Gigantes de Aço

11 nov13:09

"Gigantes de Aço" tenta reabilitar o boxe usando robôs

– Desta vez é real, e não videogame – avisa Charlie (Hugh Jackman).

– E que diferença faz? – retruca seu filho, Max (Dakota Goyo).

O diálogo acima resume o espírito de Gigantes de Aço, longa do diretor Shawn Levy (de Uma Noite no Museu 1 e 2) que estreia hoje em Chapecó.  Se você for mais velho – cresceu nos anos 1980, digamos –, dá pra dizer que é uma mistura de Rocky com Falcão para as novas gerações, ou seja, Sylvester Stallone nunca esteve tão vivo e com tanto para dizer. Quem diria.

A parte Rocky: num futuro próximo, o boxe foi banido e agora são robôs (comandados por controle remoto) que divertem a audiência trocando sopapos, em competições oficiais ou no submundo das lutas. O bambambã do pedaço é meio russo e meio chinês.

A parte Falcão: enquanto o pau come no ringue, pai (Jackman) e filho (Goyo) vão tentando se acertar apesar das diferenças e adversidades – como o fato de Charlie ter “vendido” Max para a cunhada num primeiro momento. Depois, não haverá dinheiro que pague.

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Quer dizer, daqui a 10 anos Gigantes de Aço será reprisado até gastar na Sessão da Tarde – e isso não é um demérito. Apesar de toda a obviedade do roteiro, a direção não abusa da pieguice (e há oportunidades de sobra, acredite), encontrando o tom certo entre humor, drama e ação. A trinca formada por Jackman, Goyo e o robô Atom – protagonista do momento mais Rocky do filme – também não decepciona.

E com um pouco mais de vontade, é possível enxergar em Gigantes de Aço uma tentativa de resgate do boxe, hoje sem representantes de peso, ofuscado pelas competições de vale-tudo e praticamente desconhecido pela gurizada. É para essa audiência, que se liga em jogos eletrônicos e nunca viu os grandes mestres do Esporte dos Reis lutando (incluindo Rocky Balboa…), que o filme fala mais forte.

ZERO HORA


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