Estiagem

19 mar13:37

Sobe para 108 o número de municípios em situação de emergência em Santa Catarina

Subiu para 108 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. O último decreto encaminhado para a Defesa Civil do Estado foi Balneário Gaivota.

Segundo a Defesa Civil chega a 626.829 o número de pessoas afetadas.

108 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba*

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim

Lista atualizada em 19 de março de 2012, pela Defesa Civil.

* A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação deste município.


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17 mar15:46

Chuva na região da estiagem fica até 90% abaixo do esperado para março em SC

Apesar da previsão de chuva no Oeste e Meio-Oeste nos próximos dias, os volumes não serão significativos a ponto de reverter a situação da estiagem em Santa Catarina. Nesta sexta-feira, o número de municípios em situação de emergência chegou a 107, afetando mais de 600 mil pessoas.

Em quinze dias, algumas cidades da região registraram de 70% a 90% de chuva abaixo do previsto para todo o mês. Em São Miguel do Oeste, choveu cerca de 15mm no período. A média histórica em março é de 159,7. Já em Chapecó, onde o esperado era de 177,5, o volume foi de 56,7mm, cerca de 25% do esperado.

Nos próximos dias, o tempo deve permanecer seco, com sol e nuvens especialmente nas regiões mais atingidas pela estiagem. A partir de quinta-feira, uma frente fria deve passar pelo Sul, provocando chuva mal distribuída no Estado.


DIÁRIO CATARINENSE



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16 mar15:36

107 municípios em situação de emergência

[Atualizado às 17h02]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Com os decretos de Videira, Erval Velho, Ibicaré, Herval d´Oeste e Joaçaba, no Meio Oeste, sobe para 107 o número de municípios em situação de emergência em Santa Catarina devido a estiagem. Até o final da tarde a Defesa Civil do Estado já registrava Erval Velho, Ibicaré, Herval d´Oeste e Videira mas não havia recebido a documentação de  Joaçaba. O número de pessoas afetadas chega a 625.129 .

Em Erval Velho, o rio Erval, que corta a cidade e é uma das fontes para o abastecimento de água do município está seco. Segundo o diretor de agricultura e presidente da Defesa Civil do município, Vanilso Alessi, a demora para encaminhar o decreto foi porque acreditavam que o volume de chuva aumentasse, porém, aconteceu o contrário.

Duas comunidades do interior estão recebendo água. Dois caminhões pipa levam 8 mil litros de água cada para as Comunidades de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora da Saúde. – Estamos fazendo duas viagens diárias – disse. Ele contou ainda que se a estiagem persistir o número de viagens pode aumentar e outras comunidades poderão ser atendidas.

Técnicos da Secretaria da Agricultura e Epagri estão fazendo um levantamento das perdas na agricultura. – O milho que foi plantado mais cedo teve perdas de 40%, já aquele que foi plantado mais tarde teve prejuízos de 80%- disse. Na soja as perdas também chegam a 40%.

Alessi calculou que as perdas na produção leiteira giram em torno de 20%. – O número não foi maior pois a chuva, que apesar de baixa, garantia renovação da pastagem para os animais – disse.

Joaçaba também decretou situação de emergência. A decisão foi tomada após uma reunião entre o prefeito Rafael Laske e membros da Defesa Civil. Segundo Irineu Meneguini , responsável pelo setor de agricultura as perdas nas safras de milho e soja chegam a 70%.

Se o quadro persistir sem chuva significativa nas próximas semanas, há o risco de comprometer o abastecimento de água nas residências do interior. – Diferente da cidade elas não contam com grandes reservatórios – alertou.

Outra preocupação do município é com a pecuária, principalmente a suinocultura e avicultura. – Na piscicultura as perdas chegam a 50% – disse Meneguini.



107 municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba*

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 16 de março de 2012, pela Defesa Civil.

* A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação destes municípios.


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15 mar19:05

Auxílio contra a estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Cerca de mil agricultores familiares do Oeste de Santa Catarina realizaram nesta quinta-feira atos em Chapecó e São Miguel do Oeste, em frente ao Banco do Brasil e secretarias regionais, para reivindicar mais apoio dos Governos Federal e Estadual no combate à estiagem. Também nesta quinta-feira o número de cidades em emergência aumentou para 102, com os decretos Luzerna e Rio das Antas.

De acordo com as lideranças da agricultura familiar os recursos liberados até agora são insuficientes e são medidas que não resolvem a perda de renda do agricultor. O coordenador estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), Alexandre Bergamin, disse que cerca de 60 mil famílias de agricultores foram prejudicados pela estiagem. No entanto apenas 6% deles solicitaram o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), pela demora, burocracia e medo de não conseguir o benefício e ainda ter que pagar o laudo, que custa R$ 190 em caso de negativa. Bergamin informou que em Maravilha cerca de 30% dos pedidos foram negados.

O motivo é que o Proagro beneficia apenas os agricultores que não tiverem renda suficiente para pagar os financiamentos. Como o preço do milho e da soja estão altos, em muitos casos, mesmo colhendo pouco, o valor acaba cobrindo o financiamento. No entanto os produtores ficarão sem renda para o restante do ano.

Um dos casos é do produtor Neri Antonio Pianesola, de União do Oeste. Ele plantou 28 hectares de soja onde esperava colher cerca de 70 sacas por hectare. Ele solicitou o Proagro pois a estimativa é de perda de até 90%. Mas ainda não teve resposta oficial. Pianesola tem um financiamento de R$ 24 mil da lavoura e mais uma parcela de R$ 16 mil da compra do trator.

Mesmo que consiga pagar o financiamento ele não vai ter dinheiro para se manter até a próxima safra. –Vou ficar sem capital de giro- disse. Outro agricultor, Hermes Milani, de Coronel Freitas, perdeu quase todo o investimento que fez nos quatro hectares de milho. –Uma parte fiz silagem pois estava secando e vou colher apenas 80 sacas- explicou. Ele estima a quebra entre 40 e 60%. Com isso terá que comprar alimento para as vacas, que diminuíram a produção de leite de dois mil litros por mês para 1,5 mil litros.

Os agricultores estão pedindo um salário mínimo mensal durante seis meses, anistia do programa troca-troca e desconto de 30% nas dívidas. Alexandre Bergamin disse que não adianta o Governo Federal prorrogar dívidas por seis meses pois isso não resolve o problema dos agricultores. Os prefeitos também aguardam a liberação de R$ 10 milhões do Ministério da Integração Nacional, que antes viria para o Estado perfurar poços e agora deve ser liberado diretamente para os municípios. Algumas cidades já gastaram entre R$ 200 mil e R$ 300 mil só com o transporte de água.

Nesta quinta houve uma reunião em Brasília onde foi formado um grupo de trabalho para tratar sobre possíveis medidas de auxílio aos agricultores.

Em relação ao Governo do Estado disse que os manifestantes consideram insuficientes os R$ 10 milhões do Programa Juro Zero, cerca de R$ 3 milhões anunciados para compra de insumos e outros R$ 3 milhões para as prefeituras. Isso porque os prejuízos já chegam a R$ 550 milhões e o dinheiro não recupera as perdas do produtor. Uma audiência deve ser agendada com o governador Raimundo Colombo na próxima semana.


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15 mar17:52

102 Municípios em situação de emergência

Subiu para 102 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. Os últimos decretos encaminhados para a Defesa Civil do Estado foram Rio das Antas e Luzerna.

Segundo a Defesa Civil já passam de 614.035 o número de pessoas afetadas.


102 municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 15 de março de 2012, pela Defesa Civil.


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15 mar15:49

Reforço para combater a estiagem em São Lourenço do Oeste

A Prefeitura de São Lourenço do Oeste recebeu da Defesa Civil do Estado, seis caixas de água com capacidade para armazenamento de 10 mil litros cada. As caixas serão usadas no transporte de água para atender prioritariamente os agricultores que estão com dificuldades por causa da grande estiagem que assola o Oeste desde o mês de novembro.

Segundo o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Saulo Tarso Sutilli, esse reforço veio em boa hora, pois além da capacidade que a prefeitura já possuía, agora poderá ampliar a capacidade de abastecimento.

O Governo Municipal continua perfurando depósitos nas propriedades a fim, de amenizar a falta de água e agora, com a chegada das caixas vindas da Defesa Civil, serão possível atender maior numero de agricultores com mais agilidade.


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15 mar09:36

Mobilizações em SC nesta quinta-feira

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul – Fetraf-Sul, Via Campesina e os prefeitos dos municípios assolados pela estiagem realizam na manhã desta quinta-feira uma mobilização em Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste.

Segundo o coordenador Estadual da Federação em SC, Alexandre Bergamin, os recursos dos governos do Estado e Federal são considerados insuficientes e irrisórios em comparação com os prejuízos dos agricultores familiares com as safras.

- A Fetraf-Sul, Via Campesina e as prefeituras da região estão juntos. Unificamos a nossa pauta para ganharmos força nas medidas e nas mobilizações. Queremos uma solução para a Agricultura Familiar – disse.


Entre os pontos de reivindicação estão:


Pauta Nacional

•Endividamento Rural;

•Garantia da renda pelo período de seis meses, através do pagamento de um salário mínimo mensal;

•Transformar o Pronaf Eco nos moldes do Pronaf A garantindo subsídio para financiamento de cisternas e irrigação;

•Melhorias no Seguro Agrícola e Proagro Mais;

•Liberação de uma retro escavadeira por município;

•Garantia de milho subsidiado aos agricultores (800 mil toneladas) e locais de armazenamento deste milho;

•Recursos do governo Federal devem ser liberados diretamente aos municípios afetados pela estiagem.


Pauta Estadual

•Anistia no Programa “Troca –troca” de sementes 2011/2012;

•Subsídio de 50% no Troca-troca para a safra 2012/2013;

•Reposição das perdas com a estiagem;

•Subsídio de 50% para construção de cisternas.


O coordenador disse ainda que após as reuniões com os secretários e ministros, as medidas não avançaram. – Mais de 60 mil famílias estão sofrendo por conta da estiagem e os recursos anunciados só beneficiam 16 mil – salientou Bergamin.

Paralelamente ás mobilizações acontece uma reunião com os ministérios em Brasília e que também tem como tema principal a estiagem.

Prefeitos que apoiam o movimento: Abelardo Luz, São Domingos, Pinhalzinho, Coronel Freitas, Jupiá, Coronel Martins, Maravilha, Dionísio Cerqueira, Cunhataí, Seara e Itá.



Mobilização em São Miguel do Oeste – SC

Local: Praça Walnir Bottaro Daniel

Horário: 9h30


Mobilização em Chapecó – SC

Local: Praça Coronel Bertaso

Horário: 9h30


Mobilização em Xanxerê – SC

Local: Praça Tiradentes

Horário: 9h30



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12 mar09:02

SC tem 100 municípios em emergência pela estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina atingiu ontem a marca de 100 municípios em situação de emergência em virtude da estiagem que atinge o estado desde novembro. O decreto mais recente é o de Treze Tílias, que registra perda de 30 a 40% nas lavouras de milho.

As perdas no Estado já somam R$ 549 milhões segundo levantamento do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri. O gerente do Cepa/Epagri, Ilmar Borchardt, disse que as perdas no milho já estão praticamente consolidadas. Mas esse número pode aumentar nas lavouras de soja. Ele afirmou que as perdas são mais acentuadas no Oeste, mas que já avançou até municípios próximos a Lages.

Os maiores prejuízos são nas lavouras de milho e soja. A safra de milho, por exemplo, deve ser a menor do estado desde 2006. Isso acarreta uma série da prejuízos em cascata. Isso porque aumenta o déficit de milho do estado, que deve chegar a dois milhões de toneladas. Na avaliação do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, a estiagem tira a competitividade da agroindústria catarinense, inibe investimentos no estado e aumenta o custo dos alimentos para o produtor. –Os R$ 549 milhões são irrelevantes perto dos outros prejuízos que acarretam- calculou. Barbieri disse que a necessidade de trazer milho de outros estados aumenta o custo de produção de aves, suínos e leite. Isso aumenta também o custo dos alimentos para o produtor. A saca de arroz aumentou de R$ 20 para R$ 27. A saca de soja, que estava em torno de R$ 40, foi para R$ 47. E o milho, que deveria estar em torno de R$ 20 a saca, está em R$ 24 a R$ 25. Bom para quem consegue colher. Mas o produtor que perde com a estiagem tem menos produção para aproveitar essa alta.

O presidente da Cooperativa Regional Alfa (Cooperalfa), Romeu Bet, estima que deverá comprar cerca de dois milhões de sacas de soja de outros estados para atender a necessidade da indústria de óleo e farelo de soja. Normalmente a cooperativa recebe seis milhões de sacas. Bet disse que a busca de soja de fora aumenta os custos. Além disso a estiagem acaba interferindo no faturamento. Outro impacto é a venda de menos insumos, já que o produtor deve reduzir investimentos na lavoura.

Ele afirmou que enquanto produtores do Planalto Norte tem uma safra normal, no Oeste há perdas até superiores a 50% na lavoura de soja.

O secretário de Agricultura de Santa Catarina, João Rodrigues, afirmou que a estiagem acaba impactando também no comércio. –Os agricultores vão deixar de trocar o carro e fazer outras compras- explicou. É um efeito em cascata em que todos perdem um pouco.


Safra antecipada e plano de trocar o trator adiado

A falta de chuva antecipou a colheita das lavouras de soja em 15 a 20 dias. O agricultor Marcelo Segatto, de Caxambu do Sul, já colheu nove hectares dos 39 que plantou. A perda é superior a 50%. No ano passado ele colheu 70 sacas por hectare. Neste ano a média é de 30 sacas. O motivo é que, pela falta de umidade, as plantas secaram e o grão ficou pequeno e murcho. Isso também aumentou o desconto no silo.


O agricultor Marcelo Segatto, de Caxambu do Sul.


– A qualidade é ruim- lamentou o produtor. Segatto investiu cerca de R$ 800 por hectare. Mesmo com a perda, deve sobrar uns R$ 7 mil da lavoura. –Tenho que passar o ano com esse dinheiro- lembrou.

Com isso o plano de trocar o trator que é de 1998 terá que ser adiado. –Só no ano que vem- prevê.



Produtor teve quebra de 70%

A colheita do milho confirmou o que o produtor Ernício Stroher já esperava, uma quebra acentuada na lavoura em virtude da estiagem. A quebra na propriedade localizada no interior de Dionísio Cerqueira chegou a 70%, segundo cálculos do produtor.

–No ano passado colhi 180 sacas por hectare e agora colhi 50- explicou.

Stroher plantou 4,5 hectares de milho. Destes, fez 1,5 hectares de silagem para o gado e, em três hectares, colheu grão. A safra não será suficiente para pagar o financiamento de R$ 12 mil. Colhendo 150 sacas ele vai receber apenas cerca de R$ 7,5 mil. E ainda tem que descontar 10% para pagar a colheitadeira e mais as impurezas que são descontadas no silo. Ele encaminhou o Proagro e espera ter um desconto no financiamento. Ele lamentou que, da boa safra do ano passado, investiu parte para fazer uma lavoura melhor. O lucro do ano anterior acabou perdendo na estiagem.


MILHO EM SC


Área (mil hectares)

2003: 856

2004: 816

2005: 796

2006: 784

2007: 706

2008: 715

2009: 667

2010: 593

2011: 541

2012: 573


Produção (milhões de toneladas)

2003: 4,31

2004: 3,25

2005: 2,80

2006: 2,88

2007: 3,86

2008: 4,13

2009: 3,26

2010: 3,69

2011: 3,60

2012: 3,11


Produtividade (quilos por hectares)

2003: 5.034

2004: 3.992

2005: 3.386

2006: 3.680

2007: 5.470

2008: 5.780

2009: 4.895

2010: 6.302

2011: 6.401

2012: 5.436


Fonte: Cepa/Epagri


SOJA EM SC

PRODUÇÃO (mil toneladas)


2003: 712

2004: 642

2005: 599

2006: 799

2007: 1.104

2008: 943

2009: 975

2010: 1.374

2011: 1.490

2012: 1.398


ÁREA PLANTADA (mil hectares)


2003: 257

2004: 314

2005: 355

2006: 332

2007: 377

2008: 372

2009: 385

2010: 440

2011: 457

2012: 447


PRODUTIVIDADE (quilos por hectare)


2003: 2.770

2004: 1.907

2005: 1.710

2006: 2.406

2007: 2.930

2008: 2.534

2009: 2.530

2010: 3.123

2011: 3.259

2012: 3.127


Fontes: Cepa/Epagri


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09 mar16:03

Chega a 100 o número de municípios em situação de emergência

Chegou a 100 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina. O último município a encaminhar o decreto para a Defesa Civil do Estado foi Treze Tílias.

Segundo a Defesa Civil o número de pessoas afetadas passa de 600 mil.

>> Estiagem se alastra em Santa Catarina


100 municípios em Santa Catarina

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 09 de março de 2012, pela Defesa Civil.



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09 mar09:05

Estiagem se alastra

[Atualizado 16h30]

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Para quem pensava que a estiagem já estava indo embora as previsões meteorológicas informam que ela ainda vai continuar danço as caras em março. De acordo com o meteorologista da RBS, Leandro Puchalski, provavelmente março será o quinto mês consecutivo com chuva abaixo da média no Oeste.

Ele informou que, em fevereiro e março esse déficit também está atingindo outras regiões do Estado. Puchalski disse que a previsão é que o La Niña, fenômeno de resfriamento das águas do Oceano Pacífico e que interfere no regime de chuvas do estado, deve terminar ao longo de abril.

Os decretos de situação de emergência, que haviam cessado, voltaram neste mês, agora no Meio Oeste. Tangará e Arroio Trinta assinaram seus decretos no dia 7 de março, aumentando para 100 as cidades em emergência. De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Arroio Trinta, Tarcísio Lidani, a estiagem no município começou no final de novembro mas se agravou nos últimos 15 dias, quando iniciou o transporte de água para oito propriedades no interior.

– Os rios secaram e está torrando tudo- disse. Ele afirmou que o prejuízo é de 27 a 30% no milho e 25% na produção de leite.

O diretor de resposta aos desastres da Defesa Civil do Estado, major Aldo Batista Neto, confirmou que a previsão é de continuidade do quadro de estiagem até abril. Ele afirmou que o número de municípios em emergência pode aumentar pois há um mapa de 134 cidades com histórico de falta de chuva. A Defesa Civil investiu R$ 442 mil em kits de bomba e caixas de água para 78 municípios. E aguara outros R$ 3,1 milhões da Defesa Civl.

Ontem o secretário de Agricultura João Rodrigues disse que vai a Brasília na próxima semana para comunicar a desistência do convênio de R$ 10 milhões do Ministério da Integração, que seriam utilizados para perfuração de 330 poços artesianos. Ele reclama que o recurso foi anunciado no dia 16 de janeiro, mas até agora não veio. A assessoria de comunicação do Ministério informou que o Estado precisa se cadastrar no Portal de Convênios e que os R$ 3,1 milhões estão sendo liberados. Rodrigues reclamou que os dados para o cadastro no Portal de Convênios não foram informados. O Estado vai sugerir o repasse diretor dos recursos para as prefeituras.

O vice-presidente da Associação dos Municípios do Oeste Catarinense (Amosc), Élio Godoy, que é prefeito de São Carlos, disse que houve uma divisão dos gestores municipais. Alguns queriam poços e outros preferem recursos para investir em redes de captação e distribuição de água. No seu caso ele acha melhor ter o dinheiro pois muitos poços perfurados no município não deram água.


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