Estiagem

08 mar14:50

Sobe para 99 o número de municípios em situação de emergência

Subiu para 99 o número de municípios atingidos pela estiagem em Santa Catarina.

O último decreto recebido pela Defesa Civil do Estado foi de Arroio Trinta. Já são 604.947 pessoas afetadas com a seca.


99 Municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 08 de março de 2012, pela Defesa Civil.



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08 mar09:47

Kits são entregues em São Miguel do Oeste

Os municípios de São Miguel do Oeste e Bandeirante receberam nesta quarta-feira, dia 7, novos kits para o transporte de água para consumo humano. Os equipamentos de emergência foram adquiridos pela Secretaria de Estado da Defesa Civil e repassados à Secretaria Regional, por meio de um Termo de Cessão de Uso. A entrega aconteceu na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste.

De acordo com o secretário Regional, Wilson Trevisan, São Miguel do Oeste recebeu quatro moto bombas, quatro mangueiras de sucção, quatro mangueiras chatas e dezesseis cintas para fixação. Já Bandeirante recebeu duas moto bombas, duas mangueiras de sucção, duas mangueiras chatas e oito cintas para fixação.

>> Chega a 98 o número de municípios em situação de emergência por causa da estiagem no Oeste

- Os equipamentos complementam os Kits entregues no final de janeiro aos municípios, compostos por caixas de água, moto bombas e acessórios. Estes kits já estão levando água até as famílias que enfrentam problemas com a falta de água – disse o secretário.


Caixas de água

De acordo com o secretário nas próximas semanas, os sete municípios da Regional de São Miguel do Oeste também receberão novas caixas de água para distribuição de água às famílias e comunidades. Para a Regional de São Miguel do Oeste, estão previstos mais de 50 caixas de água, para os municípios de Barra Bonita, Bandeirante, Belmonte, Descanso, Guaraciaba, Paraíso e São Miguel do Oeste.


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07 mar23:39

Chega a 98 o número de municípios em situação de emergência por causa da estiagem no Oeste

Voltou a crescer a lista de cidades atingidas pela estiagem que atinge o Oeste de Santa Catarina. Chega a 98 o número de cidades que decretaram situação de emergência por causa da seca.

O último decreto foi de Tangará. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, 604.303 pessoas foram afetadas pelo fenômeno.


98 Municípios em situação de emergência


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 7 de março de 2012, pela Defesa Civil.


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01 mar13:39

Chuva em Chapecó

Uma forte chuva marcou o início da tarde em Chapecó. A previsão do tempo indicava temporais nas regiões que fazem divisa com o Rio Grande do Sul.

Para os agricultores o retorno da chuva é a esperança para amenizar os prejuízos causados pela forte estiagem que assola a região. Até a manhã desta quinta-feira, 97 municípios haviam decretado situação de emergência.

>> Temporais devem se repetir em SC nesta quinta-feira, segundo a previsão


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28 fev21:50

Chuvas não solucionam, mas regularizam abastecimento de água no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

As chuvas tão esperadas pela população do Oeste devem ser normalizadas somente em abril, com o fim do fenômeno La Niña. É o que dizem os metereologistas.

O último município a decretar situação de emergência em Santa Catarina foi Arabutã, no dia 17 de fevereiro. Desde então o número permanece o mesmo. São 96 municípios em situação de emergência e mais de 595 mil pessoas afetadas. As perdas somam quase R$ 550 milhões em decorrência da quebra na produção de diversas lavouras.

Segundo o gerente da Epagri de Chapecó, Ivan Baldissera, a safrinha de feijão e milho, que estão em desenvolvimento, também deve ter prejuízos. De acordo com ele, as perdas na soja,que está sendo colhida na região, devem chegar a 40%. – Esperávamos que esse número fosse menor, pois a tendência era de mais chuvas nesse período – disse.

Para se ter uma ideia a previsão indicava que deveria chover no sábado e domingo em Chapecó cerca de 30 milímetros, mas só foram registrados 12 mm. – O mês de fevereiro deve fechar com 100 mm na cidade, longe da média histórica, que é de 186 mm – completou Ivan.

Ele disse que no campo, depois desses quatro meses de estiagem, muitos produtores vão plantar pastagens que servirão de alimento para o gado leiteiro.

O metereologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, disse que o volume de chuva ainda deve continuar baixo na primeira quinzena do mês de março, devido a influência da La Niña, que é responsável pela estiagem na região.

- O enfraquecimento do fenômeno, que será gradual, deve mudar a situação da estiagem no oeste, a partir de abril. A tendência é que neste período o volume de chuva regularize – disse.


Observador meteorológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski.


Na avaliação do observador meteorológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski, seria necessário chover 150 milímetros em 10 dias para começar a recuperar os mananciais. –Essa chuva só ajuda a pastagem, mas não resolve- disse.


Abastecimento de água foi normalizado

Pelo menos a situação já melhorou no abastecimento urbano. Segundo o superintendente regional da Casan, Écio Bordignon, nenhum município da região Oeste sofrendo mais com a falta da água. – As chuvas que caíram depois do carnaval conseguiram suprir essa falta – disse.

Na manhã desta quarta-feira deve reiniciar o trabalho para a retirada do restante da bomba que caiu em dezembro no poço profundo de Seara. Écio disse que já foram retirados alguns tubos, cabos e um pedaço da bomba. Esse poço abastecia toda a cidade e, pelo problema na bomba, o município teve que ser abastecido por caminhões pipa em alguns períodos.


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28 fev09:27

Secretaria da Agricultura recebe reivindicações de Movimentos Sociais do Oeste

Nesta segunda-feira, 27, o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, recebeu integrantes da Fetraf-Sul e da Via Campesina para discutir pauta de reivindicações sobre a estiagem no Oeste.

Na pauta entregue ao secretário consta a solicitação para que os agricultores sejam beneficiados diretamente com recursos para reposição de suas perdas, ou reposição da renda que estava prevista com a colheita da produção. De acordo com o coordenador da Fetraf Sul em Santa Catarina, Alexandre Bergani, os Movimentos buscam o pagamento de um salário mínimo para os agricultores familiares por três meses.

Entre os pleitos está também a anistia do programa Terra-Boa de sementes e calcário da safra 2011/2012. Além de garantir a distribuição de sementes de inverno e verão para a próxima safra, com 50% de subsídios.

Na ocasião, o secretário mostrou aos presentes as ações do Governo do Estado para minimizar os efeitos causados pela estiagem, que atendem 80% das demandas apresentadas. – O Governo do Estado repassou R$ 6 milhões para as prefeituras em forma de convênios e para a distribuição de sementes de milho aos agricultores, desta maneira poderemos agir na contratação de serviços de transporte de água, apoio a produção de silagem e abertura de poços e bebedouros – explicou Rodrigues.

A distribuição de sementes de milho beneficiará 16 mil famílias atingidas pela estiagem, para o plantio da próxima safra, totalizando 35 mil sacos de 20 kg, para os que não foram atendidos pelo crédito rural ou seguro agrícola. – O Governo e a Secretaria estão trabalhando para auxiliar os agricultores que foram atingidos, os recursos liberados representam um alívio para as prefeituras que estão tendo elevados custos para socorrer os agricultores com transporte emergencial de água e as sementes são um estímulo para voltar à normalidade da produção agrícola – disse o secretário.

Por meio da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Santa Catarina – Fetaesc, serão distribuídas sementes de azevem e aveia beneficiando 20 mil famílias rurais da região Oeste. O secretário explicou que cada agricultor receberá um saco de 25 kg de azevem e dois sacos de 40 kg de aveia. – Com esse kit, os agricultores poderão plantar o milho na próxima safra e usar o azevem e a aveia para as pastagens de inverno, atendendo os produtores de leite, como aos agricultores familiares atingidos pela estiagem – afirmou.

O secretário apresentou também o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Água (Água para Todos) que estará presente em Santa Catarina. O Programa Federal visa garantir o amplo acesso à água para o consumo próprio ou para a produção de alimentos e a criação de animais destinados à sua segurança nutricional. Nos próximos dias será instituído o Comitê da Água para operacionalizar o Programa Água para Todos em Santa Catarina.

Estiveram presentes na reunião o deputado estadual Dirceu Dresch; o coordenador da Fetraf-Sul/SC, Jandir Selgler; o coordenador do MPA/SC, Valdeci Cello; o coordenador do MMC, Letícia Pereira; o coordenador do MAB, Rudinei Cenci; o coordenador da Fetraf-Sul/SC, Noel da Silva; o diretor do MST/SC, Nelson Santin, e a deputada federal Luci Choinacki.


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27 fev10:11

Só 6% dos produtores de SC pediram seguro contra seca

Alessandra Ogeda | alessandra.ogeda@diario.com.br

Quase metade de Santa Catarina sofre, de forma recorrente, com o problema das estiagens. Dos 293 municípios do Estado, 132 registram a escassez de chuvas com frequência. O maior prejuízo é registrado na lavoura. Desde dezembro, a quebra na produção de diferentes culturas provocou perdas de R$ 549,6 milhões. O seguro da lavoura, que poderia remediar o problema, cobre uma parte pequena da produção.

Mesmo a estiagem sendo um problema recorrente, poucos agricultores cobrem as possíveis perdas com seguro. O secretário adjunto da Agricultura de SC, Airton Spies, calcula que cerca de 75 mil produtores rurais foram prejudicados pela estiagem que começou a castigar as lavouras de 96 municípios do Estado em novembro.

Na safra 2011-2012, 59,6 mil agricultores tiveram a lavoura segurada pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Deste total, 4.640 solicitaram a cobertura dos prejuízos até o dia 17 deste mês. Pouco mais de 6% do total de produtores atingidos pela estiagem.

Uma das razões para este acesso baixo ao seguro é que o Proagro, capitaneado pelo governo federal e o mais barato do mercado, serve apenas para cobrir a dívida do agricultor que financiou o custeio de plantio da lavoura. Essa modalidade de seguro não garante a produção, e custa 2% do financiamento para os agricultores familiares. Apenas a modalidade Proagro Mais prevê o pagamento de até 65% do lucro estimado pelo agricultor. Mas quem não pede financiamento ou o agricultor que quer ter uma cobertura total não busca o Proagro.

Na safra atual, o Banco do Brasil, que concentra grande parte das operações de crédito rural no país, assinou 76,5 mil contratos de financiamento no Estado. Destes, 59,6 mil aderiram ao Proagro. Outros 1,55 mil produtores aderiram ao seguro agrícola. O número de produtores que procuraram esta cobertura no BB, uma das cinco instituições que oferecem a modalidade, não chega a 1% do total do Estado.

— Este é um número ínfimo e que mostra como o seguro não vai resolver o problema que enfrentamos neste momento. O seguro agrícola é algo novo e que ainda não está popularizado, por desconhecimento e pelo custo — analisa Spies.

Nos moldes atuais, o seguro agrícola só funciona se tiver o estímulo de subvenções do governo. Entre 2006 e 2010, elas representaram 51,7% dos recursos arrecadados para os prêmios dos seguros — como é chamado o custo para fazer a cobertura.

— O crescimento do seguro agrícola no país foi diretamente proporcional à subvenção. O problema é que, nos últimos três anos, os valores orçados para essa subvenção foram inferiores às necessidades dos agricultores — argumenta Luiz Roberto Foz, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Sem a garantia de uma subvenção, reduz a oferta de produtos para cobrir os prejuízos. Fora do Proagro, o custo do seguro acaba ficando caro para o produtor, avalia Carlos Bestetti, gerente de Levantamento e Avaliação de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse custo flutuaria entre 3% e 12% do valor segurado.

Além do subsídio do governo federal, um incentivo para os produtores, segundo Bestetti, são programas estaduais que pagam parte da parcela do custo do agricultor. Mesmo com atraso, SC começa a trilhar este caminho. Será assinado nesta segunda, dia 27, um convênio com o BB para subsidiar em 50% o prêmio devido pelo agricultor que plante milho, soja, trigo e arroz.

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24 fev17:58

Fetraf-Sul e Via Campesina querem audiência com o Governo do Estado

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Na tarde desta sexta-feira, dia 24, durante o terceiro anúncio de ações emergenciais para conter a estiagem no Oeste, integrantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar – Fetraf-Sul e Via Campesina realizaram manifestação na entrada do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó.

No ato eles entregaram para o Secretário da Agricultura e Pesca, João Rodrigues, uma pauta de reivindicações. – Já havíamos encaminhado uma solicitação de audiência no dia 12 de janeiro, mas não tivemos retorno – disse o coordenador adjunto da Fetraf-Sul Alexandre Bergamin.

>> Governo libera R$ 6 milhões para conter a estiagem no Oeste

O Secretário confirmou, após breve conversa com os integrantes, que vai receber a diretoria da entidade às 17h da segunda-feira, dia 27 em Florianópolis.

Entre os assuntos da pauta está a anistia do programa “Troca-troca” da safra 2010/2011, 50% de subsídio para a safra 2012/2013 e ainda uma ajuda de 50% na construção de cisternas. Bergamin disse ainda que se o agricultor quiser mesmo acessar o Juro Zero será necessário esse subsídio de 50%. – Alguns produtores estão cogitando procurar trabalhos alternativos, fora da propriedade para sustentar a família até a próxima safra – disse.


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24 fev17:50

Governo libera R$ 6 milhões para conter a estiagem no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O governador Raimundo Colombo fez na tarde desta sexta-feira o terceiro anúncio de ações emergenciais para combater os efeitos da estiagem que assola a região Oeste desde o mês de novembro do ano passado. O governo vai disponibilizar R$ 6 milhões para as prefeituras em forma de convênios e para a distribuição de sementes de milho para os agricultores. A finalidade é para a contratação de serviços, transporte de água, produção de silagem e abertura de poços e bebedouros.

Esse auxílio deve beneficiar 20 mil famílias, que não foram atendidas por políticas de crédito rural ou seguro agrícola. Até a tarde desta sexta-feira, a Defesa Civil do Estado havia recebido o decreto de 96 municípios. As perdas agrícolas passam de R$ 600 milhões e mais de 595 mil pessoas foram afetadas.

O secretário de agricultura e pesca, João Rodrigues, disse que cada agricultor vai receber um kit composto de um saco de 20 Kg de milho, um saco de 25 Kg de azevém e dois sacos de 40 Kg de aveia. – Com esse kit, os agricultores poderão plantar o milho na próxima safra e usar o azevém e a aveia para pastagens de inverno. Atendendo tanto os produtores de leite como os agricultores familiares atingidos pela estiagem – destacou Rodrigues.

O agricultor Ivo Tobin que mora no interior de Ipumirim, perdeu 70% da lavoura de milho e os prejuízos na propriedade já chegam a R$ 5 mil. A preocupação do agricultor está em como se manter no período da entre safra. – Não tenho como sobreviver nesse período. A situação está complicada e penso em desistir da atividade – disse.


Outras medidas da Defesa Civil Estadual

A Defesa Civil Estadual apresentou o Plano de Trabalho para o Ministério da Integração Nacional e aguarda o repasse de R$ 3 milhões. O diretor de prevenção da Defesa Civil, Emerson Emerim, disse que o recurso será usado para a compra de 400 tanques de 5 mil litros, mil tanques de 10 mil litros, 20 mil peças de Clorín (purificador de água) e 200 mil vasilhames de 5 litros de água mineral.

Os produtos serão destinados aos municípios em Situação de Emergência por estiagem, para atendimento das famílias atingidas.


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24 fev11:11

Governo faz terceiro anúncio de ações emergenciais para conter a estiagem no Oeste

Nesta sexta-feira o governador Raimundo Colombo estará em Chapecó para anunciar novas medidas para combater os efeitos da estiagem no Oeste. Este será o terceiro anúncio do governo. O evento está programado para as 13h, na sala Agostinho Duarte, do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. Acompanham o ato os secretários de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, da Defesa Civil, Geraldo Althoff, regional de Chapecó, Eldimar Jagnow, além dos prefeitos dos municípios em Situação de Emergência, dos secretários de Desenvolvimento Regional da região Oeste e lideranças locais.

De acordo com o secretário João Rodrigues, as medidas anunciadas incluirão recursos financeiros para as prefeituras,  destinados à contratação de serviços, transporte de água e produção de silagem. Também será anunciada na ocasião a liberação de sementes de milho para a próxima safra aos agricultores atingidos pela estiagem, e que não foram atendidos por políticas de crédito rural ou seguro agrícola.

- Nosso trabalho é para que nenhum agricultor fique sem o apoio do Governo do Estado. Em Santa Catarina, cerca de 10% das propriedades que tinham financiamento de custeio acionaram o seguro agrícola, e aquelas que não foram beneficiadas receberão sementes para a próxima safra – destaca.

>> Pacote de Combate à estiagem em SC é anunciado em Chapecó

>> Governo de Santa Catarina destina R$ 1,370 milhão para municípios atingidos pela estiagem

>> Santa Catarina vai receber R$ 10 milhões para combater a seca

>> Governo do Estado define estratégias contra estiagem no Oeste

Para atender aos agricultores da Fetaesc, o Governo disponibilizará R$ 3 milhões para aquisição de sementes de milho, azevém e aveia que beneficiarão 20 mil famílias rurais da região Oeste, que não foram atendidas por políticas de crédito rural ou seguro agrícola. O secretário João Rodrigues explica que cada agricultor receberá um kit composto de um saco de 20kg de milho, um saco de 25kg de azevém e dois sacos de 40kg de aveia.

- Com esse kit, os agricultores poderão plantar o milho na próxima safra e usar o azevém e a aveia para pastagens de inverno. Atendendo tanto os produtores de leite como os agricultores familiares atingidos pela estiagem – destaca Rodrigues.

De acordo com o presidente da Fetaesc, José Walter Dresh, a medida é em caráter emergencial e não descarta ações que deverão ser tomadas a longo prazo, como investimentos em captação e armazenagem de água da chuva para utilização múltipla pelos agricultores familiares, seja pra uso humano, animal, irrigação ou piscicultura. – Com a aquisição das sementes, o Governo do Estado estará beneficiando os agricultores familiares que não tiveram acesso ao crédito do rural safra 2011/2012 -ressalta Dresh.

O secretário-adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, disse que estaestiagem está deixando lições importantes para agropecuária catarinense, e que confirmam a necessidade de investimentos em irrigação.

- Isso permitirá uma agricultura baseada no uso de tecnologias de ponta, resultando em alta produtividade com a necessária segurança ao agricultores – disse.

Até o momento, 96 municípios decretaram Situação de Emergência em SantaCatarina, resultando em aproximadamente R$ 600 milhões em perdas de produção agrícola e afetando diretamente 595 mil pessoas. Algumas ações já foram desencadeadas entre o Estado e os municípios, com destaque para o Programa Juro Zero, onde foram disponibilizados R$ 80 milhões. Destes recursos, 40% devem prioritariamente ser investidos em água. Para a SDR Chapecó, por meio do programa, foram disponibilizados R$ 3,1 milhões.


Na região de Chapecó

O secretário regional de Chapecó, Eldimar Jagnow, destaca que a presença do governador Raimundo Colombo na região é muito importante, pois além de anunciar novas ações contra a estiagem, facilita uma maior integração entre órgãos governamentais junto aos municípios.

- Isso possibilita a construção de políticas e programas de maior eficácia para minimizar os efeitos de futuras estiagens e outras calamidades que possam assolar nossa região – explica.

No mês de janeiro, os nove municípios de abrangência da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Chapecó foram contemplados com recursos do Estado, no valor de R$ 183,5 mil, para serem investidos observando a prioridade de cada município.

A Secretaria de Estado da Defesa Civil, por meio da SDR Chapecó, distribui kits emergenciais contra a estiagem para transporte de água potável nas comunidades rurais bem como no perímetro urbano. Atualmente, está em processo de licitação a perfuração de poços artesianos, por meio da Secretaria de Agricultura e Pesca, nos nove municípios da Regional de Chapecó.


Outras medidas da Defesa Civil Estadual

Após apresentar o Plano de Trabalho ao Ministério da Integração Nacional, a Defesa Civil Estadual aguarda o repasse do recurso, no valor de R$ 3 milhões, para a compra de 400 tanques de 5 mil litros; 1.000 tanques de 10 mil litros; 20 mil peças de Clorín (purificador de água) e 200 mil vasilhames de 5 litros de água mineral. Os produtos serão destinados aos municipios em Situação de Emergência por estiagem, para atendimento das famílias atingidas.


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