Exportação

28 ago08:44

Carne suína de SC recebe sinal verde para exportação ao Japão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina deve iniciar ainda em 2012 os embarques de carne suína para o Japão, principal importador mundial, que já chegou a comprar 1,3 milhão de toneladas do produto em um ano, e mercado cobiçado pelo Estado há pelo menos duas décadas.

Nesta segunda-feira, dia 27, às 8h, o governador Raimundo Colombo recebeu a ligação do embaixador do Brasil no Japão, Marcos Bezerra Galvão, informando que o Estado tinha sido avaliado positivamente na reunião da Comissão de Avaliação de Risco de Sanidade Animal, do Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas do Japão.

Colombo esteve em setembro de 2011 em missão no Japão para estreitar os laços. Os japoneses também visitaram SC no ano passado, onde conferiram unidades da Aurora, BRF Brasil Foods, Marfrig, Pamplona e Sul Valle. A expectativa é que essas plantas sejam habilitadas para venda ainda neste ano.

— Nossa expectativa é para outubro. Isso muda tudo. SC passa a ter um mercado estável e que remunera melhor — avalia o governador.

O secretário da Agricultura, João Rodrigues, também prevê agilidade na liberação. E considera que a notícia é a redenção da suinocultura catarinense, que vem enfrentando forte crise principalmente pelo aumento de custos.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, destacou que a conquista é resultado de um trabalho de quase 30 anos de produtores, indústrias e governo do Estado. SC conquistou, em 2007, o Certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Ele acredita que a presença das indústrias catarinenses na venda de frango vai facilitar os contatos.

— Nossa expectativa é de vender 130 mil toneladas de carne no primeiro ano e, depois, chegar a 30% a 40% (do mercado japonês) — disse Barbieri.

Para ele, a notícia vai representar a retomada de investimentos em SC. Barbieri afirmou que neste ano houve um aumento de produção de 50 mil toneladas em SC, já com a expectativa de vendas para o Japão, e que isso acabou contribuindo para a crise. Só a unidade da BRF Brasil Foods em Campos Novos, inaugurada no ano passado, tem capacidade para abate de 7,2 mil suínos por dia.

— Nossa perspectiva é dobrar as exportações catarinenses a partir de 2013 — projetou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

O diretor de agropecuária da Aurora Alimentos, Marcos Zordan, afirmou que a unidade de Chapecó situada na saída para Guatambu e a planta de São Miguel do Oeste foram visitadas pelos japoneses e poderiam exportar. Zordan informou ainda que estão sendo investidos R$ 45 milhões na unidade de Joaçaba, com capacidade de 1,5 mil suínos/dia, com foco na exportação. Empresários japoneses que compram de empresas de SC já vinham sondando sobre a abertura do mercado.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de SC, Cléver Pirola Ávila, comparou a aprovação japonesa à conquista de um troféu. Mas ele é mais cauteloso nas avaliações. Ele ressaltou que ainda é necessário redigir um documento que é o Certificado Sanitário Internacional, que vai definir as regras para a compra. Os suínos terão que ser nascidos em SC e a ração precisa ser livre de ractopamina, aditivo que aumenta a produtividade.

Ávila prevê investimentos no aumento da capacidade de produção das unidades em SC. Mas avalia que neste ano apenas alguns embarques serão efetivados, pois as indústrias terão que se adaptar aos cortes exigidos pelos japoneses.

O vice-presidente de relações institucionais da Marfrig, João Sampaio, disse que a notícia é muito boa mas também é cedo para falar em números.

— Nós vamos ter que disputar em preço com outros mercados que já fornecem para o Japão — pondera.

Ele considera que SC já tem uma estrutura capaz de atender a demanda do Japão. Para Zordan, há opção de trocar mercados que remuneram menos pelo Japão, tanto internamente como externamente. Ele projeta que é possível um aumento de preço da carne para o consumidor. Ela deve subir 5% em breve, não em função da abertura dos japoneses, mas pelo aumento do custo de produção.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que a notícia é boa mas prefere aguardar os primeiros embarques para comentar a respeito.

— Outra vezes já ocorreram anúncios que acabaram não se confirmando — destacou.

Ele lembra que o setor ainda enfrenta o alto custo de produção e a falta de milho, que não foi resolvida pelo governo federal.

— Até agora atenderam apenas 10% do necessário — calculou.

Antes de vender para o Japão, o setor precisa receber milho do Centro-Oeste.


DIÁRIO CATARINENSE



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27 ago13:38

Exportação de carne suína para o Japão deve iniciar ainda em 2012

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As vendas de carne suína para o Japão devem iniciar ainda em 2012. A expectativa é do secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, e do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri.

O governador do Estado, Raimundo Colombo, recebeu informação da embaixada do Japão no Brasil, de que foi concluída a avaliação de risco sanitário e ela foi favorável a Santa Catarina. No ano passado uma missão japonesa esteve no estado avaliando frigoríficos da Aurora, Marfrig, Pamplona, BR Foods, Sul Vale.

João Rodrigues acredita que Santa Catarina pode abocanhar parte da fatia que os Estados Unidos vendem para os japoneses. Barbieri afirmou que há 30 anos essa venda é aguardada. Na opinião do presidente da Cidasc, a proximidade dos japoneses com as indústrias de Santa Catarina, que já exportam carne de frango há três décadas, facilitará o embarque de suínos.

- Já existe uma relação de confiança – afirmou Barbieri.

O Japão é o maior importador mundial de carne suína, comprando em média 1,2 milhão a 1,3 milhão de toneladas por ano. Barbieri estima que Santa Catarina poderá vender 130 a 140 mil toneladas para o Japão nos primeiros 12 meses. É quase o volume total que Santa Catarina exportou no ano passado, que foi de 153 mil toneladas no ano passado, num volume de US$ 452 milhões.

O próximo passo é negociar um Certificado Sanitário Internacional que vai garantir o cumprimento dos requisitos sanitários. Enquanto isso as empresas já devem começar a negociar as vendas.



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10 jun14:29

Made in Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Mariana Batistello, 24 anos é mãe de Valentina, 7 anos, Monalisa, 9 e Felippa (Pipa), 3 anos. As filhas são duas bonecas Blythes e uma Lati Yellow que conheceu quando cursava Design de Moda em Chapecó. Aquilo que parecia brincadeira rendeu a chapecoense uma oportunidade de ganhar dinheiro. Hoje ela exporta roupas de boneca para seis países.

Ela lembra que viu pela primeira vez as bonecas quando precisou fazer um trabalho de aula. – Estávamos organizando um Fashion Dolls e a maioria das minhas colegas iriam usar a Barbie. Eu queria outra boneca, foi aí que encontrei na internet as Blythes e me apaixonei – lembra.

As bonecas não são baratas, custam entre R$ 300 e R$ 2 mil.

–  Quanco comprei a Valentina eu estava de mudança para morar com o meu namorado e havia deixado um dinheiro com ele. Quando pedi o valor para comprar a boneca ele foi contra– lembra Mariana. Assim como o namorado ninguém da família apoiava a ideia de Mariana. – Minha avó dizia tu vai comprar uma boneca Mariana, pra quê? – conta.

O sonho começou a se realizar quando o namorado deixou a quantia na casa da mãe de Mariana.

– Corri para a internet e fechei o negócio – lembra.

Isso foi em 2009 e logo após a compra Mariana começou a ter sintomas de gravidez. –  Assim que a Valentina chegou fiquei melhor – contou a designer.

É comum esse tipo de boneca ter mãe, madrinha, tias, amigas. Mariana conta que achou isso estranho no começo, mas depois percebeu que era uma maneira de interagir e criar amizade com outras colecionadoras. – É um universo a parte. Tem até meninas especializadas em customização de maquiagem e cabelo – conta.

Foi então que Mari resolveu reunir ‘ a brincadeira’ com aquilo que mais gosta de fazer: costurar. Ela começou a fazer roupas para a Valentina e produzia fotos com ela e postava em um site na internet. Outras ´mães´ gostaram e pediram se ela faria para vender.

No começo Mariana tinha medo de ser taxada como costureira de roupa de bonecas. Com criatividade e persistência ela provou o contrário. Hoje, além de costurar, ela desenvolve modelos diversificados e estampas exclusivas para as roupas.

Depois de concluir o curso de Designer de Moda, Mari decidiu investir em uma marca e criou a Pequena Valentina. Atualmente a micro empreendedora produz uma média de 60 peças e fatura cerca de R$ 1,5 mil por mês. As peças custam a partir de R$ 6 uma meia-calça até uma média de R$ 30 um vestido ou moletom.

Além da venda na internet, através do site da marca Pequena Valentina para todo o Brasil, Mariana, exporta para países como Estados Unidos, França, Canadá, Cingapura, Israel e Espanha.


Colecionadoras em Santa Catarina

Em Chapecó, segundo Mariana, são mais de 10 colecionadoras de Blythes. No estado o número passa de 60, entra meninas e meninos. Para se manter atualizadas e para que as madrinhas possam ver as afilhadas são realizados encontros. Esse ano foi realizado um encontro no mês de abril em Joinville e outro no começo de junho em Blumenau.

- Já organizei 12 encontros em Chapecó e colecionadoras de outros estados vieram pra cá – lembra Mariana que esteve em Porto Alegre, no início de maio, onde participou de um encontro com outras colecionadoras.


As Blythes

Quando foram lançadas em 1972, as bonecas de 28 cm assustavam os compradores por causa do tamanho da cabeça e olhos exagerados. O que seria o diferencial da marca, já que os olhos mudam de cor e posição ao puxar uma corda amarrada atrás da cabeça, acabou tirando a boneca das prateleiras um ano depois do lançamento.

Vinte e cinco anos depois a jornalista americana Gina Garan ganhou uma Blythe de presente e a fotografou em diversos lugares, resultando no livro “This is Blythe” e no ressurgimento da boneca.

Em 1999 as neos Blythes foram produzidas pela empresa Takara, com autorização da Hasbro, detentora da marca. Elas fazem sucesso entre profissionais do mundo da moda, artes e fotografia.


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16 mai09:27

Exportação para a Argentina cai

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As exportações do Brasil para a Argentina pela aduana de Dionísio Cerqueira caíram 60 a 70% no primeiro quadrimestre de 2012, segundo o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Borteze.

Ele afirmou que o movimento de caminhões com destino ao exterior baixou de 2.126 para 1.765. Esse número só não foi maior devido ao aumento da venda de carne bovina para o Chile. – No ano passado cerca de 60% das cargas eram para Argentina, hoje 80% vai para o Chile – disse Borteze.

O motivo da queda foram as novas exigências de licenças adotadas pelo país vizinho desde o início do ano. A liberação das cargas, que antes era automática ao passar pela aduana, agora depende de uma aprovação vinda da Secretaria de Comércio Exterior, em Buenos Aires. Essa licença demora de uma semana a 10 dias.

Borteze disse que cargas perecíveis, como banana e tomate, chegaram a estragar. Por isso as empresas exportadoras não estão nem mandando as cargas para a aduana. No ano passado, eram 10 a 15 cargas de banana passavam por Dionísio Cerqueira e entravam na Argentina. Agora, passa no máximo uma carga por dia.

Diariamente são exportadas 30 cargas mas quase todas para o Chile. Borteze disse que o movimento da aduana só não diminuiu no primeiro quadrimestre porque as cargas de carne bovina são bem mais valiosas. Enquanto uma carga de banana custa US$ 3 mil a US$ 4 mil, uma carga com 22 a 25 tonelada de carne custa US$ 100 mil.

A Aduana como um todo movimentou US$ 256 milhões no primeiro quadrimestre. Disto, US$ 138 milhões foram de exportações. O movimento total de caminhões, entre importação e exportação, foi 5.513 no primeiro quadrimestre, contra 7.463 do mesmo período do ano passado. Além dos problemas com a Argentina a reforma na aduana também está atrapalhando o movimento.

Mesmo com os problemas com a Argentina as filas são de apenas 30 caminhões no lado brasileiro, pois as empresas nem mandam mais cargas de produtos perecíveis para a aduana. No lado argentino a fila é maior, entre 100 e 150 caminhões, em virtude da safra de cebola argentina.


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07 fev10:38

Seminário em Chapecó mostra o caminho para a exportação

A Federação das Indústrias – FIESC promove no dia 15 de fevereiro, em Chapecó, seminário para apresentar o programa Start Export, que facilita o acesso de empresas de pequeno e médio portes ao mercado internacional. O encontro terá início às 18h30, no auditório do Simovale (Rua Mascarenhas de Moraes, 444, Bairro Jardim América). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail iolanda@iolanda.com.br. Mais informações pelo telefone (49) 3366-3822.

No encontro serão abordados temas como o planejamento em exportação, adequação de processos internos, prospecção e diversificação de mercados e contatos comerciais no exterior.

O Start Export prepara as empresas para ingressar no mercado internacional. Para isso, a companhia passa por um processo que envolve diagnóstico, treinamento, criação e a execução de um plano de ação, com a assessoria de profissionais especializados. Com o programa, as empresas minimizam riscos e otimizam os resultados.

Conheça detalhes do Start Export no portal FIESCnet,  menu internacional.


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02 fev10:05

Primeiro embarque de carne para China

A Coopercentral Aurora, uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes habilitadas a exportar para a China, faz no próximo dia 9 de fevereiro o primeiro embarque de carne suína para aquele país.

O anúncio foi feito pelo presidente Mário Lanznaster, mas a empresa não revelou o valor da primeira transação comercial concretizada.

A primeira remessa é constituída de 120 toneladas (cinco contêineres) de diversos itens de cortes suínos com e sem osso que embarcam nos dias 8 e 9 no porto de Itajaí com dois destinos: uma parte ficará no porto de Shangai e outra parte no porto de Yantian. O transit time (tempo para chegada do navio no destino) é de aproximadamente 37 dias.

- Esse é o primeiro negócio e, gradativamente, serão definidos os itens de melhor aceitação, bem como o padrão de cada corte, de acordo com as orientações de nossos clientes chineses – observou o gerente de comércio exterior Dilvo Casagrande.

Para chegar ao primeiro embarque, a empresa criou ainda em 2011 uma estrutura especial para atender as especificidades do país importador. Uma delas é o sistema de rastreabilidade da produção que tem origem no campo até o produto final a ser exportado.

Um grupo de 35 propriedades rurais do oeste catarinense foi selecionado pela Aurora, homologado pela Cidasc com protocolo de produção aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. Uma fábrica de rações da CooperAuriVerde (cooperativa filiada à Coopercentral Aurora) está processando ração específica para abastecer os plantéis.

Os animais prontos são conduzidos para a unidade industrial de Chapecó (FACH1) onde está programado o “turno dedicado”: em um dia a cada quinzena, o frigorífico abate cerca de 4600 suínos que geram 200 toneladas de produtos embalados, congelados e estocados para o mercado chinês. O abate segregado iniciou em 9 de janeiro. Essa produção é integralmente destinada à China e, conforme evoluírem os negócios, o abate será ampliado para mais dias na quinzena.

Casagranda lembra que a China somente consumia a carne brasileira através das importações via Hong Kong. A partir de 2009 passou a comprar diretamente produtos de frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada, mas exigiu um árduo trabalho de diversos setores da empresa para adequar o processo ao protocolo exigido.

Nesse novo estágio, a China passa a comprar direto do Brasil, que poderá incrementar as vendas, oferecer volumes e cortes mais específicos para a demanda chinesa e entrar no país mais populoso, com renda emergente, que prevê aumentar o consumo de carne nas próximas décadas.


Frango

A Aurora já exporta frango para o mercado chinês: em 2009 as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre os dois países, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras a exportar para aquele mercado.

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente as agroindústrias no Brasil, e a Aurora foi classificada para exportação de carne suína diretamente à China continental através do SIF 3548 que identifica o FACH1 (Frigorífico Aurora Chapecó).


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24 jan14:59

ACCS avalia abertura do mercado norte-americano para a carne suína

O ano começou com notícias positivas para o mercado da carne suína. Entre as mais aguardadas pela suinocultura brasileira, a confirmação que os Estados Unidos reconhece a equivalência do serviço brasileiro de inspeção de carne suína, autorizando a habilitação de matadouros-frigoríficos do estado para exportação de carne suína in natura, fortalece o setor.

Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, a notícia dá um ânimo aos produtores. – Há muitos anos buscamos resultados de exportações como esse. Cada passo da suinocultura catarinense foi dado justamente por esse objetivo, ser reconhecida por países como os EUA, com as melhores condições para adquirir carnes. Somos agora uma vitrine para outros países consumidores de carne suína – destaca.

Com foco em resultados, a suinocultura catarinense também acredita que o mercado dos Estados Unidos pode abrir outras portas para o estado e o país, a médio e longo prazo. – Os americanos são referência em todos os segmentos da economia, e isso faz com que as suas preferências também sejam de outros países. Desta forma, acreditamos que Santa Catarina poderá contar com a aceitação dos mercados do Japão e Coréia – acrescenta o presidente.

Além das vendas de carne suína, o mercado de insumos também reflete no bolso do suinocultor. Para manter o custo de produção é preciso que os valores dos insumos, como milho e soja, sejam viáveis. Em Santa Catarina, existe uma preocupação, quanto à estiagem.

Para a ACCS, a falta de chuva compromete a produção catarinense, mas não atinge a produção nacional. – Nosso estado é um grande importador de milho e não produtor, por isso, a seca vai afetar o consumo local, a produção dos agricultores, mas não deve refletir nos preços em âmbito nacional – completa Lorenzi.



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18 jan09:48

Com negócios à vista, Coopercentral inicia abate para o mercado chinês

A Coopercentral Aurora (Aurora Alimentos) – uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes habilitadas a exportar para a China – inicia em fevereiro os embarques de carne suína. Por conta disso, iniciou neste mês o abate de suínos e o processamento de carnes para o mercado chinês.

O vice-presidente Neivor Canton informa que a empresa criou uma estrutura especial para atender as especificidades do país importador. Uma delas é o sistema de rastreabilidade da produção que tem origem no campo até o produto final a ser exportado.

Um grupo de 33 propriedades rurais do oeste catarinense foi selecionado pela Aurora, homologado pela Cidasc com protocolo de produção aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. Uma fábrica de rações da CooperAuriVerde (cooperativa filiada à Coopercentral Aurora) está processando ração específica para abastecer os plantéis.

Os animais prontos são conduzidos para a unidade industrial de Chapecó (FACH1) onde está programado o “turno dedicado”: em um dia a cada quinzena, o frigorífico abate cerca de 4.600 suínos que geram 200 toneladas de produtos embalados, congelados e estocados para o mercado chinês.

A assessora técnica de produção e médica veterinária Eliana Bodanese explica que essa produção é integralmente destinada à China e, conforme evoluírem os negócios, o abate segregado será ampliado para mais dias na quinzena.

O gerente de mercado internacional Dilvo Casagranda lembra que a China somente consumia a carne brasileira através das importações via Hong Kong. A partir de 2009 passou a comprar diretamente produtos de frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada, mas exigiu um árduo trabalho de diversos setores da empresa para adequar o processo ao protocolo exigido.

Nesse novo estágio, a China passa a comprar direto do Brasil, que poderá incrementar as vendas, oferecer volumes e cortes mais específicos para a demanda chinesa e entrar no país mais populoso, com renda emergente, que prevê aumentar o consumo de carne nas próximas décadas.


Memória

A Aurora exporta frango para a China desde 2009. Nesse ano, as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre o Brasil e China, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras a exportar para aquele mercado.

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente as agroindústrias no Brasil e a Aurora foi classificada para exportação de carne suína diretamente à China continental através do SIF 3548 que identifica o FACH1 (Frigorífico Aurora Chapecó).


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11 jan08:45

Santa Catarina deve começar a exportar carne suína in natura para EUA ainda este ano

Os frigoríficos catarinenses conquistaram mais um mercado poderoso com a carne suína. O Estado deve começar a exportar o produto “in natura” para os Estados Unidos ainda neste semestre.

O governador Raimundo Colombo recebeu a confirmação da negociação do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, nesta terça-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também comunicou o reconhecimento do serviço de inspeção de carne suína do Brasil.


Santa Catarina exporta cerca de 250 mil toneladas de carne suína por ano.


Santa Catarina é o único Estado no país com permissão para exportar carne fresca por ser livre de febre aftosa sem vacinação — uma exigência dos principais mercados consumidores. Os demais só podem vender carne termicamente processada.

— Essa é uma política de Estado e que todos os catarinenses da área merecem aplausos, pois mantemos uma segurança e fiscalização muito grande para continuarmos com este título, que é de vital importância para o desenvolvimento do agronegócio — ressalta o governador Raimundo Colombo.

As exportações devem começar após a habilitação dos estabelecimentos comerciais e a realização de missões empresariais. A expectativa do Governo é vender 40 mil toneladas/ano a partir de 2012.


Novos mercado

Santa Catarina exporta cerca de 250 mil toneladas de carne suína por ano. Para prospectar novos mercados, o Estado vem realizando missões técnicas, como a recente viagem à Ásia.

Em outubro de 2011, o governador manteve contato com os ministérios da Agricultura do Japão e da Coreia do Sul para negociar a autorização de exportação da carne suína catarinense.

— Projetamos exportar cerca de 400 mil toneladas de carne suína ao Japão — afirma o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri. A expectativa é conquistar 30% do mercado japonês, que é o maior e que melhor paga.

O Estado estima conquistar US$ 100 milhões com as negociações com a Coreia do Sul, terceiro país que mais importa carne suína, exportando 40 mil toneladas anualmente.


DIÁRIO CATARINENSE

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06 jan15:36

Brasil manterá liderança na exportação mundial de aves

Apesar dos elevados custos de matérias-primas (milho, soja, farelo de soja, óleo de soja) e um câmbio deprimente que afetou diretamente a competitividade da avicultura catarinense, o setor terminou 2011 com crescimento de 4% em quantidade e 6% em faturamento. – Considerando os desafios os quais fomos submetidos, podemos afirmar que tanto para o produtor quanto para a agroindústria foi um ano razoável – avalia o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila.

As previsões para este ano apontam crescimento de 2 a 3%, da produção. – Não teremos grandes mercados a nível internacional para abrir. Consolidaremos os mercados abertos da China e Índia e faremos inserções na África e Indonésia – disse.

Mundialmente, o Brasil já foi o país mais competitivo. Em função da relação cambial R$/US$, dos novos patamares dos custos de matérias primas e mão de obra, perdemos esta posição. – Além disso, observa-se o crescimento da produção na Argentina, Rússia e Oriente Médio, os quais diminuem nosso espaço de crescimento. Mesmo assim, continuaremos com a produção em nível de crescimento mais lento e seremos ainda o maior exportador mundial – declara.

Ao abordar a entrada do produto brasileiro no mercado internacional, o presidente da Acav destaca que no dia a dia são criadas várias barreiras. As mais recentes são as da Rússia e a mudança de legislação técnica europeia. Ambas focam o Brasil diretamente, impedindo o crescimento natural.

Existem aspectos da crise internacional assolando Europa e USA, além da estabilização da economia japonesa que refletem na demanda de produtos. Entretanto, segundo Ávila, mercados alternativos se mostram viáveis e dentre eles destaca-se o próprio Brasil que vem obtendo crescimento na economia e participação da população no mercado de consumo. – Aliado a uma produção com crescimento vegetativo, entendemos que os preços serão estáveis com tendência de alta em função dos custos elevados de matéria prima e mão e obra – completa.


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