Estiagem

03 jan20:38

SC já tem 346 mil pessoas em áreas de emergência devido à estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

Santa Catarina já tem 346 mil pessoas prejudicadas pela estiagem segundo levantamento da Defesa Civil do Estado. Isso somando informações de 31 municípios. Outros seis, que estão na lista de 37 municípios em situação de emergência segundo a Defesa Civil, não informaram a população atingida (ver box). Segundo dados do IBGE, esses seis municípios somam 56,7 mil habitantes. Outros quatro, com população de 24,3 mil pessoas, ainda não encaminharam a documentação para a Defesa Civil. Segundo levantamento do Diário Catarinense e do Clicrbschapecó, em contato com as prefeituras do Oeste, já são 41 municípios em emergência, o que somaria uma população de 427 mil pessoas.

Os aposentados João Foletto e Ernesta Foletto, que moram na linha Marcon, interior de Chapecó, convivem com a falta de água há quase um mês.

–Estamos economizando o que dá para não ficarmos sem- disse João, de 78 anos.

Ele mostra poço que baixou cerca de dois metros. Com uma taquara mede o que resta de água, que dá cerca de meio metro. E este volume some logo se ele ligar a bomba que leva água para o reservatório da casa.

– Dá pra ligar só um instante e tem que desligar, senão queima o motor- explicou.

Sua mulher, Ernesta, usa apenas o mínimo para conseguir lavar a roupa. E ainda guarda o que sobra no tanque para casos de necessidade.

Até os animais estão em clima de “racionamento”. Um açude que abastecia 20 bovinos secou. Eles são obrigados a encontrar água em algumas poças de um riacho. Para os porcos e galinhas, ele leva água de balde.

A situação de Foletto é comum na linha Marcon. Vilamir Sobiz calcula que resta apenas 25% do volume de água no seu açude. Dela dependem 10 bovinos e alguns peixes, que devem ser retirados em breve para não morrerem.

No poço de água restam apenas 30 a 40 centímetros, 1,50 metros a menos que o normal. Sobiz disse que pode ficar sem água nos próximos dias quando as aves que tem na propriedade crescerem a começaram a consumir mais.

–Vou precisar de ajuda da prefeitura-disse. O município já está abastecendo cerca de 100 famílias com caminhões-pipa.


41 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Chapecó

Coronel Freitas

Cunhataí

Cunha Porã

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Maravilha*

Jardinópolis

Marema

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Romelândia

Santa Terezinha do Progresso

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil*

União do Oeste


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.



*Colaborou Juliano Zanotelli



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03 jan09:46

Sobe para 37 as cidades em emergência pela estiagem no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Subiu para 37 o número de decretos de emergência em virtude da estiagem. Os novos decretos que a Defesa Civil recebeu ontem são de Bom Jesus, Cunhataí, Faxinal dos Guedes, Flor do Sertão, Irati, Jardinópolis, Palma Sola, Quilombo, Santa Terezinha do Progresso, São Domingos e Serra Alta.

A Defesa Civil tem apenas 32 decretos na lista pois ainda não recebeu a documentação de Guarujá do Sul, Maravilha, Palmitos, São José do Cedro e Sul Brasil.

Hoje, às 14 horas, na sede da Defesa Civil, haverá uma reunião para definir as estratégias de combate à estiagem. Participam da reunião representantes da Defesa Civil, Secretaria da Agricultura, Cidasc, Epagri, Casan, Fatma, Bombeiros e Secretaria de Desenvolvimento Sustentável.

Os municípios estão transportando água para os agricultores com recursos próprios. Há perdas significativas nas lavouras, principalmente no milho, com quebra de 25%, o que representa um prejuízo de R$ 400 milhões. A Epagri deve fazer os laudos para o que os agricultores possam acessar o seguro.


37 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bom Jesus

Chapecó

Coronel Freitas

Cunhataí

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Maravilha*

Jardinópolis

Marema

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Santa Terezinha do Progresso

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil*

União do Oeste


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.


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01 jan18:34

Só garoas e arco-íris

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As nuvens até que rondaram o Oeste durante o final de semana. Mas a chuva, que seria boa para amenizar a estiagem da região, foi pouca. Em Chapecó a estação meteorológica da Epagri registrou apenas 1,3 milímetro de sábado para domingo.

Só deu para molhar a poeira. Em alguns pontos pode até ter chovido mais, mas nada significativo.

Com isso o mês de dezembro fechou com apenas 56,7 milímetros em Chapecó. Isso representa 33,3% da média história. Ou seja, choveu apenas um terço do que normalmente chove no mês.

De acordo com o observador meteorológico Roque Sulzbacher, só em outras duas oportunidades choveu menos em dezembro. Em 2008 foram registrados 43,7 milímetros e, em 2005, 48,3 milímetros. A estação da Epagri faz o controle das chuvas desde 1969.

Nesta terça-feira a Defesa Civil vai reunir o Grupo de Ações Coordenadas, a partir das 14 horas, para definir estratégias de combate à estiagem. Além da Defesa Civil participam da reunião representantes da Secretaria da Agricultura, Cidasc, Epagri, Casan, Fatma, Bombeiros e Secretaria de Desenvolvimento Sustentável.

A previsão do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri ) é que a estiagem dure até fevereiro. Até sexta-feira 26 municípios já tinham decretado situação de emergência. E esse número deve aumentar nesta semana.

O prejuízo maior é nas lavouras de milho, que já registram perdas de R$ 400 milhões. Outro ponto crítico é o transporte de água para famílias do interior. Na área urbana a situação ainda é mais tranqüila. Mas a recomendação é que a população economize.

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31 dez07:34

Ano Novo sem água

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de água vai marcar a virada de ano de milhares de famílias do Oeste Catarinense. Para elas uma chuva forte é o maior desejo para 2012. Nesta sexta-feira até chegou a cair uma garoa em alguns municípios da região. Mas ela foi insuficiente.

Armando Keller, morador da Linha Marcon, no interior de Chapecó, tentou acumular um pouco de água com um balde e uma caixa de água colocados nas goteiras do telhado de sua casa.

Mas o resultado foi apenas um volume que mal dava para ele fazer a limpeza da moradia, o que já vinha adiando há dias.

–Só passo um pano- disse A roupa ele está levando para lavar na cidade.

O poço que abastecia a casa está com apenas 20 centímetros de água. –Dá só pra cozinhar e tomar banho- explicou. O açude que abastecia as três vacas e dois bezerros, também secou. –Se a prefeitura não me trouxer água logo vou ficar sem- preocupou-se. Ele já está na lista dos caminhões-pipa.

Sua vizinha Dejanira Klauss também está com pouca água. O poço dela minguou e há uma semana não consegue mais encher a caixa d’água. –Vem muito pouco- mostra. Ela não liga mais a máquina de lavar roupa há uma semana. –Estou pagando para lavar na minha irmã- explicou.

Para limpar a casa ela pega um pouco do líquido no balde e passa um pano. A água que acumula no reservatório é só para tomar banho e fazer comida. Para beber ela está trazendo do trabalho. Ontem ela pegou 14 litros em garrafas de refrigerante. –A gente dá um jeito- explicou.

Com tanta escassez ela nem vai passar o Réveillon em casa. –Vou pra casa do meu pai- informou.

Nesta sexta-feira o prefeito de Chapecó, José Cláudio Caramori, também decretou situação de emergência. Já são 26 municípios nessa situação.

Segundo Caramori o problema maior é no interior, onde cerca de 100 famílias estão recebendo água em 15 pontos de distribuição. Dois caminhões que transportam 50 mil litros por dia para o interior. Desde sexta mais um caminhão dos Bombeiros está disponível. A perda nas lavouras que chega a 40% no milho e 30% na soja.

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30 dez16:53

Chapecó é a 26ª cidade a decretar situação de emergência por causa da estiagem no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Chapecó é o 26º município do Oeste catarinense a decretar situação de emergência em virtude da estiagem que já dura cerca de 40 dias na região. O decreto foi assinado na manhã desta sexta-feira, pelo prefeito José Cláudio Caramori, após reunião com a comissão da Defesa Civil no município.


Agricultores do Oeste estão preocupados com a falta de chuva na região.


Segundo Caramori, o problema maior é no interior, onde cerca de 100 famílias estão recebendo água em 15 pontos de distribuição. De acordo com o secretário de Serviços Urbanos, Valmor Scolari, são dois caminhões que transportam 50 mil litros por dia para o interior. A partir desta sexta-feira, um caminhão do Corpo de Bombeiros, com capacidade para 10 mil litros, vai reforçar o abastecimento.

O secretário de Agricultura, Ricardo Lunardi, divulgou um levantamento das perdas nas lavouras que chega a 40% no milho e 30% na soja, hortaliças e no feijão. Há também redução de 40% na produção de leite, 30% na produção de carne bovina, 20% nos citros.

Antes de Chapecó, Formosa do Sul também havia decretado situação de emergência em função da seca no Oeste de Santa Catarina. Dos 25, apenas nove decretos ainda não chegaram na Defesa Civil do Estado.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas

Formosa do Sul

Guaraciaba*

Guarujá do Sul

Ipuaçu*

Iraceminha

Maravilha*

Marema*

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

São Carlos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil

União do Oeste*



*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.

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30 dez07:28

Perdas com estiagem já chegam a R$ 400 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A falta de chuva forte nos últimos 40 dias no Oeste está causando prejuízos milionários no Oeste. Somente no milho, a principal cultura atingida, o prejuízo é de cerca de R$ 400 milhões. Segundo o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, a quebra no cereal é de 30 a 40% no Oeste e deve chegar a 25% em todo o estado. Isso representa 950 mil toneladas (15,8 milhões de sacas) a menos na previsão inicial de 3,8 milhões de toneladas.

Em Pinhalzinho o prejuízo é de R$ 5 milhões segundo o prefeito Fabiano da Luz. A perda é de 40% no milho e 10% no leite e 30% no feijão.

Em alguns municípios a perda é ainda maior. Em São Carlos o prefeito Élio Godoy informou que há uma quebra de 60% na lavoura de milho. É o caso do agricultor Célio Boniatti que plantou 16 hectares do cereal. Ele esperava colher 150 sacas por hectare e agora prevê algo em torno de 60 sacas.

– As espigas cresceram mas faltou água na hora da formação do grão- explicou. –O prejuízo deve ficar entre R$ 32,5 mil e R$ 35 mil – calculou.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, disse que suspendeu o recesso da Epagri previsto para janeiro nos municípios do Oeste. Tudo para que os agricultores possam solicitar aos técnicos do Estado que façam os laudos de perdas. Esses laudos são necessários para que os agricultores acessem o seguro.

– A partir de segunda-feira os técnicos estarão no campo- assegurou Rodrigues.

Ele informou que a quebra no milho representa perda na renda dos agricultores e mais custos para produção de suínos, aves e leite. Isso também aumenta o déficit do estado, que é de dois milhões de toneladas. Para o secretário o aumento do custo também pode acabar pesando no preço final ao consumidor.

Rodrigues afirmou que o Estado também está aberto a negociações de dívidas dos produtores com a secretaria, com possibilidade de prorrogar o pagamento de programas como o de troca-troca de sementes.

Além disso as prefeituras estão auxiliando os produtores no transporte de água. O secretário de agricultura de Planalto Alegre, Carlos Panho, informou que diariamente são levadas oito cargas de seis mil litros cada. São 20 famílias que já dependem do município.

Um deles é o agricultor Leonir Fiabani. As fontes secaram e a reserva de um milhão de litros que tinha no açude, se transformou em poucas poças de água em 15 dias.

–Tentei tirar o barro mas não choveu mais- explicou. Agora ele recebe no caminhão pipa o líquido para matar a sede de frangos, suínos e vacas de leite. Mesmo assim a produção de leite já caiu de 840 litros/dia para 460 litros dia. – As vacas já estão perdendo peso- lamentou.

Até o final da tarde de ontem, 25 municípios do Oeste já tinham decretado situação de emergência. E, segundo previsões do Ciram/Epagri, a estiagem deve continuar até o mês de fevereiro.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas

Formosa do Sul

Guaraciaba*

Guarujá do Sul

Ipuaçu*

Iraceminha

Maravilha*

Marema*

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

São Carlos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

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União do Oeste*


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.

*Colaborou Juliano Zanotelli



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29 dez16:39

Prefeitura de Chapecó pode decretar situação de emergência, devido a estiagem

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A maior cidade da região Oeste também sofre com a falta de chuva. O município que teve rodízio de água nos bairros pode decretar situação de emergência devido a estiagem.

Nesta tarde o Prefeito José Caramori se reúne com técnicos da secretaria municipal da agricultura e Defesa Civil para analisar os dados levantados no interior e definir se decreta ou não situação de emergência.

Pelo menos 12 comunidades do interior estão recebendo água de dois caminhões pipa da prefeitura. – Em alguns locais foram construídas redes de águas que amenizaram a situação nas propriedades – comentou o secretário municipal de agricultura Ricardo Lunardi.

Uma coletiva está marcada para as 10h desta sexta-feira no gabinete do prefeito.


Rodízio nos bairros

O rodízio nos bairros de Chapecó foi cancelado na segunda-feira. – Depois que foi instalada a Estação de Tratamento, que libera 30 litros de água por segundo, a situação do abastecimento na cidade amenizou – disse o superintendente regional da Casan Ésio Bordignon.


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29 dez11:55

Já são 25 municípios em situação de emergência devido a estiagem

[atualizado 20h12]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Sobe para 25 o número de cidades em situação de emergência devido a estiagem que afeta a região Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. Destes apenas nove decretos foram recebidos, até o final da tarde desta quinta-feira, e devem homologados pela Defesa Civil Estadual. O órgão ainda não recebeu a documentação das outras 10 cidades. A estiagem já atinge, aproximadamente, 100 mil pessoas.

Município de Nova Itaberaba e Formosa do Sul assinaram o decreto nesta quinta-feira.

O prefeito de Pinhalzinho, Fabiano da Luz assinou o decreto na manhã desta quinta-feira. Segundo ele as perdas são maiores na produção leiteira. – A média por mês chega a 2,5 milhões de litros e a perda até agora passa dos 250 mil litros, ou seja, uma quebra de 10% – lamenta o prefeito.

Técnicos da Epagri e da secretaria municipal da agricultura fizeram um levantamento das perdas nas lavouras de milho (grão e silagem), feijão e soja.



Família Trentin, no interior de Coronel Freitas, recebe diariamente 6 mil litros de água de um caminhão pipa da prefeitura. Parte da água é para abastecer as vacas. Na propriedade a produção de leite caiu 20%.




União do Oeste

O prefeito de União do Oeste Everaldo Luiz Casonatto, após reunião com a comissão municipal de Defesa Civil – Comdec, também optou por assinar o decreto devido a estiagem.

Segundo levantamento da Comdec, Secretaria Municipal de Agricultura, Epagri, Cooperativa e Sindicato, as estimativas de perdas no município são de 15% nas lavouras de soja e feijão, e 35% nas lavouras de milho. Já na produção leiteira as perdas chegam aos 20%. – Cerca de 240 mil litros e um prejuízo de R$ 192 mil – disse o prefeito.

Além das perdas na agricultura, a falta de água para o consumo humano também preocupa. – Em algumas propriedades a secretaria já vem efetuando o trabalho de abastecimento, principalmente em aviários – comenta o secretário municipal de agricultura e meio ambiente, Pedro Trentin.

>> Em Ponte Serrada o rio que abastece a cidade está 80 cm abaixo do normal.

Na terça-feira, dia 03 de janeiro, às 14 horas, a Secretaria Estadual irá reunir entidades que integram o Grupo de Ações Coordenadas (GRAC), para tratar das estratégias para enfrentar o período de estiagem, que segundo Ciram, deve se estender pelos meses de janeiro e fevereiro de 2012. O encontro vai reunir representantes da Defesa Civil Estadual, Ciram/Epagri, Secretaria Estadual da Agricultura, Cidasc, Casan, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Fatma.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas

Formosa do Sul

Guaraciaba*

Guarujá do Sul

Ipuaçu*

Iraceminha

Maravilha*

Marema*

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

São Carlos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil

União do Oeste*



*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.



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28 dez17:56

20 cidades em situação de emergência, devido a estiagem no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Sobe para 20 o número de cidades em situação de emergência devido a estiagem que afeta a região Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. Entre os 20 municípios, apenas 8 tiveram o decreto homologado pela Defesa Civil Estadual até o fim da tarde desta quarta-feira. O órgão ainda não recebeu a documentação das outras 12 cidades.

Há mais de 40 dias não é registrada uma chuva representativa na região. E a previsão do tempo para os próximos dias no Oeste não é das melhores. Segundo o metereologista da Central RBS, Leandro Puchalski, a chance de chuva existe, mas de maneira isolada e em poucas cidades da região.

Em Ponte Serrada, o rio que abastece a cidade está 80 centímetros abaixo do normal. Mesmo assim, não faltou água nos reservatórios da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Porém, um caminhão pipa teve de fazer o abastecimento em comunidades do interior.

A chuva da noite de terça-feira amenizou a situação do abastecimento, mas não aliviou os prejuízos nas lavouras de milho e soja. Segundo o prefeito do município, Antoninho Rossi, as perdas passam dos 30% nas lavouras de milho, e de 15% na soja. A produção leiteira teve uma redução de 25%.

Os danos foram apresentados no formulário de avaliação de danos e pelo croqui da área afetada e encaminhados para a Defesa Civil Estadual.

Uma reunião esta marcada para a terça-feira, dia 3 de janeiro, na Sede da Defesa Civil, em Florianópolis. Segundo o gerente de prevenção da Defesa Civil, Major Emerson Emerin no encontro vão ser discutidas quais providências serão tomadas.

Participam da reunião a Defesa Civil Estadual, Secretaria de Agricultura, Ciram, Cidasc, Epagri, Casan, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Corpo de Bombeiros e Fatma.

Nova Itaberaba

O município deve decretar nesta quinta-feira situação de emergência. Segundo o secretário de administração, Antoninho Bedin a falta de chuva tem afetado o abastecimento de água na cidade e também no interior.

— As pastagens estão escassas e já prejudicam a produção leiteira do município — disse Bedin.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas*

Guaraciaba*

Guarujá do Sul*

Ipuaçu*

Iraceminha

Marema*

Ouro Verde

Palmitos

Passos Maia

Planalto Alegre*

Ponte Serrada*

São Carlos*

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.


>>11 cidades em situação de emergência devido a estiagem



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28 dez11:25

11 cidades em situação de emergência devido a estiagem

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Sobe para 11 o número de cidades em situação de emergência devido a estiagem. Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu, Guaraciaba, Coronel Freitas, Marema, São Miguel do Oeste, Águas Frias, Águas de Chapecó e São Carlos, Guarujá do Sul e São José do Cedro também assinaram o decreto.

André Baggio, de Coronel Freitas, terá uma quebra de 50% na safra do milho.

Há mais de 40 dias não chove em São José do Cedro. O longo período de estiagem trouxe danos e prejuízos para agricultores do município.

Técnicos da Defesa Civil, agrônomos da Epagri, empresas fumageiras, laticínios e cooperativas fizeram um levantamento das áreas afetadas e das perdas das culturas.

- O milho teve uma perda aproximada de 40%, o leite 25% e o fumo 30% . Já no cultivo dos hortifrutis as perdas passam dos 40% – disse o secretário de agricultura e presidente da Defesa Civil de São José do Cedro, Pedrinho Casarin.

Casarin acrescenta que se não chover nos próximos dias os prejuízos podem aumentar. O decreto assinado pelo prefeito, Renato Broetto tem a vigência de 90 dias e poderá ser prorrogado por mais 90 dias.

>> Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Guarujá do Sul

Não é registrada uma chuva significativa há 17 dias na cidade. Segundo o secretário municipal de agricultura, Ênio Barichello, os maiores prejuízos são registrados na cultura do milho. – Nas lavouras do grão as perdas chegam aos 40%, e não tem como reverter esta situação – lamenta o secretário.

O levantamento realizado pelos agrônomos da Epagri e técnicos da Defesa Civil aponta perdas de 35% na plantação de fumo e mais de 30% na produção leiteira. – Os produtores estão antecipando a retirada das plantas da lavoura para não ter prejuízos maiores. A má qualidade da pastagem é uma das responsáveis pela quebra na produção de leite – acrescentou o secretário.

O interior da cidade esta sendo abastecido com água para consumo humano e animal. – Além do transporte de água para as comunidades estamos trabalhando com máquinas na limpeza das fontes naturais – disse o prefeito Celso Taube, que assinou o decreto no final da tarde desta terça-feira.

E a previsão do tempo para os próximos dias na região Oeste não é das melhores. Segundo o metereologista Leandro Puchalski, a chance de chuva existe, mas de maneira isolada e em poucas cidades da região.


>> Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

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