Extremo-Oeste

03 out09:53

Guarujá do Sul decreta situação de emergência devido a chuva de granizo

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

As prefeituras de Guarujá do Sul e Princesa, no extremo-oeste, estão levantando os prejuízos do forte temporal, acompanhado de chuva e granizo, ocorrido na manhã da terça-feira, dia 2 de outubro.

O município de Guarujá do Sul encaminhou, na noite da terça, decreto de situação de emergência para a Defesa Civil do Estado. A decisão foi tomada após uma reunião entre Prefeitura, Defesa Civil e Epagri.

A chuva de granizo durou cerca de 15 minutos. De acordo com o presidente da comissão municipal da Defesa Civil José Viro Waschburger duas comunidades do interior do município foram atingidas: a linha Possato Baixo e a Linha Caravaggio. O levantamento preliminar aponta que os maiores danos foram registrados nas lavouras de milho, fumo, feijão, trigo e parreirais de uva. Na cidade houve o registro de duas casas atingidas.

- Ainda não temos um número das perdas – disse Viro.

A Prefeitura de Princesa já entregou 2,8 mil telhas para cobrir quatro chiqueiros de 80 metros que foram totalmente destruídos com o temporal. Lavouras de trigo, fumo e milho também foram prejudicadas.

- Vamos esperar o levantamento dos dados para decidir se encaminhamos o decreto – disse o secretário de administração, Paulinho de Abreu.


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05 set08:45

Região Oeste tem previsão de sol e temperaturas altas

A quarta-feira é mais um dia com predomínio de sol em Santa Catarina. A exceção fica por conta da Grande Florianópolis e Litoral Norte, onde há chance de chuva fraca. O dia começou com nevoeiros em todas as regiões. As temperaturas se elevam ao longo do dia, podendo chegar perto dos 30°C em cidades do Oeste e Extremo-Oeste. Nas demais áreas, os termômetros giram em torno dos 24°C.


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Veja algumas temperaturas registradas nesta manhã*:

— Chapecó: 9°C

— Lages: 8ºC

— Criciúma: 15°C

— Joinville: 13°C

— Blumenau: 15°C

— Florianópolis: 15°C

(*Dados registrados por volta das 6h30min nas estações da RBS)


Nesta quarta-feira, a passagem de uma frente fria no mar, mais afastada do Estado, provoca variação de nuvens. Apesar da maior nebulosidade, Santa Catarina terá aberturas de sol, principalmente no Oeste.


Veja algumas temperaturas máximas previstas:

— Florianópolis: 26°C

— Chapecó: 30°C

— Criciúma: 27°C

— Blumenau: 26°C

— Joinville: 25°C


Previsão até sexta-feira:

O sol aparece entre nuvens em todas as cidades catarinenses ainda com alguns momentos de maior nebulosidade. O dia será seco na maior parte do Estado, mas devido uma chuva em parte do RS não podemos descartar que no final do dia tenhamos também uma chuva fraca entre a Serra e o Sul de SC, mas poucas cidades. As temperaturas seguem parecidas com as desta quarta-feira, podendo até subir um pouco mais.

Para o feriado de 7 de Setembro, o sol aparece entre nuvens em todas as regiões. Há chance de aumento na nebulosidade, mas o tempo segue seco. Chance de chuva é maior para cidades mais próximas ao RS, Litoral e faixa entre o Norte e o Vale do Itajaí. A temperatura segue alta para esta época do ano, com as máximas sendo registradas no Oeste catarinense.



DIÁRIO CATARINENSE



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04 set09:13

Previsão de sol entre nuvens no Oeste

A terça-feira é mais um dia de tempo seco em Santa Catarina. Depois da presença do nevoeiro na região da Grande Florianópolis, o sol aparece entre nuvens e provoca elevação das temperaturas. No Extermo-Oeste, por exemplo, a máxima pode chegar aos 29°C. Na Grande Florianópolis, os termômetros ficar na casa dos 22°C.

Em Chapecó termômetros marcavam 14ºC por volta das 9h.

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>>  Previsão aponta calor e chuva para os próximos três meses em Santa Catarina


Veja algumas temperaturas registradas nesta manhã:

— Chapecó: 12°C

— Lages: 10C

— Criciúma: 13°C

— Joinville: 17°C

— Blumenau: 16°C

— Florianópolis: 16°C


À tarde, o Extremo-Oeste será a região mais quente. Entre o Oeste e o Meio-Oeste o calor deve ficar entre 25°C e 27°C. No Norte os termômetros alcançam os 23°C; e no Sul, 21°C.

A faixa Leste do Estado terá maior nebulosidade. O motivo é uma frente fria no oceano. Já na região entre a Ilha e o Sul catarinense, há chance de chuva fraca no fim do dia.

Apesar da possibilidade do tempo ficar instável por alguns períodos, a previsão aponta pouca chuva até o fim da semana em Santa Catarina.


DIÁRIO CATARINENSE



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03 ago14:25

Rumo à fronteira Oeste de Santa Catarina

Sâmia Frantz | samia.frantz@diario.com.br

Na região mais distante da Capital, lá onde o mapa fica mais estreito e o Brasil termina para dar lugar à Argentina, existem grandes riquezas turísticas que não ficam à vista. Estão escondidas. Não há divulgação, não há guias e nem placas de sinalização que indiquem o caminho. Mas se você é daqueles com espírito desbravador, vai gostar de encarar o desafio pelas entranhas dos Caminhos da Fronteira.

Há o óbvio, claro: aquilo que está nos mapas turísticos e não se pode deixar de visitar. Um dos maiores museus rurais do país, o Professor Edvino Carlos Hölscher, em Guaraciaba, é um deles. Os parques de águas termais de São João do Oeste, é outro. E há ainda os cânions de São José do Cedro e Dionísio Cerqueira e os famosos mirantes de Itapiranga, com vista para o Rio Uruguai, de onde se avista a Argentina.

A região é marcante também pela fronteira: é a única de Santa Catarina que está colada em outro país. Mas nos 130 quilômetros que separam uma ponta do Estado (ao norte) da outra (ao sul), apenas duas cidades fazem ligação direta com a Argentina: Dionísio Cerqueira, com a aduana e os famosos freeshops castelhanos, e Paraíso, com a isolada Ponte Internacional Peperiguaçú que liga apenas estradas – a brasileira BR-282 e a argentina Rota Nacional Nº 14.


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São Miguel do Oeste

A quatro quilômetros do Centro, lá onde termina a rua pavimentada do Hospital Regional, há o acesso de barro a uma história incrível. No coração da Linha Nereu Ramos, por onde só se chega em estrada de chão, a Gruta Nossa Senhora Aparecida tem virado, cada vez mais, ponto de visitação dos fiéis da cidade que seguem até lá para fazer promessas e agradecer.

É o milagre que foi creditado à gruta, construída há 50 anos pelo agricultor Venturino Poletto, 78 anos, como forma de agradecer a cura dos graves ataques sofridos pela mulher Josefina. Os dois, até hoje, vivem ali em frente, em uma casa de madeira azul, simples e cercada das obras de arte que Venturino aprendeu a esculpir em pedras e troncos de árvore. Se estiver com tempo, aproveite para ouvir as histórias deles.

No mais, não deixe de visitar o clássico. A Igreja Matriz São Miguel Arcanjo, que se agiganta bem no meio da cidade e pode ser vista de qualquer lugar, é a maior em estrutura física de Santa Catarina – vitrais coloridos e iluminados pela luz do sol compõem suas paredes. E há também a gruta – mais uma – mais famosa da cidade, a Nossa Senhora de Lourdes, onde está o jazigo do padre Aurélio Canzi, idealizador do local e primeiro pároco de São Miguel. De mais novo, há o casal de colonos esculpidos em tamanho real, o Monumento aos Pioneiros, instalado em um cruzamento da cidade há cerca de três meses.


Dionísio Cerqueira

A cidade que se consagrou pelo inusitado estar em três lugares ao mesmo tempo – na própria Dionísio, na paranaense Barracão e ainda na argentina Bernardo de Irigoyen -, também é reduto de muita natureza selvagem e pouco explorada. Um desses exemplos fica a dez quilômetros do Centro, em estrada de chão. Para chegar até lá, em Linha Campinho, e deslumbrar a queda de quase 30 metros da Cachoeira do Puca, onde os bombeiros costumam praticar rapel, é preciso muito fôlego, já que ela está oculta em meio ao mato e vegetação alta, de difícil acesso. O cenário, porém, compensa toda a dificuldade de chegada.

Para os amantes de história, há também o pouco conhecido Cemitério dos Tombados, em Linha Separação. O local, sem estrutura alguma, vale só pela preservação dos fatos: ali, há 87 anos, foram mortos mais de 200 soldados das tropas da Coluna Prestes, que se confrontaram sem saber que eram companheiros de causa. Até hoje é possível encontrar no local centenas de cápsulas de fuzis e fragmentos de armas.

Depois, retorne ao Centro para aproveitar as cerca de 30 lojinhas de freeshops, já em território argentino. E não deixe de conhecer os vários marcos que dividem os dois países: há estruturas de pedras, obras de arte e até um santuário com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e da Virgem de Luján, padroeira da Argentina, cada uma delas voltada a seu país de origem. E para não perder a localização, fique de olho nos postes de luz: os pintados em amarelo e verde indicam que você está em Dionísio, já os azuis e verdes são de Barracão.



Paraíso

Uma das menores cidades da região, é também uma das mais visitadas. E não por acaso. Junto com Dionísio Cerqueira, Paraíso faz o único acesso terrestre do Estado com a Argentina: é lá que fica a Ponte Internacional Peperiguaçú, que dá nome ao rio que faz a divisa. O local, por si só, não conserva nenhum atrativo turístico, porém serve como valor imaterial – e é isso que atrai muitos visitantes até lá.

Mas não se iluda. Não há nada para fazer ali além de fotos – os únicos pontos de freeshops argentinos estão mesmo em Dionísio. A não ser que você esteja inspirado em atravessá-la e percorrer os cerca de 54 quilômetros de estrada de chão da Rota Nacional Nº 14 – agora em obras de pavimentação – que levam à primeira cidade, San Pedro.

O caminho até chegar à ponte – cerca de seis quilômetros do trevo de acesso a Paraíso, pela BR-282 – também vale pelas paisagens: enormes paredões de pedra, como cânions, enfeitam os dois lados da pista. No mais, a cidade sossegada que respeita o nome que tem, também reserva outra agradável surpresa. A Cachoeira do Salto do Rio das Flores, vale a visita e todo o esforço que exige para se chegar até lá – há uma trilha curta, de alta dificuldade, com descidas íngremes e pedras escorregadias. O acesso é por estrada de chão, em Linha Salto das Flores, a cerca de nove quilômetros do Centro.


ONDE IR

Guaraciaba

Museu Histórico Professor Edvino Carlos Hölcher – um dos maiores do Brasil em área rural com acervo de mais de sete mil peças. A dez quilômetros do Centro, em Linha Olímpio. (49) 3645-0159, ramal 20.


Descanso

Cristo Redentor – com nove metros de altura e inaugurado em 1949, no Centro.


Dionísio Cerqueira

Cânion do Assentamento – com trilha ecológica e quatro cachoeiras, a última delas com 62 metros de altura. Na comunidade de Assentamento, a 25 quilômetros do trevo de acesso à cidade.


São José do Cedro

Cânion São Vendelino – com trilha e cachoeira de 18 metros de altura. Na comunidade de São Vendelinom, a 18 quilômetro do Centro.


Viagem: de São Miguel do Oeste para Dionísio Cerqueira, passando por Paraíso. Total: 61,9 quilômetros. Tempo ideal: dois dias, no mínimo.


Distâncias até São Miguel do Oeste

Chapecó: 128 km

Florianópolis: 655 km

Joinville: 619 km


Secretaria de Turismo de São Miguel do Oeste: (49) 3622-6208.


DIÁRIO CATARINENSE



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04 jul16:32

Semana do Microempreendedor individual no extremo oeste

Atraído pelos benefícios proporcionados pela formalização, Sandro Innich, do extremo oeste de Santa Catarina, legalizou seu empreendimento durante as ações da Semana do Empreendedor Individual, na tenda do Sebrae/SC, em Maravilha. O trabalhador atua há cerca de dois anos no ramo de chapeação e pintura de veículos, mas só agora alugou uma sala, montou estrutura e efetivou a empresa denominada SI Chapeação e Pintura.

Innich possui um funcionário e atende de 10 a 15 veículos por semana. Ele obteve informações sobre a Semana do Empreendedor Individual através de divulgação da coordenadoria regional extremo oeste do Sebrae e não teve dúvidas de que a categoria seria a mais adequada ao seu negócio.

- Registrar a empresa na hora, ter CNPJ e oportunidade de crescer de forma legalizada foram alguns dos motivos que me estimularam a ser um empreendedor individual – salienta o empreendedor.

O evento em Maravilha conta com a parceria da prefeitura municipal que tem como prefeito Orli Berger.

De 2009 até o dia 28 de maio deste ano, os números no extremo oeste contabilizam 3.567 profissionais autônomos formalizados. Segundo o coordenador regional Sebrae/SC, Udo Trennepohl, as ações da Semana do Empreendedor Individual na região estão sendo bem-sucedidas.

- Tudo indica que nossa meta de legalizar 150 novos negócios durante o evento nos 34 municípios de abrangência da coordenadoria regional extremo oeste serão alcançadas – disse Udo.

A Semana do MEI oferece atendimento até o sábado, dia 7, em todo o Estado. As atividades incluem formalização, oficinas de treinamento e diagnósticos de empresas por meio do programa Negócio a Negócio. Além disso, contadores e técnicos do Sebrae/SC esclarecem dúvidas e orientam sobre como desenvolver sua empresa de maneira sustentável. Tudo isso de forma gratuita.

Os municípios de São Miguel do Oeste, Dionísio Cerqueira, Itapiranga e Maravilha estão entre as 30 cidades do Estado que receberam tendas do Sebrae/SC em locais estratégicos para atendimento. No município de Dionísio Cerqueira, a ação é realizada pelo Sebrae/SC, Sebrae/PR e prefeituras de Barracão e Dionísio Cerqueira. Além disso, a há exposição de produtos de MEIs da região à sociedade. Para comportar esse diferencial, a tenda do município é de 100 metros quadrados.

O diretor financeiro do Sebrae/SC, Sérgio Cardoso, esclarece que o objetivo é impulsionar novos negócios e aprimorar empresas já existentes. – Para isso, tanto a formalização quanto a constante capacitação dos empreendedores são fundamentais – argumenta.


Empreendedor individual

Atualmente, 82 mil empreendedores catarinenses estão formalizados. O Programa Empreendedor Individual foi lançado em julho de 2009 com o objetivo de permitir a legalização da atividade dos profissionais que trabalham por conta própria, e que estejam ligados às atividades relacionadas ao comércio, indústria ou serviço.

A partir da formalização, os empreendedores individuais contribuem com os deveres fiscais e contam com benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Eles pagam uma taxa fixa mensal de 5% do valor do salário mínimo para a Previdência Social – o que equivale a R$ 31,10 –, mais R$ 1,00 de ICMS, se atuarem no setor de indústria ou comércio; ou R$ 5,00, se forem da área de serviços.

A formalização como empreendedor individual beneficia os trabalhadores autônomos que faturam até R$ 60 mil anuais.


Programação

No extremo oeste o atendimento prossegue até sábado, com tenda no calçadão em São Miguel do Oeste, a rua Rio Grande do Sul (próximo ao banco Itaú) em Dionísio Cerqueira, na Praça da Bandeira (centro) em Itapiranga, e em Maravilha, na avenida Sul Brasil, em frente à CAIXA.

A recepção nas tendas é das 9h às 18h e no sábado das 9h às 12h. Informações, novidades e soluções também estão disponíveis no site www.sebrae-sc.com.br e pelos telefones 0800 570 0800.


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09 abr11:26

SOS Rodovias inicia ataque a 17 trechos apontados como os mais perigosos em SC

Aline Rebequi | aline.rebequi@diario.com.br

As primeiras ordens de serviço do SOS Rodovias serão assinadas nesta segunda-feira pelo governador Raimundo Colombo na sede da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), na Capital. O programa vai atacar os principais pontos de acidentes com mortes em trechos estaduais. As obras devem iniciar este mês e a entrega está prevista para setembro.

Leia mais: SC-401 receberá R$ 1,1 milhão, maior investimento do 1º lote

Lançado em novembro do ano passado, o programa pretende recuperar, até 2014, os 127 trechos apontados pela PMRv como os mais perigosos no Estado. Cerca de 70% dos acidentes com vítimas acontecem nesses locais. As obras vão desde as mais simples, como correção de pequenas curvas, até as mais complexas como cortes em rochas.

Para a escolha dos pontos, também foi considerado o grau de risco de acidentes e o valor de cada obra. A identificação dos pontos críticos foi feita com base na taxa de acidentes de trânsito, índice que calcula a periculosidade de um trecho da rodovia, levando em conta o número de acidentes com e sem feridos.


Primeiro lote do programa

Nesta segunda-feira, serão liberadas as ordens de serviço de nove, dos 17 pontos do primeiro lote do programa. Serão investidos R$ 2,5 milhões, do total de R$ 3,3 milhões desta etapa. O maior investimento do primeiro lote serão as obras da SC-401, na Capital, onde será liberado R$ 1,1 milhão para a recuperação da curva da morte.

Outro trecho que terá grande investimento é o da SC-283, entre São Carlos e Palmitos, no Extremo-Oeste, onde serão injetados R$ 395,9 mil para diminuir os acidentes em uma curva acentuada. Além da sinalização, será modificada uma entrada de acesso a uma comunidade.

As oito ordens de serviço restantes devem ser assinadas nos próximos dias. Nesta etapa, passarão por obras a SC-411, entre Gaspar e Brusque, e a SC-422, em Taió. Na Capital, outro ponto crítico que será melhorado é o Km 17 da SC-406, no acesso ao Projeto Tamar, na Barra da Lagoa.

O governo aguarda a liberação de R$ 40 milhões de um convênio, ainda não assinado, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para liberar as obras dos outros 110 trechos.


Melhorias na SC-283 esperadas há três anos

Na região do Oeste e Extremo Oeste do Estado, a assinatura da ordem de serviço para a Rodovia SC-283 era esperada há mais de três anos em Chapecó, Planalto Alegre, São Carlos e Palmitos. O investimento ultrapassa R$ 430 mil para dois trechos, um no Km 153 e outro no Km 103.

De acordo com o prefeito de Chapecó, José Claudio Caramori, com a construção da hidrelétrica Foz do Chapecó, a estrada que liga os munícipios ficou prejudicada devido à grande movimentação de caminhões com carga pesada. A construção terminou, mas os danos ficaram, segundo ele.

— É a melhor hora para iniciar as obras de recuperação, estávamos esperando por este momento. Vai contribuir com toda a região e com o turismo, pois esta rodovia é também o caminho das águas termais de Chapecó —explica Caramori.


Veja mapa com mais detalhes


DIÁRIO CATARINENSE

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14 mar12:23

Vento forte causa prejuízo no Extremo-Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Por volta das 18h desta terça-feira, dia 13, um forte vento acompanhado de chuva causou prejuízos para moradores da linha Bela União em Belmonte e da linha Cotovelo em Itapiranga. Dois aviários ficaram destruídos. Segundo os moradores o vento formou uma espécie de redemoinho.

O produtor Claudir Sartori, 46 anos, da linha Bela União, teve o aviário de 1700 metros quadrados destruído com o vendaval. No local estavam 21 mil aves com apenas 18 dias.

Tiago, filho do produtor, trabalhava próximo ao aviário no momento do vendaval. Ele disse que o vento formou uma espécie de redemoinho e em minutos tudo foi ao chão. – Foi tudo muito rápido – contou.

Algumas aves morreram com a queda e outras com o devido ao calor. Durante a quarta-feira o produtor vai trabalhar para retirar as aves que sobreviveram. – Vamos levar elas para outro aviário em Itapiranga – disse o produtor que recebeu ajuda de vizinhos e de técnicos da empresa. Ele não soube precisar o valor do prejuízo.

Em Itapiranga, na linha Cotovelo, o aviário da propriedade de Joana Heintg também foi destruído com o vendaval. No local estavam 17 mil aves prontas para o abate. Destas cerca de 2 mil sobreviveram. Os prejuízos estão sendo levantados.

Ainda em Itapiranga um ginásio de esportes, que estava na fase final de construção teve parte do telhado destruído. Segundo a prefeita em exercício Ane Hass, a prefeitura está levantando os estragos causados pelo vendaval.



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09 mar09:05

Estiagem se alastra

[Atualizado 16h30]

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Para quem pensava que a estiagem já estava indo embora as previsões meteorológicas informam que ela ainda vai continuar danço as caras em março. De acordo com o meteorologista da RBS, Leandro Puchalski, provavelmente março será o quinto mês consecutivo com chuva abaixo da média no Oeste.

Ele informou que, em fevereiro e março esse déficit também está atingindo outras regiões do Estado. Puchalski disse que a previsão é que o La Niña, fenômeno de resfriamento das águas do Oceano Pacífico e que interfere no regime de chuvas do estado, deve terminar ao longo de abril.

Os decretos de situação de emergência, que haviam cessado, voltaram neste mês, agora no Meio Oeste. Tangará e Arroio Trinta assinaram seus decretos no dia 7 de março, aumentando para 100 as cidades em emergência. De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Arroio Trinta, Tarcísio Lidani, a estiagem no município começou no final de novembro mas se agravou nos últimos 15 dias, quando iniciou o transporte de água para oito propriedades no interior.

– Os rios secaram e está torrando tudo- disse. Ele afirmou que o prejuízo é de 27 a 30% no milho e 25% na produção de leite.

O diretor de resposta aos desastres da Defesa Civil do Estado, major Aldo Batista Neto, confirmou que a previsão é de continuidade do quadro de estiagem até abril. Ele afirmou que o número de municípios em emergência pode aumentar pois há um mapa de 134 cidades com histórico de falta de chuva. A Defesa Civil investiu R$ 442 mil em kits de bomba e caixas de água para 78 municípios. E aguara outros R$ 3,1 milhões da Defesa Civl.

Ontem o secretário de Agricultura João Rodrigues disse que vai a Brasília na próxima semana para comunicar a desistência do convênio de R$ 10 milhões do Ministério da Integração, que seriam utilizados para perfuração de 330 poços artesianos. Ele reclama que o recurso foi anunciado no dia 16 de janeiro, mas até agora não veio. A assessoria de comunicação do Ministério informou que o Estado precisa se cadastrar no Portal de Convênios e que os R$ 3,1 milhões estão sendo liberados. Rodrigues reclamou que os dados para o cadastro no Portal de Convênios não foram informados. O Estado vai sugerir o repasse diretor dos recursos para as prefeituras.

O vice-presidente da Associação dos Municípios do Oeste Catarinense (Amosc), Élio Godoy, que é prefeito de São Carlos, disse que houve uma divisão dos gestores municipais. Alguns queriam poços e outros preferem recursos para investir em redes de captação e distribuição de água. No seu caso ele acha melhor ter o dinheiro pois muitos poços perfurados no município não deram água.


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02 mar09:20

Caixa eletrônico é explodido em São José do Cedro

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

A organização do ataque de uma quadrilha a uma agência bancária em São José do Cedro, na madrugada desta sexta-feira, mostra que não há principiantes nas explosões a caixas eletrônicos. Próximo da meia-noite, 12 homens armados com fuzis e pistolas 9 mm detonaram os terminais e fugiram. Houve troca de tiros com a Polícia Militar, mas ninguém foi preso. Este é o 54º ataque desde janeiro de 2011 em SC.

Quem mora perto ou circulava pela região central da cidade que fica a cerca de 40 quilômetros da fronteira com a Argentina, estranhou haver muitos homens nas esquinas perto da agência naquele horário e chamaram a Polícia Militar.

Quando a viatura chegou, um dos homens estava correndo para fora da agência e em seguida houve a explosão. Assim que os assaltantes viram os policiais, começaram a disparar contra o carro.

Segundo a PM e os moradores, os homens fugiram em três carros, um Ômega de cor escura, um Polo Sedan escuro e em uma S10 prata. Foram acionadas bases da PM de cidades vizinhas, que fizeram buscas na região, mas ninguém foi encontrado até o momento. Ainda não se sabe a quantia de dinheiro levado pelos assaltantes.

O policial Carlos Gheno foi baleado e encaminhado para o Hospital Regional em São Miguel do Oeste. Ele permanece internado e o  quadro é estável.


Cenário de destruição

Na agência há cinco caixas eletrônicos. Dois deles ficaram completamente destruídos e outros dois sofreram avarias na parte de cima, com as telas quebradas. Um quinto equipamento, que emite folhas de cheque, ficou parcialmente danificado.

A Polícia Civil investigará, nesta manhã, se havia dinheiro dentro dos terminais e quanto pode ter sido levado pela quadrilha.

O teto da agência veio abaixo. O local está isolado e não há previsão de quando o atendimento voltará a funcionar no local.

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22 fev09:47

Um terço de SC em emergência

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A previsão de uma chegada de uma frente fria a partir de hoje é a esperança de milhares de catarinenses, principalmente do Oeste, para amenizar estiagem que já atinge quase um terço dos 293 municípios catarinenses. Até o Carnaval a Defesa Civil recebeu 96 decretos de emergência. Um deles, Seara, já decretou Estado de Calamidade, mas ainda não foi reconhecido pela Defesa Civil. São quase 600 mil pessoas atingidas segundo o órgão.

Para o diretor de prevenção da Secretaria de Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Emerson Emerim, o número de municípios em situação de emergência deve passar de 100, já que os efeitos da estiagem estão se expandindo para outras regiões, como Meio Oeste e Planalto Serrano.

Ele lembrou que em meados de janeiro e início de fevereiro ocorreram frentes frias no Estado, mas com chuvas mal distribuídas. Em Chapecó chegou a chover cerca de 70 milímetros em dois dias. Mesmo assim nos últimos quatro meses a precipitação foi abaixo da média.

No município de Descanso há locais que não dá uma chuva “boa” há quase três meses.

– Faz uns 80 dias que deu a última chuva- afirmou Valdir Grunewald, que é o responsável por uma fazenda de criação de bovinos de corte. Um dos açudes da propriedade, que servia para os animais beberem água, resta apenas uma pequena poça de água onde tinha mais de um metro de profundidade.


Açude de Valdir Grunewald está seco.


–Ele foi secando, foi secando….- desabafa Grunewald. O solo que ficava submerso rachou lembrando paisagens do Nordeste Brasileiro. Dos 1,6 mil peixes que haviam no local, restam apenas as caveiras. –Eu salvei uns 800 e levei pra outro açude e o resto morreu- contou o funcionário.

Em virtude da escassez da falta de umidade a lavoura de milho teve quebra de 80% e os 300 bovinos perderam cerca de 20% do peso. Grunewald tenta se conformar. –É coisa da natureza- diz. Mas em 12 anos que mora em Descanso nunca tinha visto uma estiagem tão forte.

Os moradores dos municípios atingidos tentam se adaptar à falta de água, economizando, recebendo água em caminhão-pipa, buscando com litros de refrigerante ou emendando mangueiras em fontes de vizinhos. Eles aguardam a chuva do céu e à boa vontade das ações governamentais.

A Defesa Civil do Estado já liberou 54 kits para os municípios atingidos pela estiagem. Cada kit custou R$ 6,5 mil e é composto de duas caixas de água com cinco mil litros cada, bomba e mangueiras.

De acordo com o tenente-coronel Emerim, esse material serve para a captação e transporte de água. Já foram investidos R$ 350 mil do Fundo Estadual de Defesa Civil e outros kits devem ser adquiridos nos próximos dias. O Governo Federal deve repassar nos próximos dias mais R$ 3,1 milhões para ações emergenciais de abastecimento de água, como compra de água mineral e caixas de água. Outros R$ 10 milhões do Governo Federal serão investidos na perfuração de cerca de 300 poços artesianos.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, disse que foram disponibilizados R$ 10 milhões para bancar o juro de financiamento de cisternas e sistemas de distribuição de água. Esse valor pode subir para R$ 20 milhões, conforme a demanda. Além disso o Estado repassou pelo menos R$ 1,6 milhão para os municípios bancarem o transporte de água. Mesmo assim os valores estão sendo considerados insuficientes pelos municípios. A prefeitura de São Carlos, por exemplo, já gastou R$ 273 mil com o transporte de água e recebeu R$ 34,5 mil em recursos. O prefeito de Descanso, Sadi Bonamigo, disse que os R$ 40 mil repassados bancam apenas 13 dias de transporte. E o município está levando água para os produtores desde dezembro. –Precisamos de mais apoio- cobrou Bonamigo.


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