Esgoto

30 nov15:25

Obras do esgoto sanitário em Xanxerê estão 70% concluídas

Cerca de 70% das obras do esgoto sanitário de Xanxerê estão prontas. Nesta primeira etapa, 1.035 residências vão ser atendidas. De acordo com a Prefeitura após a conclusão da segunda etapa aproximadamente 65% das moradias do município vão ter a coleta de esgoto.

Os trabalhos iniciaram pela rua Victor Konder, sendo que a tubulação passará pela Coronel Passos Maia, Rui Barbosa, Sete de Setembro, Dr. José de Miranda Ramos, Coronel Santos Marinho, General Osório, Floriano Peixoto, Papa João XXIII, Fidêncio de Souza Mello, Almirante Tamandaré, Arthur Dambroso, Ivo Sguissardi, Antônio Victorio Giordani, Irineu Bornhausen, Presidente Vargas e Barão do Rio Branco. A estação de tratamento foi construída na Linha Invernadinha, interior do município.

O valor total desta primeira etapa é de cerca de R$ 9 milhões.


Plano Municipal de Saneamento Básico

No sábado, dia 1º de dezembro, será assinada a ordem de serviço para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico no município.

A assinatura será realizada às 9 horas, no gabinete do prefeito Bruno Linhares Bortoluzzi, com a presença do Superintendente Estadual da Funasa/SC. Após a assinatura, será feita uma vistoria as obras do esgoto sanitário e também à Estação de Tratamento.


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17 dez09:39

Seminário Regional de Saneamento Básico

Aproximadamente 150 pessoas prestigiaram o Seminário Regional de Saneamento Básico promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira em Palma Sola. O evento foi realizado na tarde da sexta-feira, 16, no CTG e teve explanações técnicas, discussões e debates em torno do saneamento básico dos municípios e do Sistema de Tratamento de Dejetos Humanos, projeto pioneiro no Brasil e instalado naquela cidade.

De acordo com o secretário Regional, Flávio Berté, a ideia de promover o Seminário partiu da necessidade de socializar com a comunidade as preocupações com os destinos dos resíduos orgânicos produzidos pelas residências, indústrias e prédios. – Também conseguimos demonstrar para os presentes a proposta do Sistema de Tratamento de Dejetos Humanos, projeto pioneiro no Brasil que está em funcionamento em Palma Sola. Ele atua por meio do sistema de oxicoagulação eletrônica associada a compostagem termofílica em sistema mecanizado e automatizado – detalha Berté.

>> Alternativa para tratamento de esgoto

Participaram do evento, além do secretário Regional, Flávio Berté; o diretor-geral da SDR Dionísio Cerqueira, Sedi Zanella; o prefeito de Palma Sola, Claudiomar Crestani; os gerentes de agricultura, Ademilson Stuani, de Assistência Social, Loiri Albanese Moraes e de Saúde, Eila Labres, representantes da CASAN, da FATMA, da EPAGRI, de Associações Comunitárias, de empresas de engenharia ambiental, de universidades, alunos do Ensino Médio de Palma Sola e Dionísio Cerqueira, representantes da Polícia Militar, da Polícia Ambiental e organizações não-governamentais. Ao final do Seminário, os presentes realizaram uma visita in-loco no projeto de Estação de Tratamento de Dejetos Humanos de Palma Sola.


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23 out08:35

Alternativa para tratamento de esgoto

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Um projeto inovador de tratamento de dejetos humanos que está sendo desenvolvido em Palma Sola, no Extremo Oeste Catarinense, completa um ano neste mês. O sistema, que já vem sendo utilizado no tratamento de dejetos de suínos, pode ser solução uma solução barata para dar um destino adequado ao lodo do esgoto doméstico nos pequenos municípios. Um DVD com informações da iniciativa já foi apresentado até para a presidente Dilma, pelo deputado federal Onofre Agostini.

O secretário regional de Dionísio Cerqueira, Flávio Berté, considera que a iniciativa pode revolucionar o sistema de tratamento de dejetos em todo o país. O projeto custou cerca de R$ 200 mil, sendo R$ 164 mil do Governo do Estado e, o restante, da Prefeitura.

O engenheiro agrônomo responsável pelo projeto, Edenilson Zuanazzi, afirmou ter convicção de que o projeto é viável, pelos resultados obtidos até agora. Ele calculou que o custo de implantação de uma rede coletora e estação de tratamento nos moldes tradicionais, custaria R$ 4 milhões a R$ 5 milhões em Palma Sola, que tem 7,7 mil habitantes.

Zuanazzi disse que, devido ao alto custo, muitos municípios abrem valetas de esgoto a céu aberto, o que representa um risco à saúde da população.

Ele explicou que o sistema é parecido com o utilizado em tratamento de dejetos suínos, em que há uma separação da água e do lodo e depois a matéria orgânica é misturada com serragem. Zuanazzi disse que, em virtude de ser um projeto piloto, ainda há alguns aspectos que devem ser melhorados, como o aumento do grau de descontaminação, que ainda não atingiu os padrões recomendados.

Por isso a estação de oxicoagulação está sendo trocada, ao custo de R$ 100 mil. Assim o grau de eficiência do sistema, que é o nível de pureza do líquido que sai do sistema, vai atingir os 95% exigidos pela legislação. Além disso a capacidade de tratamento vai passar dos cinco mil litros para 24 mil litros dia.

A cobertura também vai aumentar dos atuais 10% para 30% da população. O transporte do lodo será bancado por uma taxa de R$ 25 por viagem, cobrada dos morador. Zuanazzi disse que parte do custo da troca dos equipamentos será bancado pela empresa Eco Enge, que desenvolveu os equipamentos e tem interesse em criar um sistema em grande escala.

Zuanazzi informou que a compostagem necessita de dois anos de fermentação e depois mais 90 dias de “descanso”, para ser utilizado. Ele afirmou que, após esse tratamento, o material já poderia ser jogado em aterros sanitários. Mas, aumentando a eficiência do sistema, pode ser utilizado em canteiros de flores, reflorestamentos e até em hortas.

Nos próximo anos serão feitos testes de plantio de hortaliças, para avaliar os índices de descontaminação. Para quem tem nojo, o agricultor Valdir Rossetti, que cuida da estação de tratamento, desafia: -Eu vou o primeiro que vai comer- declarou.

No entanto a intenção do município não é produzir verduras para comercialização com esse “adubo”. Zuanazzi disse que, além da questão cultural, não existe legislação no Brasil regulamentando esse uso.

Mas a intenção de utilizar como fertilizante para canteiros de flores e reflorestamento é real. Zuanazzi espera que, a partir dos testes realizados em Palma Sola, ocorra uma pressão para regulamentar o uso agrícola do lodo do esgoto doméstico.


Prefeito vê iniciativa como solução

O prefeito de Palma Sola, Claudiomar Crestani, considera que o sistema de tratamento do esgoto doméstico implantado no município é uma solução tanto para os pequenos municípios, quanto para os bairros mais afastados dos grandes municípios. –Os pequenos municípios estão todos irregulares, até nós estávamos- afirmou, sobre a destinação dos dejetos humanos.

Crestani disse que a alternativa além de ser mais barata, ainda proporciona a utilização da compostagem como adubo.

O prefeito acredita que não haverá resistência da população pois já foi testado o uso num canteiro de flores e não houve reclamação, pois não há cheiro nem a presença de moscas. A idéia inicial é utilizar o produto em áreas públicas. Se sobrar, será distribuído para a população. Até o prefeito se dispõe a utilizar o material.

Já quanto ao uso para produzir alimentos ele afirmou que ainda vai depender de estudos, mas está otimista. –Acredito que não vai ter problema pois o esterco de suíno tem mais cheiro- comparou.


Sanitarista diz que esgoto doméstico pode ser usado se for tratado

O uso do esgoto doméstico como adubo não é problema na visão da chefe do Departamento de Saúde Pública da UFSC, a sanitarista e Doutora na área de Saúde, Jane Philippi. –Pode ser usado como adubo se for tratado- explicou. Ela afirmou que é necessário pasteurizar o lodo, elevando a temperaturas superiores a 70 graus para eliminar os vermes e outros micro-organismos que causas doenças.

Ela citou que as fezes humanas contém verminoses, bactérias que podem causar diarréia, e vírus como os da hepatite e rotavírus.

A sanitarista não vê problema nem em cultivo de verduras com as fezes humanas, desde que ocorra um rígido controle. –É preciso um tratamento adequado e controle de qualidade como numa indústria- explicou. Tudo para garantir a eliminação de agentes contaminantes que podem trazer risco para a saúde pública.


Casan vai avaliar projeto

O presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Dalírio Beber, disse que recebeu informações sobre como funciona o projeto. Ele informou que os técnico analisaram o sistema e estão programado uma visita “in loco”. Beber determinou que área técnica acompanhe os testes de Palma Sola, para que possam dar o aval sobre a segurança do projeto.

O objetivo, segundo ele, é verificar se o projeto e sua operacionalidade se adequam aos objetivos da Casan, no setor de saneamento, em relação ao tamanho e população dos municípios que atende .

Beber disse que a Casan tem interesse em novas tecnologias de tratamento de esgoto. Tanto que está implantando um projeto de depuração de matéria orgânica utilizando minhocas, em Armazém.

Como funciona o projeto

1-Um caminhão pipa recolhe os dejetos nas fossas sépticas, que são unidades de tratamento primário do esgoto, geralmente instalada nos quintais.


2- O dejeto é levado para duas caixas de decantação, onde fica 24 horas.


3- A parte mais leve flutua e é canalizada por gravidade até uma outra caixa, com uma camada de brita de brita de 25 a 30 centímetros e um filtro biológico, onde há bambus colonizados por bactérias que degradam a matéria orgânica.


4- A terceira estação é a de oxicoagulação. Por meio de eletrodos de alumínio é dada uma descarga elétrica no líquido, que forma espumas. Essa espuma é raspada e jogada numa outra caixa, deixando a água livre de matéria orgânica e coliformes. Esta água é jogada numa lagoa e liberada no meio ambiente.


5- O lodo e a espuma retirados durante o processo são canalizados até um galpão de 250 metros quadrados, onde são misturados com uma camada de serragem. Um equipamento faz a mistura. O telhado é transparente o que facilita a fermentação do material e a evaporação da água, restando apenas a matéria orgânica.. Depois de dois anos o lodo pode ser levado para um aterro sanitário ou, se estiver livre de contaminação, pode ser utilizado para adubar flores e reflorestamentos.


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26 set15:28

Adequação no sistema de esgoto

A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Xanxerê, com atuação na área do meio ambiente, recomendou que os Prefeitos Municipais de Xanxerê, Bom Jesus e Faxinal dos Guedes notifiquem todos os moradores a adequarem o sistema de esgoto individual das residências de cada um dos Municípios.

Segundo informações recebidas pela Promotoria, muitas residências lançam diretamente o esgoto doméstico diretamente na rede pluvial, contaminando os lençóis freáticos e cursos d´água da Comarca.

Os moradores que receberam o aviso terão o prazo de 60 dias para se adequarem. Se houver descumprimento, poderão ser processadas pela Promotoria de Justiça. As multas que podem ser aplicadas variam de dois a 50 salários mínimos.

As providências fazem parte do Programa de Adequação de Esgotos Sanitários do MPSC, que busca a articulação entre o Ministério Público e órgãos do poder público para superar os problemas originários da destinação inadequada dos esgotos sanitários, prevenindo eventuais danos ao meio ambiente.


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