Fronteira

11 out07:33

Empresários de Santa Catarina querem formar consórcio para montar Free Shop

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Empresários do Extremo Oeste de Santa Catarina estão se articulando para montar um consórcio e, assim, concorrer numa futura licitação para montar um free shop na fronteira com a Argentina.

É que Dionísio Cerqueira e Barracão (PR) estão entre as 28 cidades que podem receber “lojas francas”, segundo lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

As cidades escolhidas são unidas geograficamente a cidades estrangeiras. Dionísio Cerqueira e Barracão são separadas da cidade argentina de Bernardo de Irigoyen apenas por uma rua.

O projeto foi proposto pelo deputado Marco Maia (PT-RS), para que o Brasil possa fazer frente aos “free shops” estrangeiros instalados no outro lado da fronteira, que acabavam concorrendo com vantagem em relação aos comerciantes brasileiros.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Dionísio Cerqueira-SC, Barracão-PR e Bom Jesus do Sul-PR (Ascoagrin), Carlos Porfírio, lembra que, no início, havia um receio da concorrência de novas lojas instaladas na região. Agora há o entendimento de que isso pode gerar oportunidade de negócios e desenvolvimento da região, com a atração de mais turistas.

— Nós estamos olhando de forma positiva para essa possibilidade — afirma.

Tanto que a Ascoagrin está montando um grupo de estudos para que as empresas da região possam concorrer ao edital de construção e instalação do free shop.

O inspetor-chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, diz que o free shop deve ser um espaço fechado, com várias lojas, como os que existem em cidades do Uruguai e Argentina. Ele afirma que, após a sanção da presidente, cabe agora à Receita Federal regulamentar a lei, detalhando como devem funcionar estes locais.

Borteze explica que a instalação deve ser feita através de licitação, para que um grupo possa construir e administrar o local. As mercadorias que serão vendidas devem ser perfumes, eletrônicos e bebidas, que têm alta incidência de impostos. Essas mercadorias terão que ser importadas regularmente e terão isenção de impostos para venda nas lojas francas.


O que já se sabe

O pagamento pelos produtos poderá ser em real ou moeda estrangeira, como o dólar.

A regulamentação da lei será feita pela Receita Federal, responsável pela fiscalização das lojas francas e por qualquer ilícito que possa ocorrer.

Não há data máxima estabelecida para regulamentação.

Há interesse de comerciantes locais e de investidores, inclusive estrangeiros, na instalação de free shops nessas cidades.


O que falta definir

Se as compras serão restritas a estrangeiros ou também serão permitidas a brasileiros em trânsito internacional.

Se for permitida a venda para brasileiros em trânsito internacional, como será possível identificá-los e diferenciá-los de pessoas que viajariam às fronteiras apenas para compras.

Quais seriam os pré-requisitos para abertura de free shops. Se poderão ser brasileiros e estrangeiros, se haverá prioridade para comerciantes locais ou que tenham histórico de negócios na região.

Qual será a cota máxima para compra por estrangeiros. Hoje, nos aeroportos internacionais, a cota máxima é de US$ 500.



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27 ago11:34

Vida de Fronteira em Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Já pensou morar em Santa Catarina, almoçar no Paraná e ir fazer umas compras na Argentina. Para os moradores de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste de Santa Catarina, isso é algo rotineiro. Tanto que essa união já se refletiu até em vários casamentos entre moradores dos dois países.

É que a cidade Catarinense está praticamente emendada com Barracão-PR e Bernardo de Irigoyen (Argentina). São quase 40 mil pessoas que convivem entre dois países, dois estados e uma província e três municípios.

Apenas uma calçada divide os dois países - o lado esquerdo é Argentina e o direito é o Brasil.

Muitas vezes é difícil para as pessoas identificarem se estão em Santa Catarina ou no Paraná. –nem eu sei direito- afirma a cabeleireira Judite Campos. O comerciante Adelino Lourenço explica que um dos indicativos é que no Paraná os postes de iluminação são quadrados e com as cores branca, verde e azul, da bandeira paranaense. Em Dionísio Cerqueira os postes são redondos e com as cores verde e amarela.

Mas esse critério só é válido em algumas ruas centrais das duas cidades e nem sempre o padrão é obedecido. Já o que separa o Brasil da Argentina em Santa Catarina é o Rio Peperi Guaçu. Ele pode ser cruzado pela Aduana Turística de Dionísio Cerqueira, onde mil carros passam por dia. Existe também a Aduana de Cargas, com onde em média 80 caminhões entram o saem do país diariamente.

Na parte fronteiriça de Barracão o que separa as ruas entre os dois países é apenas um barranco com três metros de largura. A diferença é que o nome das lojas do lado argentino normalmente estão em espanhol. E a língua falada no outro lado é espanhol, embora eles entendam bem o português.

Por lá centenas de pessoas passam de um lado para o outro diariamente. A dona de casa argentina Carolina Mello vem para o Brasil comprar carne, açúcar, arroz e derivados de lácteos. E matriculou sua filha de seis anos num curso de dança no Brasil. –Aqui no hay nada- diz, sobre a falta de escolas desse tipo no lado argentino.

Por outro lado a brasileira Maria Rodrigues vai para a Argentina com frequência para comprar farinha, que é mais barata. O fluxo é reflexo das políticas econômicas e cambiais dos dois países.

Há quase duas décadas muitos argentinos vinham fazer compras no Brasil. Mas, nos últimos anos, o fluxo sempre foi maior de brasileiros indo comprar na Argentina. Produtos como vinhos, desodorante e outros produtos de higiene custavam metade do preço. Muitos aproveitavam para abastecer o carro.

Mas, com a inflação argentina, as compras em Bernardo de Irigoyen não estão mais tão vantajosas. Tanto que o fluxo de carros, que chegava a três mil por dia, baixou para mil.

A relação entre os municípios ficou tão intensa que eles resolveram se unir, formando o Consórcio Intermunicipal da Fronteira, reunindo os três municípios mais Bom Jesus do Sul, cidade paranaense que fica a oito quilômetros de Barracão. Os municípios brasileiros criaram até uma patrulha mecanizada conjunta, receberam investimentos federais para transformar o hospital de Dionísio Cerqueira num hospital regional e, em conjunto com a Argentina, estão construindo o Parque Turístico Ambiental, que deve ser concluído ainda neste ano, com investimento de R$ 13 milhões.

-Antes as cidades se viam como rivais, hoje trabalham em conjunto- concluiu o presidente da Associaçaõ Comercial e Industrial de Barracão, Dionísio Cerqueira e Bom Jesus do Sul, Carlos Vanderley Porfírio. O resultado é que a fronteira está ficando mais bonita.



Irmãos de sangue, mas com nacionalidades diferentes

Ramon Mendoza, 62 anos é argentino e tem um comércio em Bernardo de Irigoyen. Davi Mendonça, 55 anos é brasileiro e mora em Dionísio Cerqueira. O que os dois têm em comum? Eles são irmãos de pai e mãe. O pai, Eduardo Aleixo Mendonça, que era natural de Campo Erê ficou um tempo sem trabalho fixo e, durante as andanças pela fronteira, encantou-se pela argentina Maximina Ramalho, com quem teve cinco filhos. –Ele vivia um tempo no Brasil, um tempo na Argentina- explicou Ramon. Ele e Antonia, já falecida, foram morar na Argentina, onde nasceram. Davi, Luiz Carlos e Maria, que são brasileiros, moram em Santa Catarina.

Ramon chegou a morar no Brasil por quase 20 anos, quando o pai foi trabalhar na Polícia Militar de Barracão, onde chegou a ser comandante do Destacamento. Mas, quando chegou a hora de prestar serviço militar, Ramon foi defender as cores de seu país natal. Daí ficou morando no lado de lá da fronteira. E, como não poderia deixar de ser, torce para a seleção argentina nos jogos contra o Brasil. – Mas é uma rivalidade boa- brinca. Quando o Brasil joga com outras seleções, ele se une aos irmãos. Ramon sabe falar bem o português. Por outro lado, Davi não sabe muitas palavras em espanhol.

Mas isso não impede que eles se reúnam com frequência. Afinal, o churrasco é apreciado dos dois lados da fronteira.


Amor com sotaque

O amor não respeita os limites geográficos e políticos. Tanto que é comum casamentos entre brasileiros e argentinas e, principalmente de brasileiras com argentinos.

– As brasileiras estão invadindo o lado de cá, no cassino e no boliche- confirmou a dona de casa argentina Carolina Mello.

No cartório de registros civis de Dionísio Cerqueira são registradas anualmente quatro uniões internacionais. Mas as funcionárias garantem que existem bem mais, só que não são oficializadas. Um dos casos é da dentista Michelli Costa, 30 anos, e do corretor de Seguros, Hector Oscar Ponce, de 29 anos.

Eles se conheceram no início de 2007, num show musical num cassino de Bernardo de Irigoyen. Há um ano estão noivos e já convivem em união estável. Mas pretendem em breve oficializar o relacionamento.

O casal resolveu fixar residência no lado brasileiro pois no Norte argentino sofre com alguns problemas de infraestrutura, como as frequentes quedas de energia.

Para Hector, as brasileiras se arrumam melhor, usam roupas mais estampadas. –Elas são mais alegres- avaliou. Já o que atraiu Michelli, foi justamente o contrário. No outro lado da fronteira, os homens usam estampas mais lisas, manta e boina.

–Os argentinos são mais certinhos, eu sou mais pilhada e ele é mais tranquilo- explicou. O carisma, charme argentino também marcaram ponto.

Outra coisa que atraiu Michele foram os costumes. Na gastronomia, os argentinos têm alguns pratos, como tripa assada, eu não tem no Brasil. Na música, o ritmo predominante é a “cumbia” e o rock argentino também é diferente.

A dentista lembra que no início não foi fácil se comunicar com os parentes do namorado. –Todo mundo ria do que eu falava- lembrou. Por isso teve que aprender a falar espanhol.

Hector ainda fala poucas palavras em português e também já passou das suas. Ele não conhecia o strogonofe e quando foi convidado para comer este prato criou uma expectativa enorme. –Veio arroz, carne com molho e salsa e batata palha e eu pensei, cadê o strogonofe?-lembrou.


Cozinhando em Santa Catarina e dormindo no Paraná

A aposentada Vera Janete Motta Barreiro lava a roupa e cozinha em Santa Catarina mas assiste televisão e dorme no Paraná. É que o apartamento do prédio onde mora fica exatamente na divisa entre os dois estados. Ela lembra que no terreno que seu pai comprou há 52 anos, a divisa foi estabelecida pela queda de água. Por isso a frente do prédio ficou no Paraná e os fundos em Santa Catarina. O IPTU do Apartamento e o endereço das cartas é de Barracão. O IPTU da garagem é de Dionísio Cerqueira.

A água é fornecida pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), que abastece os dois estados. A energia elétrica é fornecida por uma empresa do Paraná. E o prefixo do telefone é o mesmo de Dionísio Cerqueira.

Janete já votava em Santa Catarina mas agora é eleitora do Paraná. Mas quando manda cartas e encomendas para familiares em Florianópolis, vai na agência dos Correios em Dionísio Cerqueira. Senão os envelopes viajam até Curitiba antes de chegarem ao destino, demorando mais.

Parece confuso, mas ela já está acostumada. –Para nós é normal-disse. Afinal, várias vezes ao dia ela está com um pé em Santa Catarina e outro no Paraná.


Associação Comercial une dois estados mas sofre com burocracia

Desde que foi fundada, há 37 anos, a Associação Comercial e Empresarial de Dionísio Cerqueira e Barracão representas as cidades paranaense e catarinense. Recentemente também adotou o município paranaense de Bom Jesus do Sul. A sede da Associação, fica exatamente na divisa entre os dois estados. Na sala de reuniões, parte das pessoas fica num estado e a outra parte no outro.

O presidente, Carlos Vanderlei Porfírio, é paranaense. E a secretária executiva, Andressa Stamm, é catarinense.

Mesmo com o objetivo de integrar, a associação enfrenta algumas dificuldades. Recentemente, numa feira em Dionísio Cerqueira, alguns expositores de Barracão não puderam passar para Santa Catarina com seus produtos, como queijo, devido a barreiras sanitárias.

Por isso a próxima feira deve ser realizada na divisa. Já houve casos que técnicos de Santa Catarina estiveram na associação e não puderam dar o curso para empresários do Paraná. Por isso os eventos contam com representantes de entidades dos dois estados, para ninguém ser discriminado.

Porfírio disse que já teve contratempos burocráticos por morar no Paraná e ter escritório em Santa Catarina. Também não teve reconhecido no Brasil o Mestrado que fez em Posadas, na Argentina.

Apesar da proximidade, a secretária executiva conta que as características culturais são mantidas. Andressa disse que sabe diferenciar um brasileiro de um argentino pelo cabelo e o jeito de se vestir. A erva-mate dos vizinhos é mais grossa e geralmente bebida com água fria, o chamado tererê, diferente da água quente do chimarrão brasileiro. –Alguma coisa é comum, mas geralmente é cada um na sua- explicou.



COMO FUNCIONAM AS REGRAS NA FRONTEIRA

FLUXO DE PESSOAS- De acordo com informações da Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, o cidadão “fronteiriço” pode atravessar a fronteira quantas vezes quiser durante o dia, sem necessidade de documentação de imigração. A regra vale para os dois lados. O que eles não podem é sair dos limites dos municípios de fronteira, sob pena de deportação. O argentino que quiser ir a Chapecó, por exemplo, precisa da tarjeta de imigração.

CARGAS- É obrigatório o despacho aduaneiro e passagem pela aduana de cargas COMPRAS PESSOAIS- Os brasileiros podem comprar na Argentina dentro da cota de US$ 300 e há um limite por produtos. No caso do vinho, uísque e espumante, que é mais barato no país vizinho, há um limite de 12 litros por pessoa. Produtos de origem animal e vegetal não podem ser trazidos, além de partes e peças de veículos.

IRREGULARIDADE- O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que o único local alfandegário para cruzar a fronteira é pela aduana. Ele afirmou que a prática de fazer compras e atravessar a fronteira pelo barranco, como é comum, não é autorizada e é passível de apreensão. Só que os órgãos fiscalizadores acabam não tendo estrutura e pessoal para impedir essa prática.


Fonte: Delegacia da Polícia Federal e Receita Federal




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16 ago12:03

Obras do acesso à UFFS em Chapecó são iniciadas

Iniciaram nesta semana os trabalhos de terraplanagem no traçado do acesso à Universidade Federal Fronteira Sul. Essa é a primeira fase prevista no Projeto Executivo de implantação da via de acesso à instituição que será executada em três etapas.

Na primeira etapa será implantado um trevo no acesso, junto à SC 459 no acesso à Guatambu. A segunda etapa compreende a uma seção transversal composta de duas faixas de rolamento de 3,5 metros cada, faixa de segurança externa de 1m e faixa de segurança interna com 30 cm, uma em cada sentido. Além disso, canteiro central com 4,5 metros de largura, faixa central de 1,5 metros de largura, grama e passeios laterais de 1,5 metro de cada lado.

Para a última etapa, o projeto prevê alargamento de 5,70 metros de cada lado da seção, mais duas faixas de rolamento de 3,5 metros cada, uma em cada sentido, e estacionamentos com 2,50 metros de largura nos dois lados. A seção final conterá quatro faixas de rolamento de 3,5 metros cada uma, duas de cada lado, canteiro central com 4,5 metros, mais estacionamentos internos com largura de 2,5 metros de cada lado.

As obras estão orçadas em R$ 7,2 milhões, R$ 1,1 milhão na primeira etapa, R$ 4,9 milhões na segunda, e o restante, R$ 1,1 milhão, na etapa final. Os serviços incluem além do trevo, terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização e iluminação, entre outros. Para a primeira etapa, os recursos estão garantidos e disponíveis na Caixa Econômica Federal.

De acordo com o projeto, a implantação da via de acesso à UFFS tem extensão total de 2.045,04 metros a partir da rodovia SC-459 no acesso a Guatambu.


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24 jul14:46

Santa Catarina ganha Núcleo Estadual de Integração da Faixa de Fronteira

O Núcleo Estadual de Integração da Faixa de Fronteira de Santa Catarina (NFSC) foi instituído na manhã desta terça-feira, dia 24 de julho na Câmara de Vereadores de Dionísio Cerqueira. O Núcleo é composto por 11 Secretarias de Desenvolvimento Regional e abrange 82 municípios. A assinatura do Decreto contou com a presença do secretário de Estado do Planejamento, Filipe Mello, que representou o governador Raimundo Colombo e os secretários de Desenvolvimento Regional envolvidos no processo.

O NFSC inclui as Regionais situadas na faixa de fronteira, sendo: São Miguel do Oeste, Dionísio Cerqueira, Itapiranga, Palmitos, Xanxerê, São Lourenço do Oeste, Chapecó, Seara, Quilombo, Maravilha e Concórdia tem por finalidade propor e coordenar ações para desenvolver iniciativas que possibilitem a adequada atuação do governo estadual na região de fronteira do estado de Santa Catarina. Participam, ainda, secretarias setoriais, autarquias e fundações, assim como poderão participar, como membros convidados, representantes dos municípios, da União e de outras instituições públicas e privadas.

O Núcleo Estadual de Integração da Faixa de Fronteira de Santa Catarina contará com uma Secretaria Executiva, exercida pela Secretaria de Estado do Planejamento, responsável pela coordenação do núcleo, com a tarefa de criar um regimento interno que defina as competências, o funcionamento e demais atribuições do Núcleo.


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06 jun11:09

Curso de Medicina da UFFS será oferecido em Passo Fundo

O Ministério da Educação (MEC) anunciou no final da tarde desta terça-feira, dia 5, o plano de expansão das vagas para cursos de Medicina em todo o país. A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) foi a única instituição contemplada no Sul do Brasil, com 40 vagas. O curso, que estava sendo disputado pelas cidades de Chapecó e Passo Fundo/RS, será oferecido na cidade gaúcha.

- O fato da UFFS ter sido contemplada no plano de expansão do curso de Medicina representa o reconhecimento dos poderes da República, e específico do Ministério da Educação, ao Dinamismo da instituição e aos princípios que orientam suas ações – afirmou o reitor da UFFS, Jaime Giolo, que reuniu a imprensa nesta manhã.

O reitor agradeceu também o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pela confiança depositada na instituição.

Ao todo são 2.415 vagas, distribuídas em instituição públicas federais 355 vagas em cursos existentes e 1.260 vagas em cursos novos, totalizando 1.615 vagas. Em instituições privadas, 800 vagas.

Das vagas em cursos novos das universidades federais, 140 foram destinadas para a região norte, 640 para a região nordeste, 220 para a região centro-oeste, 220 para a região sudeste e 40 vagas para a região sul.


Histórico

A UFFS encaminhou uma proposta de inclusão da instituição no plano de expansão dos cursos de Medicina, em 17 de maio de 2012, ao Ministério da Educação. O projeto, enviado pelo reitor, trazia duas demandas de cidades para sediar o curso: Passo Fundo/RS e Chapecó/SC. A decisão foi tomada pelo próprio Ministério da Educação.

Veja a íntegra da apresentação do plano de expansão dos cursos de medicina no site do MEC.


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23 mai16:16

Seminário na UFFS em Chapecó contribui para criação de política indígena

Ouvir experiências, refletir e discutir como serão as políticas de ingresso e permanência dos povos indígenas na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) são os objetivos do evento que acontece nos dias 29 e 30 na Unidade Seminário da instituição, em Chapecó. O “I Encontro sobre Diversidade na UFFS: Políticas de Inclusão Indígena” é aberto à comunidade externa e as inscrições podem ser feitas através do site da instituição, até o dia 28 de maio.

O encontro inicia no dia 29, com a palestra “Política Indígena no Brasil”, com o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Otávio Catafesto de Souza.

A programação do dia 30 segue com a mesa-redonda “Inclusão Indígena na Universidade: experiências de ensino, pesquisa e extensão”, da qual participam os professores da Universidade Estadual de Maringá/PR, Lúcio Tadeu Mota e Rosangela Faustino e novamente o professor da UFRGS José Otávio Catefesto de Souza.

O evento é uma ação da comissão responsável pela criação da política indígena na UFFS, formalizada em abril de 2012. Conforme o professor Elsio José Corá, a comissão tem representantes em todos os campi e procura, com o evento, abordar ensino, pesquisa e extensão com o olhar voltado à política de inclusão indígena.


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26 abr17:58

Projeto Bilíngue da Fronteira tem novo encontro de planejamento

A programação foi desenvolvida em dois turnos e aconteceu na parte da manhã na Escola de Educação Básica Theodureto Carlos de Faria Souto de Dionísio Cerqueira e, na parte da tarde, na Escuela de Fronteira de Jornada Completa, em Bernardo de Irigoyen (Misiones), na Argentina.

O Programa é uma parceria entre a escola argentina e a EEB Theodureto Carlos de Faria Souto. Participam do projeto 166 alunos das séries iniciais, de 1º ao 5º ano, para promover o intercâmbio entre professores e alunos de países do Mercosul. Em Santa Catarina, o Programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira. Duas vezes por semana, professores argentinos vêm ao Brasil e repassam conhecimentos em espanhol e professores brasileiros vão à Argentina para ministrar aulas de português.

Conforme a supervisora de Educação Básica e Profissional da SDR Dionísio Cerqueira, Silvane Prestes de Oliveira, a pauta da reunião incluiu a definição das metas pedagógicas para as turmas integrantes do projeto para os próximos dois meses, bem como a articulação da socialização das atividades que serão realizadas no encerramento do primeiro semestre. “Também foram definidas algumas diretrizes de apoio e transferência técnica/científica entre as escolas para ampliação dos projetos, possibilitando maior comunicação e fortalecendo a integração cultural”, disse Silvane.

Participaram do encontro os educadores responsáveis pelo projeto Bilíngue, no Brasil, Danieli Vargas, Fernanda Welter, Gessi Noronha dos Santos, Jucelia Dalpiaz, Vanderlise Ribeiro Alves e Sirlei Reolon; na Argentina, Dario Kibisz e Juan Carlos Dzkozky, além da assessora de direção da EEB Theodureto Carlos de Faria Souto, Nilza Schuergerti, do diretor da escola, Mauro Edvam Prado e as coordenadoras da Escuela argentina Fátima Zaragoza e Maria Teodora Rosa.



SED/SC



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10 abr16:23

SDR de Dionísio Cerqueira participa de encontro na Argentina

Será realizado nesta terça-feira na Escuela de Fronteira de Jornada Completa, em Bernardo de Irigoyen (Misiones), Argentina, um encontro de planejamento das atividades de 2012 do programa Bilíngue da Fronteira. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira vai acompanhar o trabalho, já que em Santa Catarina este projeto acontece nas dependências da Escola de Educação Básica Theodureto Carlos Faria Souto, em Dionísio Cerqueira.

De acordo com a integradora de Ensino Fundamental, Gelcy Therezinha Lauxen da Rosa, o objetivo da reunião pedagógica é definir as metas para o ano letivo de 2012, metodologias de trabalho e projetos a serem desenvolvidos nas escolas brasileira e argentina. – É um trabalho importante, já que o foco neste ano nas escolas bilíngues será o desenvolvimento de projetos que tratem sobre a cultura brasileira e argentina – disse Gelcy.

Conforme a gerente de Educação, Nilza Suffredini, 166 alunos das séries iniciais, de 1º ao 5º ano, participam do projeto bilíngue, que acontece duas vezes por semana. Os professores argentinos vem para o Brasil e repassam conhecimentos em espanhol e os professores brasileiros vão para a argentina e tratam sobre o português.

O projeto bilíngue da Fronteira, coordenado pela Gerência de Educação da SDR Dionísio Cerqueira, atende crianças de seis a 11 anos na EEB Theodureto Carlos Faria Souto.


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06 abr16:37

UFFS divulga edital do processo seletivo para primeiro mestrado da instituição

Já está publicado o edital do processo seletivo do primeiro curso de mestrado da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) em Estudos Linguísticos. Os interessados em participar do processo de seleção devem ler atentamente o edital e se preparar para o processo.

Inscrições

As inscrições serão abertas a partir do dia 2 de maio até o dia 25 de maio, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30, na Secretaria Geral da Pós- Graduação na UFFS – Unidade Bom Pastor, do Campus Chapecó -SC. Será aceito envio de inscrições pelo Correio, via Sedex, aos cuidados da Secretaria Geral da Pós-Graduação, desde que a postagem ocorra até o dia 25 de maio.


Vagas

Serão oferecidas 20 vagas no Curso de Mestrado em Estudos Linguísticos, para o ingresso no segundo semestre de 2012. As vagas serão distribuídas entre os docentes das linhas de pesquisa de acordo com a seguinte especificação: Nove vagas para a linha de pesquisa em Práticas Discursivas e Subjetividades; sete vagas para a linha de pesquisa em Diversidade e Mudança Linguística e quatro vagas para a linha de pesquisa em Língua e Cognição: representação e processamento da linguagem.


Público alvo

Poderão se inscrever no processo seletivo do Mestrado candidatos que concluíram curso superior de Graduação reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), no país e/ou no exterior, ou candidatos que comprovem, mediante declaração de Instituição de Ensino Superior, que terão concluído o curso de Graduação até o ato de matrícula.


Etapas

O Processo Seletivo constará de três etapas diferenciadas e eliminatórias, na seguinte ordem: exame de proficiência em língua estrangeira, de caráter eliminatório; prova escrita, de caráter eliminatório e classificatório; e arguição do pré-projeto e do Curriculum Vitae, de caráter eliminatório.


Documentação

Todos os documentos necessários, bibliografia e demais informações sobre o processo seletivo do mestrado em Estudos Linguísticos da UFFS estão no edital N°114/UFFS/2012 que pode ser encontrado na página da UFFS > Boletim Oficial (no menu da direita) > Editais.


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16 nov15:04

Municípios da Faixa da Fronteira terão Audiência Pública

A Comissão de Relacionamento Institucional, Comunicação e Relações Internacionais da Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) promove uma Audiência Pública para debater a Qualidade de Vida dos cidadãos e dos municípios da Fronteira. O ato está marcado para às 9h desta quinta-feira, dia 17, na sede do Lions Clube em Dionísio Cerqueira.

Conforme o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira, Flávio Berté, a Audiência Pública da Alesc é importante, no sentido de ampliar os debates em torno da realidade vivida pelo cidadão que mora na Faixa da Fronteira.

Berté explica que a Regional tem auxiliado na divulgação do evento, que deve ter a participação de várias lideranças. – O grande sonho é transformar o conceito de limite num conceito de lugar onde as pessoas vivem. Esse é o maior desafio vivido pelos municípios de Faixa de Fronteira que será debatido no evento – disse Berté.


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