Geladeira

17 ago12:34

Consumidor poderá comprar geladeira e condicionador de ar por até metade do preço em SC

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

Um dever da Celesc e cobrado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começa a ser aplicado a partir de agora. Foi lançado nesta sexta-feira o programa Bônus Eficiente, que, na prática, será uma forma da empresa contribuir com a troca de eletrodomésticos que consomem muita energia. As metas são altas: a expectativa é que sejam substituídos 22 mil refrigeradores (geladeiras e freezers) e 13mil condicionadores de ar até dezembro, com desconto de 50% no preço de mercado.

Para que isso ocorra, a metade do preço subsidiada pela Celesc será paga diretamente à uma rede varejista – uma licitação foi aberta também nesta sexta para a escolha da fornecedora.

Os 50% restantes deverão ser negociados pelo consumidor no momento da compra. O objetivo é aumentar a eficiência energética, isto é, a relação entre consumo de energia e eficiência no resfriamento dos eletrodomésticos nas casas catarinenses.

O presidente da Celesc, Antônio Gavazzoni, explicou como será o programa durante a reunião da diretoria da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), quando foi lançado um programa similar voltado ao setor.

— Serão 35 mil consumidores beneficiados, principalmente das classes C e D, e que estejam com média de consumo de energia fora dos padrões, com mais de cinco anos de uso e não possuir o selo Procel – que avalia a eficiência energética. E a rede de varejo que comercializar, deverá recolher o eletrodoméstico e fazer o descarte do produto antigo — detalha.

Quem for beneficiado com o desconto de 50% deve fazer uma doação à uma entidade social escolhida pelo Governo do Estado. Neste primeiro ano, a Federação das APAEs de SC foi a instituição indicada, que deve receber aproxidamente R$ 1 milhão.

A geladeira ou condicionador de ar que está na casa do consumidor passa por uma avaliação de mercado. Se ficar abaixo de R$ 1 mil, o consumidor deve repassar R$ 30; caso fique acima de R$ 1 mil, a doação sobe para R$ 50. Este valor será acrescido no pagamento à credenciada. O consumidor ainda terá que apresentar cinco lâmpadas comuns – do tipo incandescente – para trocar gratuitamente por florescentes.

A previsão de Gavazzoni é que a rede de varejo está definida em até 30 dias e que o programa entre na fase de aquisição dos produtos a partir de outubro e até dezembro. O presidente reconhece que este é uma fase de testes, já que é novidade. No próximo ano, o calendário deve ser divulgado com mais antecendência e incluir um período maior para a compra.


Entenda como funcionará

: ::: O consumidor que se enquadrar nos requisitos do programa, vai até a loja que comercializar o eletroméstico e escolhe o bem que deseja

::: O produto que ele possui em casa passa por uma avaliação conforme uma tabela que analisa itens como consumo, tempo de uso e valor de mercado. Se for avaliado em até R$ 1 mil, deve doar R$ 30; se ficar acima de R$ 1mil a doação passa para R$ 50

::: Os valores doados serão repassados pela rede varejista à entidade

::: Descontado o bônus de 50%, o valor restante deve ser pago à loja, conforme negociação


DIÁRIO CATARINENSE


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07 ago18:07

Assaltar a geladeira à noite pode ser sintoma de distúrbio alimentar

Especialistas da Associação Brasileiro para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica alertam que episódios frequentes de excessiva fome noturna podem ser sintoma de um transtorno alimentar: a Síndrome Alimentar Noturna (SAN). Segundo a entidade, a síndrome afeta cerca de 3 milhões de brasileiros.

A SAN caracteriza-se por maior ingestão calórica no período noturno, sobretudo após as 19 horas, despertares durante a noite para comer e falta de apetite durante as manhãs. Além de afetar a qualidade do sono, a Síndrome Alimentar Noturna é um fator de pré-disposição à diabetes e obesidade.

A alimentação predominantemente noturna cria um desbalanço no metabolismo, tornando-o mais lento durante o dia e levando o organismo a estocar os nutrientes nos períodos de maior consumo e menor gasto energético, o período noturno. Cerca de 10% dos obesos e 27% dos obesos mórbidos possuem a síndrome. Além disso, a síndrome predispõe quadros de obesidade.

De causa exata ainda desconhecida, o problema tem o estresse e a má distribuição do volume de alimentos e calorias ingeridos como dois fatores ligados a seu surgimento. Soma-se a eles a insônia e má alimentação durante o dia.

— Os portadores relatam um aumento do consumo alimentar, usualmente após o jantar, ou apresentam despertares noturnos para comer ou beber — explica o psiquiatra Alexandre Pinto de Azevedo, autor de um estudo sobre a síndrome.

Um quadro de SAN começa a se consolidar quando a fome ou vontade de comer do indivíduo diminui durante o dia e surge fortemente a noite, após as 19h. A dieta deixa de ser normal quando 55% ou mais da ingestão calórica diária ocorre após esse horário. Habitualmente, nesse período ingere-se cerca de 15% das calorias diárias.

— O paciente precisa comer bastante para conseguir se sentir satisfeito e dormir. Durante o dia, ele nem se lembra de comer — explica a endocrinologista e diretora da Abeso, Claudia Cozer.

Segundo ela, os alimentos mais procurados em episódios de compulsão possuem maiores valores calóricos, ricos em gordura e carboidratos finos (açúcares, pães, doces) — aqueles que, geralmente, estimulam a liberação de endorfinas, os neurotransmissores ligados à sensação de prazer e bem-estar.


Reeducação

O tratamento se dá por meio de reeducação alimentar, terapia cognitiva comportamental e medicamentos anticompulsivos, em casos mais extremos. A sertralina é a medicação mais indicada, pois regula o padrão alimentar noturno com redução dos despertares. A trazodona e o topiramato também controlam o impulso alimentar e regularizam o padrão de sono.


VIDA E SAÚDE

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