Epagri

31 ago14:56

Há 24 anos não era registrada uma estiagem tão forte no mês de agosto em Chapecó

[Atualizado 15h12]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Chapecó não tinha registrado um mês de agosto tão seco desde 1988. Neste ano, além do calor acima do normal foram registrados apenas dois dias de chuva neste mês, dia 7 e 14. Foram apenas 2,3 milímetros, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros.

– Esse número é recorde. Desde 1988, quando foram registrados 21 milímetros, não era registrado um número tão baixo de chuva – disse o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski. O volume de chuva na cidade é registrado diariamente desde 1969.

Francisco disse ainda que a última chuva significativa registrada em Chapecó foi no dia 30 de julho, quando choveu 57 milímetros.

De acordo com o levantamento feito pela Epagri/Ciram,órgão que monitora as condições meteorológicas de Santa Catarina, esta anormalidade registrada durante agosto se deu por um bloqueio atmosférico que favoreceu o predomínio de uma massa de ar seco no estado. Este bloqueio estava previsto para os primeiros 15 dias do mês, mas se estendeu pela segunda quinzena.

Para os últimos vinte dias do inverno, a previsão é de que as temperaturas fiquem ainda mais elevadas.

Setembro, normalmente, registra mais chuva do que agosto. Apesar de o mês começar sob a influência da massa de ar seco, a Epagri/Ciram indica um período de chuva que deve começar no dia sete, se estendendo até o fim da primeira quinzena.



Chuva registrada no mês de agosto em Chapecó

2012 – 2,3 mm

2011 – 266 mm

2010 – 66 mm

2009 – 240 mm

1988 – 21 mm

1969 – 93 mm

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23 mai15:51

Epagri ministrou curso de queijos e derivados de leite em São Carlos

A Epagri de São Carlos promoveu no Balneário Pratas um curso completo sobre fabricação caseira de queijos e derivados de leite, nos dias 15 a 17 de maio. Durante os três dias foram trabalhados o queijo colonial, queijo frescal, frescal temperado, ricota, keschmier, queijo mussarela e também doce de leite, leite condensado e iogurte. Além disso, foram feitas receitas de aproveitamento do soro, como o pão de soro, bebida láctea e balas de soro de leite. A instrutora foi a extensionista social da Epagri de Caibi, Jane Zanin.

O curso contou com a participação do engenheiro agrônomo, responsável pela Epagri local, Humberto Bicca Neto, que falou sobre a qualidade do leite, alimentação animal e ordenha higiênica. Também participou das palestras a médica veterinária da Cidasc de Chapecó, Luciane de Cássia Surdi, que palestrou sobre saúde animal e a importância do controle de exames da brucelose e tuberculose.

A extensionista da Epagri de São Carlos, a nutricionista, Lilian Castelani, falou sobre as boas práticas e os cuidados de higiene e limpeza na manipulação de alimentos.

- O público foi pequeno, porém foi discutido durante o curso que a qualidade e sabor do alimento preparado em casa não tem comparação, além disso, tem a questão econômica – destacou Lilian. Segundo ela, para se fazer o queijo colonial – que rendeu uma peça de 1,3 quilos – foram utilizados dez litros de leite, que quando vendidos a R$ 0,75 o litro (média) sairiam por R$ 7,50.

Para comprar este queijo no mercado, a um custo de R$ 15 o quilo em média, a peça sairia por R$ 19,50.

- São cerca de R$12 que não saem do bolso, sem contar a qualidade e a satisfação de servir um produto feito em casa. As participantes aproveitaram muito o conhecimento e as dicas que a instrutora repassou e todas saíram animadas para preparar em casa para a família os produtos aprendidos – completou Lilian.


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26 abr10:36

Chuva chega a 117 mm em São Miguel do Oeste e deve amenizar estiagem no Oeste

O volume de chuva registrado nas últimas 24 horas em Santa Catarina está próximo da média mensal em várias cidades, segundo a Epagri. O órgão que monitora as condições climáticas registrou 117 mm entre 7h de quarta e 7h desta quinta-feira em em São Miguel do Oeste. O volume representa aproximadamente 68% da média para o mês de março na cidade, que é de 170 mm.

A instabilidade no tempo ocorre em função de um sistema de baixa pressão que se formou entre o Paraguai e o Sul do Brasil, e vem se deslocando pelo Estado. Na média estadual, a chuva acumulada em 24 horas atingiu aproximadamente 40 mm, mas superou este valor em alguns municípios. É o caso de São Miguel do Oeste e Rio do Campo. A região da Grande Florianópolis e Litoral sul foram as menos afetadas pelas fortes chuvas.

>> Sobe para 132 o número de municípios em situação de emergência em SC

Segundo o meteorologista Marcelo Martins, como não houve registro de temporais, a chuva foi muito bem vinda paras os catarinenses, em função da escassez de chuva deste ano e pelo quadro de estiagem que SC atravessa.

— O volume de chuva é suficiente para criar uma reserva de umidade no solo que pode durar entre sete e 10 dias — avalia.

A previsão da Epagri é que a chuva permaneça em todas as regiões até o próximo fim de semana no Estado, como volumes mais expressivos entre a Serra e o Litoral.


Preciptação acumulada entre 7h do dia 25/04 até às 7h do dia 26/04 (em mm)


Região: Alto Vale do Itajaí

Ituporanga – 43,2

Rio do Campo – 103,2

Lontras – 57,0

Aurora – 42,0

Vidal Ramos – 40,7


Região: Grande Florianópolis

Florianópolis – 17,9

São José – 19,0

Racho Queimado – 25,4


Região: Litoral Norte e Médio Vale

Itajaí – 44,2

Indaial – 55,0

Itapoá – 63,2


Região: Litoral Sul

Criciúma – 1,8

Timbé do Sul – 2,4

Forquilhinha – 3,4


Região: Planalto Sul

Bom Jardim da Serra – 11,8

Urupema – 30,2

Forquilhinha – 3,4

São Joaquim – 25,0


Região: Meio Oeste

Água Doce – 90,1

Caçador – 73,6

Campos Novos – 52,9

Rio das Antas – 70,8

Tangará – 69,7

Lebon Régis – 59,6


Região: Oeste

Dionísio Cerqueira – 51,6

Novo Horizonte – 99,6

São Miguel d’Oeste – 117,0

Xanxerê – 79,6

Chapecó – 62


Região: Planalto Norte

Major Vieira – 76,6

Canoinhas – 53,6

Irineópolis – 89,4

Porto União – 107,8

Monte Castelo – 66,0


Fonte: Epagri


DIÁRIO CATARINENSE



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15 fev15:09

Mudas de morango podem ser encomendadas na Secretaria de Agricultura em Planalto Alegre

Interessados em encomendar mudas de morango devem procurar a Elizandra na Epagri, que fica junto a Secretaria de Agricultura de Planalto Alegre até o dia primeiro de março.

Cada muda custa R$ 0,45 e as mudas são limitadas.


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06 fev10:51

Colheita de azeitona em São Lourenço do Oeste

São Lourenço do Oeste está prestes a realizar a quarta colheita de azeitonas do pomar experimental anexo ao Viveiro Municipal de Mudas. A Unidade Experimental de Oliveira é destaque em Santa Catarina.

Segundo o engenheiro florestal da Epagri, Dorli Mario da Croce, neste ano as plantas apresentaram uma melhora na qualidade de frutos. – Com a ampliação de alguns cultivares que iniciaram a frutificação a previsão é que esta será uma excelente colheita de azeitona, comparada com as dos anos anteriores, dando destaque para as espécies voltadas a produção de óleo de oliva – disse o engenheiro.

A previsão é que a colheita inicie entre a segunda semana de fevereiro até a primeira semana de março. Após o material será encaminhado para a Epagri de Chapecó onde será realizada a extração do óleo de oliva.

O pomar de oliveiras implantado em 2007 tem 41 variedades com 225 plantas das quais 55 plantas já frutificaram com apenas dois anos de idade, contrariando a previsão que é de quatro anos para dar frutos.

Para Croce, neste ano será possível chegar a um rendimento em torno de 17 a 22% na extração de azeite.

A partir de 2013 deve ser criado um programa municipal de olivicultura.


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23 jan09:29

Previsão de chuva para SC não deve reverter a estiagem

A previsão para o início desta semana é de sol, calor e pancadas de chuva em todo o Estado, segundo a Epagri, órgão que monitora as condições climáticas em Santa Catarina. No entanto, os meteorologistas alertam que a precipitação prevista não é suficiente para reverter a estiagem que assola pelo menos 84 cidades.



Em Belmonte, no Extremo-Oeste, rios, açudes e pastagens estão secando. Cerca de 50 famílias dependem da água vinda de caminhões-pipas.




Entre terça e quarta-feira, o deslocamento de uma frente fria por Santa Catarina em direção ao Litoral do Paraná deve facilitar a ocorrência de pancadas de chuva, inclusive com a possibilidade de queda de granizo.

A chuva prevista para os próximos dias, segundo a Epagri, ocorrerá de forma muito isolada e com curta duração. Mesmo a mais significativa chuva prevista para quarta-feira, que deve ficar entre 30mm a 50mm, pode não atingir todos os municípios do Estado, por isso não reverte a situação da estiagem no Oeste de Santa Catarina.

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19 jan11:06

Produtores tem dificuldades de acessar o Proagro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o início da semana 3,2 mil agricultores tinham encaminhado pedido ao banco do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária em Santa Catarina, em função das perdas com a estiagem. Mas bastou o início das avaliações técnicas na lavoura para constatar que muitos produtores que imaginavam receber uma compensação, vão ficar sem o benefício.

-Alguns estão retirando o pedido para não ter que pagar o laudo- explicou o gerente regional da Epagri de Chapecó, Valdir Crestani. Ele orientou que antes de fazer o pedido no banco, o produtor procure um técnico de confiança para fazer uma avaliação se vale a pena encaminhar o Proagro.

Para ter direito ao pedido de Proagro o produtor deve ter quebra de 30%. Mas, segundo o engenheiro agrônomo Ivan Carlos Chiapinotto, esses 30% não é da produtividade e sim da receita prevista.

Por isso o que deve ser levado em conta é o valor de estimativa de produção que o agricultor declarou no banco. Se ele declarou que iria colher 100 sacas numa área e o preço do milho era de R$ 22, a previsão de renda por hectare é de R$ 2,2 mil.

Alisson Baldissera, que trabalha no escritório da Epagri de Chapecó, citou que um produtor teve perda de 50% mas a previsão dele era colher 210 sacas por hectare. Ele fez um financiamento de R$ 7,4 mil e gastou mais R$ 3 mil do bolso para planta cinco hectares. Mas, mesmo com a quebra, as 110 sacas estimadas dariam uma renda bruta de R$ 15 mil, o suficiente para pagar o empréstimo.

- O problema no caso do seguro é que o preço do milho está alto- disse o engenheiro agrônomo Ivan Tormen.



O engenheiro agrônomo Ivan Tormen. esteve na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba.



Ele foi na propriedade de Marino Basso, no interior de Nova Itaberaba. O produtor estimou uma quebra de 50% na lavoura de milho, para a qual pegou empréstimo de R$ 8 mil. Chegando lá Tormen constatou que o agricultor havia cortado 1,5 hectare da lavoura para as vacas,o que não é permitido. Além disso, nos 3,5 hectares que sobraram ele deveria colher pelo menos 300 sacas, o que daria R$ 8,1 mil, o suficiente para pagar o empréstimo. Mesmo ficando sem renda o agricultor foi orientado a não encaminhar o pedido de Proagro, pois ele seria indeferido e Basso teria que bancar o laudo, que custa R$ 190.

Mesmo ficando sem a safra do milho e perdendo 30% da renda do leite, ele não terá benefício do Proagro. A Federação da Agricultura Familiar da Região Sul já vinha alertando para o problema da falta de renda do agricultor, o que está se confirmando.


O problema

- Santa Catarina tem 130 mil contratos de custeio das lavouras com o Proagro

- Destes 3,2 mil tinham encaminhado pedido e perdas ao banco até segunda-feira

- Podem solicitar pedido ao banco produtores com perdas a partir de 30%

- O Proagro cobre só o valor do financiamento e mais uma cobertura de renda até R$ 3,5 mil.

- Ou seja, quem perder 100% da lavoura vai ter o empréstimo isento e poder receber 3,5 mil ou 65% da renda prevista (o que for de menor valor)

- Só vai receber o Proagro quem colher menos que o valor do empréstimo.

- Quem colheu R$ 2 mil e tem empréstimo de R$ 3 mil vai isentar apenas R$ 1 mil do empréstimo.

- Se o produtor não pedir o laudo e não ganhar o Proagro terá que pagar R$ 190 do laudo.



83 Municípios em situação de emergência

Irani e Peritiba também decretaram Situação de Emergência em SC.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 18 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.



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17 jan10:26

SDR Seara e Epagri promovem reunião sobre estiagem

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional (SDR) Seara promoveu na tarde desta segunda-feira, reunião técnica para discutir sobre a estiagem, orientações e procedimentos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A realização do encontro contou com a colaboração da Epagri, Cidasc, Banco do Brasil e agências credenciadas.

Secretários de agricultura e técnicos da Epagri dos municípios de Lindóia do Sul, Paial, Ipumirim, Seara, Concórdia, Peritiba, Ipira, Irani, Arvoredo, Arabutã, Itá e Xavantina participaram do encontro.

O secretário Regional de Seara, Edemilson Canale, afirmou que discussões sobre a situação da estiagem fazem-se necessárias para garantir o esclarecimento de questões pertinentes, orientações e procedimentos relativos ao Proagro, uniformizando a linguagem e linha de conduta entre os poderes representados no evento, a fim de que todos possam melhor direcionar suas ações.

De acordo com o técnico da Epagri Chapecó, Ivan Carlos Chiapinotto, o Proagro tem como objetivo exonerar o produtor rural de obrigações financeiras em operações de crédito cuja liquidação seja dificultada pela ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças. – Dentro do Proagro existe o ‘Proagro Mais’. Este abrange os produtores do Pronaf, destinado a agricultura familiar – explica.

De acordo com ele, devem acionar o Proagro produtores que registraram perdas maiores que 30% por evento (da renda) amparado pelo programa.

O gerente de Mercado do Banco do Brasil, Marcelo Santos do Canto, salientou que para acionar o Proagro não há necessidade de que o município encontre-se em situação de emergência.

- É preciso que as prefeituras, Cidasc e agentes técnicos levem informações corretas aos produtores. Esta parceria entre os agentes financeiros, Epagri e Cidasc mantendo um diálogo aberto, torna-se fundamental para diminuir os transtornos e agilizar os processos junto às instituições – disse Marcelo.

Para comprovar as perdas são necessárias fotos da lavoura; em caso de áreas maiores que um hectare, GPS – área e localização da lavoura; áreas menores que um hectare estimativa de produtividade e redução de área; e comprovação de compra de insumos.

O Programa de Garantia de Atividade Agropecuária não cobre incêndios de lavoura; erosão; plantio fora de época; falta de controle da praga e doenças; deficiências nutricionais; lavouras conduzidas a mais de três anos na mesma área, sem práticas de conservação e fertilização; tecnológicas inadequadas; e lavouras sem observância de zoneamento.

O diretor de Extensão da Epagri, Dtimar Alfonso Zimatch, acrescentou que uma das preocupações do órgão é estabelecer um canal de comunicação com os municípios em situação de emergência, enviando boletins semanais do CIRAM – Epagri sobre as situações climáticas.

Atualmente 70 municípios são monitorados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (CEPA) das regiões Oeste e Centro – Oeste, onde praticamente todos registraram perdas na produção.



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17 jan07:07

Agricultor aproveita chuva para plantar safrinha

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Para o agricultor Natalino Bortoli mais dos que as medidas governamentais o que mais lhe ajudou nos últimos dias foi a chuva da semana passada, que foi de 71 milímetros segundo registro da Epagri.

Tanto que ontem ele começou o plantio da safrinha, segunda safra, numa área de seis hectares. Nessa mesma área ele perdeu metade da lavoura de milho. Mas a chuva salvou outra área de quatro hectares, onde o agricultor espera colher 400 sacas. Essa produção, somado ao que espera colher na safrinha, deve garantir alimentação para as 40 vacas, que produzem 450 litros por dia. A produção havia diminuído 20% e ele já vê recuperação após a chuva, pois o pasto voltou a ficar verde. –As vacas já aumentaram dois a três litros por dia- explicou.

Bortoli disse que as medidas governamentais não devem beneficiá-lo. Ele não pegou empréstimo no banco. Mas acredita que os pequenos produtores terão benefício com as medidas.


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06 jan09:06

Cepa/Epagri divulga estimativa de perdas

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri divulgou uma estimativa de perdas com a estiagem. De acordo com Cepa as perdas são R$ 166 milhões. As perdas são R$ 125 milhões no milho (8,5%), R$ 21 milhões no leite (16%), R$ 10,5 milhões na soja (2%) e R$ 5,5 milhões no feijão (4%).

Já numa estimativa do secretário de agricultura João Rodrigues as perdas podem chegar a R$ 400 milhões. Ele avalia que o prejuízo no milho pode chegar a 25%.

O analista do Instituto Cepa, Francisco Heiden, afirmou que as perdas no Oeste e Extremo Oeste são mais significativas. –Lá há produtores que perderam tudo- afimou.

O agricultor Neuri Girardi, de Chapecó, estima em 60% a perda nos 12 hectares de milho que plantou. Ele esperava fazer 600 toneladas de silagem e agora deve conseguir apenas 250 toneladas. –Vou ter que comprar mais alimento pras vacas- explicou. Ele produz cerca de 15 mil litros de leite por mês. A produção já caiu três a quatro mil litros. E, para não diminuir ainda mais, terá que utilizar ração. –Meu custo vai aumentar em 20%.

Mesmo com a situação crítica no Oeste em outras regiões do Estado o desenvolvimento das lavouras está normal, segundo Heiden. Além disso, mesmo no Oeste há algumas lavouras que receberam mais chuva e tiveram um bom desenvolvimento.

Heiden disse que parte do milho já estava formado quando inicio a estiagem. Já nas lavouras de soja, onde as perdas ainda são pequenas, o prejuízo pode ser grande se não chover em janeiro.


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