Emergência

04 set16:54

33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Dos 152 municípios catarinenses que encaminharam decreto de situação de emergência devido à estiagem, 48 solicitaram prorrogação por mais 90 dias e 33 estão vigentes.

Segundo a Defesa Civil do Estado 826.815 mil pessoas foram afetadas com a estiagem, que durou cerca de setes meses em Santa Catarina. Conforme avaliação de danos da Defesa, os prejuízos na agricultura e pecuária passaram de R$ 728.292 milhões.




Rios em Belmonte, no Extremo-Oeste, estavam com nível baixo em janeiro deste ano. (12/01/2012)



Agosto seco no Oeste

Chapecó nunca registrou um mês de agosto tão seco quanto o de 2012. Além do calor acima do normal foram registrados apenas 2,3 milímetros de chuva, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros.

A estiagem já prejudica a agricultura no Oeste, que responde por 37% do valor bruto da agropecuária catarinense. A situação, que se estende desde novembro de 2011, é preocupante e pode comprometer a economia da região.

De acordo com o gerente da Epagri em Chapecó, Ivan Baldissera, a estiagem afeta a cultura de trigo, as pastagens de inverno, do milho e a produção leiteira.

- O milho começaria a ser plantado nos próximos dias, mas a orientação é que os produtores não façam, pois o solo está praticamente seco – disse Baldissera.


Chuva só depois do dia 15

A primeira semana de setembro vai se configurando mais seca do que o normal no estado. De acordo com o levantamento feito pela Epagri/Ciram,órgão que monitora as condições meteorológicas de Santa Catarina, os volumes de chuva devem ficar próximo da média climatológica até o final do mês.

Na região Oeste a chuva está prevista somente para depois do dia 15 de setembro.

- O mesmo bloqueio atmosférico que favoreceu o predomínio de uma massa de ar seco no estado no mês de agosto persiste sobre a região na primeira quinzena do mês – disse o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski.



Municípios com decreto de estiagem vigente

Água Doce

Agrolândia

Alto Bela Vista

Armazém

Arroio Trinta

Balneário Gaivota

Brunópolis

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Criciúma

Erval Velho

Herval D’Oeste

Ibicaré

Içara

Joaçaba

Lacerdópolis

Luzerna

Macieira

Maracajá

Meleiro

Palmitos

Rio das Antas

Salto Veloso

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

São João do Sul

Sombrio

Timbé do Sul

Turvo

Vargem

Videira


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31 jul10:37

Cinco casas ameaçam desabar e Piratuba decreta situação de emergência

Daisy Trombetta | daisy.trombetta@diario.com.br

Por risco de desmoronamento de terra, cinco casas foram interditadas em Piratuba, no Meio-Oeste. As famílias tiveram que deixar os locais durante o final de semana e estão na casa de parentes. A quantidade de chuva que cai sobre a região aumenta o risco e a cidade decretou situação de emergência.

A desocupação das casas ocorreu depois que as estruturas começaram a apresentar rachaduras. A terra também cedeu e há uma grande fissura na rua que passa em frente às casas. O tráfego de veículos está impedido no local.

A causa do problema ainda está sendo investigada, mas a suspeita é de que uma escavação que fica nos fundos das casas tenha provocado as rachaduras. No local, seria construída uma creche municipal, mas a obra também está interditada.

Mesmo sem o laudo final, a prefeitura decretou situação de emergência ontem, já que o problema está sendo agravado pelos altos volumes de chuva dos últimos dias. Somente alguns moradores puderam retirar os pertences das casas.

Conforme o presidente da Comissão Municipal da Defesa Civil de Piratuba, Fábio Matzenbacher, o órgão está acompanhando a situação e, além das cinco casas interditadas, outras duas permanecem em observação devido aos riscos de desabamento.

Ele salienta que um geólogo já esteve no local para avaliar o problema e determinou a desocupação imediata das áreas, principalmente diante da previsão de mais chuva para os próximos dias.

— Vamos aguardar o laudo e continuar observado os locais. As famílias já deixaram as casas e é difícil apontar a causa somente com levantamento preliminar — diz.


Problema é antigo

Embora não tenham causado danos, outras rachaduras já haviam aparecido no local no ano passado. Na época, um laudo de geólogos contratados pela prefeitura atestou que não haveria risco de desmoronamento.

O policial militar Claércio Huf mora no local há quatro anos e disse que, desta vez, notou as primeiras fissuras no sábado, quando resolveu deixar a casa por questão de segurança. Ele e a esposa saíram apenas com as roupas e alguns pertences pessoais. Alguns móveis puderam ser retirados de casa na tarde de ontem.

— Estamos aguardando um parecer, mas não tenho mais segurança para morar aqui. Pretendo procurar outro local para morar — afirma.


DIÁRIO CATARINENSE



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10 jul09:50

Suinocultores entregaram reivindicação em Concórdia

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Representantes da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos realizaram na segunda-feira, dia 9 de julho, uma reunião com o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, em Concórdia, para discutir a crise da suinocultura. Nesta terça-feira haverá um novo encontro às 10 horas, em Braço do Norte. Entre as reivindicações para o governo do estado estão a isenção do ICMS, aumento do consumo de carne suína nos programas governamentais e construção de silos para depositar milho.

Rodrigues disse que o governo já está atendendo algumas das medidas dos produtores e vai apoiar a categoria na mobilização do dia 12, em Brasília, quando haverá uma audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. Os produtores querem garantia de preço mínimo, renegociação de dívidas, financiamentos novos e subsídio no transporte do milho.

Mais seis municípios decretaram situação de emergência: Bom Jesus, Entre Rios, Faxinal dos Guedes, Ipuaçu, Ouro Verde e Vargeão. Com isso pelo menos 19 cidades já fizeram o decreto


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10 jul08:28

Suinocultores entregam reivindicação

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Representantes da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos realizaram ontem uma reunião com o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, em Concórdia, para discutir a crise da suinocultura. Hoje haverá um novo encontro às 10 horas, em Braço do Norte. Entre as reivindicações para o governo do estado estão a isenção do ICMS, aumento do consumo de carne suína nos programas governamentais e construção de silos para depositar milho.

Rodrigues disse que o governo já está atendendo algumas das medidas dos produtores e vai apoiar a categoria na mobilização do dia 12, em Brasília, quando haverá uma audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. Os produtores querem garantia de preço mínimo, renegociação de dívidas, financiamentos novos e subsídio no transporte do milho.

Mais seis municípios decretaram situação de emergência: Bom Jesus, Entre Rios, Faxinal dos Guedes, Ipuaçu, Ouro Verde e Vargeão. Com isso pelo menos 19 cidades já fizeram o decreto.


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06 jul08:17

Suinocultores fazem ato em São Miguel do Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os suinocultores realizaram nesta quinta-feira um ato em São Miguel do Oeste para chamar a atenção das autoridades para a crise do setor, que está acumulando prejuízos. O prefeito de Guaraciaba, Ademir Zimermann, decretou situação de emergência em apoio à categoria. Já são pelo menos 14 municípios que tomaram a medida. Guaraciaba tem 75 famílias que trabalham com a atividade, com um plantel de 45 mil animais e movimento econômico de R$ 30 milhões por ano.

Durante o ato foi retirado um documento de reivindicações, como subsídio para a compra de milho, garantia do preço mínimo de custo de R$ 2,57 e renegociação das dívidas.

Na próxima segunda-feira haverá uma reunião em Concórdia, no auditório da Associação Catrinense dos Criadores de Suínos, às 10 horas, com o secretário de Agricultura, João Rodrigues. No dia 12 uma comitiva com cerca de 100 pessoas de Santa Catarina vai à Brasília para pressionar o Ministério da Agricultura a anunciar medidas de apoio ao setor.


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04 jul08:01

Crise da suinocultura afeta comércio no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise na suinocultura já está afetando a economia dos municípios do Alto Uruguai Catarinense, onde á uma das principais atividades. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Xavantina, Dirceu Casarotto, estima em 50% a queda no movimento em relação ao ano passado.

– Até o dinheiro do leite sumiu para tapar os furos do porco- comentou.

Balduíno Tonatto, dono de uma loja de confecções, afirma que o movimento caiu 30% de R$ 11 mil a R$ 12 mil para R$ 7,5 mil. Além disso, tem entre 70 e 80 clientes com dívidas. –Já suspendi as compras- afirmou.

Na loja de material esportivo de Dilceu Seghetto, já são R$ 15 mil em dívida de clientes, praticamente todos relacionados com a suinocultura.

Márcio Foralosso disse que a queda nas vendas caiu 40%.

Na agropecuária onde trabalha Dalvan Spagnol parte da mercadoria está sendo paga em suínos vivos. E na agropecuária de Márcio Foralosso a queda na venda de produtos da suinocultura caiu 40% e as dívidas dos clientes já superam R$ 300 mil.

– Estamos nos atolando junto com eles- constatou Foralosso.

O secretário de Agricultura Leonir Caus estima que mais de 200 produtores desistiram da atividade nos últimos cinco anos, somente no município. Restam pouco mais de 400 dos 650 criadores. –Se a crise continuar vão sobrar só uns 200- afirmou disse o secretário.

Até sua família está fechando uma das duas granjas. Das 300 matrizes devem sobrar apenas 115. O sobrinho Welinton Caus pretendia cursar um Colégio Agrícola e seguir na suinocultura. Agora desistiu e deve ir para a cidade. –Sem renda não dá, vou tentar eletromecânica ou Educação Física- declarou.

Diante dessas perdas os municípios estão decretando situação de emergência. Ontem três municípios do Alto Uruguai Catarinense, Irani, Presidente Castelo Branco e Alto Bela Vista decretaram situação de emergência. Já são 13 no Estado. De acordo com o prefeito de Alto Bela Vista e presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense, Sérgio Luiz Schmitz, as perdas na arrecadação do seu município, que devem refletir nos próximos dois anos, já passa dos R$ 2 milhões. Isso representa dois meses de arrecadação do município. A recomendação é que outras cidades também decretem emergência.

A Associação dos Municípios do Extremo Oeste Catarinense também convocou os 19 prefeitos para um ato na quinta-feira, às 14 horas, na praça Walmir Botaro Daniel. De acordo com a secretária executiva da Associação, Sandra Franco, alguns prefeitos devem assinar o decreto durante o ato.

O secretário de Administração de São João do Oeste, Wilson Weber, disse que o município vai assinar o decreto. No Meio-Oeste o prefeito de Videira, Wilmar Carelli, também vai decretar situação de emergência hoje.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que até o final de semana já devem somar 50 decretos. O objetivo é pressionar as autoridades para tomar medidas de apoio ao setor. O preço base do suíno está em R$ 1,90 por quilo, contra um custo de R$ 2,57. No dia 12 de julho está previsto um ato e uma reunião com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, em Brasília.


Ministério anuncia que Argentina vai retomar compras

O ministério da Agricultura do Brasil anunciou no final da manhã de ontem que as exportações de carne suína para o país vizinho está liberada. No início do ano a Argentina tomou medidas de restrição de alguns produtos brasileiros, o que ajudou a agravar a crise da suinocultura. De acordo com o ministro Mendes Ribeiro Filho foram realizados vários encontros com lideranças do governo vizinho para recuperar esse mercado. A expectativa é que sejam exportados um volume similar às 27 mil toneladas vendidas no segundo semestre do ano passado.

A medida é considerada boa pelas lideranças de Santa Catarina mas insuficiente para amenizar a crise do setor. Os suinocultores querem subsídio no transporte de milho do Centro Oeste para Santa Catarina, renegociação das dívidas e um preço mínimo. –Queremos que o governo banque a diferença de 67 centavos entre o custo e valor de mercado- explicou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, informou que o Governo do Estado deve incrementar em 15 a 20 toneladas o consumo de carne suína na merenda escolar, hospitais e presídios.

Além disso foi articulada uma ação com a Associação Brasileiras dos Restaurantes, para incrementar os pratos à base suína, e outra ação com a Associação Catarinense dos Supermercados (Acats), para fazer promoção do produto.

Rodrigues marcou ainda duas reuniões, segunda-feira, às 10 horas, em Concórdia, e na terça-feira, às 10 horas, em Braço do Norte. O objetivo é verificar a demanda dos suinocultores para levar ao ministro Mendes Ribeiro, no dia 12, quando uma comitiva catarinense vai à Brasília.


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29 jun17:19

Sete municípios decretam situação de emergência devido a crise na suinocultura em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Nas últimas duas semanas, sete municípios decretaram situação de emergência devido a crise na suinocultura. Braço do Norte, Seara, Xavantina, Grão Pará, Arroio Trinta, São Ludgero e Salto Veloso encaminharam o decreto. Outros municípios, como Concórdia e Lindóia do Sul, estudam a mesma medida.

Os decretos precisam ser reconhecidos pela Defesa Civil, mas o objetivo é dar apoio aos produtores, pois as perdas do setor impactam também na economia destes municípios, com reflexo no comércio e na arrecadação.

– O primeiro impacto é no social, mas depois começa a influenciar na arrecadação – afirmou o secretário de Agricultura de Seara, Fred Müller.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, informou somente neste ano 240 produtores desistiram da atividade.

Os suinocultores pedem ao governo federal a renegociação de dívida e finaciamento de R$ 500 por matriz para manter os plantéis.


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28 jun14:32

Chega a 152 o número de municípios em situação de emergência em SC

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Com o decreto de São Ludgero, subiu para 152 o número de municípios em situação de emergência, devido à estiagem, em Santa Catarina.

Segundo a com a Defesa Civil do Estado chega a 826.815 mil o número de pessoas afetadas. Conforme avaliação de danos da Defesa de 142 municípios, dos 152 afetados, os prejuízos na agricultura e pecuária chegam a R$ 728.292 milhões.


152 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Abdon Batista

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Armazém

Anchieta

Anita Garibaldi

Atalanta

Araranguá

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bocaina do Sul

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Braço do Norte

Brunópolis

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Correia Pinto

Criciúma

Cunha Porã

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Ermo

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Forquilhinha

Fraiburgo

Frei Rogério

Galvão

Grão Pará

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibiam

Ibicaré

Içara

Imbuia

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itá

Itapiranga

Ituporanga

Jaborá

Jacinto Machado

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Alta

Ponte Serrada

Praia Grande

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Rio das Antas

Rio do Campo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Ludgero

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Siderópolis

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Timbé do Sul

Treze Tílias

Tunápolis

Turvo

União do Oeste

Urupema

Vargeão

Vargem

Vargem Bonita

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada do dia 28 de junho de 2012, pela Defesa Civil.


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24 jun18:00

Suinocultura em emergência em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A suinocultura está literalmente em emergência em Santa Catarina devido à crise do setor. O município de Braço do Norte decretou situação de emergência para que os produtores do município possam ter acesso a algumas políticas públicas e assim amenizar a crise do setor, que já amarga cerca de um bilhão de reais em perdas nos últimos 18 meses, segundo cálculos da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

A avaliação é calculada com base num abate mensal próximo de um milhão de cabeças, com perda de R$ 41 a 58 para cada suíno de 100 quilos. O motivo é que o preço base do quilo do porco está em R$ 1,90, para um custo de produção de R$ 2,57, calculado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Embrapa).

O secretário de Agricultura de Braço do Norte, Adir Engel, disse que o decreto de emergência permite que os produtores acessem aos leilões de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a preço de R$ 21 a saca de 60 quilos. Se fossem comprar no mercado normal, eles pagariam cerca de R$ 26 a saca. Ele afirmou que os municípios em emergência por causa da estiagem já tinham esse benefício. Como Braço do Norte não teve problema por causa da estiagem, acabou encaminhando um decreto só agora. No entanto o documento ainda necessita de avaliação e homologação da Defesa Civil.

Em Braço do Norte são 200 criadores que tem 27 mil fêmeas reprodutoras que produzem 15 mil suínos gordos e 12 mil leitões por ano. Engel afirmou que 15 suinocultores já desistiram da atividade e outros 30 estão com intenção de parar.

O presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, disse que no Estado cerca de 240 associados já abandoaram a suinocultura. Na quarta-feira haverá uma reunião no Ministério da Agricultura, às 16 horas, com o ministro Mendes Ribeiro Filho, para discutir políticas de apoio ao setor. Ele afirmou que é importante o apoio do governo para manter a atividade na região.

Lorenzi afirmou que há um excedente de 100 mil toneladas no mercado, o que pressiona os preços para baixo. As restrições de importação para a Argentina agravaram a crise.

O vice-presidente do setor de agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Mário Lanznaster, informou que há risco de fechamento de pequenos frigoríficos devido à crise e ao alto custo de produção. Ele citou que Santa Catarina precisa trazer de outros estados cerca de dois milhões de toneladas de milho por ano.

Na avaliação do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) Enori Barbieri, os produtores estão pagando o alto custo de produção. O farelo de soja, por exemplo, quase dobrou de preço, passando de R$ 600 a tonelada para R$ 1,1 mil a tonelada. Barbieri disse que somente quem está integrado com as indústrias consegue diluir os custos agregando valor nos produtos. Ele está otimista com a possibilidade de abertura do mercado japonês até o final do ano.


Reivindicações dos suinocultores

- Criação de Políticas Públicas de Garantia de Preços Mínimos

- Renegociação das dívidas

- Ampliação para os suinocultores do Programa de Escoamento de Produção, que subsidia em R$ 8 o escoamento da safra do Centro Oeste para os portos. A proposta é dar esse mesmo subsídio para transportar o milho até os criadores, o que baratearia o custo.

- Programa de financiamento para retenção de matrizes no valor de R$ 500 por fêmea reprodutora, com um ano de carência e prazo de três anos para pagar, com juros de 5% ao ano.



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04 jun08:55

Vendaval destelha 50 casas no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Uma semana depois de sofrer um temporal de granizo o município de Campo Erê foi atingido por um temporal que destelhou 50 casas. No Bairro São Cristóvão três casas tiveram queda até de paredes. As famílias tiveram que se abrigar na casa de familiares ou parentes Na linha Santa Lúcia, interior do município, um aposentado também teve a casa destruída e teve que procurar abrigo num vizinho.

-Foi um vento muito forte, a gente não tem confirmação científica mas foi tipo um tornado- avaliou o coordenador da Defesa Civil do Município, Edson de Melo. Na área urbana além do São Cristóvão foram atingidos os bairros Jardim Esperança e Industrial.

Ele destacou que a força do vento oscilou e o estrago foi maior nas casas de construção mais precária. No interior houve destelhamento de galpões, estrebarias e pocilgas.

Dezenas de árvores caíram e outras foram arrancadas com raiz e tudo. Até as antenas de internet e de televisão foram pro chão. –Estou sem internet e sinal de tevê- afirmou o empresário Jandir Sabedot, que registrou os estragos por fotografia. –O vento pegou uma parte da cidade e foi levando tudo- completou.

>> Fotos do Vendaval que destelhou 50 casas em Campo Erê

De acordo com os Bombeiros da cidade o temporal começou por volta das 3 horas. O vendaval durou cerca de 15 minutos. Mas a chuva, que atingiu 100 milímetros o equivalente a metade da média de um mês, foi até às 6 horas da manhã.

Bombeiros e Defesa Civil e outros órgãos do município auxiliaram no atendimento à população. Foram distribuídos oito rolos de lona com 100 metros de comprimento e oito metros de largura cada.

Não houve registro de mortes e feridos no temporal. No entanto algumas pessoas tiveram ferimentos leves tentando arrumar os telhados. A Defesa Civil informou que o município já estava em situação de Emergência devido ao granizo.

Um levantamento das perdas será feito hoje e encaminhado para a Defesa Civil do Estado para tentar auxílio às famílias atingidas.


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