Estiagem

28 dez07:40

Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de água já está começando a mudar o cenário no Oeste. As lavouras de milho, que antes eram verde escuras, agora estão amareladas. André Baggio, de Coronel Freitas, estima em 50% o prejuízo nos dois hectares de milho que plantou. Alguns pés não formaram nem espigas. Outros tem espigas pequenas e poucos grãos. Ele pretendia colher mais de 300 sacas e vender metade da produção. Agora não sabe se vai colher o suficiente para alimentar os suínos, bezerros e ovelhas que tem na propriedade.

Seu vizinho, Antonio Trentin, enfrenta situação ainda pior. Ele não tem água suficiente para os animais. Mesmo recebendo diariamente 6 mil litros de um caminhão pipa da Prefeitura, estão morrendo 25 frangos por dia, devido ao calor. Ele não consegue fazer a nebulização dos dois aviários senão fica sem água para as aves beberem. –É muito triste- lamentou o produtor.

As aves começaram a morrer há uma semana. Mas a falta de água já começou há 20 dias, quando secaram as fontes da propriedade. Ele tem que dividir a água do caminhão pipa com as vacas. Nilce Trentin disse que a produção de leite já diminuiu 20%, de 230 litros/dia para 180 litros/dia.

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Até para o consumo humano o líquido já começa a escassear. –Temos água de poço artesiano mas não é sempre que ela vem- disse Nilse. O jeito é economizar para lavar roupa e fazer a limpeza.

O responsável pela distribuição de água da Prefeitura, Ricardo Martins, disse que diariamente são distribuídas 10 a 12 cargas de 6 mil litros cada no município. São 30 famílias que são abastecidas para o abastecimento humano e animal. Se não chover forte nos próximos dias, esse número deve aumentar.



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27 dez17:59

Prefeito de Caxambu do Sul pode decretar situação de emergência devido a estiagem nos próximos dias

Caxambu do Sul já está em situação de emergência, mas em decorrência das fortes chuvas que atingiram o município no mês de outubro. Foram contabilizados prejuízos no valor de R$ 1 milhão. As áreas mais atingidas foram na malha viária do interior. Segundo o secretário de administração Ivan Bellei, bueiros e pontilhões foram danificados. – Até uma ponte foi levada pela enxurrada. No centro da cidade a água invadiu residências e causou estragos em ruas e calçadas – disse.

Agora a cidade sofre com a estiagem que castiga a região Oeste. A prefeitura deve se reunir com a Defesa Civil para avaliar a possibilidade ou não de decretar situação de emergência devido a estiagem.


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27 dez17:32

Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O número de cidades em situação de emergência aumenta no Oeste. Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu, Guaraciaba, Coronel Freitas, Marema e São Miguel do Oeste, Águas Frias, Águas de Chapecó e São Carlos também assinaram o decreto.

A produção de melancia é a mais prejudicada em Águas Frias. Segundo o secretário de agricultura Antoninho Testa, os agricultores já tem perdas de mais de 50%. No milho chega aos 40%, 30% na plantação no fumo e 25% na soja.

Ainda não está faltando água para o consumo humano no interior do município. E para evitar que isso aconteça a prefeitura esta realizando a limpeza das fontes de águas.

Em Águas de Chapecó as perdas passam de 50% no milho e na produção leiteira e aos 30% no fumo. Para amenizar a situação a prefeitura fez, até a semana passada, o abastecimento de água para o interior da cidade.

– Como o reservatório não está mais dando conta, tivemos que parar de abastecer as propriedades – disse o secretário de agricultura André Tormen. Ele acrescentou ainda que a alternativa encontrada é a abertura de fontes de água nas propriedades rurais.


Água do Balneário abastece o interior

Após reunião com a Comissão Municipal de Defesa Civil, o prefeito de São Carlos, Elio Godoy, assinou o decreto de situação de emergência. Na cidade as lavouras de milho e fumo são as áreas mais atingidas pela falta de água.


Milho é uma lavouras mais atingidas pela falta de água e São Carlos.


Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Nelci Endler, a produção leiteira teve uma redução de 45% devido as pastagens estarem escassas.

Para tentar amenizar a situação, moradores do interior estão utilizando água mineral do poço de Balneário de Pratas. – Os agricultores estão alugando caminhões e puxando água para suas propriedades – disse o prefeito. Ainda segundo, deve ser encaminhado para a Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei sugerindo que os agricultores tenham cisternas em suas propriedades.

Em São Carlos a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Casan, está realizando a limpeza de um poço que estava em desuso. Segundo o Superintendente Regional da Casan, Nilso Macieski o investimento no local poderá amenizar a situação do abastecimento na cidade. – Estamos usando medidas como esta para evitar que seja realizado um rodízio de água na cidade – disse.


Em Ipuaçu prejuízos passam dos 50%

Mesmo com as chuvas do final de semana na região, a agricultura não vai recuperar as perdas nas lavouras com a estiagem em Ipuaçu. A prefeitura ainda está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.

Segundo o secretário de agricultura Eduir Ceron, mais de 50% do milho plantado já foi perdido. – O interior já esta sem água. Os córregos secaram e se não chover o suficiente, ficaremos sem água na cidade também – declarou o secretário.


>> Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

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27 dez11:48

Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Mais duas cidades do Oeste, Marema e São Miguel do Oeste, decretaram situação de emergência devido a falta de chuvas regulares na região. Há mais de 45 dias não é registrada uma chuva significativa.

Na produção de milho as perdas chegam a 25%.

O secretário de administração Denilso Brancalione disse que a chuva do final de semana amenizou um pouco a situação, mas ainda falta água para consumo humano e animal de propriedades do interior. – Um caminhão pipa está levando água para sete comunidades há uma semana. Estamos abastecendo também diversos aviários, e criação de animais, como bovinos e suínos – relata Brancalione.

Na produção agrícola as perdas são significativas, segundo Brancalione, já foram perdidos 20% na soja, 25% no milho e 30% da produção de leiteira.

Em São Miguel do Oeste os prejuízos, segundo dados levantados pela Epagri e Secretaria Municipal de Agricultura, passam de R$ 3,6 milhões no campo. – Se não chover nos próximos cinco dias esse número pode aumentar – disse o secretário de administração e coordenador da Defesa Civil de São Miguel do Oeste, Moacir Fogolari.

A produção mais castigada é o milho, as perdas ficam entre 25% e 30%. A produção leiteira também está afetada.

Dois caminhões pipa estão abastecendo o interior, mas como o cascalho está solto em função da estiagem os veículos tem dificuldade de transitar. – Assim que chover vamos ter que patrolar e arrumar as estradas – disse Fogolari.


Se não chover Xanxerê pode decretar nos próximos dias

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira em Xanxerê ficou decidido que o município vai aguardar até a primeira semana de janeiro para definir se assina o decreto ou não.

– Como no final de semana tivemos uma chuva de 36 mm, decidimos aguardar até o início de janeiro para ver se a chuva ameniza a situação – disse o prefeito Bruno Bortoluzzi.

Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas na região e a previsão não é das melhores para os próximos dias. Segundo o meteorologista Leandro Puchalski o fenômeno La Ninã segue atuando e mudando os sistemas meteorológicos ao longo do verão.


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26 dez19:11

Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A estiagem tem deixado produtores da região Oeste preocupados. Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas na região e a previsão não é das melhores para os próximos dias. Segundo o meteorologista Leandro Puchalski o fenômeno La Ninã, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, segue atuando e mudando os sistemas meteorológicos ao longo do verão. – A tendência é trazer menos volume de chuva que o padrão da estação – disse.

Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu e Guaraciaba, Coronel Freitas também decreta situação de emergência devido a estiagem. O Decreto foi assinado pelo prefeito Mauri José Zucco.


Caminhão pipa leva água para comunidades do interior em Coronel Freitas.


Segundo o diretor de agricultura, Roberto Cordazzo, a chuva que caiu no último final de semana amenizou, mas não resolveu a situação de diversas famílias que enfrentam problemas com a falta de água nas propriedades rurais. – Dois caminhões pipa estão fazendo o transporte de água para cerca de 30 propriedades rurais – disse Cordazzo.

A agricultura é a que mais sofre com a estiagem. De acordo com um levantamento feito pela Secretária Municipal de Agricultura, as lavouras de milho e as pastagens são as áreas mais castigadas. Os dados apontam perdas de 30% na produção de milho e 25% na produção de leite no município.

Preocupada com a situação a prefeitura está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.


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26 dez17:18

Situação de emergência em Coronel Freitas

A estiagem tem deixado produtores de Coronel Freitas preocupados. Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas no município. Devido a isso o prefeito Mauri José Zucco assinou decreto de situação de emergência. Assinatura foi na quinta-feira, dia 22.

De acordo com o diretor de agricultura, Roberto Cordazzo, a chuva que caiu no último final de semana amenizou, mas não resolveu a situação de diversas famílias que enfrentam problemas com a falta de água nas propriedades rurais. – Dois caminhões pipa estão fazendo o transporte de água para cerca de 30 propriedades rurais – disse Cordazzo.

>> Falta de chuva preocupa no Oeste

>> Prefeitura de Xanxerê avalia situação da estiagem no município

A agricultura é a que mais sofre com a estiagem. De acordo com um levantamento feito pela Secretária Municipal de Agricultura, as lavouras de milho e as pastagens são as áreas mais castigadas. Os dados apontam perdas de 30% na produção de milho e 25% na produção de leite no município.

Preocupada com a situação a prefeitura está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.


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23 dez10:28

Prefeitura de Xanxerê avalia situação da estiagem no município

Estiveram reunidos nesta sexta-feira na prefeitura de Xanxerê, o prefeito, Bruno Linhares Bortoluzzi, o secretário do Desenvolvimento Agropecuário, Valdir Zembruski, o diretor da secretaria de Políticas Ambientais, Gilso Cherobin, e o coordenador da Defesa Civil, Rosito Miglioranza, para discutir a situação da longa estiagem que atinge o município.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Agropecuário, Valdir Zembruski, as perdas mais significativas são registradas nas lavouras de milho, ainda não quantificadas. Foram plantados 5,5 mil hectares nesta safra e o que preocupa é a baixa qualidade nos 2,2 mil hectares plantados para silagem. – Isso pode comprometer a atividade leiteira – destacou o secretário.

Segundo ele, outra situação que causa apreensão é com os 13 mil hectares de soja plantados no município. – A cultura encontra-se em fase de formação vegetativa e, com a falta de chuva, também pode ser afetada – disse Zembruski.


Volume de chuva

O secretário do Desenvolvimento Agropecuário salienta que foi registrado em dezembro apenas 15 milímetros de chuva, sendo que a média histórica para o mês é de 180 mm.

Valdir Zembruski enfatiza ainda que, de janeiro até o momento foram registrados 2170 milímetros de chuva, o que representa um volume acima da média. – Infelizmente a situação agora nos deixa muito apreensivos, pois a safra encontra-se em desenvolvimento e, não chovendo, as perdas devem acumular – finalizou.

Como há previsão de chuva para o final de semana foi decidido aguardar até o início da próxima semana para saber se será decretada ou não situação de emergência no município em função da estiagem.


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23 dez10:00

Falta de chuva preocupa

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Planalto Alegre foi a primeira cidade do Oeste a decretar Situação de Emergência devido a estiagem. Não chove há 40 dias no município. A maior preocupação é a falta de água para o consumo humano. Um caminhão pipa da Prefeitura está há mais de uma semana abastecendo cerca de 20 famílias do interior do município que estão sem água para o consumo.

Segundo o prefeito Edgar Rohrbeck a situação poderia ser ainda pior se não fosse o sistema de captação de água no Rio Chapecó. – O que realmente preocupa é que muitas fontes do interior secaram – disse o prefeito.

As perdas na agricultura são perceptíveis, na cultura da melancia e milho a produtividade teve queda de 35%. Na produção de leite a quebra é de 25%. – Técnicos da Secretaria de Agricultura e Epagri fazem o levantamento, mas já podemos dizer que os agricultores vão ter prejuízos – lamenta o Secretário de Agricultura, Carlos Panho.

O prefeito de Ipuaçu Denilso Casal também assinou decreto de Situação de Emergência devido a estiagem. A produção de milho é a mais castigada. O levantamento dos prejuízos será feito pela Epagri e Secretaria Municipal de Agricultura. De acordo com o Denilso a prefeitura vai disponibilizar o abastecimento de água para o interior, visando amenizar os prejuízos e riscos existentes.

O prefeito em exercício de Guaraciaba Nelson Hüning deve assinar na manhã desta sexta-feira o decreto de Situação de Emergência. Ele esteve em Brasília para a assinatura de um convênio de mais de R$ 3,5 milhões para investir em abastecimento de água no município.


Chapecó

A falta de chuva começa a preocupar e a prejudicar o abastecimento de água em Chapecó. Desde o dia 21 de novembro não é registrada uma chuva significativa na cidade. Segundo o observador metereológico da Epagri Francisco Schervinski a única chuva representativa no mês de dezembro, até agora foi no dia 09, quando foram registrados 19 mm de chuva. – Tivemos também outros dois dias com pancadas isoladas na cidade que totalizam 22 mm de chuva no mês. Bem diferente da média histórica que é de 170 mm e da registrada em dezembro de 2010, que foi de 392 mm. Esse verão não será tão chuvoso como o do ano passado – salientou o observador.

A umidade baixa do ar também tem preocupado. Na tarde da quarta-feira, 21, a umidade chegou a 21%. Na manhã desta quinta-feira estava em 45%, o ideal seria de 60%. Uma das conseqüências disso pode ser o aumento no atendimento de crianças e adultos com problemas respiratórios. Segundo informações do Hospital Materno Infantil os atendimentos ainda não tiveram alterações.

Ainda segundo o observador metereológico a previsão para os próximos dias é de pancadas de chuva em pontos isolados.


Caminhão pipa no interior

O interior de Chapecó está recebendo água de caminhões pipa. Segundo o secretário de agricultura Ricardo Lunardi, cinco comunidades estão sendo atendidas com água. O secretário disse ainda que desde 2005 já foram construídos 200 poços artesianos no interior.


Sistema de rodízio nos bairros

A Casan iniciou um sistema de rodízio para garantir o abastecimento de água nos bairros de Chapecó. As residências ficam com o abastecimento de água interrompido durante um período do dia:

Bela Vista, Cristo Rei e Eldorado – 20h as 6h;

Passo dos Fortes, Loteamento Valville e Don Fabiano – 20h30 as 5h30;

Santo Antonio, Palmital, Quedas do Palmital e Universitário – 20h30 as 6h;

Grande Efapi e Centro – 21h as 5h30;

Seminário, Santa Maria e Esplanada – 20h as 6h.


O superintendente regional da Casan Nilso Macieski havia convidado a imprensa  para esclarecer e apresentar as obras que estão sendo realizadas para resolver o problema nesta sexta-feira. Porém o encontrou foi cancelado na tarde da quinta-feira.

- Voltaremos a marcar uma nova data para que seja possível acompanhar o sistema já em  funcionamento – disse Macieski.



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21 dez14:32

Planalto Alegre pode decretar situação de emergência devido a estiagem

A Comissão de Defesa Civil de Planalto Alegre se reúne nesta quinta-feira, dia 22, para tratar sobre a estiagem e a possibilidade de declarar Situação de Emergência no município.

Devido a estiagem, as famílias estão sofrendo com falta de água e os danos na agricultura também já são preocupantes. – Há perdas significativas na produção de milho, melancia, melão e feijão. A situação pode se agravar se não chover nos próximos dias – disse o secretário de agricultura Carlos Panho.

Na reunião devem ser apresentados os primeiros levantamentos dos prejuízos.


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