Emergência

11 jan13:31

Açude seca e animais perdem 20% do peso

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de chuva está preocupando o produtor Claudir Castagna, que tem uma propriedade rural no distrito de Alto da Serra, no interior de Chapecó. Um açude já secou e outro está com menos de 10% da água. Ainda há outro reservatório com metade da capacidade, mas a água já não é de boa qualidade.

- Os animais já perderam 20% do peso- calculou Castagna, que tem 100 bovinos de corte.


Claudir Castagna no local onde, em época normal, tem água no açude.


O pasto está secando e a produção de leite, que era de 450 litros por dia, também caiu na mesma proporção. A produção de milho caiu pela metade. Com isso o produtor terá que gastar mais com ração, para complementar a alimentação.

>> Governo de Santa Catarina destina R$ 1,370 milhão para municípios atingidos pela estiagem

A conta de luz já dobrou, de R$ 800 para R$ 1,5 mil, pois ele tem que bombear 30 mil litros por dia de um poço artesiano, que perfurou há seis meses. Ele investiu R$ 45 mil para não ficar sem água como em outras estiagens. Graças ao investimento ele mantém a criação de perus e suínos.


70  Cidades em situação de emergência

Abelardo Luz
Águas de Chapecó
Águas Frias
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Bandeirante
Belmonte
Bom Jesus
Bom Jesus do Oeste
Caibi
Campo Erê
Caxambu do Sul
Chapecó
Coronel Freitas
Coronel Martins
Cunhataí
Cunha Porã
Descanso
Dionísio Cerqueira
Entre Rios
Faxinal dos Guedes
Formosa do Sul
Flor do Sertão
Galvão
Guaraciaba
Guarujá do Sul
Guatambu
Ipuaçu
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Irati
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Jardinópolis
Jupiá
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Nova Itaberaba
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Palma Sola
Palmitos
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Passos Maia
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Romelândia
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Santa Terezinha do Progresso
Santiago do Sul
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São Carlos
São Domingos
São José do Cedro
São Miguel da Boa Vista
São Miguel do Oeste
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Tunapólis
União do Oeste
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Xanxerê
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10 jan14:26

Estimativas de perdas sobem para R$ 440 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina decretou ontem situação de emergência nos 64 municípios que já encaminharam relatórios de perdas devido à estiagem. Outros três municípios já decretaram, mas ainda não encaminharam a documentação. De acordo com o secretário de Agricultura, Airton Spies, o decreto permitirá agilizar a contratação de serviços e a liberação de recursos. Spies disse que ontem foi atualizado o cálculo das perdas e elas já atingem R$ 440 milhões. Cerca de metade desse valor é na lavoura de milho, que tem perda de aproximadamente 10% no estado, o que representa algo em torno de 400 mil toneladas.

Em virtude do aumento do número de municípios em situação de emergência o Governo do Estado também aumentou o repasse de recursos, que era de R$ 1,25 milhão na sexta-feira passada, para R$ 1,357 milhão. O dinheiro é destinado às Secretarias de Desenvolvimento Regional, que faz o convênio com os municípios. Ontem a presidente Dilma Roussef fez uma reunião ministerial em que ainda não anunciou recursos para Santa Catarina, mas determinou à Casa Civil um pacote de combate à seca.

>> Chega a 67 número de municípios em situação de emergência devido à estiagem em SC

Spies entende que há necessidade de renegociação das dívidas, crédito emergencial para plantio de safrinha, verba para equipamentos de transporte de água, facilitação de acesso ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) e recursos para obras de captação, armazenamento e irrigação. Na quarta-feira representantes do Governo do Estado estarão em Brasília para negociar recursos.

Na avaliação do coordenador da Federação dos Agricultures da Agricultura Familiar de Santa Catarina, Alexandre Bergamin, há necessidade de aporte maior de recursos.

Ele entende que tanto o Governo Federal quanto o Estadual devem investir mais na construção de cisternas. Mas o mais urgente é o apoio na distribuição de água e a renegociação das dívidas.



Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, teve uma quebra de 70% na produção de melancia.



Agricultores como Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, praticamente ficaram sem renda. Ele plantou cinco hectares de melancia onde esperava colher 100 mil quilos e tirar cerca de R$ 45 mil vendendo a R$ 0,45 ao quilo. Mas a falta de chuva provocou uma quebra de 70%. As melancias que eram para pesar 15 quilos ficaram apenas com metade do peso e bem feias. Ele recolheu as melhores e espera vendê-las a R$ 0,10 por quilo para tirar os R$ 12 mil de despesas. -Dá dó de deixar na roça- disse. Nos cinco hectares de milho, a quebra será de 60%.



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09 jan15:33

Sobe para 67 o número de cidades em situação de emergência

[Atualizado 17h14]

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca divulga informações dos levantamentos feitos pelos técnicos da Epagri e secretarias de agricultura municipais. Nos 22 municípios que integram as Secretarias de Desenvolvimento Regional de Maravilha e Palmitos, as perdas nas culturas de milho, fumo, feijão, soja e leite chegam a R$ 94 milhões. O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, explica que as perdas são maiores ainda nos municípios do extremo-oeste, o que eleva as estimativas de perdas totais no campo em Santa Catarina para mais de R$ 400 milhões. Esse montante inclui estimativas de perdas para todas as culturas e criações agropecuárias e ainda não é definitivo, pois a estiagem vem se agravando.

Spies esclarece que na última semana, o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (CEPA) havia divulgado que os prejuízos com as estiagem estavam estimados em R$ 166 milhões, porém esse montante se referia apenas a quatro produtos agrícolas – milho, feijão, soja e leite. – Esses números não refletiam os prejuízos de toda a agropecuária catarinense, pois diversas outras atividades econômicas também vêm sofrendo perdas, como a pecuária de corte, fruticultura, hortaliças, piscicultura de água doce, fumo e agroindústrias familiares que têm redução de disponibilidade de matérias primas – afirma o secretário adjunto.

De acordo com relatórios da Defesa Civil de Santa Catarina, o número de municípios que decretaram estado de emergência por causa da estiagem também aumentou de 34 no início da semana passada para 56, na sexta-feira, daí 06. Nesta segunda os números de municípios afetados já chegam a 67, com mais de 407 mil pessoas atingidas. O município de Palmitos também assinou o decreto, porém a documentação ainda não chegou na Defesa Civil do Estado.

Na última sexta-feira, dia 06, o governo estadual anunciou a liberação de R$ 1,25 milhões que será destinado aos municípios em estado de emergência, para apoiar no transporte de água, contratação de serviços de máquinas para silagem, alimentação do gado e perfuração de poços artesianos.

A Secretaria de Agricultura e da Pesca, a Defesa Civil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orientam os produtores rurais em relação ao combate à seca, aos programas do governo e a prazos e documentos para obtenção de auxílio. Os técnicos informaram que será analisada também a possibilidade de renegociação de dívidas e aumento do limite de endividamento dos agricultores.


>> Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela estiagem no Sul


67 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bandeirante

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xaxim


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios. Dados do relatório das 17h da Defesa Civil, da segunda-feira, 09/01.


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03 jan20:38

SC já tem 346 mil pessoas em áreas de emergência devido à estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

Santa Catarina já tem 346 mil pessoas prejudicadas pela estiagem segundo levantamento da Defesa Civil do Estado. Isso somando informações de 31 municípios. Outros seis, que estão na lista de 37 municípios em situação de emergência segundo a Defesa Civil, não informaram a população atingida (ver box). Segundo dados do IBGE, esses seis municípios somam 56,7 mil habitantes. Outros quatro, com população de 24,3 mil pessoas, ainda não encaminharam a documentação para a Defesa Civil. Segundo levantamento do Diário Catarinense e do Clicrbschapecó, em contato com as prefeituras do Oeste, já são 41 municípios em emergência, o que somaria uma população de 427 mil pessoas.

Os aposentados João Foletto e Ernesta Foletto, que moram na linha Marcon, interior de Chapecó, convivem com a falta de água há quase um mês.

–Estamos economizando o que dá para não ficarmos sem- disse João, de 78 anos.

Ele mostra poço que baixou cerca de dois metros. Com uma taquara mede o que resta de água, que dá cerca de meio metro. E este volume some logo se ele ligar a bomba que leva água para o reservatório da casa.

– Dá pra ligar só um instante e tem que desligar, senão queima o motor- explicou.

Sua mulher, Ernesta, usa apenas o mínimo para conseguir lavar a roupa. E ainda guarda o que sobra no tanque para casos de necessidade.

Até os animais estão em clima de “racionamento”. Um açude que abastecia 20 bovinos secou. Eles são obrigados a encontrar água em algumas poças de um riacho. Para os porcos e galinhas, ele leva água de balde.

A situação de Foletto é comum na linha Marcon. Vilamir Sobiz calcula que resta apenas 25% do volume de água no seu açude. Dela dependem 10 bovinos e alguns peixes, que devem ser retirados em breve para não morrerem.

No poço de água restam apenas 30 a 40 centímetros, 1,50 metros a menos que o normal. Sobiz disse que pode ficar sem água nos próximos dias quando as aves que tem na propriedade crescerem a começaram a consumir mais.

–Vou precisar de ajuda da prefeitura-disse. O município já está abastecendo cerca de 100 famílias com caminhões-pipa.


41 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Chapecó

Coronel Freitas

Cunhataí

Cunha Porã

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Maravilha*

Jardinópolis

Marema

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil*

União do Oeste


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.



*Colaborou Juliano Zanotelli



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29 dez16:39

Prefeitura de Chapecó pode decretar situação de emergência, devido a estiagem

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A maior cidade da região Oeste também sofre com a falta de chuva. O município que teve rodízio de água nos bairros pode decretar situação de emergência devido a estiagem.

Nesta tarde o Prefeito José Caramori se reúne com técnicos da secretaria municipal da agricultura e Defesa Civil para analisar os dados levantados no interior e definir se decreta ou não situação de emergência.

Pelo menos 12 comunidades do interior estão recebendo água de dois caminhões pipa da prefeitura. – Em alguns locais foram construídas redes de águas que amenizaram a situação nas propriedades – comentou o secretário municipal de agricultura Ricardo Lunardi.

Uma coletiva está marcada para as 10h desta sexta-feira no gabinete do prefeito.


Rodízio nos bairros

O rodízio nos bairros de Chapecó foi cancelado na segunda-feira. – Depois que foi instalada a Estação de Tratamento, que libera 30 litros de água por segundo, a situação do abastecimento na cidade amenizou – disse o superintendente regional da Casan Ésio Bordignon.


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28 dez17:56

20 cidades em situação de emergência, devido a estiagem no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Sobe para 20 o número de cidades em situação de emergência devido a estiagem que afeta a região Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. Entre os 20 municípios, apenas 8 tiveram o decreto homologado pela Defesa Civil Estadual até o fim da tarde desta quarta-feira. O órgão ainda não recebeu a documentação das outras 12 cidades.

Há mais de 40 dias não é registrada uma chuva representativa na região. E a previsão do tempo para os próximos dias no Oeste não é das melhores. Segundo o metereologista da Central RBS, Leandro Puchalski, a chance de chuva existe, mas de maneira isolada e em poucas cidades da região.

Em Ponte Serrada, o rio que abastece a cidade está 80 centímetros abaixo do normal. Mesmo assim, não faltou água nos reservatórios da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Porém, um caminhão pipa teve de fazer o abastecimento em comunidades do interior.

A chuva da noite de terça-feira amenizou a situação do abastecimento, mas não aliviou os prejuízos nas lavouras de milho e soja. Segundo o prefeito do município, Antoninho Rossi, as perdas passam dos 30% nas lavouras de milho, e de 15% na soja. A produção leiteira teve uma redução de 25%.

Os danos foram apresentados no formulário de avaliação de danos e pelo croqui da área afetada e encaminhados para a Defesa Civil Estadual.

Uma reunião esta marcada para a terça-feira, dia 3 de janeiro, na Sede da Defesa Civil, em Florianópolis. Segundo o gerente de prevenção da Defesa Civil, Major Emerson Emerin no encontro vão ser discutidas quais providências serão tomadas.

Participam da reunião a Defesa Civil Estadual, Secretaria de Agricultura, Ciram, Cidasc, Epagri, Casan, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Corpo de Bombeiros e Fatma.

Nova Itaberaba

O município deve decretar nesta quinta-feira situação de emergência. Segundo o secretário de administração, Antoninho Bedin a falta de chuva tem afetado o abastecimento de água na cidade e também no interior.

— As pastagens estão escassas e já prejudicam a produção leiteira do município — disse Bedin.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas*

Guaraciaba*

Guarujá do Sul*

Ipuaçu*

Iraceminha

Marema*

Ouro Verde

Palmitos

Passos Maia

Planalto Alegre*

Ponte Serrada*

São Carlos*

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.


>>11 cidades em situação de emergência devido a estiagem



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28 dez11:25

11 cidades em situação de emergência devido a estiagem

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Sobe para 11 o número de cidades em situação de emergência devido a estiagem. Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu, Guaraciaba, Coronel Freitas, Marema, São Miguel do Oeste, Águas Frias, Águas de Chapecó e São Carlos, Guarujá do Sul e São José do Cedro também assinaram o decreto.

André Baggio, de Coronel Freitas, terá uma quebra de 50% na safra do milho.

Há mais de 40 dias não chove em São José do Cedro. O longo período de estiagem trouxe danos e prejuízos para agricultores do município.

Técnicos da Defesa Civil, agrônomos da Epagri, empresas fumageiras, laticínios e cooperativas fizeram um levantamento das áreas afetadas e das perdas das culturas.

- O milho teve uma perda aproximada de 40%, o leite 25% e o fumo 30% . Já no cultivo dos hortifrutis as perdas passam dos 40% – disse o secretário de agricultura e presidente da Defesa Civil de São José do Cedro, Pedrinho Casarin.

Casarin acrescenta que se não chover nos próximos dias os prejuízos podem aumentar. O decreto assinado pelo prefeito, Renato Broetto tem a vigência de 90 dias e poderá ser prorrogado por mais 90 dias.

>> Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Guarujá do Sul

Não é registrada uma chuva significativa há 17 dias na cidade. Segundo o secretário municipal de agricultura, Ênio Barichello, os maiores prejuízos são registrados na cultura do milho. – Nas lavouras do grão as perdas chegam aos 40%, e não tem como reverter esta situação – lamenta o secretário.

O levantamento realizado pelos agrônomos da Epagri e técnicos da Defesa Civil aponta perdas de 35% na plantação de fumo e mais de 30% na produção leiteira. – Os produtores estão antecipando a retirada das plantas da lavoura para não ter prejuízos maiores. A má qualidade da pastagem é uma das responsáveis pela quebra na produção de leite – acrescentou o secretário.

O interior da cidade esta sendo abastecido com água para consumo humano e animal. – Além do transporte de água para as comunidades estamos trabalhando com máquinas na limpeza das fontes naturais – disse o prefeito Celso Taube, que assinou o decreto no final da tarde desta terça-feira.

E a previsão do tempo para os próximos dias na região Oeste não é das melhores. Segundo o metereologista Leandro Puchalski, a chance de chuva existe, mas de maneira isolada e em poucas cidades da região.


>> Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

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28 dez07:40

Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de água já está começando a mudar o cenário no Oeste. As lavouras de milho, que antes eram verde escuras, agora estão amareladas. André Baggio, de Coronel Freitas, estima em 50% o prejuízo nos dois hectares de milho que plantou. Alguns pés não formaram nem espigas. Outros tem espigas pequenas e poucos grãos. Ele pretendia colher mais de 300 sacas e vender metade da produção. Agora não sabe se vai colher o suficiente para alimentar os suínos, bezerros e ovelhas que tem na propriedade.

Seu vizinho, Antonio Trentin, enfrenta situação ainda pior. Ele não tem água suficiente para os animais. Mesmo recebendo diariamente 6 mil litros de um caminhão pipa da Prefeitura, estão morrendo 25 frangos por dia, devido ao calor. Ele não consegue fazer a nebulização dos dois aviários senão fica sem água para as aves beberem. –É muito triste- lamentou o produtor.

As aves começaram a morrer há uma semana. Mas a falta de água já começou há 20 dias, quando secaram as fontes da propriedade. Ele tem que dividir a água do caminhão pipa com as vacas. Nilce Trentin disse que a produção de leite já diminuiu 20%, de 230 litros/dia para 180 litros/dia.

>> Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Prefeito de Caxambu do Sul pode decretar situação de emergência devido a estiagem nos próximos dias

Até para o consumo humano o líquido já começa a escassear. –Temos água de poço artesiano mas não é sempre que ela vem- disse Nilse. O jeito é economizar para lavar roupa e fazer a limpeza.

O responsável pela distribuição de água da Prefeitura, Ricardo Martins, disse que diariamente são distribuídas 10 a 12 cargas de 6 mil litros cada no município. São 30 famílias que são abastecidas para o abastecimento humano e animal. Se não chover forte nos próximos dias, esse número deve aumentar.



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26 dez19:11

Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A estiagem tem deixado produtores da região Oeste preocupados. Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas na região e a previsão não é das melhores para os próximos dias. Segundo o meteorologista Leandro Puchalski o fenômeno La Ninã, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, segue atuando e mudando os sistemas meteorológicos ao longo do verão. – A tendência é trazer menos volume de chuva que o padrão da estação – disse.

Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu e Guaraciaba, Coronel Freitas também decreta situação de emergência devido a estiagem. O Decreto foi assinado pelo prefeito Mauri José Zucco.


Caminhão pipa leva água para comunidades do interior em Coronel Freitas.


Segundo o diretor de agricultura, Roberto Cordazzo, a chuva que caiu no último final de semana amenizou, mas não resolveu a situação de diversas famílias que enfrentam problemas com a falta de água nas propriedades rurais. – Dois caminhões pipa estão fazendo o transporte de água para cerca de 30 propriedades rurais – disse Cordazzo.

A agricultura é a que mais sofre com a estiagem. De acordo com um levantamento feito pela Secretária Municipal de Agricultura, as lavouras de milho e as pastagens são as áreas mais castigadas. Os dados apontam perdas de 30% na produção de milho e 25% na produção de leite no município.

Preocupada com a situação a prefeitura está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.


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26 dez17:18

Situação de emergência em Coronel Freitas

A estiagem tem deixado produtores de Coronel Freitas preocupados. Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas no município. Devido a isso o prefeito Mauri José Zucco assinou decreto de situação de emergência. Assinatura foi na quinta-feira, dia 22.

De acordo com o diretor de agricultura, Roberto Cordazzo, a chuva que caiu no último final de semana amenizou, mas não resolveu a situação de diversas famílias que enfrentam problemas com a falta de água nas propriedades rurais. – Dois caminhões pipa estão fazendo o transporte de água para cerca de 30 propriedades rurais – disse Cordazzo.

>> Falta de chuva preocupa no Oeste

>> Prefeitura de Xanxerê avalia situação da estiagem no município

A agricultura é a que mais sofre com a estiagem. De acordo com um levantamento feito pela Secretária Municipal de Agricultura, as lavouras de milho e as pastagens são as áreas mais castigadas. Os dados apontam perdas de 30% na produção de milho e 25% na produção de leite no município.

Preocupada com a situação a prefeitura está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.


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