Exportações

31 ago10:31

Moveleiros voltam a apostar na exportações

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os moveleiros do Oeste de Santa Catarina voltaram a olhar para o mercado externo graças à recuperação do dólar, que está acima dos R$ 2,00. Tanto que durante a Mercomóveis, feira que iniciou na segunda-feira e encerra hoje, no Parque Tancredo Neves, em Chapecó, já foram firmados cerca de R$ 15 milhões em contratos de exportações e perspectivas de mais R$ 50 milhões.

-Nós fechamos cerca de R$ 1 milhão- informou Anderson Simão, da Serpil, de Pinhalzinho. Ele espera aumentar a fatia de exportação de 20 para 30%. O presidente da comissão organizadora da Mercomóveis, Nivaldo Lazaron Júnior, disse que há duas edições da feira não eram fechados contratos durante o evento. A feira recebeu representantes de 15 países e as empresas já acertaram vendas para Chile, Colômbia e Peru.

Nivaldo Lazzaron Júnior disse que o principal fator para o aumento das exportações é alta do dólar. Na feira passada o dólar estava entre R$ 1,50 e R$ 1,60 e, ontem, estava em R$ 2,04. Além disso as empresas de Santa Catarina começaram a abrir mercados novos, como América do Sul e África. –Os empresários antes só olhavam para Estados Unidos e Europa- lembrou Lazzaron Júnior.

Na América do Sul há vantagens como menos custo de transporte e tarifas de exportação. O coordenador da Mercomóveis também destaca o crescimento das empresas junto com o crescimento da feira. Ele afirmou que o aumento das exportações vai aumentar o investimento das emrpesas.

Ilseo Rafaelli, da Sonetto Móveis, quer aumentar de 20 a 25% para 30% a produção destinada à exportação. Para isso investe em máquinas novas e em produtividade. Adir Luiz Kist, diretor administrativo da Móveis Daico, quer passar de 15% para 30% as vendas para o mercado externo. Atualmente ele tem 140 funcionários e embarca três contêineres por mês.

Os expositores demonstraram estar contentes com a feira. Tanto que a meta de R$ 200 milhões em negócios e 20 mil visitantes deve ser atingida.


Mesa com tampo de vidro e cadeira Iolanda

Países compradores: Era vendida para o Paraguai e, durante a feira, foi acertada a venda para o Uruguai

Características: A torre de madeira e o suporte das cadeiras é de madeira de eucalipto de área reflorestada, com assento estofado e boa ergonometria

Público: Classes C e D

Fabricação: Daico, de Nova Erechim

Projeção: A empresa exportava cerca de 50% da produção até 2005,caiu para menos de 5% em virtude do câmbio. Atualmente exporta cerca de 15% da produção e quer chegar a 30%. Além do Paraguai e Uruguai já vende beliches, camas, mesas e cadeiras de pinus para Inglaterra e Estados Unidos, além de cozinhas para o Chile.



Jogo de mesa de sala

Países compradores: África do Sul, Angola e países latino-americanos como Equador

Características: produto em MDF produzido em escala que alia design ao preço atrativo e representa 10% da produção da indústria

Público: Classes populares

Fabricação: Sonetto, de Chapecó

Projeção: A empresa começou a exportar significativamente há dois anos. Entre 20 a 25 % da produção vai para o exterior. A meta é chegar a 30% com os novos contratos fechados na Mercomóveis, com empresas da África e América do Sul.






Cristaleira e cômoda da linha wood

Países compradores: Estados Unidos, Espanha, Paraguai e Uruguai

Características: Os móveis são em madeira de pinus, maciço, com estilo rústico, graças a um equipamento que dá essa característica no acabamento.

Público: Classe média alta

Fabricação: Serpil, de Pinhalzinho

Projeção: A empresa tem 300 funcionários e exporta 20% da produção. Com os negócios fechados na Mercomóveis pretende incrementar em 10% as exportações.



Estofado frapê em módulos

Países compradores: Chile e Colômbia

Características: Estofado em frapê, modulado, que pode ser adequado ao tamanho do ambiente e à necessidade do cliente

Público: Classe alta (B e A)

Fabricação: Enele, de São Lourenço do Oeste

Projeção: A empresa exportava para quase 20 países até 2008 e depois, devido ao câmbio, ficou com apenas um cliente, no Chile. Atualmente exporta 3% da produção. Com novos contratos para Chile, Colômbia e Peru, firmados durante a Mercomóveis, pretende chegar a 5 a 6%.




Sofá Aruba

Países compradores: China, Estados Unidos e Canadá

Características: Estofado de fibra siliconada com estrutura em madeira maciça de eucalipto e sustentação em couro.

Público: Classe A

Fabricação: Móveis Verona, de Chapecó

Projeção: A empresa que focava no mercado interno, tendo vários móveis utilizados em novelas, agora vai começar a exportar. A expectativa inicial é de três contêineres por mês.



Comente aqui
22 mai11:41

Exportações crescem 66% pela Aduana de Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Mesmo com as dificuldades impostas pela Argentina para a entrada de produtos brasileiros as exportações pela aduana de Dionísio Cerqueira aumentaram 66% no primeiro quadrimestre, em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. Em 2012 as exportações movimentaram US$ 138 milhões nesse período, contra US$ 83 milhões no ano passado.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, desde 2005 a Aduana não registrava superávit nas exportações. O motivo do crescimento é a venda de carne bovina para o Chile, que estava interrompido desde os focos da aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná, em 2005, e foram retomadas no ano passado. Essa carne é proveniente de São Paulo e Centro Oeste, apenas passando pela aduana catarinense.

Borteze destacou que diariamente 30 caminhões saem do Brasil carregados, sendo 80% para o Chile. No ano passado, mais de 70% das vendas eram para a Argentina, que caíram cerca de 60% após a adoção de algumas medidas como licenças prévias de exportação e autorização da Receita Federal de Buenos Aires, que antes não existiam. Com isso as cargas que demoravam três dias agora levam 10 a 15 dias para serem liberadas.

Com isso houve uma redução no movimento de caminhões, mas o valor das cargas de carne, que é de US$ 100 mil para contêineres de 22 a 27 toneladas, é bem maior que os US$ 3 mil a US$ 4 mil por uma carga de banana.

O motorista Ivolnei dos Santos, confirma o aumento das viagens para o Chile. –Aumentou 20 a 25%- calculou. Antes ele fazia 1,5 a duas viagens por mês. Agora, faz pelo menos 2,5 viagens. Ele leva carne bovina do Mato Grosso para Santiago do Chile. A viagem dura uma semana para percorrer mais de quatro mil quilômetros. Mas compensa na melhor remuneração.

Borteze disse que a tendência é fechar um ano em superávit mantida a atual tendências nas vendas, mesmo com os problemas com a Argentina. Além da carne o Chile compra bobinas de papel. Já a Argentina compra produtos como carnes bovina, suína e de frango; banana, abacaxi e tomate.

O Brasil importa dos dois países frutas, inseticidas, cosméticos, enlatados, farinha, cebola e vinhos.


Obras em aduana causa filas

As obras da nova aduana de Dionísio Cerqueira, que iniciaram no ano passado, tem gerado filas na fronteira. Na semana passada mais de 200 caminhões estavam na fila no lado argentino e 30 no lado brasileiro. A aduana libera em média 80 cargas por dia. Hélio Boito, que estava levando pera do Chile para Pato Branco-PR, estava há oito dias na fila. –Antes das obras levava dois a três dias- lembrou. Ele reclamou que os motoristas ficam na beira da estrada sem banheiro e local de alimentação.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que há um movimento grande por causa da safra de cebola e o pátio de estacionamento da aduana foi reduzido de 190 para 80 vagas, com as obras.

Ele afirmou que a previsão de conclusão é agosto ou setembro. O novo pátio de estacionamento será entregue em duas semanas. O galpão de conferência, que antes não existia, está quase concluído. Também estão em fase final os banheiros. A nova sede administrativa está nas fundações. O investimento total é de R$ 10 milhões.

Borteze disse que a nova obra vai trazer mais conforto e agilidade para os funcionários e motoristas. Além de gerar filas, as obras e as restrições burocráticas da argentina reduziram o movimento de caminhões na aduana.

Nos primeiros quatro meses do ano passaram pela aduana 5.513 caminhões, contra 7.743 no mesmo período do ano passado.


MOVIMENTO NA ADUANA DE DIONÍSIO CERQUEIRA

EXPORTAÇÃO

2003: US$ 175 milhões

2004: US$ 220 milhões

2005: US$ 177 milhões

2006: US$ 59 milhões

2007: US$ 76 milhões

2008: US$ 95 milhões

2009: US$ 88 milhões

2010: US$ 211 milhões

2011: US$ 340 milhões

2012*: US$ 138 milhões

*janeiro a abril


IMPORTAÇÃO

2003: US$ 60 milhões

2004: US$ 76 milhões

2005: US$ 118 milhões

2006: US$ 177milhões

2007: US$ 226 milhões

2008: US$ 287 milhões

2009: US$ 286 milhões

2010: US$ 371 milhões

2011: US$ 415 milhões

2012*: US$ 118 milhões

*janeiro a abril


Fonte: Inspetoria da Receita Federal de Dionísio Cerqueira


Comente aqui
16 mai09:36

Barreira comercial para importados da Argentina reflete em aumento nos preços nas prateleiras do Brasil

Felipe Pereira | felipe.pereira@diario.com.br

O Brasil levantou barreiras para seis produtos importados da Argentina e o reflexo vai aparecer nas padaria e supermercados. Integrantes da lista, vinhos e queijos subirão de preço bem na boca do inverno. A medida também dificulta a entrada de farinha de trigo, por isso massas e pães ficarão mais caros.

Mas é óbvio que o governo brasileiro não trabalha para prejudicar a população. A medida é uma reação à política Argentina de restringir a entrada de carne suína, têxteis, móveis, calçados e máquinas agrícolas. A resposta de Brasília foi acabar com a licença automática da batata, maçã, uva, farinha de trigo e vinho.

Desde 8 de maio, é preciso autorização prévia para conseguir o documento que contém informações sobre a mercadoria para controle das autoridades e sem o qual não é liberada a entrada no país. O processo pode demorar até 60 dias.

A longo prazo a queda de braço pode ser boa para a indústria, mas num primeiro momento os consumidores pagarão mais por alguns produtos. Matéria-prima de massas e pães, a farinha de trigo argentina responde por 89,8% das importações brasileiras.

Seguindo a velha regra econômica, a queda na oferta levará a aumento nos preços resume Mauricio Machado, presidente do Sindicato das Panificadoras. Mas o impacto pode demorar um mês, tempo para usar o estoque.


Reação brasileira que levou ao aumento dos preços no supermercado é iniciativa do setor agrícola

O presidente da rede de Supermercados Giassi, Zefiro Giassi, conta que vinhos, queijos e uva passas têm presença nas gôndolas e devem sofrer aumento de preço pelo mesmo motivo. Ele diz que o tamanho do reajuste é difícil de ser estabelecido no primeiro momento. No caso da batata, existe substituição nacional, mas a mercadoria importada tem melhor qualidade e preço.

A reação brasileira que levou a este cenário é uma iniciativa do setor agrícola, bastante prejudicado pelas barreiras argentinas. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, lembra que antes das restrições argentinas eram embarcadas três mil toneladas por mês.

Hoje, nada é vendido ao país vizinho, afirma Mário Lanznaster, presidente da Aurora. Ele ressalta ainda que o dólar está num bom patamar para exportar. O setor têxtil é outro que enfrenta dificuldade por causa da postura Argentina e vê o comércio estagnado aponta Ulrich Kuhn, presidente do sindicato do setor na região de Blumenau, no Vale do Itajaí.

A queda no comércio de SC com a Argentina pode ser sentida na aduana de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste do Estado. O número de caminhões para o exterior caiu de 2.126 para 1.765 no primeiro quadrimestre de 2012 na comparação com o ano passado relata o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Bortoze. Ele diz que o número só não é menor porque houve aumento nas viagens para o Chile que respondem por 80% dos veículos.


DIÁRIO CATARINENSE



Comente aqui
11 mai09:10

Exportação de carne suína para a Argentina cai 10%

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As exportações de carne suína de Santa Catarina para a Argentina caíram 10% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, em virtude de restrições adotadas pelo país vizinho.

No primeiro trimestre do ano passado os catarinenses venderam 2,6 mil toneladas para a Argentina e, neste ano, apenas 2,3 mil toneladas. O faturamento caiu de US$ 8,1 milhões para US$ 7,3 milhões. E a maior parte desse volume, US$ 6,4 milhões, foi em janeiro. A partir de fevereiro os argentinos começaram a impor licenças para importar alguns produtos de seus parceiros do Mercosul. A intenção é proteger os produtores locais.

As vendas do Brasil como um todo foram ainda mais afetadas. No primeiro trimestre do ano passado as vendas de carne suína para os hermanos foi de 8,2 mil toneladas, contra 4,9 mil neste ano. Isso reduziu em US$ 10 milhões o faturamento, que caiu de US$ 26,3 milhões para US$ 16,2 milhões.

Como a Argentina era um dos cinco principais mercados de Santa Catarina, responsável por 10% das vendas, a crise do setor aumentou ainda mais.

– Isso agrava a nossa situação que já é difícil – lamentou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio Di Lorenzi.

Ele afirmou que os suinocultores estão enfrentando problemas de baixa remuneração do produto e baixo preço. Insumos como soja e milho aumentaram e o quilo do suíno, que estava em R$ 2,60 no ano passado, caiu para R$ 1,90. Enquanto isso o custo de produção está em R$ 2,65.

Lorenzi comparou que o preço da carne de suíno está menor que o da banana, que custa R$ 2,50 nos supermercados do Oeste.

– Os produtores não conseguem nem mais empréstimo pois estão com sua capacidade de endividamento esgotada – explicou. Ele pede que o Governo subsidie o transporte de milho para Santa Catarina para diminuir o custo dos produtores.


Suinocultor Clair Dariva.

O suinocultor Clair Dariva, que tem 500 matrizes, disse que tirando dinheiro de outras atividades, como a produção de leite, para cobrir o prejuízo na suinocultura.


– Hoje perco R$ 60 por suíno gordo – calculou.

Dariva disse que o Governo Federal teria que ser mais duro na relação com os vizinhos, que além de não comprar suíno ainda exportam leite para o Brasil, prejudicando também o setor leiteiro.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, também considera que o Brasil precisa exigir uma postura mais equilibrada na relação com a Argentina.

– O Brasil precisa contra-atacar – reclamou. Pedrozo disse que os produtores brasileiros estão sendo penalizados pela estratégia do Governo argentino.


Exportações catarinenses no primeiro trimestre de 2012

Total: 36,7 mil toneladas (US$ 101 milhões)

Ucrânia: 7,8 mil toneladas (US$ 22,7 milhões)

Rússia: 7,5 mil toneladas (US$ 22,1 milhões)

Hong Kong: 6,4 mil toneladas (US$ 17 milhões)

Cingapura: 3,8 mil toneladas (US$ 11,3 milhões)

Argentina: 2,3 mil toneladas (US$ 7,3 milhões)


OBS: No primeiro trimestre do ano passado Santa Catarina exportou 2,6 mil toneladas para a Argentina, totalizando US$ 8,1 milhões


Exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2012

Total: 102 mil toneladas (US$ 278 milhões)

Argentina: 4,9 mil toneladas (US$ 16,2 milhões)

OBS: No ano passado o Brasil exportou para a Argentina 8,2 mil toneladas no primeiro trimestre, totalizando R$ 26 milhões


Fonte: ACCS


Comente aqui
25 fev08:08

Protecionismo argentino reduz exportações em 40%

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As medidas protecionistas da Argentina adotadas a partir deste mês reduziram em cerca de 40% o movimento das exportações na Aduana de Dionísio Cerqueira. Em fevereiro do ano passado 511 caminhões passaram pelo local rumo à Argentina e Chile. Neste mês, o número não deve chegar a 300 segundo o Inspetor Chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze. Até quinta-feira, apenas 247 cargas tinham saído do país por Santa Catarina.

Isso traz prejuízo para os exportadores e para o país. Em fevereiro do ano passado as vendas externas que passaram pela Aduana chegaram a US$ 25 milhões. Neste ano, somaram US$ 17 milhões até agora e deve atingir apenas R$ 19 milhões. São US$ 6 milhões a menos do que no ano anterior. E o inspetor chefe da Receita Federal acredita que esse prejuízo é ainda maior, pois havia uma expectativa de venda de US$ 40 milhões, que foi a média do último trimestre do ano passado. Esse acréscimo se dá a um crescimento na venda de carne bovina para o Chile e a um acréscimo natural que a aduana vinha tendo nos últimos anos. Desde outubro de 2009, quando 251 caminhões saíram do país, a aduana não tinha um movimento tão baixo.

Borteze lembrou que até janeiro, a liberação das cargas era feita em um a dois dias. Bastava uma conferência da carga, o despacho aduaneiro no Brasil e depois o despacho aduaneiro no lado argentino. A partir de primeiro de fevereiro os exportadores necessitam de uma Declaração Jurada Antecipada de Exportação, que demora até 10 dias. Depois disso, o caminhão vai para a aduana. Ontem a fila estava em 70 caminhões no lado brasileiro. E só não estava maior porque os transportadores esperam esta declaração antes de enviar as cargas. O problema continua depois porque, além da declaração antecipada e dos despachos aduaneiros, a carga agora necessita de uma Autorização de Entrada de Mercadoria, que é fornecida pela Secretaria de Comércio Exterior. Esse documento pode demorar até 10 dias.

O diretor da Tropical Exportação e Importação Ltda, Luciano Wendramin, disse que deveria exportar 45 cargas de frutas neste mês e, até agora, encaminhou apenas 17. Além disso ele trabalha com um produto perecível, que é banana. –Com a demora na liberação nosso produto perde qualidade e muitas vezes se deteriora- disse. Wendramin afirmou que seus clientes estão ficando sem matéria- prima e, além disso, atrapalha também a importação de outras frutas, como pera e maçã argentina. –O caminhão que levaria a banana busca também outras frutas na Argentina- explicou.

Com isso a empresa perde dinheiro e aumenta os gastos com transporte. Um caminhão parado representa prejuízo de US$ 190 por dia. –O pior ainda é a incerteza de quando as cargas serão liberadas- afirmou.

O motorista Ivaldo Alberton, que está levando banana de Luís Alves para Buenos Aires, já está há uma semana na Aduana. Ele esperava liberar a carga até o final da tarde de ontem, senão teria que esperar no mínimo até terça-feira, já que na segunda-feira é feriado no país vizinho.

Mas não é só no lado brasileiro que há fila. Na parte argentina também há cerca de 170 caminhões parados. Boaventura de Paula Neto está desde segunda-feira na fila, com uma carga de alho, que está transportando de Mendoza para Pato Branco-PR. Ele reclama da falta de infraestrutura, como banheiros e restaurantes.

Arnaldo Borteze explicou que há um aumento no fluxo de importação, pela safra da cebola. Outro problema é a construção da nova aduana, que diminuiu as vagas no pátio de 190 para 90. A obra no valor de R$ 10 milhões começou em agosto do ano passado e tem prazo de conclusão de um ano. Borteze afirmou que a nova estrutura conta com algumas melhorias, como local de conferência de mercadorias. –Essa obra deve agilizar o fluxo das mercadorias- garante o inspetor chefe da Receita Federal.


DADOS DA ADUANA DE DIONÍSIO CERQUEIRA

Exportações em 2010: US$ 211 milhões

Exportações em 2011: US$ 340 milhões

Exportações em fevereiro de 2011: US$ 25 milhões

Exportações em fevereiro de 2012: US$ 17 milhões até quinta-feira, devendo chegar a US$ 19 milhões até o final do mês

Importações em 2010: US$ 371 milhões

Importações em 2011: US$ 415 milhões

Importações em fevereiro de 2012: US$ 25 milhões

Caminhões de exportação que passaram pela aduana em fevereiro 2011: 511

Caminhões de exportação que passaram pela aduana em fevereiro de 2012: 247 até quinta-feira, podendo chegar a 300 até o final do mês

Principais produtos de exportação para a Argentina: Carne suína, carne de frango, frutas tropicais e móveis. (O Chile compra bom volume de carne bovina)

Participação da Argentina no volume exportado: 50%

Participação da Argentina no faturamento exportado: 30%

Fonte: Receita Federal


Comente aqui
12 fev14:11

Exportações catarinenses feitas em janeiro registram alta de 15,6%

Alessandra Ogeda  | alessandra.ogeda@diario.com.br

Décimo estado em exportações no país, Santa Catarina começou o ano aumentando o volume de mercadorias vendidas no exterior. As exportações catarinenses em janeiro somaram US$ 610 milhões, um crescimento de 15,6% em relação ao primeiro mês de 2010.

O aumento no volume de exportações de SC foi maior do que o resultado registrado pelo Brasil, que elevou em 6% as vendas de mercadorias e matérias-primas para o exterior.

Mas de acordo com a Federação das Indústrias de SC (Fiesc), que divulgou os dados sexta-feira, mesmo com o resultado positivo, a balança comercial do Estado continua negativa. As importações em janeiro somaram US$ 1,23 bilhão, uma alta de 18,2% em relação a 2010, o que deixa a balança desfavorável em US$ 623,8 milhões.

As exportações de carne de frango continuam liderando a pauta do Estado, com embarques que somaram US$ 184,4 milhões em janeiro _ 30,2% do total. Em seguida, aparecem as vendas para o exterior de fumo, com US$ 48,3 milhões; motocompressores herméticos, com US$ 38,6 milhões; blocos fundidos, com US$ 37,6 milhões; e carne suína, com US$ 35,4 milhões e um aumento de 37,8% nas vendas se comparado com janeiro de 2010.

Os principais destinos das exportações catarinenses foram os Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, China e Japão.

O produto que mais entrou no Estado em janeiro foi o catodo de cobre refinado e seus elementos, que somaram US$ 118 milhões. Em seguida, aparecem as importações de laminados de ferro e aço, com US$ 36,8 milhões; polietilenos, com US$ 35,2 milhões; e fios de fibra e poliésteres, com US$ 31,5 milhões. SC importou mais da China, seguida de Chile, Argentina e Estados Unidos.


Comente aqui
10 jan16:13

Embargo russo afetou menos do esperado as exportações de carnes brasileiras

O embargo imposto pelo governo russo a vários estabelecimentos brasileiros não afetou como se imaginava as exportações brasileiras globais de carnes em 2011. Os embarques para a Rússia tiveram redução de 19,6%, mas, segundo o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, foram compensadas pelo crescimento de 14,7% nas vendas para outros mercados.

Por segmento, os embarques para a Rússia tiveram redução de 1,1% na carne bovina, 50,5% na de frango e 39,4% na suína. No entanto, para outros mercados, houve aumento de 11,5%, 19,9% e 7%, respectivamente.

O embargo a diversas plantas frigoríficas brasileiras foi anunciado em junho de 2011 e desde então os governos russo e brasileiro não conseguiram resolver o problema. Porto acredita que a entrada da Rússia na Organização Mundial e Comércio (OMC), oficializada em 1º de janeiro, pode facilitar as negociações, já que a Rússia será obrigada a seguir regras internacionais.

Até agora, o governo russo vinha exigindo do Brasil, que segue o regulamento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), regras específicas da união aduaneira formada por Bielorússia, Cazaquistão e Rússia.


AGÊNCIA BRASIL




Comente aqui
14 nov09:16

Frangos produzidos em SC devem receber chip para rastreamento

Em três anos, os frangos produzidos em Santa Catarina devem ter um chip instalado para rastreamento das aves. Esse é um esforço da Associação Catarinense de Avicultura para garantir um diferencial do Estado e assim evitar perder mais espaço na produção e exportação em relação a outros estados, como o Paraná. Santa Catarina já perdeu o posto de líder na produção para o Paraná e agora está perdendo a liderança também nas exportações.

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Clever Pirola Ávila, abordou as perspectivas do setor:


>> MICROCHIP

Estamos iniciando um trabalho com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e outros órgãos de pesquisa para desenvolvimento de um microchip que vai permitir rastrear frango por frango. Esse chip seria injetado nas vacinas.

Com isso termos um controle similar ao dos bovinos. É um esforço nosso para dar competitividade para o Estado pois nós não temos produção suficiente de grãos. Importamos dois milhões de toneladas de milho por ano.


>> BALANÇO DE 2011

Deveremos ter um crescimento de 4% em produção e 6% em faturamento. Santa Catarina segue os mesmos números do país. Santa Catarina é responsável por cerca de 30% da produção nacional, que é de 14 milhões de toneladas.

Na exportação segue a mesma proporção. Tivemos um ano bom no mercado interno mas que não foi bom para as exportações, o que impacta em estados exportadores como Santa Catarina. Fomos penalizados pelo câmbio e pelo custo.

Insumos como soja, milho e farelo de soja aumentaram muito. Isso prejudica nossa competitividade. Hoje somos mais caros que os Estados Unidos. Tivemos também algumas dificuldades com a Rússia, mas que não deve ter grande impacto como nos suínos, já que vendemos para mais de 150 países.


>> DISPUTA NAS EXPORTAÇÕES

O Paraná vai superar os catarinenses, infelizmente para nós. Apresentamos um plano de ação para o Governo do Estado para recuperarmos essa liderança. Também estamos implantando um projeto de rastreabilidade da cadeia produtiva animal, para aproveitarmos o diferencial catarinense, que é a qualidade e a vocação produtiva.

Esse projeto deve ser implantado em três anos. A rastreabilidade já existe por lotes. Mas vamos melhorar essa tecnologia utilizando sistemas de radiofrequência. O produtor vai poder abastecer o sistema via internet.

Os órgãos de fiscalização também terão informações instantâneas das cargas com um scanner. Inicialmente cada aviário vai ser identificado, com controle da alimentação, vacinas, o transporte até a agroindústria e o transporte até o porto.


>> PLANO ATÉ 2050

O plano entregue ao Governo de Santa Catarina tem 23 tópicos. Ele prevê uma logística adequada como a construção de uma ferrovia até o Oeste, investimentos na ferrovia ligando Imbituba, Itajaí e São Francisco e interligação do Oeste com o Paraná e Centro Oeste, para o escoamento de grãos.

O Governador considera mais viável tentar duplicar a BR 282 e a BR 470. Mas a ferrovia é mais sustentável pois causa menos poluição e menos desmatamento para sua implantação. O governo não pode fazer tudo por isso é necessário fazer concessões para a iniciativa privada tocar esses projetos.

Em São Paulo temos rodovias de primeiro mundo. Precisamos nivelar o “custo Brasil” para não perdermos competitividade. Precisamos ter um plano a longo prazo. Não podemos depender de soluços a cada quatro anos. O empresário não pode ficar refém das mudanças de governo.


>> PREVISÕES PARA 2012

O cenário é de estabilidade. Deveremos ter um crescimento vegetativo. Algo em torno de 4%. Não tem mais espaço para crescer dois dígitos como vínhamos crescendo, a não ser que surja um fato novo. Queremos fortalecer nossa presença no mercado asiático. O comércio com a China é a mola propulsora.

Queremos um crescimento mais efetivo na China, Hong Kong, Japão e Indonésia. Também vamos buscar novos mercados na África, como Angola e países vizinhos, e na África do Sul.


>> INVESTIMENTOS

Não devem ocorrer investimentos em aumento da capacidade produtiva. Devem ocorrer sim investimentos em tecnologia e automação, para compensar a falta de mão-de-obra.


>> CONSUMIDOR

Não deve ter sobressaltos no preço da carne ao consumidor. Ela deve se manter nos atuais patamares.


DIÁRIO CATARINENSE



Comente aqui