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Estiagem

23 dez17:09

Estiagem e insumos elevam o preço do leite

A estiagem e o aumento dos custos de produção estão pressionando para cima os preços do leite praticados pelas indústrias na remuneração dos produtores rurais. Os valores de referência dessa matéria-prima calculados pelo Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado de Santa Catarina (Conseleite) para novembro aumentaram 1,7% e, para dezembro, estão projetados com mais 2,2% de reajuste.

O presidente do Conseleite e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), Nelton Rogério de Souza, explica que o preço do litro de leite subiu em novembro na comparação com outubro, influenciado pela baixa oferta do produto motivada pela redução do volume de chuvas nas principais regiões produtoras.

Também provocou a alta dos preços do leite o aumento dos custos de produção em razão da elevação das cotações do milho e do farelo de soja, componentes da ração animal. Essa elevação no preço estimulou a exportação, que somou 16 milhões de toneladas no acumulado do ano e reduziu os estoques no mercado interno. No caso da soja, a maioria dos preços recuou entre outubro e novembro, movimento influenciado pela perspectiva de entrada da nova safra brasileira, que deve ser recorde. No entanto, os preços praticados em novembro ficaram acima da cotação praticada em igual período de 2011.

Os valores projetados pelo Conseleite para dezembro são de R$ 0,7231 para o leite padrão, embutindo 2,2% de majoração; R$ 0,8316 para acima do padrão e R$ 0,6574 para o leite abaixo do padrão de qualidade estabelecido.  No mercado real, os criadores estão recebendo valores maiores que, em razão da qualidade, da quantidade e de outras condições.

Nelton destacou que as famílias brasileiras estão ampliando o consumo de produtos lácteos de maior valor agregado e de melhor qualidade à medida que aumentam sua renda. Este cenário é observado principalmente nas classes C, D e E, que também estão dispostas a pagar mais caro por estes itens, mesmo que isso resulte na elevação dos gastos. Essa tendência é confirmada pelo boletim Ativos da Pecuária de Leite, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Na classe C, o levantamento aponta que o aumento de 1% da renda gera incremento de 0,4% no consumo e uma elevação de 1,14% nas despesas com estes produtos. Nas classes D e E, o mesmo ganho de 1% na renda amplia o consumo em 0,6% e os gastos em 1%.

IMPORTÂNCIA

O leite é uma riqueza econômica e nutricional em Santa Catarina. Quinto  produtor nacional, o Estado gera 2,2 bilhões de litros/ano. Praticamente todos os 190.000 estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O oeste catarinense responde por 60% da produção com cerca de 50.000 estabelecimentos rurais.

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13 dez14:55

Chuva chega ao Estado e predomina em todas as regiões nesta quinta-feira

Depois de dias de calor intenso, a instabilidade chegou a Santa Catarina com chuva em diversas regiões. De acordo com o metereologista da Epagri/Ciram Marcelo Martins, a chuva que começou por volta das 8h30 desta quinta-feira, no Oeste, e se estendeu por todo o Estado. O cenário chuvoso deve se manter durante a tarde.

Em Florianópolis, o tempo mudou por volta das 10h30min.

– Essa chuva é boa, principalmente, para os moradores do Oeste e Meio-Oeste, que sofrem com o abastecimento de água – disse o metereologista.

A previsão é de que o acumulado seja de 30mm a 40mm, podendo chegar a 60mm. Até as 12h, havia chovido 20mm em Chapecó, de acordo com a medição da estação meteorológica do Grupo RBS. Para a sexta-feira e o fim de semana, estão previstas pancadas de chuvas isoladas em algumas regiões do Estado.

Temperaturas por volta das 7h nas principais cidades do Estado  

Florianópolis 25.2°C
Blumenau 23.2ºC
Joinville 23.3ºC
Lages 19.4ºC
Chapecó 19.6ºC  

* Informações da estação meteorológica do Grupo RBS     

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11 dez12:46

Estiagem: 15 municípios decretam emergência

Daisy Trombetta e Darci Debona


O número de atingidos pela estiagem ainda não foi contabilizado pela Defesa Civil, mas milhares de torneiras estão secas em Santa Catarina. Há pelo menos três meses sem chuvas significativas, municípios do Oeste e Meio-Oeste do Estado tentam driblar as dificuldades. Garantir água para o consumo animal e também para a agricultura é o grande desafio.

Moradora de Seara tem água para poucos dias.

Só que em alguns locais também falta água nas áreas urbanas e para a subsistência humana. Em Seara, no Oeste, o problema é antigo e rio que abastece a cidade está seco. Enquanto os homens não tomam providências para combater a estiagem, resta à aposentada Terezinha Martini pedir a Deus que mande chuva para não passar mais um final de ano com a torneira seca, como no ano passado.

— Espero que venha água para o Natal — disse, ao lado da caixa de água reserva no fundo da casa, onde restam apenas 500 litros.

A caixa que fica em cima da casa está vazia há três dias, tempo que não recebe água da Casan. E Terezinha tem apenas 500 litros para tomar banho, beber, lavar a roupa, fazer a comida, lavar a louça e utilizar no banheiro. O banho, é de bacia. A água é jogada no vaso. Na máquina de lavar, a mesma água é utilizada durante três dias.

— É a coisa mais triste do mundo — diz Terezinha.

A vizinha, Malvina Rodrigues, não vê água saindo da torneira há 15 dias. A única água que chegou nesse período veio de um caminhão dos bombeiros, mas que serve só para tomar banho e limpeza.

Para beber e lavar a louça ela depende das duas viagens diárias que o marido faz a pé, com uma bombona de 20 litros nas costas, para buscar água numa fonte que fica a mil metros de distância.

— Dá uma canseira — desabafa o pedreiro Jandir Rodrigues, mostrando o declive que ele precisa percorrer e que as pessoas que conhecem Seara podem imaginar como é.

Por isso, Malvina economiza ao máximo a água. Ela coloca a louça suja dentro de uma bacia e vai lavando com um caneco.

— Nós ligamos para a Casan, mas ninguém atende — diz.

Seara é um dos 15 municípios catarinenses que decretaram situação de emergência até agora. Mas poderia estar fora da lista. É que o Governo do Estado investiu mais de R$ 3 milhões num poço profundo, com 588 metros, e que passa mais tempo parado do que funcionando.

Ele foi inaugurado em 2009 e, na estiagem passada, não ajudou porque a bomba estragou e, na retirada, caiu e ficou entalada. Depois que passou o forte da estiagem ele foi arrumado. Mas, há cerca de 15 dias, a bomba novamente teve problemas mecânicos e elétricos. Uma nova bomba, vinda de Maravilha, foi instalada no final de semana. Mas ela não consegue operar continuamente, pois causa sobrecarga no sistema elétrico.

Enquanto isso, foram contratados três caminhões de uma empresa particular, que transportam um milhão de litros por dia, até o reservatório. De acordo com o diretor de urbanismo e membro da Defesa Civil de Seara, Fábio Stocco, cerca de 50 famílias que moram nas partes mais altas, que não estão sendo abastecidas, estão recebendo água com um caminhão pipa.

De acordo com o assessor de Relações com os Municípios da Superintendência da Casan no Oeste, Nilso Macieski, informou que, apesar de alguns reservatórios terem baixado, Seara é o único município com problemas no abastecimento urbano.

O prejuízo da seca também foi sentido na conta de água da família de João Atílio Parizi, que mora em linha Serra Alta, no interior de Herval d’Oeste, no Meio-Oeste do Estado. No último mês, o consumo na propriedade, onde a água é oriunda de um poço artesiano comunitário, custou R$ 500.

Além de desembolsar a alta quantia na hora de pagar a fatura, o milho que serviria para alimentar cerca de 130 cabeças de gado leiteiro também precisará ser substituído por alimentos mais caros. Com a falta de chuva, os pés do grão estão secos e impedidos de virar comida para as vacas.

— Gastamos muito porque temos que dar água do poço artesiano para o gado, por conta da estiagem. E vai precisar comprar ração também, porque parte do milho está seca e outros pés nem nasceram — lamenta.

 

 

Cisterna garante água para as aves

Após enfrentar pelo menos oito fortes estiagens na última década, o avicultor Adenilso Zampieri, de Herval d’Oeste, resolveu investir em uma cisterna para captar e armazenar 500 mil litros de águas de nascentes da propriedade, na linha Sede Sarandi.

Ele financiou cerca de R$ 16 mil reais para construir o local de armazenagem e também comprar a bomba que leva a água até os três aviários, onde são criadas 35 mil aves de corte. A medida evitou que os animais ficassem sem água, mesmo após um período de 90 dias sem chuvas significativas.

— A cisterna garante água suficiente para os animais durante quatro meses, mesmo que todas as nascentes sequem. É uma alternativa viável, o sistema é simples e evita maiores complicações nos períodos de estiagem — analisa.

Desde que instalou a cisterna, em maio deste ano, Zampieri enfrenta a falta de água de forma tranquila, diferente de outros vizinhos que precisam contar com o abastecimento de caminhões-pipa para matar a sede dos animais.

A Defesa Civil Estadual deve contabilizar nesta semana o número de catarinenses atingidos pela seca. Por enquanto, os maiores prejuízos se concentram na agricultura, onde as medidas de resposta são mais difíceis.

No que diz respeito à solicitação de água para o consumo humano, o órgão ainda não teve nenhuma solicitação. E não há outras medidas emergenciais previstas por enquanto. Segundo o diretor de resposta aos desastres, Aldo Baptista Neto, “os kits disponibilizados anteriormente poderão ser reutilizados nas novas ações de assistência, visto que todos os equipamentos adquiridos permaneceram nas regiões para atendimento das comunidades atingidas, o que dá agilidade nas ações de resposta”.


Decretaram emergência

Abdon Batista, Correia Pinto, Erval Velho, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco,Seara, Peritiba, Piratuba, Ipira, Jaborá, Joaçaba, Irani, Herval d’Oeste,Lindóia do Sul e Caxambu do Sul.


DIÁRIO CATARINENSE

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05 dez08:46

Estiagem se alastra em Santa Catarina

Darci Debona* | darci.debona@diario.com.br

Vem chegando o verão e os 17 mil moradores de Seara novamente estão sofrendo com a falta de água. O município é um dos oito em Santa Catarina que decretou situação de emergência em virtude da estiagem. Desde o início da semana três caminhões-pipa estão transportando cerca de um milhão de litros por dia, que são captados no Rio Uvá, em Itá, distante 18 quilômetros da cidade. Cada caminhão, com capacidade para 35 mil litros, faz entre oito e dez viagens por dia. Eles foram contratados pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) a um custo de R$ 8 mil por dia.

Eles despejam a água na barragem de captação no rio Caçador, que está com apenas 20 a 25% da vazão normal. Os moradores da área urbana estão recebendo água somente 12 horas por dia, em forma de rodízio entre centro e bairros. Mesmo assim cerca de 50 famílias das partes mais altas precisam receber água por um caminhão-pipa do município, que entrega 80 mil litros de água por dia. Mais dois caminhões da Prefeitura e dois tratores levam 150 mil a 170 mil litros para 20 propriedades do interior.

De acordo com o diretor de urbanismo e membro da Defesa Civil de Seara, Fábio Stocco, a cidade tem um problema histórico de falta de água que era para ser resolvido com a construção de um poço profundo, inaugurado em 2009.

No entanto o poço enfrentou vários problemas desde a sua construção, com substituição da empresa vencedora da licitação e, após a inauguração, uma bomba que ficou emperrada dentro do poço. No início do ano a cidade teve que ser abastecida por caminhões pipa durante 45 dias. A bomba foi retirada e consertada mas, há duas semanas, voltou a apresentar problemas.

O chefe da agência da Casan no município, Carlos Pressoni Filho, disse que na quarta-feira técnicos da estatal estarão no município para fazer uma avaliação e providenciar a troca do equipamento.

Seara consome diariamente 1,6 milhão de litros de água, subindo para dois milhões nos finais de semana. Isso representa 15 horas de vazão do poço por dia.

A estiagem está concentrada principalmente no Meio Oeste, e Alto Uruguai Catarinense. A previsão para os próximos três meses para Santa Catarina é de chuvas próximo do normal ou abaixo do normal. Não há registros de fenômenos como o La Niña, resfriamento das águas do Oceano Pacífico, que contribuiu com a estiagem do verão passado.


Oito cidades decretaram emergência:

Peritiba

Presidente Castello Branco

Piratuba

Ipira

Jaborá

Irani

Herval d’Oeste

Seara



*Colaborou Juliano Zanotelli




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03 dez08:54

SC já calcula prejuízos com nova estiagem no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A agricultura de Santa Catarina encerra o ano da mesma forma que iniciou: enfrentando problemas de estiagem. Quatro municípios já decretaram emergência: Irani, Jaborá, Ipira e Herval do Oeste. Em algumas cidades, como Videira, choveu menos de 10% da média histórica.

A hidrelétrica de Machadinho, em Piratuba, suspendeu a geração de energia. A perda no milho já chega a 10%, segundo o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), Enori Barbieri, vice-presidente da Faesc.

Ele destaca que, além da quebra, o milho está quase um mês atrasado, em virtude de problemas no plantio, o que agrava a crise no Estado. O grão está cotado em R$ 35 em Chapecó, o dobro do valor de dois anos atrás.

Barbieri afirma que SC precisa implementar uma política de estímulo ao plantio do milho. Os pedidos do Estado junto ao governo federal também surtiram pouco efeito, já que veio apenas 140 mil toneladas para uma demanda de 1,8 milhão.

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Francisco Heiden, estima as perdas do milho entre 8% e 10%. Além disso, ele projeta um quebra de 8% a 12% na produção de leite, parte em virtude da fase de transição das pastagens, mas, principalmente, devido à falta de chuva.

A técnica em meteorologia do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Ciram), Laís Fernandes, diz que há uma previsão de chuva próxima da média histórica.

— Não dá para dizer que vai ser uma estiagem — avalia Laís.

Na estiagem passada, que durou entre novembro de 2011 e junho de 2012, foram afetadas 800 mil pessoas em 152 municípios, com prejuízo de R$ 770 milhões. Muita coisa foi prometida, mas nem tudo foi cumprido.

O secretário de Agricultura, João Rodrigues, destaca que, em dezembro, será licitada a compra de 117 tratores e cem distribuidores de adubo líquido. E os municípios devem entregar a documentação para a perfuração de poços até o final do mês.


O que veio

- R$ 5,3 milhões, R$ 456,8 mil do Fundo Estadual da Defesa Civil e o restante do governo federal para compra de tanques, água mineral, purificadores e motobombas

- R$ 2,7 milhões do governo estadual para auxiliar nos serviços contra a estiagem, principalmente transporte de água.

- R$ 5 milhões do programa Juro Zero investidos na construção de 248 cisternas. Tem mais R$ 5 milhões disponíveis

- R$ 400 para 64 mil famílias beneficiadas pelo bolsa estiagem do governo federal. Ficaram de fora entre 10 mil e 15 mil famílias

- R$ 10 mil por família de crédito do governo federal, com juro de 1% ao ano e bônus de 20% para quem pagar em dia

- R$ 800 milhões do Proagro para o Sul

- Dívidas prorrogadas


O que falta chegar

- R$ 10,9 milhões para aquisição de 117 tratores e 100 distribuidores de adubo líquido para transporta água para os interior dos municípios de um convênio com Ministério da Agricultura e Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (R$ 9,7 milhões) e contrapartida do governo do Estado (R$ 1,15 milhão)

- R$ 9,9 milhões do Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Estado da Defesa Civil com R$ R$ 1,1 milhão de contrapartida do governo do Estado para perfuração de 336 poços com bombas d´água e reservatórios de 20 mil litros para 99 municípios

- R$ 60 milhões do Programa Caminhos do Desenvolvimento anunciado pelo governo do Estado (parte de um empréstimo de R$ 611 milhões com o BNDES) para minimizar os efeitos da estiagem.


O que não veio

- Anistia de dívidas

- Seguro que garantisse renda ao agricultor em caso de perdas e não somente cobrisse o financiamento

- Milho suficiente. Veio apenas 10 mil toneladas para uma demanda de 1,8 milhão de toneladas.


DIÁRIO CATARINENSE



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29 set08:22

Governo Federal libera R$ 10 milhões em equipamentos para 100 municípios atingidos pela estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 10 milhões para a compra de tratores e distribuidor de adubo líquido para 100 municípios catarinenses atingidos pela estiagem. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que o dinheiro já está na conta do Governo de Santa Catarina. Os equipamentos servirão para o transporte de água nos municípios, em caso de nova estiagem. Os tratores tem potência de 75 cavalos e o distribuidor tem capacidade para seis mil litros. O Governo do Estado dará uma contrapartida de R$ 1,15 milhão nesse projeto.

De acordo com o secretário de Agricultura, João Rodrigues, o edital de licitação será lançado nos próximos dias e os equipamentos devem ser adquiridos em 60 dias.

Os municípios foram escolhidos pelo número de decretos de emergência, entre cinco e sete nos últimos dez anos. Alguns municípios como Chapecó, Abelardo Luz e Concórdia vão receber dois tratores, por terem maior extensão territorial e maior número de produtores.

>> Confira a lista dos municípios beneficiados

Ideli afirmou que outros R$ 10 milhões do Ministério da Integração Nacional devem ser disponibilizados nos próximos dias, para a perfuração de 336 poços artesianos. O edital de licitação já está pronto e deve ser lançado em outubro.

Além disso o Governo de Santa Catarina tem um empréstimo de R$ 60 milhões já aprovado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. De acordo com João Rodrigues falta só a autorização para Santa Catarina lançar a licitação. Com este recurso serão adquiridos mais 162 distribuidores de adubo líquido, construídas quatro mil cisternas de 10 mil litros e perfurados outros 200 poços artesianos.

Metade dos recursos serão utilizados para subsidiar 30% dos custos de irrigação de até dois hectares, ou construção de cisternas grandes ou açudes. Neste caso os agricultores farão financiamento e o governo bancará parte dos projetos.

Os beneficiados serão os municípios que nos últimos anos tiveram decreto de emergência em virtude da estiagem.

Na estiagem do verão passado, foram 152 municípios em situação de emergência e perdas de mais de R$ 700 milhões na agropecuária.




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29 set08:21

Confira a lista dos municípios beneficiados pelo Governo Federal

Confira a lista dos municípios beneficiados:


Abelardo Luz

Agrolândia

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Anita Garibaldi

Arabutã

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Brunópolis

Caibi

Campos Novos

Canoinhas

Caxambu do Sul

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Frei Rogério

Galvão

Guaraciaba

Ibiam

Ibicaré

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

José Boiteux

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Rio do Campo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Miguel da BoaVista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tilhas

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Xanxerê

Xaxim




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05 set09:08

Estiagem amplia prejuízos de agricultores no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina mal acabou de sair de um período de estiagem, que trouxe prejuízos de R$ 777 milhões, e a falta de chuva já começa a trazer problemas no estado, principalmente na região Oeste. Ontem houve uma reunião da Defesa Civil de Chapecó para tomar algumas medidas de fornecimento de água, que já está faltando em algumas propriedades do interior.

Agosto, com 2,3 milímetros, foi o mês com menor chuva já registrado na Estação Meteorológica da Epagri em Chapecó. Isso em 43 anos de registro, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski.

De acordo com o secretário de Agricultura de Chapoecó, Altair Silva, a produção de leite no município já caiu 30%, devido às pastagens secas, e o plantio das lavouras de milho está atrasado cerca de 15 dias.

O produtor Flávio Fonseca, por exemplo, deveria ter plantado 20 hectares de milho.

– Já deveria estar nascido – explicou. Ele lamenta que teve prejuízo na safra passada, onde perdeu 70% das lavouras de milho e soja.

– Deixei de colocar no bolso R$ 600 mil.  Agora está preocupado pois novamente falta água para as plantas. Pelo menos ele conseguiu um desconto R$ 17 mil no financiamento de R$ 30 mil do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

Outro produtor que teve perdas na safra passada e agora novamente amarga prejuízo é Claudemir Laval. Ele perdeu 50% da safra de milho e de soja. Agora já tem quebra de 50% nos 43 hectares de trigo e, nos 26 hectares de milho, não germinaram 35% das plantas.

– Já é uma lavoura estragada – explicou.

Se chover nos próximos dias ele vai tentar replantar manualmente nos espaços onde o milho não nasceu. Ele afirmou que o ano de 2012 não está favorável ao agricultor.

– Às vezes dá vontade de vender tudo e ir para o Mato Grosso – desabafou.

O funcionário da Agropecuária Locatelli, Paulo Kreibich, aguarda a chuva para plantar os 150 hectares de milho, que já deveriam estar na terra.

– Estamos com as máquinas prontas e paradas há duas semanas – explicou. O solo chega a estar rachando de tão seco.

O secretário adjunto de Agricultura do Estado, Airton Spies, afirmou que as perdas são mais concentradas na região Oeste. Mas ainda não tem um levantamento de quanto é o prejuízo. Spies disse que a falta de chuva já começa a comprometer a próxima safra. E lembrou que a estiagem passada, que causou perda de 900 mil toneladas de milho no Estado, é um dos fatores que está agravando a crise na suinocultura e avicultura, causada pelo alto custo de produção.

Ele lembrou que, no início do ano, a saca de milho de 60 quilos estava em R$ 24 ou R$ 25. Atualmente, está em R$ 35. Se não chover, o problema pode se estender para a próxima safra.

>> 33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Previsão de chuva a partir da segunda quinzena de setembro

Até metade de setembro os moradores de Santa Catarina ainda vão conviver com a falta de chuva. Segundo o meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, há uma massa de ar seco que funciona como um bloqueio atmosférico desviando as massas de ar frio, que vem da Argentina, para o Oceano Atlântico. Puchalski disse que a falta de chuva não é uma estiagem nova e nem continuidade da ocorrida no verão passado.

– É uma condição pontual – explicou.

A boa notícia é que as chuvas devem normalizar a partir da segunda quinzena de setembro. As chuvas podem até ser acima do normal se confirmar o fenômeno El Niño, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico na altura da linha do Equador.

–Há uma expectativa de El Niño – disse Puchalski. O efeito deste fenômeno é o contrário do La Niña, que provocou estiagem em Santa Catarina.

O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, disse que a Epagri/Ciram também prevê normalização das chuvas a partir da segunda quinzena de setembrol. Em outubro as chuvas podem passar de 200 milímetros no Oeste e Meio Oeste, com volume de 140 a 180 milímetros do Planalto ao litoral.

Em Chapecó 375 famílias do interior já estão recebendo água em caminhões pipa. O volume transportado é de 65 mil a 80 mil litros por dia. No verão passado esse volume chegou a 350 mil litros/dia.


Oito meses de chuva abaixo da média

Em Chapecó, nos últimos 10 meses, houve chuva abaixo da média em oito, segundo registro da Epagri. Apenas em abril e julho o volume superou a média.


2011

Novembro: 91,1 milímetros (média de 166,7 mm)

Dezembro: 56,7 milímetros (média de 167,5 mm)

2012

Janeiro: 86,2 milímetros (média de 182,5 mm)

Fevereiro: 98,5 milímetros (média de 184,8 mm)

Março: 85 milímetros (média de 125,9 mm)

Abril: 197,4 milímetros (média de 167,9 mm)

Maio: 47 milímetros (média de 167,6 mm)

Junho: 101,6 milímetros (média de 170,7 mm)

Julho: 180.4 milímetros (média de 155,9 mm)

Agosto: 2,3 milímetros (média de 142,5 mm)


Observação: Um milímetro é um litro de água por metro quadrado


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04 set16:54

33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Dos 152 municípios catarinenses que encaminharam decreto de situação de emergência devido à estiagem, 48 solicitaram prorrogação por mais 90 dias e 33 estão vigentes.

Segundo a Defesa Civil do Estado 826.815 mil pessoas foram afetadas com a estiagem, que durou cerca de setes meses em Santa Catarina. Conforme avaliação de danos da Defesa, os prejuízos na agricultura e pecuária passaram de R$ 728.292 milhões.




Rios em Belmonte, no Extremo-Oeste, estavam com nível baixo em janeiro deste ano. (12/01/2012)



Agosto seco no Oeste

Chapecó nunca registrou um mês de agosto tão seco quanto o de 2012. Além do calor acima do normal foram registrados apenas 2,3 milímetros de chuva, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros.

A estiagem já prejudica a agricultura no Oeste, que responde por 37% do valor bruto da agropecuária catarinense. A situação, que se estende desde novembro de 2011, é preocupante e pode comprometer a economia da região.

De acordo com o gerente da Epagri em Chapecó, Ivan Baldissera, a estiagem afeta a cultura de trigo, as pastagens de inverno, do milho e a produção leiteira.

- O milho começaria a ser plantado nos próximos dias, mas a orientação é que os produtores não façam, pois o solo está praticamente seco – disse Baldissera.


Chuva só depois do dia 15

A primeira semana de setembro vai se configurando mais seca do que o normal no estado. De acordo com o levantamento feito pela Epagri/Ciram,órgão que monitora as condições meteorológicas de Santa Catarina, os volumes de chuva devem ficar próximo da média climatológica até o final do mês.

Na região Oeste a chuva está prevista somente para depois do dia 15 de setembro.

- O mesmo bloqueio atmosférico que favoreceu o predomínio de uma massa de ar seco no estado no mês de agosto persiste sobre a região na primeira quinzena do mês – disse o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski.



Municípios com decreto de estiagem vigente

Água Doce

Agrolândia

Alto Bela Vista

Armazém

Arroio Trinta

Balneário Gaivota

Brunópolis

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Criciúma

Erval Velho

Herval D’Oeste

Ibicaré

Içara

Joaçaba

Lacerdópolis

Luzerna

Macieira

Maracajá

Meleiro

Palmitos

Rio das Antas

Salto Veloso

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

São João do Sul

Sombrio

Timbé do Sul

Turvo

Vargem

Videira


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31 ago14:56

Há 24 anos não era registrada uma estiagem tão forte no mês de agosto em Chapecó

[Atualizado 15h12]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Chapecó não tinha registrado um mês de agosto tão seco desde 1988. Neste ano, além do calor acima do normal foram registrados apenas dois dias de chuva neste mês, dia 7 e 14. Foram apenas 2,3 milímetros, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros.

– Esse número é recorde. Desde 1988, quando foram registrados 21 milímetros, não era registrado um número tão baixo de chuva – disse o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski. O volume de chuva na cidade é registrado diariamente desde 1969.

Francisco disse ainda que a última chuva significativa registrada em Chapecó foi no dia 30 de julho, quando choveu 57 milímetros.

De acordo com o levantamento feito pela Epagri/Ciram,órgão que monitora as condições meteorológicas de Santa Catarina, esta anormalidade registrada durante agosto se deu por um bloqueio atmosférico que favoreceu o predomínio de uma massa de ar seco no estado. Este bloqueio estava previsto para os primeiros 15 dias do mês, mas se estendeu pela segunda quinzena.

Para os últimos vinte dias do inverno, a previsão é de que as temperaturas fiquem ainda mais elevadas.

Setembro, normalmente, registra mais chuva do que agosto. Apesar de o mês começar sob a influência da massa de ar seco, a Epagri/Ciram indica um período de chuva que deve começar no dia sete, se estendendo até o fim da primeira quinzena.



Chuva registrada no mês de agosto em Chapecó

2012 – 2,3 mm

2011 – 266 mm

2010 – 66 mm

2009 – 240 mm

1988 – 21 mm

1969 – 93 mm

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