Estiagem

09 fev09:39

Limpeza na barragem para acumular água em Seara

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A cidade de Seara voltou a entrar em racionamento por falta de água, provocada pela estiagem. O problema é que o poço profundo que poderia abastecer a cidade, está com uma bomba e tubulação entalados desde dezembro. A bomba queimou no dia 15 de dezembro e, na troca, dia 20 de dezembro, o equipamento com 22 toneladas caiu mais de 100 metros dentro do poço, que tem 589 metros.

A barragem do Rio Caçador, que seria a alternativa, não tem volume de água suficiente. Para tentar acumular mais água e aproveitar ao máximo as escassas chuvas está sendo feito um trabalho de desassoreamento da barragem. A empresa Tucano Terraplanagem, de Concórdia, foi a vencedora da licitação no valor de R$ 78 mil. O trabalho iniciou na semana passada e deve estar concluído até sexta-feira.

Aí vai depender de São Pedro ajudar a encher o reservatório. Na questão do poço profundo o superintendente de negócios da Casan para a Região Oeste, Écio Bordignon, disse que um dos canos se rompeu na troca da bomba.

A Casan teve que fazer uma licitação para contratação da empresa que fará a retirada do equipamento. Foi necessária a filmagem no poço e depois a colocação do equipamento para retirada. A empresa Hidropel Poços Artesianos, de Curitiba, foi contratada por licitação no dia 12 de janeiro para fazer a retirada. De acordo com o funcionário Gelson Lima, eles conseguiram engatar a tubulação, mas o peso era muito grande e o equipamento se soltou.

Por isso foi mandado confeccionar em São Paulo uma nova peça chamada “pescador”, que será acoplado ao equipamento. Esse material deve chegar no domingo e, a partir de segunda-feira o trabalho será retomado. A perspectiva é de que o trabalho demore cerca de uma semana para a retirada do equipamento queimado, limpeza e colocação da nova bomba. O custo da retirada é de R$ 137 mi. Mas pode chegar a R$ 406 mil se for necessário trocar o cabeamento.

Bordignon disse que, além de Seara, outros municípios estão com rodízio no abastecimento: Jardinópolis, Formosa do Sul, Maravilha, Pinhalzinho, Caxambu do Sul e São Miguel do Oeste.

Até ontem 86 municípios decretaram situação de emergência. Ontem o secretário de Agricultura João Rodrigues esteve em Brasília onde conversou com a coordenadora de projetos especiais do Ministério da Integração Nacional, Daniela Nogueira. Ele afirmou que Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem ser beneficiados com recursos do Programa Água para Todos, do Governo Federal. O programa prevê investimento em infraestrutura de captação de água para famílias que se enquadram no programa Bolsa Família. Na próxima semana deve ser agendada uma reunião com prefeitos para explicar o funcionamento do programa.



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07 fev23:19

Defesa Civil repassa kit para distribuição de água a SDR Seara

O gerente de Logística e Mobilização da Defesa Civil Estadual, Renaldo Onofre Laureano Junior acompanhado pelo Major Fernando da Defesa Civil Nacional, a geógrafa Sarah Lindberg e o representante da Defesa Civil Regional, Sargento Muller, realizaram demonstração na tarde desta terça-feira, dia 7, nas dependências da Secretaria Regional de Seara, aos conselheiros e prefeitos quanto o funcionamento do equipamento para distribuição de água.

O kit foi entregue a SDR que posteriormente será repassado ao município, na intenção de amenizar os efeitos da estiagem.

O material é composto por quatro caixas de água de cinco mil litros cada e duas motobombas com kit de mangueiras para o transporte de água para consumo humano.


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07 fev13:59

Defesa Civil encaminha 30 kits de emergência para municípios atingidos pela estiagem no Oeste

A Secretaria de Estado da Defesa Civil (SDC), por meio da diretoria de resposta aos desastres, adquiriu 30 kits de emergência para atendimento às comunidades atingidas pela estiagem no Oeste Catarinense. Os materiais foram adquiridos com recursos do Fundo Estadual de Defesa Civil no valor de R$ 263.640,00. Até o momento, 86 municípios decretaram Situação de Emergência e 577.465 pessoas foram afetadas no total.

Cada kit tem o custo de R$ 6.580,00 e são compostos por duas motos bombas, dois conjuntos de mangueiras para sucção e distribuição, oito cintas de fixação com gancho e catraca, e quatro tanques em polietileno com proteção de raios UV com capacidade para 5.000 litros.

Os primeiros municípios que receberam os kits foram da abrangência da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de São Miguel do Oeste: Bandeirantes, Barra bonita, Belmonte, Descanso, Guaraciaba, Paraíso e São Miguel do Oeste. A primeira remessa também atendeu as SDRs de Maravilha, Palmitos, Dionísio Cerqueira, Itapiranga e Colombo. Os municípios atendidos foram: Santa Terezinha do Progresso, São Miguel da Boa Vista, Maravilha, São Carlos, Anchieta, Santa Helena, Formosa do Sul e Santiago do Sul.

Nesta semana, mais SDRs receberão os kits: SDRs Maravilha, Chapecó, Xanxerê, Palmitos, Quilombo e Seara. Os municípios atendidos serão: Serra Alta, Chapecó, Nova Erechim, Ponte Serrada, Palmitos, Tigrinhos, Coronel Freitas, Nova Itaberaba, Marema, Bom Jesus, Cunhataí, Quilombo e Seara. Outras cidades já fizeram as solicitações e, na próxima semana, mais kits serão adquiridos pela Defesa Civil Estadual e encaminhados para o atendimento da população afetada pela estiagem em Santa Catarina.


Sobre o kit

Para atender os municípios atingidos pela estiagem, a Secretaria Estadual da Defesa Civil está utilizando o kit como solução alternativa para captação de água de mananciais e seu transporte. O conjunto de materiais para adaptação em veículos de grande porte com custo de aquisição no valor de R$ 6.580,00, permite a adaptação em veículos já existentes na estrutura dos municípios.

- A alternativa é de melhor custo benefício. O mais comum seria a utilização de caminhões pipas, com alugueis no valor de R$ 30 mil ou mais por mês. Optamos pelo material de polietileno, pois a resistência e a durabilidade são maiores, podendo chegar a 20 anos – explicou o gerente de operações e assistência, capitão Fabiano de Souza.

Os equipamentos permanecerão nas regionais, sob responsabilidade das SDRs para serem utilizados em outras situações de falta de água.


Cartilha

Nesta semana a Defesa Civil Estadual disponibilizou a cartilha informativa – Como Agir no Período de Estiagem, no formato online, com recomendações para a população afetada e para as defesas civis dos municípios. O material foi encaminhado para os municípios, SDRs, e está disponível no site www.defesacivil.sc.gov.br nas redes sociais, twitter e facebook da secretaria.

Centro de monitoramento– Desde o dia 30 de janeiro está ativado em Santa Catarina, o Centro de Monitoramento e Operação da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec). O grupo é formado por técnicos da defesa civil estadual e nacional, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), permanecerá no Estado por período indeterminado, acompanhando a evolução da estiagem.


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03 fev00:56

Bolsa Família antecipa pagamentos a 18 cidades atingidas pela estiagem em SC

Os moradores de 18 cidades afetadas pela estiagem podem receber os benefícios do Bolsa Família adiantado em Santa Catarina. Os recursos dos meses de janeiro e fevereiro, que só saem no fim do mês, já estão disponíveis.

Conforme a Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação, os beneficiários devem procurar a Coordenação do Bolsa Família na Prefeitura antes de retirar o pagamento na Caixa Ecômomica Federal. Todos as famílias cadastradas no programa terão direito ao adiantamento, independente se foram prejudicadas pela seca.

Os recursos foram liberado apenas aos 18 municípios que fizeram a solicitação, de acordo com a diretora de Assistência Social, Dalila Maria Pedrini. Outras cidades, das 86 em situação de emergência, podem fazer o pedido nos próximos dias. Para ter o adiantamento, a Prefeitura deve fazer a solicitação à diretoria de Assistência Social.

O pagamento do Bolsa Família já havia adiantado no ano passado aos municípios afetados pelas enchentes de 2011.

—  Assim como fizemos durante as cheias, negociamos a liberação dos recursos de forma antecipada para auxiliar as pessoas que estão sofrendo e tendo prejuízos durante as catástrofes climáticas — destaca o secretário de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Serafim Venzon.


Cidades beneficiadas:

Águas de Chapecó

Anchieta

Bandeirante

Barra Bonita

Bom Jesus

Caibi

Descanso

Irani

Modelo

Mondaí

Ouro Verde

Palmitos

São Carlos

São José do Cedro

São João do Oeste

Saudades

Serra Alta

Tigrinhos



DIÁRIO CATARINENSE

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02 fev08:59

Sem chuva, situação se complica no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Enquanto no Litoral a onda de calor é motivo de alegria para turistas e veranistas, no Oeste do Estado a notícia trouxe ainda mais preocupação. A região sofre com uma forte estiagem desde novembro, que provoca perdas nas lavouras e deixa milhares de moradores sem água na torneira. São 86 municípios em situação de emergência.

Uma frente fria, que traria a chuva para o Oeste está na Argentina e não consegue chegar na região devido a uma massa de ar quente localizada sobre o Estado. Segundo o observador meteorológico da Epagri de Chapecó, Roque Sulzbacher, a umidade está baixa e segue a previsão de calor na região.

— Podem acontecer chuvas isoladas, mas a umidade está baixa, perto dos 46%. Para chover precisaria estar em 70% — explicou.


1,5 mil pessoas afetados

Uma das situações mais críticas é em Planalto Alegre, que encaminhou um ofício para a Defesa Civil solicitando o envio de 50 mil litros de água potável por dia e kits de distribuição de água. São 1,5 mil pessoas afetadas.

— Só assim poderemos manter o atendimento normal — afirma o prefeito em exercício Sadi Dallacorte.

O gerente de operação e assistência da Defesa Civil, Fabiano de Souza, acredita que deve ser encaminhado um kit com quatro tanques de 5 mil litros para armazenamento de água, duas motobombas, conjunto de acessórios e água engarrafada em vasilhames de 5 litros.

— Os materiais devem ser encaminhados a partir da semana que vem — completou.

Tereza mostra o pouco de água que conseguiu armazenar.

Enquanto a ajuda não chega, os moradores se viram como podem. A aposentada Tereza Klaus mora com o marido em uma casa no centro da cidade, e como fica em um lugar alto, a água potável vem em pouca quantidade. E quando vem, Tereza aproveita para armazenar no tanque e em panelas.

— Sem luz até dá para ficar, mas sem água não tem como — comentou a aposentada.


Situação complicada no interior

No interior a situação é ainda mais complicada. Muitas propriedades estão sem acesso à água potável. E o recurso existente serve apenas para tratar os animais.

— Estamos sem água desde domingo — contou o agricultor Valdemar Voiticoski, que mora na Linha Caroba. Ele tem três caixas d´água na propriedade, mas as três estão vazias.


Iracema Chiarello distribui água para os vizinhos.


Doze famílias da Linha Caroba buscam água na casa da agricultora Iracema Chiarello. A água que vem de uma fonte natural, que consegue manter o nível de 30% da caixa de 20 mil litros.

— Uso dessa água apenas para beber e comer. Para lavar roupa e limpar a casa utilizo a água do Lageado dos Porcos — disse.

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31 jan20:12

Planalto Alegre encaminha pedido de água para Defesa Civil do Estado

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O prefeito de Planalto Alegre, no Oeste, Edgar Rohrbeck, deve assinar e encaminhar na manhã desta quarta-feira um ofício para a Defesa Civil do Estado. Ele vai solicitar 50 mil litros de água potável por dia para abastecer as caixas da cidade. O município sofre com a forte estiagem que afeta a região desde novembro do ano passado.

Segundo o secretário de agricultura, Carlos Panho, dois poços artesianos secaram e está sendo preciso buscar água nos rios Bonito e Lambedor para abastecer aviários, a criação de suínos e gado leiteiro no interior. – Não podemos tirar água dos reservatórios da cidade para levar para as comunidades. Pois a que vem do Rio Chapecó não é suficiente para suprir a necessidade – explicou.

Desde sábado, dia 28, a água não chega em alguns locais da cidade. A fisioterapeuta Gisele Zancanaro, que mora no centro disse que a água vem, mas em pouca quantidade. – Tem dia que vem e dia que não – comentou.

Na semana passada kits para o transporte de água para consumo humano foram entregues para sete municípios do Extremo-Oeste.

Cada um recebeu um kit com quatro tanques de polietileno com capacidade de 5 mil litros cada um, duas bombas, duas mangueiras de sucção, duas mangueiras chatas e oito cintas para fixação. Segundo o secretário regional Wilson Trevisan foram repassadas 28 caixas, 14 bombas e acessórios.



86 Municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 31 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.



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30 jan15:35

Defesa Civil Estadual lança cartilha de recomendações para o período de estiagem

A Secretaria de Estado da Defesa Civil lança nesta segunda-feira, uma cartilha no formato online comrecomendações para o período de estiagem. O material será encaminhado para as defesas civis municipais das regiões impactadas, assim como para as Secretarias de Desenvolvimento Regionais (SDRs), secretariais setoriais entres outras entidades e para a população em geral.

A cartilha “Como agir em período de estiagem” também estará disponível no site da defesa civil www.defesacivil.sc.gov.br e nas redes sociais facebook e twitter da defesa civil estadual.


Conteúdo

A Cartilha contém 14 páginas com recomendações para a população afetada e para as defesas civis municipais.

>> Acesse a Cartilha


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30 jan14:50

À espera de mais chuva

A esperança para o fim da estiagem agora está em fevereiro. A chuva de janeiro ficou bem abaixo do esperado na maioria das cidades do oeste.

Em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste, choveu 119 milímetros em janeiro, no mesmo período foi registrado apenas 86 mm em Chapecó, bem distante da média histórica para o período que é de 184 milímetros. Já em Concórdia, no Meio-Oeste, foram registrados 189 milímetros.


O agricultor Natalino Bortoli comemorou a chuva do dia 13 de janeiro. – Mais oito a 10 dias as plantas iriam secar e ia perder tudo - observou.



>> Chuva traz a alegria de volta ao campo

Em dezembro a falta de chuva foi parecida nas três cidades. Em São Miguel do Oeste foram 24 dias sem chuva, 22 em Chapecó e 21 em Concórdia. Situação que afetou diretamente as lavouras de milho, soja, melancia e a produção de leite. Já são 86 municípios em Situação de Emergência, segundo a Defesa Civil do Estado. E mais de R$ 510 milhões em prejuízos.


La Niña

O fenômeno responsável pela estiagem deve permanecer na região no mês de fevereiro. E segundo o metereologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, os volumes de chuva devem continuar abaixo do normal.

- Os números da chuva devem normalizar no mês de março – disse Puchalski.

Muitas cidades acumulam um déficit de mais de 200 mm, desde a segunda quinzena de novembro.


86 municípios em Situação de Emergência

Com o decreto de Celso Ramos, sobe para 86 o número de municípios em Situação de Emergência em Santa Catarina. A informação é do relatório divulgado pela Defesa Civil do Estado.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 27 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.




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27 jan09:27

Renegociação de dívidas é autorizada

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A renegociação das dívidas agrícolas dos agricultores atingidos pela estiagem foi autorizada ontem pelo Conselho Monetário Nacional. A medida já havia sido anunciada em Chapecó, no dia 16 de janeiro, com a presença dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Bandeira Florence, do ministro interino de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento. No mesmo ato os ministros e o Governador Raimundo Colombo anunciaram um pacote de R$ 28,6 milhões para o combate à estiagem.

A medida autorizada ontem permite que agricultores com financiamentos que venceriam no início do ano possam prorrogar seus vencimentos para 31 de julho. As regras valem para produtores de milho, soja e feijão dos três estados do Sul em municípios com situação de emergência. Em Santa Catarina são 85 municípios com decreto. A regra não vale para produtores cobertos pelo seguro agrícola.



Durante o anúncio da medida no dia 16 de janeiro.



Para o coordenador estadual da Federação da Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) Alexandre Bergamin, a medida tem pouco efeito nos contratos de custeio de lavoura, pois a maioria já vencia em junho ou julho. Mas ajuda nos contratos de financiamento para investimento nas propriedades.

– Os produtores poderão pegar o dinheiro do pagamento e investir na safrinha- explicou.

Bergamin disse que os agricultores pouco foram beneficiados com as medidas até agora. Eles pedem ao governo do estado a anistia do pagamento do programa Troca-Troca de sementes e calcário. Para o Governo Federal foi entregue uma pauta de reivindicação de um salário mínimo por produtor durante seis meses e uma linha de financiamento denominada Mais Água, para implantação de cisterna e rede de irrigação para dois a cinco hectares, com subsídio de 50% no valor.


SC entrega relatório de perdas que chega a R$ 510 milhões

O Governador Raimundo Colombo entregou ontem um relatório das perdas com a estiagem ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Os dados da Epagri apontam perdas de R$ 510 milhões. O governador também encaminhou pedido de inclusão dos municípios do Oeste no programa Águas para Todos, do Governo Federal.

O secretário de Defesa Civil de Santa Catarina, Geraldo Althoff, disse que houve uma reunião na semana passada com o Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina. O objetivo foi solicitar a reavaliação do projeto que prevê 555 ações preventivas de combate à estiagem, desenvolvido em 2006. A intenção é apresentar novamente um projeto a médio e longo prazo para amenizar os efeitos da estiagem.

Na década passada Santa Catarina teve sete estiagens.


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26 jan14:50

Relatório sobre a estiagem será entregue ao Governo Federal

O relatório completo com os dados da estiagem que afetou Santa Catarina nos últimos meses, elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri, será entregue pelo governador Raimundo Colombo ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, nesta quinta-feira.

Santa Catarina será o primeiro Estado atingido a entregar o documento. O governador também cumpre agenda no Ministério de Minas e Energia (MME), onde será apresentado programa para substituição de redes elétricas rurais no Estado.

Os dados da Epagri a serem expostos em Brasília apontam 85 municípios catarinense, que abrigam o total de 498.444 mil habitantes, afetados pela estiagem. Na região, estão localizadas 36% dos 193 mil estabelecimentos agropecuários existentes no Estado e estima-se que os prejuízos no setor ultrapassem os R$ 510,6 milhões. Milho, soja, feijão e leite concentram as maiores perdas.

Mais de 700 mil toneladas de milho já foram perdidas, o que corresponde a cerca de R$ 275 milhões em prejuízos. No caso da soja, as 169 mil toneladas perdidas correspondem a um débito de R$ 115 milhões. De feijão, o estudo aponta perda de 4,2 mil toneladas, o que equivale a R$ 5,6 milhões de prejuízo. Por fim, a produção leiteira também foi comprometida, uma vez que a região oeste responde por 73% da produção estadual. Até o momento, os produtores deixaram de entregar à indústria volume de aproximadamente 29,2 milhões de litros de leite, representando prejuízo aproximado de R$ 22,5 milhões.

Integram a comitiva os secretários de Articulação Nacional, Acélio Casagrande; de Defesa Civil, Geraldo Althoff; os presidentes da Celesc, Antônio Gavazzoni; e do Badesc, Nelson Santiago; o senador Luiz Henrique da Silveira e o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing.


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