Entrevista

17 set12:55

Aprenda a evitar deslizes na entrevista de emprego

Na hora de procurar um novo emprego, uma das etapas de seleção mais assustadoras e importantes é a entrevista. Donna traz dicas para não fazer feio na hora do tête-a-tête na empresa:

- Seja pontual: chegar atrasada deixa uma primeira impressão de desorganização, e isso pode ser prejudicial mesmo com um bom desempenho na entrevista. Caso o atraso seja inevitável, não hesite: ligue o quanto antes e avise o entrevistador.

- Informe-se sobre a empresa: chegar munido de informações é uma arma poderosa para um candidato a uma vaga importante. Saber sobre os assuntos da empresa demonstra interesse e é uma boa forma de destacar-se entre os outros concorrentes.

- Seja sincera sobre suas qualificações: o risco de citar qualificações que não se domina é fazer feio na hora do trabalho e quebrar a confiança da equipe logo de início. O ideal é ter jogo de cintura e admitir o que não se sabe.

- Seja objetiva nas respostas: o recrutador espera respostas claras e objetivas, por isso evite se prolongar desnecessariamente. O uso de gírias também prejudica a avaliação. A pronúncia correta das palavras e a exposição de ideias com tranquilidade e coerência são recursos que favorecem o ritmo da entrevista e aumentam as chances de contratação.

- Evite enaltecer suas conquistas: já que na maioria das empresas o que conta é o trabalho em grupo, discursos como “eu fiz” e “eu conquistei” podem passar uma ideia de pretensão e soberba. Para destacar suas conquistas, valorize a sua participação na equipe.

- Domine a ansiedade: segundo o professor Luiz Eduardo Gasparetto, da Universidade Gama Filho, autor destas dicas, a falta de controle sobre a ansiedade dificulta o posicionamento da candidata sobre as competências exigidas pela vaga. Uma entrevista marcada pelo nervosismo pode até mesmo mascarar a qualificação da entrevistada.


DONNA ZH



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20 ago11:24

Candidatos a prefeitura de Chapecó apresentam propostas na RBS TV

A RBS TV Chapecó inicia nesta segunda-feira uma rodada de entrevistas com os dois candidatos à Prefeitura de Chapecó. As entrevistas serão ao vivo, durante o RBS Notícias.

Cada entrevistado terá cinco minutos para responder a perguntas elaboradas pelos jornalistas da RBS TV. A ordem dos entrevistados foi definida em sorteio que contou com a participação de assessores dos candidatos.

O primeiro a ser entrevistado será José Caramori (PSD), às 19h15 desta segunda-feira.

Com o início da propaganda gratuita, a partir desta terça-feira, dia 21, o RBS Notícias inicia mais cedo, às 18h45. Neste dia, Pedro Uczai (PT), será entrevistado.


Agende-se:

20/08 – segunda-feira

José Caramori (PSD)


21/08 – terça-feira

Pedro Uczai (PT)


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07 mai09:13

Motociclista fala seis meses após sair do hospital

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Seis meses após ter deixado o hospital o Diário Catarinense foi conversar com o motociclista José Valdomiro Eufrázio, 22 anos, que sobreviveu cinco dias no mato com um braço quebrado até ser resgatado. No resgate os bombeiros até achavam que estava morto, pela respiração quase imperceptível.

Eufrázio surpreendeu a todos pela resistência física e pela rápida recuperação, saindo do hospital depois de 13 dias de recuperação. Ele teve o braço amputado. Mas demonstra estar adaptado e conformado com a falta de um braço.

– Mais vale um braço vivo do que com dois no caixão – brincou, antes da entrevista.

Eufrázio mora com a mãe e mais três irmão na pequena propriedade que a família tem, no assentamento 29 de Junho, no interior de Passos Maia. Para chegar ao local, são 25 quilômetros de estrada de chão. Para sobreviver, a família cria umas galinhas e arrenda um pedaço de terra. Eufrázio ainda recebe um salário mínimo de auxílio-doença e não deve voltar para a agroindústria de Ipumirim onde trabalhava como auxiliar de produção.

– Eles querem que eu volte mas vou pedir minha rescisão – disse.

Por enquanto o que ele mais faz é passear nos parentes que tem em Xaxim, Xanxerê. Ele tem 16 irmãos no total. Mas recentemente perdeu o pai, Sebastião Gonçalves Lins. Ele ficou com o sobrenome da mãe, Maria Eufrázio.

Foi ela quem recebeu a reportagem do Diário Catarinense. José Valdomiro estava no mato catando pinhão com um amigo. Há bastante mata nativa nas proximidades da casa e ele gosta de passear pela vegetação e ver as cachoeiras.

Com a camisa do seu time do coração, o Corinthians, José Eufrázio mostra que guardou a carteira e a chave com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que usava no dia do acidente. Coincidência ou não ele foi encontrado no dia de Nossa Senhora Aparecida.

A seguir, confira a entrevista que ele concedeu ao Diário Catarinense.


Diário Catarinense: Você já voltou ao local do acidente?

José Valdomiro Eufrázio: O pessoal comenta quando passa por lá mas eu não fui nem olhar.


DC: O que você lembra?

Eufrázio: Não lembro de nada. Apagou mesmo. Só lembro que no dia anterior fui dormir em casa.


DC: E depois que você saiu do coma, qual foi a primeira lembrança?

Eufrázio: Lembro do dia que estava saído do hospital. Tinha um monte de gente.


DC: Quanto tempo você teve que permanecer em casa após sair do hospital?

Eufrázio: Fiquei um mês só dentro de casa e três a quatro meses sem sair da propriedade.


DC: Teve muita gente perguntando o que aconteceu?

Eufrázio: Agora nem tanto mas quando comecei a sair foi de cansar que não sabia de nada.


DC: Você parece não fazer questão de tentar recuperar a memória.

Eufrázio: Prefiro deixar que fique assim mesmo. Não tento imaginar. Só acredito porque não tenho o braço.


DC: O que você costuma fazer agora?

Eufrázio: Gosto de sair, jogar bola.


DC: A falta do braço direito te atrapalha muito?

Eufrázio: Estou me adaptando. Consigo comer, me vestir. Já dirigi carro e até moto já tentei, com um amigo me ajudando.


DC: Você gosta mesmo de motocicleta.

Eufrázio: Gosto, não fiquei com trauma. Mas sozinho não dá para dirigir.


DC: Parece que a única coisa que você não voltou a fazer é tocar violão?

Eufrázio: É, até tentei, mas não dá. Gostava de tocar. Sou fá do Zezé di Camargo. Agora não gosto nem de ver violão. Mas gostaria de conhecer o cantor.


DC: Você ainda sente alguma dor?

Eufrázio: Sinto uma dor no braço que foi amputado. Mas os médicos disseram que é psicológico, é uma “dor fantasma”.


DC: O que foi mais difícil nesse período?

Eufrázio: O mais difícil de encarar foi a morte de meu pai. Ele tinha 83 anos e ficou acamado sete meses devido a um câncer. Pra mim ele tinha ido me visitar no hospital. Quando voltei ele me deu força. Ele queria comemorar comigo meu aniversário, que foi no final de abril. Mas morreu há quatro meses. Ele acompanhava minha recuperação pelo rádio ouvindo as notícias. O jeito é seguir a vida.


DC: Como você se sente por ter sobrevivido cinco dias no mato?

Eufrázio: Agradeço por ter ficado com vida. Deus é mais forte.


DC: O que dizem teus amigos em relação ao que aconteceu?

Eufrázio: Tem alguns que me apelidaram de “morto-vivo”, mas eu levo numa boa. Aí pode ser que o apelido não pegue.


DC: Quais são seus planos a partir de agora?

Eufrázio: Não tenho nada, vou deixar que o tempo resolva.



A saga do motociclista

7 de outubro de 2011: José Valdomiro Eufrázio sobre um acidente no quilômetro 4,4 da SC 465, em Passos Maia, quando se deslocava de seu trabalho em Ipurumim, para sua casa em passos Maia, com uma motocicleta. Ele sai da pista e cai no barranco. A moto fica por cima dele.

10 de outubro de 2011: Família de José Valdomiro Eufrázio comunica seu desaparecimento na Polícia Civil de Passos Maia.

12 de outubro de 2011: Estudantes que voltavam de ônibus de uma atividade em Ponte Serrada avistam alguém caído no matagal ao lado da rodovia. Bombeiros vão até o local e inicialmente pensam que a vítima já havia morrido. José Eufrázio é levado ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó.

16 de outubro de 2010: O motociclista sai do coma e fala pela primeira vez.

18 de outubro de 2011: Sai da UTI.

25 de outubro de 2010: Deixa o hospital.


>> “Lembro que estava chovendo e fazia frio” – disse motociclista na primeira entrevista após sair do Hospital.



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17 nov09:14

"Eu sei que vou ter uma grande pressão"

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Avaí escolheu uma solução que estava no quintal de casa para tentar sair da crise. Mauro Ovelha, técnico campeão catarinense pela Chapecoense, assume o comando do Leão a partir desta quinta-feira. Apesar de querer manter o discurso de lutar enquanto tiver chances, o novo treinador já deixou escapar que o principal objetivo é montar o grupo para 2012.

— Meu contrato vai até o final da Série B — deixou escapar durante a coletiva de quarta, ainda na Arena Condá.

Mesmo sem conseguir o acesso para a Série B pela Chapecoense, o treinador sai do clube do Oeste em alta. Apesar de ter um estilo de trabalho considerado “durão”, onde prioriza a disciplina, Ovelha demonstrou ser um profissional com ética e palavra. Tanto que não havia contrato assinado entre ele e a Chapecoense. Quando recebeu a ligação do Avaí, na última segunda-feira, o treinador já comunicou a direção do clube do Oeste.

E disse que nenhum jogador da lista que estava montando para Chapecó, estará nos planos do Avaí. Ele pretende participar ativamente da montagem do grupo para o Catarinense, além de manter parte do grupo dos 40 jogadores que compõe o grupo do Leão. Mas haverá mudanças.

Ovelha vai aproveitar os três jogos que faltam para definir quem fica e quem sai. E avisa que não quer jogador com “má vontade”. Além disso, o comandante está ciente da importância do clássico contra o Figueirense, mesmo que o Avaí já esteja rebaixado.

— É um campeonato à parte — destacou.

Ele afirmou que a torcida do Avaí pode esperar um treinador que vai trabalhar muito para dar uma resposta positiva ao clube. Ovelha sabe que está subindo um degrau importante na sua carreira. E como fazia no Índio Condá, deve ser o primeiro a sair do vestiário para os treinamentos.


Entrevista

“Vou ter uma pressão grande” – Mauro Ovelha, técnico do Avaí


Diário Catarinense - Você disse que teve convites de outros clubes e recusou. Por que resolveu aceitar treinar o Avaí?

Mauro Ovelha – Vejo o Avaí muito parecido com a Chapecoense na identificação da torcida com o clube. Tive dificuldade em tomar a decisão. Espero ter no Avaí o mesmo sucesso e a mesma identificação que tive na Chapecoense. O Avaí tem um bom grupo de trabalho. O atual momento do Avaí é muito triste. Mas vamos ajudar esses profissionais a voltar a ter sucessos. O clube tem jogadores que contribuíram muito com a equipe e podem voltar a fazer coisas boas.


DC — Seu primeiro trabalho será resgatar a autoconfiança do time?

Ovelha — O primeiro trabalho passa por isso. Sei que posso chegar e dar minha contribuição para ajudar o grupo.


DC — Você já tinha recusado um convite do Avaí em outra oportunidade?

Ovelha — Não falo sobre isso. Quem falou sobre isso foi só a imprensa.


DC — O que muda na Ressacada?

Ovelha — O principal é formar um grupo de trabalho que se dê muito bem. Tenho meu sistema de trabalho. Quero um grupo de jogadores que estejam identificados com o Avaí.


DC — Você ainda acredita em manutenção na Série A?

Ovelha — Uma situação muito difícil. Mas enquanto o clube tiver chances temos que lutar.


DC — Qual é seu conhecimento do grupo do Avaí?

Ovelha — Conheço a grande maioria, alguns jogaram comigo e outros conheço por jogar contra.


DC — Você sabe que a manutenção como treinador para o Brasileiro do ano que vem passa por uma boa campanha no Estadual?

Ovelha — Sei disso mas me sinto preparado. Sei que vou ter uma pressão grande. Isso faz diferença pois nos obriga a estar buscando sempre o melhor.

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17 out17:35

Uma Efapi para ficar na história

Fatores sociais, econômicos e climáticos se associaram para que o mote publicitário da Efapi 2011 – uma festa “espetacular” – fosse transformado em realidade: a Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó, encerrada domingo, atingiu resultados que superaram as previsões mais otimistas.

A visitação pública passou de 648 mil pessoas, representando um crescimento de 20% em relação a expo-feira de 2009 e os negócios passaram de 130 milhões de reais, com incremento de 19%.

O prefeito José Caramori – ao lado de Luciano José Buligon (presidente da feira e secretário de articulação institucional) e Marcio Ernani Sander (coordenador geral e secretário de desenvolvimento econômico) – foi o grande timoneiro desse evento


Nessa entrevista, Caramori analisa os resultados do maior evento multissetorial do sul do Brasil:


A Efapi 2011 encerrou com marcas de sucesso absoluto. Qual a estratégia adotada para esse resultado?

José Caramori - Acredito que foi o integral envolvimento da comunidade. As entidades empresariais, a imprensa, os clubes de serviço, as associações culturais, todos participaram. E por que isso? Porque a Efapi somos todos nós, ao contrário de tempos atrás, quando a sociedade chapecoense era excluída do processo. Aqui não há sectarismo e todos vislumbram o bem do município. Não existe nenhum outro momento de integração tão plena quanto a Efapi.


O público visitante surpreendeu e superou a previsão de 520 mil visitantes. Como foi possível?

Caramori - Muitos fatores contribuíram para isso. Em primeiro lugar, tivemos três dias de entrada livre com excelentes shows. Em segundo lugar, quem comprou antecipadamente teve descontos reais. Além disso, idosos e crianças não pagaram ingresso e os estudantes pagaram meia-entrada. Destaca-se ainda que a grade de shows nacionais esteve muito bem sintonizada com o gosto popular. Assim, chegamos aos 600 mil visitantes, um resultado espetacular.


Nesse aspecto, os meios de comunicação prestaram grande apoio?

Caramori - Exatamente, pois foi com base nas indicações dos comunicadores de rádio e tv que selecionamos os grandes espetáculos artísticos e musicais, como Paula Fernandes, Zeca Pagodinho, Victor & Léo, César Menotti & Fabiano, Amado Batista, Luan Santana, Fernando & Sorocaba, Jorge & Mateus, César & Paulinho, Gilberto & Gilmar e as bandas de rock SantoGraau, Papas da Língua e Reação em Cadeia.


Podemos dizer, sem demagogia, que essa foi a Efapi do povo?

Caramori - Certamente, foi a grande festa popular na qual quem queria participar, participou, independente da condição socioeconômica. Criamos oportunidades para que as famílias de Chapecó pudessem aproveitar a festa.


Em relação ao comportamento do público, percebermos um amadurecimento no tocante a opção pelo transporte coletivo e a uma melhor gestão do trânsito?

Caramori -O público está de parabéns. Aferimos que 25% das pessoas que vieram ao parque de exposições optaram pelo ônibus. E o transporte coletivo fluiu muito bem. Foram disponibilizados 110 ônibus. As pessoas perceberam que ônibus urbano é sinônimo de economia, rapidez e segurança. Em contrapartida, o trânsito ficou organizado, não houve engarrafamento, nem acidentes. E olha que tivemos dias em que mais de 10.000 veículos estacionavam no entorno do parque.


O sistema de segurança também funcionou bem e, inclusive, de forma articulada com o trânsito?

Caramori - Houve articulação muito eficiente e uma cooperação sem precedente entre a Polícia Militar, a Polícia Civil, a recém-criada Guarda Municipal e os agentes municipais.


Em relação aos negócios realizados na Efapi os resultados foram correspondentes ao grande público?

Caramori -Sim. O balanço ainda não foi fechado, mas a previsão de 125 milhões de reais foi superado. Contabilizamos 40 milhões de reais em máquinas pesadas, 20 milhões de reais em veículos e uns 80 milhões na vasta área do agronegócio, na qual se incluem máquinas, equipamentos e genética. Tivemos excelentes mostras pecuárias. Aliás, com os três novos pavilhões inaugurados, passamos a ter o melhor centro de eventos pecuários de Santa Catarina.


Por falar em eventos pecuários, o mundo Country também se encontrou em Chapecó?

CARAMORI - A companhia César Paraná trouxe o Rodeio Havan com os melhores cowboys e touros do Brasil, atraindo 20.000 pessoas a cada noite. A Companhia de Rodeios César Paraná é a melhor do país.


Depois de 44 anos a Efapi foi reconhecida como festa e incluída na programação da Santur?

Caramori - A Efapi não aparecia no calendário das megafestas de outubro, em Santa Catarina, porque a Santur entendia que se tratava de uma grande feira de negócios e não de uma festa popular. Na verdade, a Efapi é feira, é exposição, é negócios, mas, também, é festa. Mais de meio milhão de pessoas se divertem aqui, comem, bebem, assistem grandes shows, conhecem novidades da indústria, do comércio, do setor de serviços e da agropecuária. Aqui são consumidos mais de 1,2 milhão de lanches e 1,5 milhão de latinhas de bebidas.


O que será necessário melhorar para a próxima exposição-feira-festa?

Caramori -A Efapi está em sistema de melhoria contínua. A cada edição muita coisa é aperfeiçoada. Precisamos melhorar ainda mais a área de alimentação, com novos espaços estruturados para atender a esse grande público.


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