Exumado

11 jul10:08

Corpo de Chiarello é levado para São Paulo

[Atualizada 13h37]

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O corpo do vereador Marcelino Chiarello foi embarcado às 8h54 desta manhã numa aeronave Caravan, no aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó. O destino é São Paulo, onde será feita uma nova perícia. Os trabalhos para a exumação do corpo iniciaram por volta das 6 horas da manhã. Funcionários do Cemitério Jardim do Éden e Policiais Federais instalaram uma tenda e isolaram o local com uma lona preta. O cemitério foi fechado às 6h30 para a exumação, que iniciou às 7 horas.

Cerca de 25 pessoas, entre policiais federais e civis, advogados, familiares e representantes do Ministério Público acompanharam a exumação. O trabalho levou cerca de 40 minutos. Após a retirada, o caixão foi levado até uma sala do cemitério onde foi realizada a troca para uma urna zincada, adequada para o transporte aéreo.

De acordo com o gerente da funerária responsável pelo transporte, Ademir Damacena, o corpo estava “seco” e bem conservado.

– Não tinha líquido- observou.

O motivo é que o corpo passou por tanatopraxia, que é uma técnica de uso de bactericidas à base de formol, para evitar a decomposição do corpo. Damacena disse que essa técnica é utilizada normalmente e velório, para evitar cheiro e manter os aspecto do corpo.

Às 8h15 o corpo deixou o cemitério num carro funerário e foi levado para o aeroporto municipal Serafim Enoss Bertaso. A decolagem foi às 9h28.

O avião deve pousar por volta das 11 horas em São Paulo.

Na terça-feira, os peritos da Polícia Federal de São Paulo fizeram uma nova análise na casa onde morava Chiarello. O local estava fechado desde o dia 28 de novembro de 2011, quando o vereador foi encontrado morto dentro de um quarto.

Está marcada para às 15 horas uma entrevista coletiva na Polícia Federal em Chapecó.


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11 jul08:56

Corpo de Chiarello é exumado

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O corpo do vereador Marcelino Chiarello foi exumado e será levado, ainda nesta manhã, numa aeronave Caravan para São Paulo. Os trabalhos para a exumação do corpo iniciaram por volta das 6 horas da manhã. Funcionários do Cemitério Jardim do Éden e Policiais Federais instalaram uma tenda e isolaram o local com uma lona preta. O cemitério foi fechado às 6h30 para a exumação.

O trabalho levou cerca de 40 minutos. Após a retirada, o caixão foi levado até uma sala do cemitério onde foi realizada a troca para uma urna adequada para o transporte aéreo.

Às 8h15 o corpo deixou o cemitério num carro funerário e foi levado para o aeroporto municipal Serafim Enoss Bertaso.

Cerca de 25 pessoas, entre policiais federais e civis, advogados, familiares e representantes do Ministério Público acompanharam a exumação.


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05 jun21:10

Corpo de Marcelino Chiarello será exumado

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A novela da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida há seis meses, terá mais um capítulo dos próximos dias. Peritos da Polícia Federal deverão ir a Chapecó para fazer a exumação do corpo. A data ainda não foi definida pois ainda depende de logística. O delegado federal Oscar Biffi confirmou o pedido de exumação mas não quis comentar sobre o caso.

Marcelino Chiarello está enterrado no Cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. O juiz da Primeira Vara Criminal de Chapecó, Jefferson Zanini, autorizou a exumação no dia 30 de maio.

O juiz também não quis falar sobre a decisão mas no despacho coloca que o motivo é a solicitação da Polícia Federal para esclarecer algumas divergências dos laudos, como a fratura no nariz no vereador.

Ele decidiu pelo encaminhado para a Polícia Federal as vestes do vereador e alça utilizada no enforcamento. Também determinou que o Instituto Geral de Perícias guarde as amostras coletadas e as disponibilize à Polícia Federal, quando for necessário.

Um dos três promotores que está atuando no caso, Benhur Poti Betiolo, disse que a iniciativa de solicitar a exumação é da Polícia Federal. –Nós fizemos alguns questionamentos para que a Polícia Federal responda- explicou o promotor. Esses questionamentos tem como objetivo tentar esclarecer a morte do vereador, já que os laudos emitidos pelo IGP são contraditórios.

A presidente municipal do Partido dos Trabalhadores, a deputada estadual Luciane Carminatti, que foi colega de Chiarello na Câmara de Vereadores de Chapecó, disse que apóia a iniciativa da Polícia Federal.

-Nós apoiamos todas as investigações necessárias para esclarecer o caso- declarou. Ela disse que confia no trabalho da Polícia Federal e que espera que a morte de seu colega seja esclarecida o quanto antes.

A sogra de Marcelino Chiarello, Deolinda Guarnieri, disse que isso é uma decisão da Polícia Federal e da Justiça e não tem como interferir. Para ela, não será a exumação do cadáver que vai mudar a convicção da família de que Chiarello foi morto pelas denúncias que fazia. –Podem vir 50 juntas médicas que ninguém nos convence de suicídio- afirmou.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto, que conduziu as investigações da Polícia Civil, disse que não vai emitir opinião em respeito ao trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.


ENTENDA O CASO

No dia 28 de novembro próximo das 11h30, o vereador Marcelino Chiarello foi encontrado pelo mulher e o filho enforcado na janela do quarto de visitas, em sua casa. Ele havia saído da escola por volta das 10 horas, ido para casa e mandado o filho na casa da sogra.

No início a cena parecia de suicídio. Mas delegados da Polícia Civil avaliaram que o suicídio era forjado pois o sangue havia escorrido na horizontal, havia sinais de lesão na cabeça e no olho do vereador, não havia banco para ele se apoiar e o nó da fita utilizada era fixo e menor que a circunferência do pescoço. Cinco delegados participaram de uma entrevista coletiva explicando que era homicídio.

Depois dois delegados foram designados para o caso: Ronaldo Neckel Moretto e Augusto Mello Brandão.

O primeiro laudo do médico legista que fez a necropsia, Antonio de Marco, apontou como causa da more traumatismo crânio-encefálico e asfixia mecânica. No entanto a perícia realizada no local do crime não encontrou indícios da presença de uma terceira pessoa. O diretor de IGP, Rodrigo Tasso, solicitou um outro parecer, do médico legista Zulmar Coutinho, que apontou para suicídio. Uma junta médica também avaliou o material e apontou para suicídio. A Polícia Civil ouviu mais de 50 pessoas durante 105 dias e não chegou a nenhuma autoria.

O inquérito foi concluído sem apontar a causa da morte, pois o Ministério Público daria sequência ao trabalho. O Partido dos Trabalhadores pediu a federalização do caso, que ainda não foi aceita. O Ministério Público solicitou auxílio da Polícia Federal para esclarecer a morte e não tem prazo para concluir os trabalhos.



*Colaborou Juliano Zanotelli


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