Fetraf-Sul

18 dez11:50

Contratos de habitação rural são assinados em Chapecó

Vinte e três famílias passarão o natal e o final de 2012 com um novo motivo para sorrir, todas assinarão nesta terça-feira, 18, os contratos de habitação do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) através do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Chapecó, Cooperhaf e FETRAF-SUL/CUT.

O PNHR é ofertado em todo o território nacional às famílias dos agricultores e produtores rurais familiares que possuam Renda Bruta Anual Familiar de até R$ 60 mil e que não tenham sido beneficiadas por outros programas habitacionais do Governo Federal, ressalvadas as demais características e condições de enquadramento do Programa.

Os agricultores que desejam participar do PNHR devem se inscrever no Sintraf Chapecó e quando formado um grupo de oito famílias, as propostas são encaminhadas para a Cooperhaf e ela juntamente com o Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal analisam e assinam os contratos. Nesta terça-feira, serão assinados 15 contratos do G1 e 08 contratos do G2, onde, R$ 431 mil serão a fundo perdido (o agricultor não precisa devolver parte do recurso).

O que diferencia o grupo G1 do G2?
Grupo Um (G1) – Enquadram-se agricultores familiares com renda anual bruta inferior a R$ 15 mil. O valor do subsídio de cada família para o G1 reformas é de R$ 15 mil e para a construção de uma nova moradia é de R$ 25 mil. Cada família devolve apenas 4% do valor subsidiado.
Grupo Dois (G2) – Enquadram-se agricultores familiares com renda superior a R$ 15 mil e inferior a R$ 30 mil por ano. Recebem o subsidio de até R$ 7 mil e os valores financiados podem chegar a R$ 30 mil, com recursos do FGTS.

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25 out13:28

Capacitação de jovens rurais terá R$ 1,68 milhão

 

Jardel Tolotti é um dos beneficiados pelo curso e pede melhora no seguro rural


O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, assinou na quarta-feira, em Chapecó, onde assinou um convênio de R$ R$ 1,68 milhão para a capacitação de jovens rurais. O Curso de Capacitação de Jovens em Agricultura Sustentável, Gestão e Inovação Tecnológica deve beneficiar 4.920 jovens dos três estados do Sul. Inicialmente serão capacitados 120 jovens, sendo 40 por estado. Depois, cada um deles vai capacitar outros 40.

Os cursos serão ministrados pela Universidade Federal da Fronteira Sul. São 200 horas, em 18 meses, que compreendem disciplinas de agroecologia, associativismo, gestão da propriedade, desenvolvimento sustentável e informática, entre outras.

O Ministro Pepe Vargas, que fez a aula magna do curso, onde palestrou sobre “Pronaf Jovem e Sucessão Familiar” disse que esta é uma das iniciativas para fortalecer a agricultura familiar. Afirmou que foram liberados R$ 18 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e que, se for necessário, serão liberados mais recursos. Citou que existe um programa específico para a juventude, o Pronaf Jovem, com financiamento de R$ 15 mil, com juros de 1% ao ano, três anos de carência e 10 anos para pagar.

O coordenador estadual da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul, Fetraf-Sul, Alexandre Bergamin, disse que desde 2002 apenas 10 mil jovens acessaram o programa em todo o país e espera que agora esse número seja de R$ 10 mil em Santa Catarina. Bergamin disse que o curso vai atender uma exigência que é a capacitação para liberação dos recursos.

O reitor da UFFS, Jaime Giolo, disse que a agricultura familiar precisa também de uma produção sofisticada e imagina que num futuro próximo as propriedades serão administradas por agrônomos e veterinários entre outros. Isso aliado à necessidade de redes de proteção de comercialização.

Os jovens agricultores gaúchos Samira Letícia Schwade, de Humaitá, Jardel Tolotti, de Tenente Portela, e Adriana Herrmann, de Sede Nova, são alguns dos estudantes do curso. Eles afirmam que um dos problemas para o jovem ficar no campo é a falta de uma atividade que garanta uma boa renda.

-Não adianta pegar financiamento e depois não poder pagar- afirmou Samira. Jardel citou que outro problema é que o seguro agrícola não garante renda, sendo que , na maioria dos casos, cobre só o financiamento. Questionado sobre isso o ministro disse que já houve uma evolução no Proagro e que isso deve ser aperfeiçoado.

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15 mar09:36

Mobilizações em SC nesta quinta-feira

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul – Fetraf-Sul, Via Campesina e os prefeitos dos municípios assolados pela estiagem realizam na manhã desta quinta-feira uma mobilização em Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste.

Segundo o coordenador Estadual da Federação em SC, Alexandre Bergamin, os recursos dos governos do Estado e Federal são considerados insuficientes e irrisórios em comparação com os prejuízos dos agricultores familiares com as safras.

- A Fetraf-Sul, Via Campesina e as prefeituras da região estão juntos. Unificamos a nossa pauta para ganharmos força nas medidas e nas mobilizações. Queremos uma solução para a Agricultura Familiar – disse.


Entre os pontos de reivindicação estão:


Pauta Nacional

•Endividamento Rural;

•Garantia da renda pelo período de seis meses, através do pagamento de um salário mínimo mensal;

•Transformar o Pronaf Eco nos moldes do Pronaf A garantindo subsídio para financiamento de cisternas e irrigação;

•Melhorias no Seguro Agrícola e Proagro Mais;

•Liberação de uma retro escavadeira por município;

•Garantia de milho subsidiado aos agricultores (800 mil toneladas) e locais de armazenamento deste milho;

•Recursos do governo Federal devem ser liberados diretamente aos municípios afetados pela estiagem.


Pauta Estadual

•Anistia no Programa “Troca –troca” de sementes 2011/2012;

•Subsídio de 50% no Troca-troca para a safra 2012/2013;

•Reposição das perdas com a estiagem;

•Subsídio de 50% para construção de cisternas.


O coordenador disse ainda que após as reuniões com os secretários e ministros, as medidas não avançaram. – Mais de 60 mil famílias estão sofrendo por conta da estiagem e os recursos anunciados só beneficiam 16 mil – salientou Bergamin.

Paralelamente ás mobilizações acontece uma reunião com os ministérios em Brasília e que também tem como tema principal a estiagem.

Prefeitos que apoiam o movimento: Abelardo Luz, São Domingos, Pinhalzinho, Coronel Freitas, Jupiá, Coronel Martins, Maravilha, Dionísio Cerqueira, Cunhataí, Seara e Itá.



Mobilização em São Miguel do Oeste – SC

Local: Praça Walnir Bottaro Daniel

Horário: 9h30


Mobilização em Chapecó – SC

Local: Praça Coronel Bertaso

Horário: 9h30


Mobilização em Xanxerê – SC

Local: Praça Tiradentes

Horário: 9h30



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28 fev09:27

Secretaria da Agricultura recebe reivindicações de Movimentos Sociais do Oeste

Nesta segunda-feira, 27, o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, recebeu integrantes da Fetraf-Sul e da Via Campesina para discutir pauta de reivindicações sobre a estiagem no Oeste.

Na pauta entregue ao secretário consta a solicitação para que os agricultores sejam beneficiados diretamente com recursos para reposição de suas perdas, ou reposição da renda que estava prevista com a colheita da produção. De acordo com o coordenador da Fetraf Sul em Santa Catarina, Alexandre Bergani, os Movimentos buscam o pagamento de um salário mínimo para os agricultores familiares por três meses.

Entre os pleitos está também a anistia do programa Terra-Boa de sementes e calcário da safra 2011/2012. Além de garantir a distribuição de sementes de inverno e verão para a próxima safra, com 50% de subsídios.

Na ocasião, o secretário mostrou aos presentes as ações do Governo do Estado para minimizar os efeitos causados pela estiagem, que atendem 80% das demandas apresentadas. – O Governo do Estado repassou R$ 6 milhões para as prefeituras em forma de convênios e para a distribuição de sementes de milho aos agricultores, desta maneira poderemos agir na contratação de serviços de transporte de água, apoio a produção de silagem e abertura de poços e bebedouros – explicou Rodrigues.

A distribuição de sementes de milho beneficiará 16 mil famílias atingidas pela estiagem, para o plantio da próxima safra, totalizando 35 mil sacos de 20 kg, para os que não foram atendidos pelo crédito rural ou seguro agrícola. – O Governo e a Secretaria estão trabalhando para auxiliar os agricultores que foram atingidos, os recursos liberados representam um alívio para as prefeituras que estão tendo elevados custos para socorrer os agricultores com transporte emergencial de água e as sementes são um estímulo para voltar à normalidade da produção agrícola – disse o secretário.

Por meio da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Santa Catarina – Fetaesc, serão distribuídas sementes de azevem e aveia beneficiando 20 mil famílias rurais da região Oeste. O secretário explicou que cada agricultor receberá um saco de 25 kg de azevem e dois sacos de 40 kg de aveia. – Com esse kit, os agricultores poderão plantar o milho na próxima safra e usar o azevem e a aveia para as pastagens de inverno, atendendo os produtores de leite, como aos agricultores familiares atingidos pela estiagem – afirmou.

O secretário apresentou também o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Água (Água para Todos) que estará presente em Santa Catarina. O Programa Federal visa garantir o amplo acesso à água para o consumo próprio ou para a produção de alimentos e a criação de animais destinados à sua segurança nutricional. Nos próximos dias será instituído o Comitê da Água para operacionalizar o Programa Água para Todos em Santa Catarina.

Estiveram presentes na reunião o deputado estadual Dirceu Dresch; o coordenador da Fetraf-Sul/SC, Jandir Selgler; o coordenador do MPA/SC, Valdeci Cello; o coordenador do MMC, Letícia Pereira; o coordenador do MAB, Rudinei Cenci; o coordenador da Fetraf-Sul/SC, Noel da Silva; o diretor do MST/SC, Nelson Santin, e a deputada federal Luci Choinacki.


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24 fev17:58

Fetraf-Sul e Via Campesina querem audiência com o Governo do Estado

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Na tarde desta sexta-feira, dia 24, durante o terceiro anúncio de ações emergenciais para conter a estiagem no Oeste, integrantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar – Fetraf-Sul e Via Campesina realizaram manifestação na entrada do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó.

No ato eles entregaram para o Secretário da Agricultura e Pesca, João Rodrigues, uma pauta de reivindicações. – Já havíamos encaminhado uma solicitação de audiência no dia 12 de janeiro, mas não tivemos retorno – disse o coordenador adjunto da Fetraf-Sul Alexandre Bergamin.

>> Governo libera R$ 6 milhões para conter a estiagem no Oeste

O Secretário confirmou, após breve conversa com os integrantes, que vai receber a diretoria da entidade às 17h da segunda-feira, dia 27 em Florianópolis.

Entre os assuntos da pauta está a anistia do programa “Troca-troca” da safra 2010/2011, 50% de subsídio para a safra 2012/2013 e ainda uma ajuda de 50% na construção de cisternas. Bergamin disse ainda que se o agricultor quiser mesmo acessar o Juro Zero será necessário esse subsídio de 50%. – Alguns produtores estão cogitando procurar trabalhos alternativos, fora da propriedade para sustentar a família até a próxima safra – disse.


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25 ago18:30

Agricultores fazem protesto

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Agricultores familiares de Santa Catarina e Rio Grande do Sul fizeram iniciaram hoje um protesto pela renegociação das dívidas agrícolas. No final da manhã eles fecharam a BR 153 durante 20 minutos, próximo a ponte sobre o Rio Uruguai, que liga Concórdia ao município gaúcho de Marcelino Ramos. O grupo tinha cerca de 200 pessoas segundo os organizadores.

Depois eles montaram acampamento no lado gaúcho. Um novo bloqueio, que pode durar de uma a duas horas, está previsto para hoje. Os agricultores catarinenses vão se concentrar no Posto Fiscal da Cidasc e, às 10 horas, partem em caminhada de três quilômetros em direção à ponte. Lá vão se encontrar com um grupo de agricultores que vem do Rio Grande do Sul. O novo bloqueio da ponte está previsto para às 10h30min desta sexta-feira.

Participam do ato integrantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), e da Via Campesina. De acordo com o coordenador estadual da Fetraf-Sul, Alexandre Bergamin, os movimentos do campo tem uma pauta unificada, que é a renegociação das dívidas agrícolas que perduram há mais de uma década.

A reivindicação é de uma anistia de R$ 12 mil nas dívidas dos produtores. Segundo Bergamin, os agricultores estão utilizando pegando novos financiamentos para pagar os antigos e não conseguem quitar os débitos.

Um exemplo é Delvino Bisol, de 62 anos, que tem uma propriedade de 15 hectares em Três Arroios-RS. Ele diz que ano a ano vem pegando um financiamento para pagar outro. –De uns 20 anos para cá é dívida em cima de dívida- disse. Atualmente ele tem para pagar R$ 9 mil do custeio da lavoura de milho, R$ 2 mil de um crédito de emergência pela estiagem de 2009 e mais duas parcelas de R$ 3 mil de investimento na propriedade. Ele está na luta por uma renegociação e assim equilibrar suas contas.

Hoje, às 11 horas, está prevista um audiência com os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário. De acordo com Bergamin, a argumentação é de que os agricultores sofreram com sete estiagens nos últimos 11 anos, preços baixos e isso acabou descapitalizando os camponeses.

Os agricultores querem um auxílio similar aos concedidos para montadores de automóveis e outros setores, que tem isenções de impostos em tempos de crise. Bergamin informou que as dívidas dos pequenos agricultores somam R$ 30 bilhões e os pedidos de isenção seriam de R$ 1 bilhão. São 500 mil contratos com pendências em todo o país, sendo 8 mil em Santa Catarina, o que representa 6,5% do total no estado.

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