Estiagem

12 jan10:59

Secretaria da Agricultura divulga dados sobre estiagem

A estiagem que atinge o oeste de Santa Catarina persiste e, de acordo a Defesa Civil, 73 municípios já decretaram estado de emergência. Sendo que seis pertencem a SDR de Dionísio Cerqueira, seis a SDR de São Miguel do Oeste, sete a SDR de São Lourenço do Oeste, 12 municípios da SDR de Maravilha, sete da SDR de Palmitos, seis a SDR de Quilombo, 10 a SDR de Chapecó, 14 a SDR de Xanxerê, três municípios pertencem a SDR de Seara e dois a SDR de Itapiranga. Esses números representam mais de 70 mil propriedades rurais.

As chuvas que ocorreram nos últimos 10 dias foram de menor intensidade nas áreas afetadas e insuficientes para a reposição dos mananciais, agravando ainda mais a falta de água potável para consumo humano e animal. Também não ocorreram chuvas suficientes para recuperação das lavouras.


Perdas já somam R$ 440 milhões

A estimativa de perdas com a estiagem soma até o momento R$ 440 milhões. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, destaca que os prejuízos são de difícil mensuração e mudam a cada dia. A confirmação de estimativas mais precisas de perdas se dará somente no momento da colheita. – Nesta quarta-feira, a Secretaria da Agricultura, por meio dos escritórios municipais e regionais da Epagri, está realizando um levantamento completo dos prejuízos na agricultura em todos os municípios atingidos pela estiagem – afirma Rodrigues.

A produção mais prejudicada pela falta de chuvas é a de milho. Nos municípios que decretaram estado de emergência as perdas variam de 5 a 70% da produção esperada, o que representa 600 mil toneladas perdidas e 16% da produção estadual do grão. Considerando o preço médio de dezembro/2011, esta perda significa um valor de R$ 235,6 milhões.

Os produtores de soja das áreas mais afetadas já prevêem perdas de produção entre 5 e 30%, o que significa quebra de 7% na safra estadual. O volume perdido já chega a 100 mil toneladas, totalizando perdas de R$ 68 milhões. O secretário João Rodrigues lembra que os produtores de soja têm a possibilidade de estancar as perdas de produção já que as lavouras ainda não se encontram na fase de desenvolvimento de grãos.

Até o momento a perda média de feijão nos municípios mais afetados varia entre 10 a 60% da produção esperada e estima-se que o impacto sobre a produção estadual deve ser de 6 mil toneladas do produto, ou seja 5,3% do total produzido no Estado. Esses valores resultam num prejuízo da ordem de R$ 8 milhões.


Produção leiteira

A produção de leite entregue à indústria catarinense sofreu uma redução de aproximadamente 16% nos meses de novembro e dezembro de 2011. Os produtores catarinenses deixaram de entregar à indústria um volume de aproximadamente 27 milhões de litros do produto, representando um prejuízo em torno de R$ 21 milhões. Entretanto, nos municípios onde a falta de chuva é mais grave, a redução da produção varia de 5 a 50%. Os municípios que registram maiores perdas na produção de leite são Guaraciaba, Dionísio Cerqueira, Cunha Porã e Palmitos.

Outros produtos importantes para a economia do Estado, também sofreram perdas significativas, especialmente, as frutas e hortaliças, piscicultura de água doce e lavouras de fumo. A pecuária em geral como suinocultura, avicultura e gado de corte também enfrenta problemas. Nestas atividades e em outras não relacionadas, os prejuízos chegam a R$ 107 milhões.


Nesta quinta-feira , a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca organiza uma reunião com os presidentes da Epagri e Cidasc para dar sequência às ações emergenciais para diminuir os efeitos da estiagem em Santa Catarina.


Reunião em Brasília

Para tratar das ações emergenciais, o secretário João Rodrigues e o secretário adjunto Airton Spies terão reunião com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, em Brasília, nesta segunda-feira (16), às 15h.

Os representantes de Santa Catarina deverão reivindicar R$ 80 milhões ao Governo Federal para construção de mil açudes de médio e grande portes e de 1,3 mil poços artesianos, as obras visam fornecer água a propriedades rurais em seu entorno.

Entre as demandas do Estado, para amenizar o drama dos agricultores, está a criação de uma linha de crédito de emergência para os produtores atingidos pela estiagem para que possam plantar lavouras de safrinha e custear atividades de pecuária, principalmente no que se refere à alimentação dos animais.

Além disso, os secretários vão solicitar ao Ministro a prorrogação de prazos para pagamentos de dívidas do crédito rural para os agricultores atingidos, transferindo parcelas vencidas ou vincendas de 2012 para o final dos contratos, ou por no mínimo um ano.

Para apoiar investimentos diretamente nas propriedades rurais, o Estado reivindica a liberação de crédito subsidiado, sem juros, destinados à construção de 13,2 mil açudes e reservatórios de água da chuva, e financiamento dos sistemas de irrigação, visando atender áreas irrigadas de até 5 hectares por propriedade. O crédito subsidiado também será destinado à construção de 26,4 mil cisternas e reservatórios de água para consumo na propriedade.

Esses investimentos possibilitarão o desenvolvimento de um grande programa que contempla a perfuração de poços artesianos, captação e armazenagem de água da chuva, construção de açudes em propriedades privadas e sistema de irrigação para pequenos e médios produtores rurais.

Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação



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11 jan18:27

São Lourenço do Oeste decreta situação de emergência

Devido à ausência de chuvas desde o início do mês de dezembro, já são várias as conseqüências no município como falta de água em diversas fontes, açudes secando, pastagens perdendo o vigor, lavouras de milho e soja com perdas. Além da queda na produção leiteira, o gado de corte está perdendo peso e avicultores enfrentando grandes dificuldades para manter a produção de aves.

- Os laudos apresentam uma perda de 40% nas lavouras de milho, 25% nas lavouras de soja e uma queda de 25% na produção leiteira no município, e que vem se agravando a cada dia sem chuva – disse o secretário municipal do desenvolvimento rural, Saulo Tarso Sutilli.

Até o momento, a vazão de água disponível no Rio Macaco e a utilização do Poço Profundo no Aquífero Guarani, tem garantido regularidade no abastecimento de água para a área urbana.

>> Ministro da Integração Nacional vem ao Sul na sexta-feira para anunciar medidas contra a seca

>> Açude seca e animais perdem 20% do peso



73 Cidades em situação de emergência

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunapólis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xaxim


Lista atualizada às 17h, do dia 11 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.


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11 jan15:20

Ministro da Integração Nacional vem ao Sul na sexta-feira para anunciar medidas contra a seca

Kelly Matos | kelly.matos@gruporbs.com.br

Alvejado por denúncias de nepotismo e privilegio de sua base eleitoral, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, desembarca na sexta-feira no Rio Grande do Sul para anunciar o pacote federal de combate à seca nos três estados do sul. Bezerra viajará acompanhado do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

Além de detalhar os planos do Planalto para amenizar os efeitos da estiagem, os ministros avaliarão os prejuízos causados pela falta de chuva.

O grupo interministerial incumbido por Dilma de elaborar o pacote antisseca voltará a se reunir, nesta tarde, na Casa Civil. As medidas estudadas pela força-tarefa incluem a prorrogação das dívidas dos agricultores que perderam parte da lavoura, contratação de novos financiamentos e apoio às cooperativas.

O governo também pretende aprovar uma linha de crédito para construção de cisternas e outras espécies de reservatórios.

A expectativa da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, é de que o conjunto de medidas emergenciais seja concluído amanhã. Durante a conversa com a imprensa, nesta quarta-feira, Bezerra voltou a lembrar que o Planalto irá priorizar o socorro aos pequenos e médios produtores.

Nesta manhã, uma comitiva de parlamentares catarinenses esteve no Ministério da Agricultura, reivindicando apoio às demandas do Estado.


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11 jan15:19

Estiagem provoca situação de emergência em 70 cidades de Santa Catarina

Mais três cidades no Oeste de Santa catarina decretaram situação de emergência devido à estiagem. Com o decreto de Abelardo Luz, Paraíso e Saltinho, o número de cidades que sofrem com a escassez de chuva chegou a 70 nesta quarta-feira.

Na próxima sexta-feira, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou que virá ao Sul para anunciar um pacote de medidas contra a seca.

>> Açude seca e animais perdem 20% do peso

Por conta da estiagem no Estado, a Epagri/Ciram emitiu um boletim sobre o clima na região. A previsão para quinta-feira é que o tempo fique instável nas regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste, devido ao deslocamento de uma frente fria pelo Sul do Brasil, o que causará chuva fraca na madrugada e manhã.

Os volumes de chuva esperados para o dia variam entre 10 e 20 mm, podendo ser superados em pontos isolados. As temperaturas continuam altas e o vento será fraco com alguma rajadas mais intensas.

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11 jan13:31

Açude seca e animais perdem 20% do peso

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de chuva está preocupando o produtor Claudir Castagna, que tem uma propriedade rural no distrito de Alto da Serra, no interior de Chapecó. Um açude já secou e outro está com menos de 10% da água. Ainda há outro reservatório com metade da capacidade, mas a água já não é de boa qualidade.

- Os animais já perderam 20% do peso- calculou Castagna, que tem 100 bovinos de corte.


Claudir Castagna no local onde, em época normal, tem água no açude.


O pasto está secando e a produção de leite, que era de 450 litros por dia, também caiu na mesma proporção. A produção de milho caiu pela metade. Com isso o produtor terá que gastar mais com ração, para complementar a alimentação.

>> Governo de Santa Catarina destina R$ 1,370 milhão para municípios atingidos pela estiagem

A conta de luz já dobrou, de R$ 800 para R$ 1,5 mil, pois ele tem que bombear 30 mil litros por dia de um poço artesiano, que perfurou há seis meses. Ele investiu R$ 45 mil para não ficar sem água como em outras estiagens. Graças ao investimento ele mantém a criação de perus e suínos.


70  Cidades em situação de emergência

Abelardo Luz
Águas de Chapecó
Águas Frias
Anchieta
Bandeirante
Belmonte
Bom Jesus
Bom Jesus do Oeste
Caibi
Campo Erê
Caxambu do Sul
Chapecó
Coronel Freitas
Coronel Martins
Cunhataí
Cunha Porã
Descanso
Dionísio Cerqueira
Entre Rios
Faxinal dos Guedes
Formosa do Sul
Flor do Sertão
Galvão
Guaraciaba
Guarujá do Sul
Guatambu
Ipuaçu
Iraceminha
Irati
Itapiranga
Jardinópolis
Jupiá
Lajeado Grande
Maravilha
Marema
Modelo
Nova Erechim
Nova Itaberaba
Novo Horizonte
Ouro Verde
Palma Sola
Palmitos
Paraíso
Passos Maia
Pinhalzinho
Planalto Alegre
Ponte Serrada
Princesa
Quilombo
Riqueza
Romelândia
Saltinho
Santa Terezinha do Progresso
Santiago do Sul
São Bernardino
São Carlos
São Domingos
São José do Cedro
São Miguel da Boa Vista
São Miguel do Oeste
Saudades
Seara
Serra Alta
Sul Brasil
Tigrinhos
Tunapólis
União do Oeste
Vargeão
Xanxerê
Xaxim





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11 jan09:14

Governo de Santa Catarina destina R$ 1,370 milhão para municípios atingidos pela estiagem

Até terça-feira eram 67 municípios em situação de emergência por causa da estiagem em Santa Catarina. São cidades localizadas nas regiões Oeste e Extremo-Oeste. O governo do Estado destinou R$ 1,370 milhão para os municípios atingidos. O dinheiro é repassado às prefeituras e a verba usada para apoiar no transporte de água, contratação de serviços de máquinas para silagem, alimentação do gado e perfuração de poços artesianos. Nesta quarta-feira, o Estado terá uma resposta sobre a liberação de recursos do governo federal.

O secretário estadual da Defesa Civil, Geraldo Althoff, estará em Brasília. Althoff apresentará relatório dos prejuízos causadas pela estiagem no Estado, estimados em R$ 400 milhões conforme levantamento da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. O secretário desembarca na Capital Federal dois dias após a assinatura do decreto que segunda-feira declarou o Estado em situação de emergência.

Mas com atraso se comparada à pressão exercida pelo Rio Grande do Sul, que já na segunda-feira teve autorizado pelo governo federal o uso de R$ 18 milhões que estavam represados. A quantia foi liberada e ontem mesmo já estava disponível para ser aplicada pelos gaúchos em situações como dificuldade de abastecimento.

O secretário-adjunto da Agricultura, Airton Spies, explica que foram definidas as três prioridades frente aos recursos federais: prorrogação de prazos para os agricultores que fizeram financiamento para o custeio; crédito emergencial para a safrinha (contando com a expectativa de chova até 15 de fevereiro) e recursos para investimentos no sistema de captação e irrigação com água da chuva (cisternas).

Prejuízos estimados em R$ 328 milhões, conforme o Centro de SocioEconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (CEPA), tomando por base produtos como feijão, soja, milho e leite.

Outros produtos importantes para a economia do Estado como frutas e hortaliças, piscicultura e lavouras de fumo também sofrem a ação da seca. O CEPA também está fazendo levantamento para saber dos efeitos na pecuária.

As chuvas que ocorreram nos últimos dez dias foram consequência de trovoadas típicas de verão, sendo rápidas e localizadas. Somaram mais de 30 milímetros na grande maioria dos municípios monitorados pelo Epagri-Ciram. Entretanto, nas áreas mais afetadas do oeste, as chuvas foram de menor intensidade.

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, a Defesa Civil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orientam os produtores rurais em relação ao combate à seca, aos programas do Governo e a prazos e documentos para obtenção de auxílio. Os técnicos informaram que será analisada também a possibilidade de renegociação de dívidas e aumento do limite de endividamento dos agricultores.


Cidades em situação de emergência em Santa Catarina:


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DIÁRIO CATARINENSE


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10 jan15:53

Dilma encomenda plano para combater seca no Sul

Fabiano Costa | fabiano.costa@gruporbs.com.br

Na tentativa de conter os efeitos da estiagem que assola a região sul do país, a presidente Dilma Rousseff ordenou ontem que a Casa Civil elabore um pacote de combate à seca. As propostas, que serão entregues até o final do dia à presidente, devem priorizar investimentos em infraestrutura e apoio aos pequenos produtores rurais.

A determinação presidencial foi discutida durante reunião no Palácio do Planalto entre a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e os ministros Mendes Ribeiro (Agricultura), Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Nelson Barbosa (interino da Fazenda). A presidente estaria preocupada, especialmente, com os prejuízos dos agricultores familiares. Segundo Bezerra, as primeiras medidas de auxílio, incluindo liberação de recursos emergenciais, devem ser anunciadas amanhã.

– A prioridade da presidente é assistir os pequenos produtores, que estão perdendo suas safras, sobretudo, nas culturas de milho, feijão e soja – afirmou o ministro da Integração.

O esboço desenhado pela Casa Civil sugere que os recursos da União sejam empregados em obras de infraestrutura. O objetivo é reforçar as reservas de água nas áreas rurais afetadas pela seca, com a construção de cisternas, aguadas e adutoras. Em 2011, o governo federal havia priorizado os gastos de custeio, como distribuição de cestas básicas e água em caminhões pipa, das cidades que decretaram estado de emergência por conta da seca.

Criticada pelos escassos investimentos na prevenção de tragédias climáticas, Dilma mandou a Defesa Civil Nacional elaborar um estudo de médio prazo para tentar minimizar o impacto da seca no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Técnicos do governo foram incumbidos de garimpar projetos que subsidiem a construção de barragens nos três Estados, garantindo o abastecimento de água potável e a irrigação de lavouras.

Os investimentos do governo catarinense para evitar enchentes foram lembrados pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, como exemplo no país de prevenção. De acordo com Mercadante, após registrar 187 mortes na tragédia que alagou o Vale do Itajaí, em 2008, o Estado não teve vítimas fatais na inundação do ano passado.

– Mesmo com 900 mil pessoas atingidas, a enchente de 2011, em Santa Catarina, não causou mortes diretamente associadas às inundações – observou.


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10 jan14:26

Estimativas de perdas sobem para R$ 440 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina decretou ontem situação de emergência nos 64 municípios que já encaminharam relatórios de perdas devido à estiagem. Outros três municípios já decretaram, mas ainda não encaminharam a documentação. De acordo com o secretário de Agricultura, Airton Spies, o decreto permitirá agilizar a contratação de serviços e a liberação de recursos. Spies disse que ontem foi atualizado o cálculo das perdas e elas já atingem R$ 440 milhões. Cerca de metade desse valor é na lavoura de milho, que tem perda de aproximadamente 10% no estado, o que representa algo em torno de 400 mil toneladas.

Em virtude do aumento do número de municípios em situação de emergência o Governo do Estado também aumentou o repasse de recursos, que era de R$ 1,25 milhão na sexta-feira passada, para R$ 1,357 milhão. O dinheiro é destinado às Secretarias de Desenvolvimento Regional, que faz o convênio com os municípios. Ontem a presidente Dilma Roussef fez uma reunião ministerial em que ainda não anunciou recursos para Santa Catarina, mas determinou à Casa Civil um pacote de combate à seca.

>> Chega a 67 número de municípios em situação de emergência devido à estiagem em SC

Spies entende que há necessidade de renegociação das dívidas, crédito emergencial para plantio de safrinha, verba para equipamentos de transporte de água, facilitação de acesso ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) e recursos para obras de captação, armazenamento e irrigação. Na quarta-feira representantes do Governo do Estado estarão em Brasília para negociar recursos.

Na avaliação do coordenador da Federação dos Agricultures da Agricultura Familiar de Santa Catarina, Alexandre Bergamin, há necessidade de aporte maior de recursos.

Ele entende que tanto o Governo Federal quanto o Estadual devem investir mais na construção de cisternas. Mas o mais urgente é o apoio na distribuição de água e a renegociação das dívidas.



Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, teve uma quebra de 70% na produção de melancia.



Agricultores como Valdemar Voitchoski, de Planalto Alegre, praticamente ficaram sem renda. Ele plantou cinco hectares de melancia onde esperava colher 100 mil quilos e tirar cerca de R$ 45 mil vendendo a R$ 0,45 ao quilo. Mas a falta de chuva provocou uma quebra de 70%. As melancias que eram para pesar 15 quilos ficaram apenas com metade do peso e bem feias. Ele recolheu as melhores e espera vendê-las a R$ 0,10 por quilo para tirar os R$ 12 mil de despesas. -Dá dó de deixar na roça- disse. Nos cinco hectares de milho, a quebra será de 60%.



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10 jan14:22

Estiagem já atinge 400 famílias no interior de Xanxerê

O município de Xanxerê, assim como muitas cidades da região Oeste, sofre pela estiagem desde o final de 2011. Os prejuízos já somam cerca de R$ 9 milhões e atingem 400 famílias no interior do município.

Desde o início do ano a Prefeitura de Xanxerê está distribuindo água às propriedades mais atingidas pela estiagem através de caminhões-pipa. De acordo com o secretário de Agricultura, Valdir Zembruski, as perdas aumentam a cada dia, já que a chuva que caiu nos primeiros dias de 2012 e no último domingo não passam dos quatro milímetros.

Segundo ele, as propriedades que têm reservatório estão conseguindo se manter, mas a procura por abertura de bebedouros para gado é grande. – Somente nesta segunda-feira atendemos mais de 50 agricultores que estão preocupados com o abastecimento de água. A chuva dos últimos dias é insignificante para a agricultura e no interior praticamente nem choveu – destaca Zembruski.

Os agricultores que estão tendo problemas com a estiagem devem procurar a secretaria de Agricultura para esclarecimentos e pedidos de caminhões-pipas ou abertura de bebedouros.


Perdas na agricultura

Somente para a plantação de milho no interior do município de Xanxerê são destinados 5,5 mil hectares. As perdas já são superiores aos R$ 5 milhões, com prejuízo de 200 mil sacas de milho.

Já na cultura de soja, o secretário Valdir Zembruski ressalta que dos 13 mil hectares plantados, as perdas ultrapassam 70 mil sacas, um valor superior a R$ 3 milhões.

Além disso, o secretário destaca perdas significativas na pecuária leiteira, com redução das pastagens, num valor que supera R$ 1 milhão. – Temos registrado também prejuízos no setor de hortifrutigranjeiros e produtos de subsistência, mas é um setor difícil de quantificar – finaliza Zembruski.


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10 jan08:52

Chega a 67 número de municípios em situação de emergência devido à estiagem em SC

Itapiranga e Tunapólis foram as últimas cidades a assinar o decreto de situação de emergência devido à estiagem. O número de municípios que sofrem com a escassez de chuva no Oeste de Santa Catarina chegou a 67 nesta segunda-feira.

Açude do agricultor Leonir Fiabani, de Planalto Alegre, secou e ele recebe agora água de um caminhão pipa da Prefeitura.

A Epagri/Ciram emitiu um boletim apontando o aumento da nebulosidade na região Oeste e a possibilidade de pancadas de chuva isoladas na terça-feira. No Extremo Oeste as chances de preciptação são muito pequenas, mas há algum risco nas áreas que fazem divisa com o Paraná.

>> Secretaria da Agricultura estima perdas de mais de R$ 400 milhões devido a estiagem

>> Dilma recebe ministros para discutir danos causados pela estiagem no Sul

As temperaturas continuam altas e o vento será fraco com alguma rajadas mais intensas.



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