Estiagem

06 jan09:06

Cepa/Epagri divulga estimativa de perdas

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri divulgou uma estimativa de perdas com a estiagem. De acordo com Cepa as perdas são R$ 166 milhões. As perdas são R$ 125 milhões no milho (8,5%), R$ 21 milhões no leite (16%), R$ 10,5 milhões na soja (2%) e R$ 5,5 milhões no feijão (4%).

Já numa estimativa do secretário de agricultura João Rodrigues as perdas podem chegar a R$ 400 milhões. Ele avalia que o prejuízo no milho pode chegar a 25%.

O analista do Instituto Cepa, Francisco Heiden, afirmou que as perdas no Oeste e Extremo Oeste são mais significativas. –Lá há produtores que perderam tudo- afimou.

O agricultor Neuri Girardi, de Chapecó, estima em 60% a perda nos 12 hectares de milho que plantou. Ele esperava fazer 600 toneladas de silagem e agora deve conseguir apenas 250 toneladas. –Vou ter que comprar mais alimento pras vacas- explicou. Ele produz cerca de 15 mil litros de leite por mês. A produção já caiu três a quatro mil litros. E, para não diminuir ainda mais, terá que utilizar ração. –Meu custo vai aumentar em 20%.

Mesmo com a situação crítica no Oeste em outras regiões do Estado o desenvolvimento das lavouras está normal, segundo Heiden. Além disso, mesmo no Oeste há algumas lavouras que receberam mais chuva e tiveram um bom desenvolvimento.

Heiden disse que parte do milho já estava formado quando inicio a estiagem. Já nas lavouras de soja, onde as perdas ainda são pequenas, o prejuízo pode ser grande se não chover em janeiro.


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06 jan09:03

Torneiras secas em Seara

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os efeitos da estiagem no Oeste já começam a ser sentidos também nas torneiras dos moradores da zona urbana. Quatro municípios estão fazendo rodízio no abastecimento de água: Seara, Anchieta, Guaraciaba e São Miguel do Oeste.

Seara ontem decretou situação de emergência aumentando para 56 o número no Estado. A cidade foi dividida em duas partes e cada uma recebe água apenas 12 horas por dia. De acordo com o chefe da agência local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Marcelo Cozer, o rio Caçador, que abastece a cidade, diminuiu a vazão em 70%. Com isso a produção de água tratada está em apenas metade da demanda de 120 litros por hora.

>> Governador anuncia R$ 1,25 milhão para municípios atingidos com a estiagem

Com isso a água acaba não chegando nas partes mais altas da cidade. A Casan está abastecendo cerca de 50 famílias com caminhão-pipa. O problema se agravou em virtude de um problema no poço profundo que tem vazão suficiente para atender toda a cidade. Em dezembro uma bomba queimou e, quando foram trocá-la, a tubulação e a bomba caíram a uma profundidade de 103 metros.

O superintendente regional de negócios da Casan no Oeste, Écio Bordignon, disse que uma empresa deve ser contratada hoje para fazer a retirada do material para poder colocar o poço novamente em funcionamento.

Em São Miguel do Oeste o Rio Cambuim secou e a cidade está sendo abastecida apenas com um poço profundo do Aqüífero Guarani, que produz 130 mil litros por hora, pouco mais da metade da demanda da cidade. O fornecimento foi dividido em 12 horas para a parte alta da cidade e 12 horas para a parte baixa.

O esquema é o mesmo em Anchieta, onde também secaram os mananciais que abastecem a cidade. Em Guaraciaba o problema é a vazão dos poços artesianos que diminuem o fornecimento de água nesse período. A Casan aumentou a perfuração de dois poços, de 150 para 300 metros, e conseguiu aumentar um pouco a vazão. Mesmo assim são efetuadas manobras de registro em que os moradores ficam de seis a oito horas sem água por dia

-Nossa avaliação é que a cada dia a situação preocupa mais- disse Bordignon. Ele informou que a Casan está adotando algumas medidas emergenciais que são a perfuração de poços em Iporã do Oeste, Modelo, Anchieta, Guaraciaba, Videira, Palmitos, São Domingos e Descanso.


Aproveitando a água da chuva

Sem receber água da rede, muitos moradores de Seara aproveitaram para guardar um pouco de água da chuva de ontem em baldes e bacias. Lourdes Antunes, moradora do bairro Bela Vista, colocou o balde na goteira e começou a esfregar a calçada. Afinal, ela tem que aproveitar cada gota. Ela ficou três dias sem água e ontem recebeu um pouco do caminhão pipa da Casan. Seu marido, Domingo Antunes, disse que chegou a ficar sem banho em alguns dias. O filho, Gilmar Antunes, foi nos vizinhos. Para lavar a louça e beber a família vai no centro da cidade e enche litros usados de refrigerante.

O vizinho Décio Gasperin chegou a comprar uma caixa de água nova para tentar construir a cisterna. Mas ele não tinha montado o sistema até a chuva de ontem e conseguiu armazenar muito pouco. A torneira da rede da Casan geralmente está sem água. Desde segunda-feira passada ela jorrou o líquido só no sábado e no domingo. –Chegamos a tomar banho com regador- disse Janice Gasperin. E a água do banho ainda é captada numa bacia, para ser utilizada no vaso sanitário. A família não recebeu água nem do caminhão-pipa. –A gente paga só o vento- reclama Janice. A roupa suja ela leva para a casa dos pais, que moram distante 10 quilômetros, no interior de Seara.

O agricultor Ernesto Tochetto também recolheu um pouco de água com um balde. Para ele a chuva até que foi boa. É que ele tem uma fonte na propriedade e, com a chuva, deve melhorar a vazão. –Vai resolver por uns três a quatro dias- explicou. Mas, na lavoura de milho, a chuva não recupera as perdas de 30 a 40%.





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05 jan19:25

Cepa/Epagri estima perdas em R$ 166 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri divulgou uma estimativa de perdas com a estiagem. De acordo com Cepa as perdas são R$ 166 milhões, sendo R$ 125 milhões no milho, R$ 21 milhões no leite, R$ 10,5 milhões na soja e R$ 5,5 milhões no feijão.

Já numa estimativa do secretário de agricultura de SC João Rodrigues as perdas podem chegar a R$ 400 milhões. Ele avalia que o prejuízo no milho pode chegar a 25%, contra apenas 8,5% na estimativa inicial do Cepa.


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05 jan17:25

Equipe do Jornal Nacional em Chapecó

A equipe do JN no Ar está em Chapecó. Eles chegaram na noite desta quarta-feira e durante o dia percorreram o interior de Chapecó e cidades da região para produzir uma reportagem sobre a estiagem que assola a região Oeste. O resultado será apresentado nesta quinta-feira no Jornal Nacional da Rede Globo.

No final da tarde a equipe se reuniu na RBS TV Chapecó para fazer a edição da reportagem que será apresentada no JN no Ar.


Cesar David (técnico), André Maciel (repórter cinematográfico), Lilia Teles (repórter) e Paulinho Coutinho (editor).


Essa é a primeira vez que a repórter Lilia Teles vem para o Oeste Catarinense. A equipe é formada por seis integrantes da Rede Globo, mais  piloto, co-piloto e comissário.

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05 jan14:51

Seara decreta situação de emergência

Em reunião realizada pela defesa civil na manhã desta quinta-feira, o município de Seara definiu através do decreto nº 394, estabelecer situação de emergência por causa da estiagem. A área urbana é a mais afetada. O abastecimento de água está sendo feito em forma de rodízio e a barragem da Casan está muito abaixo do nível normal. Em algumas regiões do interior, onde a precipitação de chuva foi menor, as perdas chegam a 30%, podendo se agravar se não chover nos próximos dias.

O presidente da Defesa Civil Fabio Stocco explica que essa medida se fez necessária pelo período de estiagem registrado no município, sendo que as previsões não indicam chuvas consideráveis para os próximos dias.

- A população urbana sofre com o fornecimento de água e os pontos mais altos estão sendo abastecidos com caminhão pipa – disse.

O município conta com um poço profundo com profundidade de 588 metros e vazão de 156 mil litros por hora, porém, após sua implantação problemas com a bomba de recalque foram registrados e a falta de água persiste para esta época.

- Essa situação precisa ser resolvida logo, pois quem sofre com este problema todos os anos é a população. Esperamos que a Casan solucione o problema o quanto antes para que se retome o abastecimento normal – destacou o prefeito em exercício, Henrique Fabrin.

O decreto é válido por 90 dias podendo ser prorrogado.


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05 jan14:27

Aumenta número de municípios em situação de emergência no Oeste

[atualizado 19h06]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Mais municípios decretaram situação de emergência em virtude da estiagem que atinge o Oeste Catarinense: Entre Rios, Caxambu do Sul, Guatambu e Bandeirante. Com isso já são 56 cidades nessa situação. E o número deve aumentar, já que a previsão de chuva abaixo da média vai até o mês de março.



André Baggio, de Coronel Freitas, terá uma quebra de 50% na safra do milho.



Até o começo da tarde a Defesa Civil tinha registrado 54 municípios em situação de emergência. As prefeituras de Guarujá do Sul e Palmitos também encaminharam decreto mas a documentação ainda não chegou na Defesa Civil do Estado.

>> Estiagem se agrava no Oeste

O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, viaja para o Oeste nesta sexta-feira onde fará reuniões nas regionais de Chapecó, Maravilha e São Miguel do Oeste. O Governo está fazendo um levantamento dos caminhões pipa disponíveis no Estado, que devem ser deslocados para os municípios mais atingidos. A Epagri vai realizar os laudos de perdas para que os agricultores possam acessar o seguro. Os prejuízos nas lavouras ultrapassam  R$ 400 milhões.


56 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bandeirante

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Chapecó

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Guatambu

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Jardinópolis

Maravilha

Marema

Modelo

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

União do Oeste

Xanxerê


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios. Dados do relatório das 19h da Defesa Civil.



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04 jan20:35

Estiagem se agrava no Oeste

[atualizado 11h48]

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

Mais seis municípios decretaram situação de emergência ontem em virtude da estiagem que atinge o Oeste Catarinense: Riqueza, Descanso, Campo Erê, Santiago do Sul, Tigrinhos  e Xanxerê. Com isso já são 47 cidades nessa situação. E o número deve aumentar há previsão de chuva abaixo da média até março.

A Prefeitura de Seara reuniu nesta quarta-feira a Defesa Civil e definiu que vai decretar situação de emergência a partir desta quinta-feira. O município está em sistema de rodízio de abastecimento em virtude de problemas com a bomba do poço profundo perfurado. Além disso, a vazão do rio Caçador, que também é reservatório da cidade, está com o nível baixo. Outras cidades como Anchieta e São Miguel do Oeste também estão em sistema de rodízio.

Em Chapecó a Casan suspendeu o rodízio após instalação de uma estação de tratamento compacta no bairro Efapi e o auxílio de água tratada da BR Foods nos finais de semana, além da ativação de alguns poços profundos. Além disso iniciou a captação complementar de água na Barragem Santa Terezinha, no Rio Tigre, em Guatambu, para não depreciar o lago da Barragem Engenho Braun, no Lajeado São José, em Chapecó.

Mas na maioria dos municípios o problema maior é no interior, onde algumas famílias dependem de abastecimento com caminhões pipa. O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, viaja para o Oeste na sexta-feira onde fará reuniões nas regionais de Chapecó, Maravilha e São Miguel do Oeste.

O Governo do Estado fará o levantamento dos caminhões pipa disponíveis no Estado, que devem ser deslocados para os municípios mais atingidos. A Epagri vai realizar os laudos de perdas para que os agricultores possam acessar o segurol. Os prejuízos nas lavouras já chegam a R$ 400 milhões.


47 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Chapecó

Coronel Freitas

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Maravilha

Jardinópolis

Marema

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Romelândia

Riqueza

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

União do Oeste

Xanxerê


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.


*Colaborou Juliano Zanotelli

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04 jan18:40

Governo do Estado define estratégias contra estiagem no Oeste

Durante reunião, na tarde desta quarta-feira, dia 04, o governador em exercício Eduardo Pinho Moreira, acompanhado do secretário da Defesa Civil, Geraldo Althoff, do secretário em exercício de Agricultura, Airton Spies, e do presidente da Epagri, Luiz Hessmann, definiu medidas emergenciais de auxílio aos municípios atingidos pela forte estiagem que assola o Oeste catarinense.

Segundo dados da Defesa Civil, 132 municípios estão no foco da estiagem, sendo que 44 já decretaram Estado de Emergência.

- Inicialmente, precisamos garantir o fornecimento de água às pessoas e animais, por isso vamos viabilizar recursos para que as prefeituras efetuem o transporte até as regiões críticas – destaca o governador, que teme graves prejuízos à pecuária na região. O Governo fará também o levantamento dos caminhões pipas disponíveis no Estado, para que sejam imediatamente deslocados para os municípios atingidos.

Aos agricultores, a solução imediata é disponibilizar os laudos periciais para que estes reivindiquem o seguro das lavouras junto às instituições financeiras, já que a perda é inevitável. Eduardo Moreira solicitou ao presidente da Epagri a convocação imediata dos técnicos que estão em férias, buscando agilidade na confecção destes documentos, que são fundamentais para que o agricultor possa entrar com o pedido de ressarcimento e provável indenização.

Momentos antes da reunião, o governador em exercício recebeu uma ligação da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que atendendo ao pedido direto da presidenta Dilma Rousseff, manifestou total apoio do governo federal na liberação de recursos emergenciais a Santa Catarina. O secretário da Defesa Civil explica que os municípios precisam ter agilidade na construção dos relatórios e documentos para que se obtenham estes recursos.

- As prefeituras precisam encaminhar a documentação não só para a Defesa Civil estadual, mas também para o órgão federal, pois assim poderemos ampliar a captação de recursos para combater as perdas -informa Althoff.


Governador no Oeste

Nesta sexta-feira, dia 06, o governador em exercício segue para o Oeste, juntamente com o grupo que participou da reunião, para levar solidariedade e soluções emergenciais neste primeiro momento.

Está marcada uma reunião na Secretaria Regional de Chapecó, junto com representantes das SDR Xanxerê e Quilombo, para as 8h30.

Às 10 horas, a comitiva segue para Maravilha, onde se reúnem com as SDR Maravilha e Palmitos, e às 11h30 fazem a última reunião em São Miguel do Oeste. O problema da seca na região Oeste teve início em novembro de 2011 e deve normalizar somente a partir de março, segundo previsão da Epagri-Ciram.


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04 jan17:34

Defesa Civil reúne órgãos estaduais e trata do plano de ações para enfrentar a estiagem em Santa Catarina

A Secretaria de Estado da Defesa Civil (SDC) reuniu dez entidades do Governo Estadual para tratar do plano de ações para enfrentar a estiagem que atinge o Extremo-Oeste e Oeste catarinense. – O encontro serviu para iniciarmos a formatação das estratégias de curto prazo, assim como de médio e longo prazo. Pretendemos não só prestar o atendimento imediato, como também construir um projeto que minimize os prejuízos e danos da estiagem no Estado – destacou o secretário da Defesa Civil, Geraldo Althoff.

Conforme o relatório das 16horas, desta quarta-feira, 44 municípios decretaram Situação de Emergência por estiagem. A Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos de Guarujá do Sul, Maravilha, Palmitos e São José do Cedro.No total, foram mais de 365 mil pessoas afetadas nessas regiões.

De acordo com o Ciram/Epagri, o período de estiagem deve se entender pelos meses de janeiro e fevereiro. – As chuvas ficarão bem abaixo da média e em períodos espaçados. Se ocorrer chuva, há o risco de granizo e vendaval – alertou a metereologista Marilene Lima. Atualmente, o Ciram/Epagri dispõe de três estações na região do Extremo-Oeste e Oeste: São Miguel do Oeste, Campo Erê e Itapiranga.

A Regional de São Miguel do Oeste informou, que as perdas na região chegam a 50% no milho, 70% no feijão, entre 25 e 40% na produção de leite e entre outras culturas de 20 a 40%. Segundo o secretário regional Wilson Trevisan, no município de Guaraciaba, nos últimos 15 dias, a prefeitura realizou a limpeza de cerca de 40 bebedouros e poços.


Confira algumas ações já desenvolvidas ou que devem ser desenvolvidas pelas entidades:

A Secretaria da Agricultura já pratica programas que buscam a recuperação de áreas degradadas junto aos agricultores. A estiagem já vem sendo discutida e o monitoramento da região por meio das gerências regionais identificam 15 municípios em situação crítica no Estado.

Segundo o órgão, já foram realizadas 410 comunicações ao Banco do Brasil, de perdas na agricultura, e 350 pedidos estão na espera para serem protocolados. Para ser beneficiado pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o agricultor comunica ao banco o problema, e na sequência o técnico emite o laudo da situação.

Num caso mais extremo, como foi no desastre de 2008, este laudo poderá ser coletivo ou único. Esta medida é necessária para que o agricultor seja indenizado. Outros programas também são disponibilizados aos agricultores.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável colocou à disposição da Defesa Civil e dos municípios as informações do novo Mapa Hidrológico de Santa Catarina, com dados de todos os poços existentes no Estado.

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) já está atendendo os municípios de Anchieta e Seara de forma emergencial. Caso necessário, poderá estender este atendimento de forma planejada aos demais municípios. As ações se restringem à distribuição de água por meio de caminhão-pipa nas áreas urbanas onde a entidade atua. Há um ano e meio, a Casan contratou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) para perfurar 21 poços na região. Atualmente, todos estão ativados.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) se colocou à disposição para atuar nas perfurações de poços. Já o Corpo de Bombeiro Militar (CBM/SC) colocou seus caminhões à disposição da população afetada para o transporte de água. A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fatma) também dispôs seus recursos humanos e equipamentos.



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04 jan16:39

Chega a 48 o número de cidades em situação de emergência no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

Mais sete municípios decretaram situação de emergência ontem em virtude da estiagem: Riqueza, Descanso, Campo Erê, Santiago do Sul, Tigrinhos, Vargem Bonita e Xanxerê. Com isso já são 48 cidades nessa situação. E o número deve aumentar nos próximos dias já que há previsão de chuva abaixo da média até fevereiro.


João Foletto, 78 anos, mora na linha Marcon, interior de Chapecó, sofre com a falta da água.


Com isso a falta de água já está se agravando. O problema maior é no interior, onde algumas famílias dependem de abastecimento com caminhões pipa. Mas a área urbana de alguns município já começa a ser afetada. Em Chapecó a Casan suspendeu o rodízio após instalação de uma estação de tratamento compacta no bairro Efapi e o auxílio de água tratada da BR Foods nos finais de semana, além da ativação de alguns poços profundos. Além disso iniciou a captação complementar de água na Barragem Santa Terezinha, no Rio Tigre, em Guatambu, para não depreciar o lago da Barragem Engenho Braun, no Lajeado São José, em Chapecó.

Já há sistema de rodízio em Seara, Anchieta e São Miguel do Oeste.



48 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Chapecó

Coronel Freitas

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Maravilha*

Jardinópolis

Marema

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Romelândia

Riqueza

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

União do Oeste

Vargem Bonita

Xanxerê

*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.


*Colaborou Juliano Zanotelli

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