Estiagem

23 fev10:40

Torneira continua seca

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Nem a boa chuva dos últimos dias garantiu água na casa de Diego Gasperin, morador do Bairro Bela Vista, em Seara. Ontem à tarde, a torneira ligada na rede da Casan continuava seca. –Faz 15 dias que não vem água- reclama.

Chuva encheu reservatório na cidade de Seara, mas algumas famílias ainda não tem água. Diego Gasperin não recebe água da Casan há 15 dias.

Muitas vezes chegou do trabalho e não tinha água para tomar banho. Pelo menos ele conseguiu encher uma caixa de água de mil litros com água da chuva e de um caminhão pipa. Para beber, ele busca com litros no poço da Praça Henriqueta Zanuzzo.


>> Governador vem à Chapecó anunciar novas medidas para combater os efeitos da estiagem no Oeste

>> Chuva chegou, mas não alivia falta de água no Oeste

>> A salvação da lavoura



Aposentada lava roupa e calçada

A aposentada Ana Ongarato Baioco estava muito feliz ontem em virtude da chuva.

Ana Baioco comemorou a chuva.

– Graças a Deus- comemorou.

Ela lavou roupa que estava acumulada desde sábado e, com a água que juntou de uma calha na caixa de água, lavou as calçadas. Ela espera que a partir de agora a situação normalize. Afinal, durante a estiagem, ela teve que buscar água na vizinha pra fazer comida e tomar banho de caneca.


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23 fev10:01

A salvação da lavoura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os pingos que caíram do céu na noite de terça para quarta-feira funcionaram como um tônico revigorante para lavoura de soja de Antonio Soave, agricultor de Arvoredo.

Sua lavoura de três hectares está em fase de formação de grãos, um dos momentos que mais precisa de umidade.

–Acredito que ainda vai dar umas 40 sacas por hectare – comemorou o produtor.

O potencial da lavoura era para 50 sacas. Mas, se não chovesse logo, não colheria nem a metade disso. A chuva também vai ajudar na germinação dos dois hectares de milho, que plantou recentemente.


Umidade vai recuperar pastagem e produção de leite

A umidade da chuva de ontem vai servir para recuperar a pastagem na propriedade de Decile Soave, em Arvoredo. Desde o final do ano passado a produção de leite caiu de 300 litros por dia para 230 litros.

– Com certeza ajuda no pasto pras vacas- disse. Além disso, o açude recuperou cerca de 20 centímetros.  Ela espera mais chuvas para, no início do próximo mês, semear nova pastagem.

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23 fev09:59

Governador vem à Chapecó anunciar novas medidas para combater os efeitos da estiagem no Oeste

Governador vem à Chapecó anunciar novas medidas para combater os efeitos da estiagem no Oeste

O encontro será nesta sexta-feira, dia 24, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes

Nesta sexta-feira, 24, o Governador Raimundo Colombo acompanhado do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, e do secretário de Estado da Defesa Civil, Geraldo Althoff, estará em Chapecó para anunciar novas medidas para combater os efeitos da estiagem no Oeste. O evento está marcado para às 13h, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes na sala Agostinho Duarte, em Chapecó.

O encontro vai contar com a presença dos prefeitos dos municípios em situação de emergência, dos secretários de Desenvolvimento Regional e lideranças locais. De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, as medidas anunciadas incluirão recursos financeiros para prefeituras, destinados à contratação de serviços, transporte de água e produção de silagem. Também será anunciada liberação de sementes de milho para a próxima safra aos agricultores atingidos pela estiagem, e que não foram atendidas por políticas de crédito rural ou seguro agrícola.

- Nosso trabalho é para que nenhum agricultor fique sem o apoio do Governo do Estado. Em Santa Catarina, cerca de 10% das propriedades que tinham financiamento de custeio acionaram o seguro agrícola e aquelas que não foram beneficiadas receberão sementes para próxima safra – destacou Rodrigues.

O Governador Raimundo Colombo faz questão de ressaltar a importância da armazenagem de água como saída para estiagem. – Santa Catarina não é um Estado seco, em condições normais, na região Oeste chove todos os meses do ano. Então a solução é armazenar água da chuva para atravessar esses períodos de estiagem -afirmou Colombo.

Para o secretário adjunto de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, esta estiagem está deixando lições importantes para agropecuária catarinense que confirmam a necessidade de investimentos em irrigação. – Isso vaio permitir uma agricultura baseada no uso de tecnologias de ponta. Resultando em alta produtividade com a necessária segurança ao agricultores – conclui.

Até o momento, 96 municípios decretaram estado de emergência em Santa Catarina resultando em aproximadamente R$ 600 milhões em perdas de produção agrícola e afetando diretamente 595 mil pessoas.


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22 fev23:48

Chuva chegou, mas não alivia falta de água no Oeste

Darci Debona e Mayara Rinaldi | darci.debona@diario.com.br e mayara.rinaldi@diario.com.br

Alívio imediato. Este é o efeito da chuva que ocorreu entre a noite de terça e a manhã de quarta-feira na região Oeste, amenizando os efeitos da estiagem nos 96 municípios que decretaram situação de emergência. O total registrado é um terço da média do mês. Algumas cidades, como Seara, registraram 40 milímetros. Em Chapecó, foram 55 milímetros e, em Iporã do Oeste, cerca de 100 milímetros. Em São Miguel do Oeste, o acúmulo de água foi de 29,5 milímetros, e em Xanxerê, 20 milímetros.Em Iporã, a precipitação permitiu normalizar o abastecimento na cidade, onde as famílias chegavam a ficar 20 horas sem água. No Rio Pirapó, que abastece a cidade, onde havia um filete de água ontem tinha um metro de profundidade.

— Encheu a calha do rio e agora temos água para pelo menos 20 dias — comemorou o chefe da agência local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Luiz Mickma.

Em Seara, choveu 40 milímetros e encheu o reservatório do Rio Caçador, que foi desassoreado recentemente. De acordo com o chefe da Casan em Seara, Carlos Pressoni Filho, a retirada de 4,3 milhões de metros cúbicos de terra permitiu acumular 5 milhões de metros cúbicos de água.


Chuva encheu o reservatório do Rio Caçador em Seara.


— Isso dá para uns 10 a 15 dias — calculou o gerente. Até lá, ele espera que esteja consertado o poço profundo, onde a bomba está trancada a cerca de 400 metros.

Segundo a Casan, o abastecimento está praticamente normalizado, exceto em algumas partes altas da cidade. Agora, com a chuva, a água existe, mas está muito suja, o que dificulta o tratamento na estação.A umidade é bem-vinda no campo para recuperar principalmente as pastagens. Também beneficia as lavouras de soja e o plantio da safrinha (segunda safra) do milho. As perdas permanecem nas lavouras de milho, que já estão maduras, e plantações de soja em fase adiantada.Estão consolidadas as perdas de R$ 60 milhões na agropecuária, segundo o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues. O que a chuva da noite de terça-feira pode ajudar é evitar o aumento dos prejuízos para os agricultores.


Anúncio de medidas para o campo

Em meio ao anúncio de medidas para resolver o problema das enchentes no Vale do Itajaí, o governador Raimundo Colombo convidou o secretário João Rodrigues para anunciar medidas que podem ajudar os agricultores do Oeste. A primeira, foi um levantamento da quantidade de agricultores que não receberam nenhum tipo de ajuda e não têm seguro agrícola.

De acordo com Rodrigues, são 17 mil famílias e, para esses agricultores, o governo autorizou a compra de 35 mil sacas de semente de milho. A segunda medida será a liberação de mais R$ 3 milhões para o transporte de água. A solução para o problema na região, segundo Colombo, é a construção de cisternas para armazenar a água. Ele explicou que há uma linha de crédito no Banco do Brasil — cada unidade custa R$ 15 mil —, num programa em que Estado paga o juro para o agricultor. O governador sse que serão proibidas instalações para a criação de suínos e aves sem que a propriedade tenha cisterna.


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20 fev15:18

Propriedades recebem água no interior de Formosa do Sul

A secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e a secretaria de Transporte, Obras e Serviços Públicos de Formosa do Sul continua atendendo propriedades do interior devido a estiagem. Além do transporte de água, equipes estão realizando abertura de fontes. Durante o feriado de Carnaval o atendimento acontece em regime de plantão.

Para atender criadores, o município disponibiliza dois caminhões caçambas adaptados com duas caixas de 10 mil litros de água em cada um. A água é captada em um rio e levada para o consumo de animais, principalmente do rebanho leiteiro.

Água potável também está em falta e é transportada em um caminhão pipa para o consumo humano.

- Uma das recomendações da secretaria é que os moradores façam os pedidos de ajuda ainda pela manhã, para facilitar o atendimento da secretaria – disse o secretário de Agricultura, Rinaldo Segalin. Ele disse ainda que praticamente toda a produção de milho plantado mais tarde será destinada ao consumo dos animais.


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16 fev19:15

Situação continua crítica em Planalto Alegre

A situação da água continua crítica em Planalto Alegre devido a estiagem que atinge o município e a região. A administração transporta em média 200 mil litros de água por dia para o consumo animal. Além disso, aproximadamente 40 famílias do interior estão sendo atendidas pela administração com água potável.

A vazão da água caiu 80% em poços e fontes superficiais. O que está sustentando a cidade é o Sistema que capta água do rio Chapecó, a 16 quilômetros da cidade.

Na semana passada o prefeito Edgar Rohrbeck esteve em Brasília e teve uma audiência no Ministério de Integração Nacional, onde fez algumas reivindicações. Foi informado que o Governo Federal já repassou R$ 21 milhões para Santa Catarina, sendo R$ 10 milhões para perfuração de poços artesianos e R$ 11 milhões para investimentos de municípios em Estado de Emergência. – Estamos aguardando as informações do Estado de onde serão aplicados esses recursos – salienta Rohrbeck.

O prefeito reivindicou máquinas e recursos imediatos para que o município consiga bancar as despesas devido a estiagem. Está se trabalhando junto a Receita Federal a liberação do cartão estiagem para pagar despesas como diesel, aluguel de máquinas e para serviços emergenciais como é o caso da distribuição de água. Segundo Rohrbeck, os prefeitos aguardam o valor que cada município terá.

Já no Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) o prefeito pediu atenção especial aos agricultores que perderam suas safras e tiveram danos com a estiagem. – Pedimos para que se pense em recursos financeiros para essas famílias de agricultores atingidos, bem como prorrogação de dívidas bancárias. Propomos inclusive a isenção das dívidas, mas o Ministério irá avaliar – informa Rohrbeck.


94 Municípios em situação de emergência

O último decreto encaminhado foi de Pinheiro Preto. Concórdia também decretou, porém a documentação ainda não foi recebida pela Defesa Civil do Estado.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia*

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 16 de fevereiro de 2012, pela Defesa Civil.

*A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação do município.



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16 fev15:26

Cisternas devem ser construídas em Coronel Freitas

Mais 34 cisternas devem ser construídas em Coronel Freitas. Segundo a Assessoria da Prefeitura isso é resultado de um trabalho de conscientizarão feito pela Secretaria Municipal de Agricultura e a Epagri.

De acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura, Neli Grando Defiltro, as cisternas serão financiadas através do Programa Juro Zero, do governo do estado, e a prefeitura estará disponibilizando uma escavadeira hidráulica sem custos para o agricultor construir o reservatório. O acompanhamento dos trabalhos e assistência técnica será feito por técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e a Epagri.

O agricultor Gilberto Scarati, da comunidade de Simões Lopes, construirá uma cisterna na propriedade. Para ele, com os incentivos oferecidos o agricultor fica mais animado para construir. – Uma cisterna praticamente resolve o problema de falta de água na minha propriedade – comenta.


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16 fev10:56

Chuvas devem normalizar a partir de maio

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Somente a partir de maio as chuvas devem começar a normalizar em Santa Catarina, de acordo com a meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri), Marilene de Lima. –Nesse período começa a se desconfigurar o fenômeno La Niña- explicou. O La Niña é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico que influencia no volume e na distribuição de chuvas em Santa Catarina.

A meteorologista acenou com melhora no regime de chuvas já em março e abril, mas ainda com volumes abaixo do normal. Marilene de Lima explicou que, mesmo normalizando as chuvas a partir de maio, ainda não será suficiente para reestabelecer a vazão dos rios e reservatórios de água, já que há um déficit hídrico acumulado.

Em Chapecó desde novembro chove abaixo do normal. Neste mês choveu apenas 17 milímetros para uma média histórica de 187 milímetros, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski.

Há previsão de chegada de uma frente fria na terça-feira no Estado. Segundo Marilene de Lima essa frente pode resultar em precipitações de 30 a 50 milímetros. Mas também pode trazer temporais.


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16 fev10:48

Moradores correm atrás da água em Seara

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Em virtude da redução no volume de água na bacia do Rio Uruguai as hidrelétricas de Machadinho e Itá estão operando em média com 33% da capacidade nos últimos 45 dias, segundo dados do gerente em exercício das duas usinas, Diego Collet.

Mesmo gerando menos energia o lago de Itá está 2,36 metros abaixo do nível máximo e, Machadinho, com 4,23 metros abaixo do nível máximo. No Lago de Itá é visível a borda de terra que apareceu no lago, provocada pela redução do reservatório. Próximo das torres da igreja da antiga cidade, que foi inundada, dá para ver parte das pedras que ficavam submersas.

Collet disse que é normal uma redução da geração nesse período. Ele explicou que não há risco de desabastecimento, pois a menor geração no Sul é compensada pela geração maior em outras regiões, já que o sistema nacional de distribuição de eletricidade é interligado.


>> Seara decreta calamidade e tem 70% do abastecimento feito com caminhões pipa

>> Blog do Puchalski: Estiagem no Oeste


Moradores correm atrás da água em Seara

Com a falta de água na cidade os moradores de Seara tem que buscar alternativas por conta própria. Moradores do bairro esperança recorrem a um poço no meio do mato. Outros vão buscar água nas torneiras de um poço na praça do Bairro Industrial. É o caso de Etelvino Junges, morador do bairro Garguetti. Ele estava sem receber água pela rede da Casan desde domingo. Com isso ele pegou litros de refrigerante, tambores e outros vasilhames para buscar água na praça.


Etelvino Junges busca água em fonte no centro da cidade.


–Venho aqui quase todos os dias- explicou.

Na sua casa moram seis pessoas e o consumo é grande. Por isso a família tem que administrar o volume que junta na caixa de água, com o que é buscado em outros locais. –Temos que economizar bastante- disse o auxiliar de produção, que trabalha numa agroindústria da cidade.

Sidiane Fátima, que trabalha na mesma agroindústria, é moradora nova na cidade e descobriu o poço da praça há dois dias. Desde então frequentemente vai buscar água com os litros de refrigerante para ter o que beber. Antes seus pais traziam água do interior do município. Para tomar banho, ela está utilizando a água de um poço que é imprópria para o consumo.

–Não sei se daria para usar, mas não temos outra- explicou.


93 Municípios em situação de emergência

Os últimos decretos foram de Ipumirim, Iomerê, Jaborá e Piratuba. Concórdia também decretou, porém a documentação ainda não foi recebida pela Defesa Civil do Estado.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia*

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castelo Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 15de fevereiro de 2012, pela Defesa Civil.

*A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação do município.

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16 fev07:42

Estiagem se agrava no Oeste Catarinense

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A estiagem que havia dado uma amenizada em meados de janeiro, quando ocorreu uma chuva de 70 milímetros em Chapecó, voltou a se intensificar neste mês, principalmente a partir da semana passada. Sete municípios decretaram emergência nesta semana: Alto Bela Vita, Presidente Castelo Branco, Ipumirim, Iomerê, Jaborá, Piratuba e Concórdia.

Além disso Seara, que já estava em Emergência, decretou Estado de Calamidade Pública, em virtude de que a cidade estava no início da semana com apenas 25% da água necessária para atender o município, que consome dois milhões de litros por dia.

- Está um caos- chegou a declarar o responsável do escritório local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Marcelo Cozer. Os moradores nem tinham mais previsão de receber água.

A situação foi amenizada com a chegada de dois caminhões dos Bombeiros, a partir de terça-feira, um de São José e um de Chapecó. Um deles tem capacidade para 26 mil litros/dia e outro tem capacidade de 20 mil litros dia. – Eles estão disponíveis o tempo que for necessário- disse o comandante do 6º Batalhão de Bombeiros de Chapecó, Luiz Carlos Balsan.

Os caminhões estão buscando água no rio Uvá, a 16 quilômetros de distância, e a despejam na barragem de captação do Rio Caçador, que foi desassoreada. Cada caminhão faz cerca de 10 viagens por dia.

Além disso a Casan está com quatro caminhos puxando água da Estação de Tratamento de Itá, a 18 quilômetros, que é distribuída em casas nas partes mais altas e nos reservatórios.

- Hoje 70% do nosso abastecimento é feito com caminhão Pipa- disse Cozer. São cerca de 800 mil litros transportados por dia. Com essas medidas o fornecimento de água subiu para um milhão de litros/dia, que é metade do consumo normal. –Ainda não é o suficiente- explicou o representante da Casan.

O presidente da Defesa Civil do município, Fábio Stocco, disse que algumas famílias que estavam há dois ou três dias sem água, começaram a ser atendidas. –Atualmente 100% da área urbana está com dificuldade no abastecimento- afirmou Stocco. No interior a Prefeitura também está fornecendo água para 35 famílias. A Defesa Civil do município vai solicitar ao Estado mais caminhões ou então recursos para contratação de mais veículos.

Além disso a unidade da Seara Alimentos, controlada pelo grupo Marfrig, também iniciou o transporte de água nesta semana, para não paralizar os abates. São seis carretas que transportam mais de dois milhões de litros de água por dia, captadas no rio Uvá.


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