) onde está programado o “turno dedicado”: em um dia a cada quinzena, o frigorífico abate cerca de 4600 suínos que geram 200 toneladas de produtos embalados, congelados e estocados para o mercado chinês. O abate segregado iniciou em 9 de janeiro. Essa produção é integralmente destinada à China e, conforme evoluírem os negócios, o abate será ampliado para mais dias na quinzena.

Casagranda lembra que a China somente consumia a carne brasileira através das importações via Hong Kong. A partir de 2009 passou a comprar diretamente produtos de frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada, mas exigiu um árduo trabalho de diversos setores da empresa para adequar o processo ao protocolo exigido.

Nesse novo estágio, a China passa a comprar direto do Brasil, que poderá incrementar as vendas, oferecer volumes e cortes mais específicos para a demanda chinesa e entrar no país mais populoso, com renda emergente, que prevê aumentar o consumo de carne nas próximas décadas.


Frango

A Aurora já exporta frango para o mercado chinês: em 2009 as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre os dois países, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras a exportar para aquele mercado.

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente as agroindústrias no Brasil, e a Aurora foi classificada para exportação de carne suína diretamente à China continental através do SIF 3548 que identifica o FACH1 (Frigorífico Aurora Chapecó).


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18 jan09:48

Com negócios à vista, Coopercentral inicia abate para o mercado chinês

A Coopercentral Aurora (Aurora Alimentos) – uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes habilitadas a exportar para a China – inicia em fevereiro os embarques de carne suína. Por conta disso, iniciou neste mês o abate de suínos e o processamento de carnes para o mercado chinês.

O vice-presidente Neivor Canton informa que a empresa criou uma estrutura especial para atender as especificidades do país importador. Uma delas é o sistema de rastreabilidade da produção que tem origem no campo até o produto final a ser exportado.

Um grupo de 33 propriedades rurais do oeste catarinense foi selecionado pela Aurora, homologado pela Cidasc com protocolo de produção aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. Uma fábrica de rações da CooperAuriVerde (cooperativa filiada à Coopercentral Aurora) está processando ração específica para abastecer os plantéis.

Os animais prontos são conduzidos para a unidade industrial de Chapecó (FACH1) onde está programado o “turno dedicado”: em um dia a cada quinzena, o frigorífico abate cerca de 4.600 suínos que geram 200 toneladas de produtos embalados, congelados e estocados para o mercado chinês.

A assessora técnica de produção e médica veterinária Eliana Bodanese explica que essa produção é integralmente destinada à China e, conforme evoluírem os negócios, o abate segregado será ampliado para mais dias na quinzena.

O gerente de mercado internacional Dilvo Casagranda lembra que a China somente consumia a carne brasileira através das importações via Hong Kong. A partir de 2009 passou a comprar diretamente produtos de frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada, mas exigiu um árduo trabalho de diversos setores da empresa para adequar o processo ao protocolo exigido.

Nesse novo estágio, a China passa a comprar direto do Brasil, que poderá incrementar as vendas, oferecer volumes e cortes mais específicos para a demanda chinesa e entrar no país mais populoso, com renda emergente, que prevê aumentar o consumo de carne nas próximas décadas.


Memória

A Aurora exporta frango para a China desde 2009. Nesse ano, as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre o Brasil e China, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras a exportar para aquele mercado.

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente as agroindústrias no Brasil e a Aurora foi classificada para exportação de carne suína diretamente à China continental através do SIF 3548 que identifica o FACH1 (Frigorífico Aurora Chapecó).


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