Estiagem

16 abr18:12

Secretaria itinerante da Defesa Civil no Oeste

Nesta terça-feira, começa a primeira etapa das atividades de assistência aos municípios atingidos pela estiagem por meio da instalação da secretaria itinerante da Defesa Civil Estadual. Entre os dias 17 a 20 de abril, uma equipe composta pelo diretor de resposta aos desastres, major Aldo Baptista Neto, o gerente de logística e mobilização, capitão Renaldo Laureano Onofre e os coordenadores regionais de Defesa Civil das regiões impactadas, estará nas Secretarias de Desenvolvimento Regional de São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste e Chapecó para atender, orientar e agilizar as ações de combate ao período de seca severa e prolongada.

Nesta etapa, 62 cidades serão atendidas e oconsumo de água potável humano em cada uma delas será avaliado. Com o recurso de R$ 6,8 milhões repassado pelo Ministério da Integração na última quarta-feira, as demandas dos municípios por tanques de polietileno, garrfas de água mineral e purificadores de água poderão ser atendidas. Como não há caminhões-pipa para atender todas as cidades, será feito um rodízio, administrado pelas Secretarias de Desenvolvimento Regional.

>> Sobe para 127 o número de municípios em situação de emergência

>>  Governo de SC anunciou novas medidas para agricultores atingidos pela estiagem

A necessidade do planejamento e das atividades surgiu quando análises do sistema Epagri/Ciram alertaram que os efeitos da estiagem devem se estender até o mês de junho. As medidas têm como objetivo amenizar as consequências para a população, mantendo a qualidade das pessoas que vivem nas áreas afetadas. A Defesa Civil Estadual cuida da escassez de água potável. Prejuízos da agricultura e da pecuária, que já chegam a R$ 662 milhões, são de responsabilidade de outras secretarias e ministérios.

Na segunda fase da visita, cerca de 54 municípios serão auxiliados pelas secretarias itinerantes da Defesa Civil do Estado. A etapa está prevista para as próximas semanas.

DIÁRIO CATARINENSE



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16 abr15:26

Reflexos da estiagem no Oeste

Dez locais de compra e a coleta média de 570 preços de produtos fazem parte de pesquisa que o curso de Ciências Econômicas da Unochapecó realiza mensalmente para levantar o custo da cesta básica em Chapecó. Esse levantamento, realizado em 10 supermercados, contém 57 produtos básicos consumidos por uma família chapecoense típica, enquanto outro envolve 13 itens, assim como a cesta nacional.

Em março, os 57 produtos apresentaram elevação de 3,08% no custo, comparativamente ao mês anterior. O valor era de R$ 792,54 e passou a ser de R$ 816,95, com diferença de R$ 24,42 a mais. Em relação a março do ano passado, quando o cesto custava R$ 761,94, a elevação é de 7,22%, com diferença numérica de R$ 55,01.

Do total de 57 produtos pesquisados, 30 registraram aumento, 25 redução e dois não sofreram alteração.

Os três produtos com maior alta foram o tomate, em 32,71%, o papel higiênico, em 23,88%, e o repolho, em 23,01%. As maiores quedas ocorreram na batata inglesa, em 14,89%, em ovos, no percentual de 14,77, e no pão francês, em 6,83%. O grupo dos produtos alimentares, que possui maior peso no total do cesto de produtos básicos, de aproximadamente 72%, apresentou elevação de 4,03% em março e no ano acumula 4,50%.


Cesta também aumenta

A cesta básica de 13 produtos teve elevação de 5,54% em Chapecó. O valor passou de R$ 179,90, registrado em fevereiro, para R$ 189,87. Os principais produtos que contribuíram para o aumento foram as carnes, tomate e os derivados do milho.

O mês passado, no período de um ano, foi o que registrou a maior variação positiva, enquanto a principal redução foi em fevereiro passado, de 5,04%. Comparativamente com março de 2011, quando a variação foi de 1,20%, o poder de compra de uma família típica chapecoense aumentou 7,31%, resultado do ganho salarial de 2012.


Análise das mudanças

As variações registradas em março são consideradas atípicas pela coordenação da pesquisa. Desde 2004 esse mês não apresentava elevação tão significativa, informa o professor Guilherme de Oliveira.

- No atual cenário, não é possível comparar o desempenho do Brasil com Chapecó e o Oeste, pois a região atravessa adversidade climática em função da estiagem – disse.

O professor argumenta que a estiagem contribui para a elevação do preço dos grãos e nesse sentido os derivados do milho, como a farinha, e de soja, como o óleo, registraram aumento em março.

Entretanto, o principal motivo para a elevação dos preços foi o aumento das carnes de gado e de frango, que contribuem significativamente na cesta consumida por uma família típica chapecoense.

- O frango reflete o aumento do milho em decorrência da estiagem que eleva os custos de produção de algumas agroindústrias da região, resultando em aumento de preço – explica o professor.

Sobre a carne bovina, Guilherme argumenta que a estiagem também prejudica as pastagens, o que dificulta a engorda dos animais e diminuindo a oferta no curto prazo.


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13 abr17:52

Sobe para 127 o número de municípios em situação de emergência

Subiu para 127 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. Brunópolis, que fica no Meio Oeste também decretou situação de emergência. O decreto foi encaminhado para a Defesa Civil do Estado.

O número de pessoas afetadas, segundo a Defesa Civil chega a 682.583.


127 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Brunópolis

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunha Porã

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Frei Rogério

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Rio das Antas

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada às 17h do dia 13 de abril de 2012, pela Defesa Civil.




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13 abr14:11

Defesa Civil distribui cloro para tratar água no Oeste

Os municípios atingidos pela estiagem e com dificuldades de abastecimento de água para consumo humano começaram a receber da Defesa Civil do estado potes do Clorin, substância utilizada para tratar a água em cisternas, caixas e caminhões pipa. A coordenação regional da Defesa Civil, com sede da SDR Chapecó recebeu o produto na segunda-feira, dia 9, e começou a distribuição. Nesta primeira etapa 37 municípios do Oeste serão atendidos.

A região vai de Irati a Ponte Serrada e de Abelardo Luz a Itá. A quantidade de potes varia de acordo com a população de cada município. O processo é muito simples. Cada pote tem 25 cápsulas e com apenas uma delas é possível tratar 10 mil litros de água.

- Depois de colocada a cápsula no reservatório, em 15 minutos a água está pronta para consumo. Mas é importante dizer que não é aconselhável dar esta água com cloro para os animais. A finalidade é para o consumo das pessoas – alerta o Sargento Lázaro Müller, Coordenador Regional da Defesa Civil.

>> São 126 municípios em situação de emergência devido a estiagem em SC

Segundo a Defesa Civil, o cloro é eficaz para o tratamento de qualquer substância que esteja na água como bactérias ou coliformes fecais. O produto só não funciona quando há poluição química, que não é freqüente na região.

- A medida é necessária porque muitos moradores da área rural tem captado água em rios ou recebido o abastecimento de caminhões pipa. Com o cloro evitaremos problemas de saúde – afirma o sargento.

O trabalho de distribuição acontece todos os dias e está sendo feito pelo próprio sargento que faz a orientação para as prefeituras sobre a utilização do cloro.

- Os municípios que desejarem receber o Clorin devem fazer a solicitação através das SDRs de Chapecó, Xanxerê, Seara e Quilombo. A Secretaria Regional informará a Defesa Civil de SC que autorizará a liberação do produto que está estocado na SDR de Chapecó – completou.


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12 abr15:13

Sobe para 126 o número de municípios em situação de emergência

Subiu para 126 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. Frei Rogério, Capinzal e Vargem, todos do Meio-Oeste do Estado encaminharam o decreto para a Defesa Civil do Estado.

Com esses decretos o número de pessoas afetadas, segundo a Defesa Civil chega a 679.770.


126 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunha Porã

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Frei Rogério

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Rio das Antas

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada às 15h do dia 12 de abril de 2012, pela Defesa Civil.




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09 abr18:32

Estiagem: 123 municípios estão em situação de emergência

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Subiu para 123 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. O último decreto encaminhado para a Defesa Civil do Estado foi de Sombrio, que fica na região sul do estado.

Segundo a Defesa Civil chega a 672.369 o número de pessoas afetadas.


123 municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santa Rosa do Sul

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada às 17h do dia 9 de abril de 2012, pela Defesa Civil.


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09 abr15:13

Já são 122 Municípios em situação de emergência

Subiu para 122 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. O último decreto encaminhado para a Defesa Civil do Estado foi de Santa Terezinha, que pertence a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Taió.

Segundo a Defesa Civil chega a 669.369 o número de pessoas afetadas.


122 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santa Rosa do Sul

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 9 de abril de 2012, pela Defesa Civil.




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06 abr09:48

Efeitos da estiagem podem afetar SC até junho

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Apesar de estar com apenas 32% do volume útil do reservatório para a geração de energia e com mais de quatro metros abaixo do nível máximo a hidrelétrica de Itá não deve paralisar a geração.

De acordo com o gerente da usina, Elinton Chiaradia, o reservatório deve se manter até a vinda de novas chuvas pois a operação está com apenas 18% da capacidade.

A hidrelétrica, instalada entre Itá-SC e Aratiba-RS, é a que tem maior potencial de geração de energia nos dois Estados. São 1.450 megawatts, o suficiente para abastecer 45% da demanda de Santa Catarina ou 30% do Rio Grande do Sul.

Chiaradia disse que ao contrário de Machadinho, que já suspendeu a geração duas vezes, em 2006 e 2009, Itá nunca deixou de gerar, em quase 12 anos de operação. Ele afirmou que a baixa geração não compromete o abastecimento elétrico e o nível reduzido do lago não interfere nas atividades dos moradores da região. O lago era muito utilizado no verão, para atividades aquáticas e turismo. Mas, com a chegada do frio, o movimento fica reduzido. No entanto é possível observar uma borda de terra no lago.

Alguns barcos chegaram a ficar “encalhados” na margem, com a redução do leito do lago. Nas torres da igreja São Pedro, que foi parcialmente submersa com a inundação da cidade antiga, é notável a base de pedra que fica submersa quando o nível da água está mais baixo.


Efeitos da estiagem até junho

Os efeitos da estiagem continuarão a afetar os catarinenses até junho. A informação é do Diretor de Respostas a Desastres da Secretaria de Defesa Civil de Santa Catarina, Aldo Baptista Neto. Ele se baseou na previsão do Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia da Epagri, que prevê chuva abaixo da média entre abril e junho.

Há ocorrência de chuva, mas de forma irregular e não em volume significativo. Ontem por exemplo choveu em Chapecó, mas nada que mudasse o quadro de estiagem.

Diante disso o Grupo de Ações Coordenadas de Combate à Estiagem, formado por 10 instituições, entre elas a Defesa Civil, está trabalhando para minimizar os efeitos da falta de água.

Neto disse que foram conseguidos R$ 10 milhões com a Defesa Civil nacional. Disto, R$ 3,2 milhões já chegaram. O recurso foi aplicado na compra de kits com dois tanques e bombas para cada município em situação de emergência, que podem ser instalados em caminhões das prefeituras. Também foram adquiridos tanques que 10 mil litros que funcionam como estações que podem ser colocado próximo a reservatórios para tratamento químico e posterior distribuição.

Parte do recurso foi aplicado ainda em água mineral e serão repassados valores para a locação de caminhões-pipa. Até ontem 121 municípios já havia decretado situação de emergência. Neto disse que o número está se aproximando do pior cenário traçado no início da estiagem, que era de 134 municípios. Os prejuízos na agricultura já somam R$ 748 milhões.


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05 abr09:43

Itá opera com 18% da capacidade

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Hidrelétrica de Itá não deve suspender a geração de energia mas está operando com apenas 18% da capacidade, que é de 1450 metawatts. De acordo com Elinton Chiaradia, que é gerente de operação das usinas de Itá, Machadinho e Passo Fundo, o reservatório de Itá tem apenas 32% do volume útil para a geração de energia, mas por enquanto tem condições de manter a operação. O nível do lago está cerca de quatro metros abaixo do máximo.

Já são cinco meses com chuva abaixo da média em Santa Catarina. A falta de água começou em novembro, no Extremo Oeste, e foi avançado pelo Oeste, Meio Oeste, Planalto Serrano e, já atingiu até o Sul do Estado.

Ontem a Defesa Civil do Estado registrava 121 municípios em situação de emergência. O último decreto foi de Santa Rosa do Sul. A população atingida já soma 664 mil pessoas, segundo a Defesa Civil. (Abaixo a lista dos municípios).

Em algumas cidades, como Abelardo Luz, começa a faltar água para o consumo humano no interior. As prefeituras tem transportado água com caminhões pipa e tratores. Em algumas cidades, como Seara, há frequentes racionamentos. Algumas pessoas chegaram a ficar três dias sem água. A situação melhora quando há uma pancada de chuva, o racionamento é suspenso, mas depois de uma semana volta a faltar água.


Perdas já somam R$ 748 milhões

No campo os prejuízos já ultrapassam R$ 748 milhões segundo levantamento do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola da Epagri. O prejuízo maior, de R$ 372 milhões, é no milho. A safra do cereal teve uma quebra de 23,5%. Há perdas também no feijão, soja, fumo e leite.

A previsão é de que entre hoje e amanhã uma frente fria chegará ao estado trazendo chuva. As informações são de que o fenômeno La Niña, que é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, e que interferem nas chuvas no estado, está perdendo força e deve normalizar em abril. Mesmo que a chuva comece a voltar à média histórica há um déficit nos rios e fontes que ainda vai levar meses para ser recuperado.


121 Municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santa Rosa do Sul

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 4 de abril de 2012, pela Defesa Civil.


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04 abr20:05

Três hidrelétricas param devido à estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Três hidrelétricas catarinenses estão parando suas operações em virtude da estiagem que atinge o Sul do país: Machadinho, Foz do Chapecó e Campos Novos. A paralisação foi determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em virtude de que os reservatórios estão muito baixos. As três usinas tem um potencial instalado de 2,8 mil megawatts, que é praticamente a demanda de energia de Santa Catarina.



Usina Foz do Chapecó. (14/10/2010)



No entanto, como a vazão de água oscila durante o ano, elas produzem em média a metade da potência instalada. Mesmo com a paralisação o gerente das usinas de Itá e Machadinho, Elinton Chiaradia, avalia que não há risco de falta de energia elétrica no sul do país. O motivo é que o sistema de fornecimento de eletricidade é interligado. Quando falta água no Sudeste, o Sul fornece mais energia e, quando há estiagem no Sul, a energia vem do Sudeste para cá. Que controla isso é justamente a ONS, que determina quanto cada hidrelétrica deve gerar.

A situação mais crítica em Santa Catarina é em Machadinho, onde o reservatório está 14,4 metros abaixo do nível normal. Isso representa apenas 3% do volume útil para geração de energia.

– Acabou a água – disse Chiaradia.

Quando a usina está funcionando com capacidade total passam pelas turbinas 1,3 mil metros cúbicos por segundo. Ontem, o volume que chegava ao lago, era de apenas 110 metros cúbicos por segundo, o que não dá para movimentar nem uma das três turbinas da hidrelétrica. Há mais de um mês Machadinho já vinha operando com apenas 20% da capacidade. A previsão é que as máquinas parem às 8 horas de hoje.


Em Foz do Chapecó a suspensão da geração deveria ocorrer entre ontem à noite e hoje, segundo a assessoria de imprensa da Foz do Chapecó Energia S.A. A concessionária havia recebido apenas um comunicado extraoficial, mas confirmou a paralisação.

Mesmo com a interrupção da geração será possível manter a vazão mínima do Rio Uruguai, que evita a morte de peixes e garante a operação de balsas.

Na Hidrelétrica de Campos Novos as atividades já foram paralisadas no início da semana, segundo a assessoria de imprensa da Enercam. A informação é de que a concessionária vai aproveitar o momento para fazer a manutenção das máquinas.

A paralisação foi determinada pelo Operador Nacional do Sistema em virtude de que os reservatórios estão muito baixos. No entanto a medida não representa risco de apagão já que o sistema elétrico é interligado e as represas do sudeste estão com bom volume.

Subiu para 120 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. O último decreto encaminhado para a Defesa Civil do Estado foi de Agrolândia.


DADOS DAS HIDRELÉTRICAS

MACHADINHO

Potência: 1.140 megawatts (suficiente para atender 45% da demanda de Santa Catarina e 30% do Rio Grande do Sul

Localização: Rio Uruguai, entre Piratuba-SC e Maximiliano de Almeida-RS



FOZ DO CHAPECÓ

Potência: 855 megawatts (suficiente para atender 25% da demanda de Santa Catarina)

Localização: Rio Uruguai, entre Águas de Chapecó-SC e Alpestre-RS.



CAMPOS NOVOS

Potência: 880 megawatts (para atender 25% da demanda de Santa Catarina)

Localização: Rio Canoas, entre Campos Novos e Celso Ramos



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