Exumação

15 jan10:30

PF pedirá mais prazo para o caso Chiarello

Darci Debona|darci.debona@diario.com.br


O delegado chefe da Polícia Federal em Chapecó, Oscar Biffi, vai solicitar mais prazo para a conclusão dos laudos periciais do corpo do vereador Marcelino Chiarello, encontrado morto no dia 28 de novembro de 2011, em sua casa.

O prazo para conclusão, que já foi prorrogado outras vezes, termina no dia 18 de janeiro. Mas, segundo o delegado, um novo prazo é necessário para a conclusão dos laudos periciais. O pedido deve ser encaminhado ao juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Chapecó, Jefferson Zanini.

A Polícia Federal entrou na investigação por solicitação do Ministério Público. A Polícia Civil investigou o caso por cerca de três meses e não chegou a uma conclusão sobre a morte do vereador, se teria havido homicídio ou suicídio.

O delegado Ronaldo Moretto afirmou no inquérito que a morte foi por enforcamento, mas não havia elementos suficientes para dizer se foi um suicídio ou outra pessoa que provocou o enforcamento.

O motivo foram os laudos contraditórios do Instituto Geral de Perícias. O primeiro laudo, feito pelo médico Antonio de Marco, de Chapecó, apontou para suicídio. Laudos complementares apontaram para suicídio.

Em virtude da repercussão do caso na comunidade o Ministério Público decidiu dar sequência na investigação.

O corpo do vereador foi exumado no dia 11 de julho do ano passado. Ele foi levado para o Centro Médico Legal da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto-SP.

Lá o corpo ficou 10 dias antes de retornar. Mas algumas amostras ficaram para exames mais detalhados.

O corpo passou  por exames de ressonância magnética e tomografia, entre outros, para verificar as causas de algumas lesões que não ficaram claras nos laudos do Instituto Médico Legal e Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina. Havia dúvidas sobre  a fratura no nariz e uma lesão no crânio

Após o esclarecimento da causa da morte é que a Polícia Federal vai saber se há um crime para ser investigado ou não.

1 comentário
12 jul07:42

Corpo de Chiarello ficará entre 7 e 10 dias em SP

[Atualizado 09h23]

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O corpo do vereador Marcelino Chiarello, que ainda não teve sua morte esclarecida, deve ficar entre sete e dez dias em São Paulo, até retornar para Chapecó. De acordo com o delegado da Polícia Federal em Chapecó, Oscar Biffi, a perícia que será feita no Centro Médico Legal da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto/SP, deve levar uma semana.

O corpo vai passar por exames de ressonância magnética e tomografia, entre outros, para verificar as causas de algumas lesões que não ficaram claras nos laudos do Instituto Médico Legal e Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina.

Alguns pontos como a fratura no nariz e uma lesão no crânio não ficaram bem claros. Tanto que os laudos foram contraditórios. O primeiro laudo, do médico Antonio de Marco, apontou para homicídio. Outro parecer, do médico Zulmar Coutinho, apontou para suicídio. E a avaliação de uma junta médica, sobre o laudo, também apontou para suicídio. Devido a essa contradição a Polícia Civil encerrou o inquérito, após três meses de investigação, de forma inconclusiva sobre a causa da morte.

Em virtude da comoção que a morte causou na cidade o Ministério Público decidiu dar sequência ao trabalho. A Polícia Federal foi requisitada e autorizada pelo Ministério da Justiça a fazer uma investigação, a partir de abril.

O delegado Oscar Biffi disse que os peritos consideraram necessária a exumação do corpo, que ocorreu ontem. Os preparativos iniciaram às 6 horas da manhã. Às 6h30 o cemitério Jardim do Éden, onde Chiarello estava enterrado, foi interditado. Um irmão de Chiarello e uma representante do advogado da família acompanharam a exumação, que levou cerca de 40 minutos. Depois disso o corpo foi colocado em outro caixão, revestido de zinco, para transporte aéreo. O corpo estava bem conservado devido a uma técnica de utilização de formol para conservação do corpo, denominada tanatopraxia. Às 9h28 o avião com o corpo de Chiarello decolou rumo a São Paulo.

Um professor da USP estava entre os oito integrantes da equipe de peritos da Polícia Federal que esteve em Chapecó. Além da exumação, eles realizaram uma nova perícia na casa de Marcelino Chiarello, que não é habitada desde sua morte. O vereador foi encontrado enforcado no quarto de visitas da casa por familiares.

Os peritos utilizaram luzes que refletem marcas de sangue e luminol, químico que também brilha em contato com sangue. Biffi disse que a Polícia Federal está analisando os laudos já elaborados pelo IGP mas fará sua própria análise. Ele afirmou que a conclusão dos laudos do cadáver e do local devem levar mais que 30 dias. –

Deve levar bem mais que isso- concluiu.




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11 jul07:46

Corpo de Chiarello deve ser exumado nesta quarta

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

O corpo do vereador Marcelino Chiarello, encontrado morto no dia 28 de novembro do ano passado, deverá ser periciado em São Paulo, provavelmente em laboratórios da Universidade de São Paulo (USP) ou Campinas (Unicamp). O motivo é que as duas universidades teriam a melhor estrutura para exumação.

O caixão com o corpo do vereador deve ser retirado na manhã desta quarta-feira do túmulo no cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. Funcionários do local já foram informados que eles serão os responsáveis por retirar a leiva de grama que cobre o túmulo, para a retirada do caixão. Durante a retirada, o cemitério será isolado e somente os policiais e representantes da família poderão permanecer no local. Há duas semanas o túmulo vem sendo monitorado por duas câmeras de vigilância instaladas pela Polícia Federal.

Depois da retirada, o caixão será levado até o aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, onde será embarcado num avião Caravan. A aeronave pousou em Chapecó na tarde de segunda-feira, trazendo uma equipe de quatro peritos. O avião partiu de Ribeirão Preto/SP.

Na segunda-feira, dia 10, os peritos estiveram na casa de Marcelino Chiarello, que permanece fechada desde sua morte. A equipe da Polícia Federal passou o dia de ontem realizando uma nova perícia no local.

A Polícia Federal está atuando no caso a pedido do Ministério Público, que deu sequência às investigações após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, que durou três meses. O relatório da Polícia Civil não foi conclusivo sobre a causa da morte de Chiarello, se houve suicídio ou homicídio.

Até os laudos dos médicos legistas foram divergentes. O primeiro médico legista indicou homicídio. Outros pareceres posteriores indicaram suicídio. Familiares defendem a tese do homicídio pela atuação combativa do vereador. Diante da comoção da comunidade o Ministério Público decidiu prosseguir com o caso, para tentar esclarecer a morte. A exumação foi autorizada pelo juiz da primeira vara criminal de Chapecó, Jeferson Zanini, no dia 30 de maio.

O advogado da família de Chiarello, Sérgio Martins de Quadros, considera que a exumação é necessária.

– A família quer a verdade para que o Marcelino possa descansar em paz – declarou.


*Colaborou Juliano Zanotelli


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10 jul11:40

Polícia Federal faz perícia na casa de Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br | Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Peritos da Polícia Federal de São Paulo fazem na manhã desta terça-feira uma nova perícia na casa do Vereador Marcelino Chiarello, em Chapecó. A casa estava fechada desde o dia 28 de novembro de 2011, quando o vereador foi encontrado morto dentro de um quarto. A perícia iniciou às 9 horas.

Ainda na tarde da segunda-feira uma aeronave Caravan, proveniente de Ribeirão Preto/SP pousou no Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso de Chapecó. A aeronave trouxe peritos do Instituto Nacional de Criminalística da PF que além da perícia, devem fazer ainda nesta semana, a exumação do corpo do vereador.

O pedido da exumação foi autorizado pelo juiz da Primeira Vara Criminal de Chapecó, Jefferson Zanini, no dia 30 de maio. O novo exame seria para esclarecer algumas divergências dos laudos, como a fratura no nariz no vereador.

O delegado da Polícia Federal, Oscar Biffi, disse que só vai prestar informações em coletiva marcada para às 15 horas da quarta-feira, dia 11.


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05 jun11:22

Corpo de Marcelino Chiarello será exumado

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O juiz Jefferson Zanini, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó aceitou o pedido do delegado da Polícia Federal Oscar Biffi para que o corpo do vereador de Chapecó Marcelino Chiarello seja exumado.

De acordo com a decisão do juiz, publicada no dia 30 de maio, a justificativa apresentada pela Polícia Federal para a exumação é a necessidade da realização de um novo exame cadavérico para esclarecer algumas divergências constatadas.

>> Familiares de Chiarello não acreditam em suicídio

>> TJ concede liminar no Caso Marcelino Chiarello

- Como é o caso da existência de fraturas no nariz, fato só possível com o exame cadavérico, o que também possibilitaria a busca de novos elementos de convicção – disse.

Ainda nos autos o juiz afirma que a causa mortis de Marcelino Chiarello não foi satisfatoriamente esclarecida, uma vez que há divergência entre o laudo subscrito pelo médico legista Antônio José De Marco e os pareceres dos assinados por outros profissionais do Instituto Médico Legal.

O juiz destacou ainda que a informação técnica elaborada pelo médico legista do Instituto Nacional de Criminalística lança dúvida sobre a existência da lesão no nariz.

-  O apontamento do médico legista Antônio José De Marco, assinala que as imagens das radiografias não apresentam sinais característicos de presença de fratura no nariz – disse.

A data da exumação não foi informada.



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