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Governo

03 out17:54

Governo autoriza compra de milho para abastecer SC

O governo federal decidiu na terça-feira, no final da tarde, editar uma portaria interministerial, envolvendo os ministérios da Fazenda, Planejamento e Agricultura, para garantir o abastecimento de 150 mil toneladas de milho para produtores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e dos estados do Nordeste. A medida ainda não tem data definida para entrar em vigor, mas é vista como insuficiente por lideranças do setor do agronegócio em SC.

A decisão foi tomada em uma reunião no Ministério da Fazenda, em Brasília. Participaram do encontro, que durou cerca de uma hora e meia e que terminou no final da tarde, o titular da pasta, Guido Mantega, e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, além de técnicos da União.

Para garantir o abastecimento, o governo federal optou por realizar leilões, nos quais vai estipular o valor do milho, embutindo o custo do transporte. Quem arrematar o lote terá de se comprometer a entregar o grão em locais determinados, onde o pequeno produtor poderá comprar o milho por um valor mais baixo. Com isso, a União tenta subsidiar, indiretamente, o frete e conter a crise que assola as economias catarinense, gaúcha e nordestina.

Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, a intenção é normalizar o abastecimento até dezembro. As 150 mil toneladas do grão deverão sair do Mato Grosso e do Paraná. Segundo a assessoria de imprensa do ministério da Agricultura, a compra do milho será feita por meio de contratos de opção de venda público (COV). Esse tipo de modalidade dá a garantia para produtores de milho de que eles receberão um preço fixo do governo.

Das 150 mil toneladas previstas para serem compradas e distribuídas este ano, 75 mil serão adquiridas no Paraná e as outras 75 mil na Bahia, segundo a assessoria. A operação no Paraná servirá para abastecer Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e a na Bahia, aos estados nordestinos. A estimativa do governo é que sejam gastos R$ 98 milhões no programa.

Lideranças do setor em Santa Catarina não aprovaram o novo anúncio do governo federal. Para o presidente da Câmara da Agroindústria da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Mário Lanznaster, a medida é “ineficiente e insuficiente”:

— As agroindústrias estão esperando esse milho para ontem. O que o setor precisa é de subsídio, seja reduzindo alguma tributação, seja o governo custeando R$ 5 para o transporte dos grãos do Brasil central. Medidas de socorro que seriam muito mais rápidas do que este novo anúncio.

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, lamentou a nova resolução vinda de Brasília. Para ele, o setor não pode ser contemplado com uma medida de apoio, mas deveria receber uma alternativa de socorro.

— Cada definição do governo tem um prazo de carência. Até estes leilões acontecerem, até toda a burocracia ser resolvida, o processo vai levar mais de 30 dias. E os produtores não vivem apenas uma crise do milho, mas financeira. Estão descapitalizados, sem acesso a linhas de crédito. Essas medidas são insuficientes para resolver o cenário de caos que vivemos em SC — avalia.

O resultado do cenário atual, segundo Barbieri, será o desaparecimento de muitas empresas de pequeno e médio porte que estavam se consolidando no Estado com o mercado favorável para as exportações. A tendência é que mais pessoas sejam demitidas e que o mercado fique mais concentrado. De acordo com Lanznaster, muitas empresas estão reduzindo o número de frangos abatidos.

— Com isso, vai faltar carne de frango no mercado. Consequentemente, os preços vão subir. E depois o governo, que não toma uma atitude para resolver o problema, vai querer nos culpar pelo aumento da inflação — critica o diretor da Fiesc.


DIÁRIO CATARINENSE



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29 set08:21

Confira a lista dos municípios beneficiados pelo Governo Federal

Confira a lista dos municípios beneficiados:


Abelardo Luz

Agrolândia

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Anita Garibaldi

Arabutã

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Brunópolis

Caibi

Campos Novos

Canoinhas

Caxambu do Sul

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Frei Rogério

Galvão

Guaraciaba

Ibiam

Ibicaré

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

José Boiteux

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Rio do Campo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Miguel da BoaVista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tilhas

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Xanxerê

Xaxim




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24 ago11:23

HRO vai aumentar em 50% o atendimento

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O edital para a ampliação do Hospital Regional do Oeste (HRO) foi assinado pelo Governador do Estado Raimundo Colombo, na noite da quinta-feira, dia 23 de agosto em Chapecó. A obra que terá investimento previsto de R$ 31,7 milhões do Governo do Estado.

- A empresa responsável deve iniciar as obras em quatro meses e a previsão é que esteja concluída em dois anos – disse o governador.

A nova ala vai contar com nove andares. Com a ampliação o número de leitos vai passar de 319 para 475 tornando-se o maior hospital público do estado.

Serão ampliadas ainda o novo Centro Cirúrgico com 12 novas salas cirúrgicas, nova UTI com 20 leitos para adultos, 10 novos leitos UTI pediátrica e sete novos leitos de UTI Coronária.

Está previsto também um pavimento específico com 42 leitos para Oncologia adulto e Pediátrica, mais um pavimento específico com 53 leitos para Quimioterapia, além de um Heliponto.

- Com a ampliação vamos aumentar em torno de 50% a capacidade de atendimento e teremos condições de atender mais pessoas e oferecer mais serviços – disse o presidente da diretoria executiva da Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, Severino Teixeira da Silva Filho.

Atualmente o HRO realiza em média 1,2 mil cirurgias e 1,6 mil internações por mês. Entre curativos, consultas e administração de medicamentos são 600 atendimentos por dia.


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08 ago16:42

Caminhoneiros ficam divididos após reunião com governo

Uma semana depois de interromper a principal rodovia do País, a Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, caminhoneiros terminaram no meio da tarde desta quarta-feira a primeira reunião de negociação com o governo, mas deixaram o encontro falando línguas diferentes. O representante do Ministério do Trabalho, secretário-executivo Marcelo Perrupato, deixou o encontro evitando perguntas dos jornalistas, sinalizando que nem todos os pleitos dos caminhoneiros serão atendidos, conforme prometeu uma das lideranças sindicais da categoria.

Os motoristas mostraram-se claramente divididos em diferentes grupos, um deles ameaçando os demais e criando confusão com a segurança da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde foi realizada a primeira reunião da mesa de negociação aberta pelo governo. Enquanto aguardavam do lado de fora, autônomos chamavam de “picaretas” os representantes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Diumar Bueno, e da União Nacional dos Caminhoneiros, José Araújo da Silva, o “China”, que participam do diálogo com o governo.

Em discurso para os manifestantes, o presidente do Movimento Brasil União Caminhoneiro, Nelio Botelho, afirmou que a ANTT estaria disposta a “responder todos os nossos problemas” podendo até “revogar” normas. Uma das regras em vigor, bombardeada pelos sindicalistas, permite a concessão de licença para transporte de carga a empresas de outros setores, como fazendas, empreiteiras de construção civil etc. Essas permissões acrescentaram 600 mil trabalhadores ao setor nos últimos dois anos, segundo Botelho. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, ficou acertado que as demandas dos caminhoneiros serão discutidas em quatro grupos de trabalho temáticos. O primeiro discutirá normas e regulamentos, outro a construção de pontos de parada, o terceiro vai debater questões fiscais e tributárias e o quarto, aspectos jurídicos.

“Isso tudo vai ser negociado na semana que vem” respondeu a Pasta, quando indagada sobre as promessas feitas por Botelho. Os caminhoneiros protestam contra a ausência de infraestrutura nas rodovias, o que não permite o cumprimento de uma lei que estabelece paradas obrigatórias de descanso periódicas. Pedem, ainda, o retorno ao modelo anterior, sem licenças para empresas que não sejam de carga, entre outras reivindicações.

A mesa de negociação tem prazo de 30 dias. Além do Ministério dos Transportes, integram o grupo representantes do Ministério do Trabalho, da Polícia Rodoviária Federal, da ANTT, do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).


AGÊNCIA ESTADO

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31 jul17:35

Governo recebe sindicatos para tratar da greve

O governo federal pediu prazo até 8 de agosto para apresentar uma resposta às reivindicações dos caminhoneiros autônomos, mas condicionou as negociações ao fim do bloqueio de rodovias que já dura sete dias em vários pontos do país. A informação é do presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Costa, que reuniu-se nesta terça-feira com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

>> Caminhoneiros impedem passagem de veículos de carga em pelo menos oito trechos de estradas em SC

A CNTA é contra a greve dos caminhoneiros, organizada por outro sindicato, o Movimento União Brasil Caminhoneiros (MUBC). Os representantes da CNTA afirmam que há interesses patronais por trás da paralisação.

De acordo com o presidente da CNTA, o governo entende que o bloqueio das estradas tem que ser suspenso inclusive por representar perigo para os motoristas de caminhão e a população em geral. O ministro Paulo Sérgio Passos começou uma reunião com representantes do MUBC logo após falar com o CNTA. O encontro ainda não havia terminado até o fechamento desta matéria.

— A posição [do governo] é de que há necessidade de desocupação das estradas, porque já houve morte — declarou o presidente da CNTA.

Segundo ele, foram registradas três mortes de caminhoneiros desde o início dos protestos. Duas mortes foram por atropelamento e uma causada por uma pedrada contra um caminhão, que acabou atingindo o motorista.

Os representantes da CNTA e da MUBC têm pelo menos uma reivindicação em comum. As duas entidades querem maior prazo para a implementação da Lei n° 12.619. A legislação que entrou em vigor ontem, determina que haja descanso ininterrupto de 11 horas a cada dois dias trabalhados para motoristas de caminhão. Os dois sindicatos argumentam, no entanto, que as rodovias brasileiras não têm infraestrutura adequada para que os caminhoneiros cumpram a norma. Na ocasião da aprovação da lei, a presidenta Dilma Rousseff vetou o artigo que previa a construção de postos de descanso.

Além de maior prazo para cumprir a lei, os caminhoneiros querem a revisão de resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que, segundo eles, prejudicam a categoria. O MUBC defende a revogação de oito itens presentes em duas resoluções. Já o presidente da CNTA disse que a saída não é destruir o arcabouço legal existente, e sim “aparar as arestas”.

Antes de entrar na reunião com o ministro dos Transportes, o presidente do MUBC, Nélio Botelho, negou que haja intervenção patronal na greve:

— Não existem entidades envolvidas nessa manifestação. Surgiu do próprio trabalhador.

Botelho disse ainda que o movimento quer a “revogação imediata” dos itens que considera prejudiciais e que espera ter uma resposta do Ministério dos Transportes ainda hoje.

AGÊNCIA BRASIL



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20 jul12:17

Governo garante preço mínimo a suinocultores

Os suinocultores, insatisfeitos com o pacote de medidas de apoio ao setor, conseguiram do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o compromisso de tentar convencer a área econômica do governo federal a conceder aos criadores independentes uma subvenção direta de até R$ 0,60/kg de suíno vivo, por um período de seis meses. Ontem, foi concedido benefício de R$ 0,40.

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) disse que, se houver aval do Ministério da Fazenda, vai propor uma emenda para incluir a Medida Provisória 574, para renegociar as dívidas acumuladas até o ano passado pelos estados e municípios.

O assunto será votado em 8 de agosto. Na reunião com os técnicos do Ministério da Agricultura, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, argumentou que as medidas para contornar a crise da suinocultura são insuficientes.

De acordo com ele, os leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), com subvenção de R$ 0,40/kg e preço mínimo de R$ 2,30/kg atendem apenas os criadores que trabalham integrados às grandes empresas e cooperativas, que darão prioridade para compra de sua própria produção. Lopes explicou que a ideia é que os criadores independentes apresentem aos órgãos governamentais as notas fiscais e as guias de trânsito que acompanham o transporte dos animais para ter direito à subvenção do governo federal de até R$ 0,60/kg por suíno.

Mecanismos dependem de aprovação pelo CMN Embora o governo federal tenha assegurado que os mecanismos de apoio anteriormente anunciados já poderiam ser acessados, estes dependem ainda da aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), no próximo dia 26. É o caso da prorrogação das dívidas. Por isso, a Agricultura encaminhou um ofício à federação brasileira de bancos antecipando as decisões e pedindo que as dívidas não sejam executadas até essa data.

Em uma nova frente de ação, na última quarta-feira, os líderes do segmento se reuniram com representantes da Associação Brasileira dos Supermercados. Na pauta, a discussão de uma campanha nacional que permita o escoamento da carne estocada.

A ideia é baixar o preço da carne suína nas prateleiras dos supermercados e com isso estimular o consumo do produto entre os brasileiros, que hoje é de 15 quilos por pessoa ao ano.A campanha deve começar daqui a dois meses, e se repetir anualmente.


DIÁRIO CATARINENSE


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30 mai18:29

Viaturas são entregues para municípios da região de São Miguel do Oeste

Em solenidade realizada nesta quarta-feira, 30, no 11º Batalhão de Polícia Militar de São Miguel do Oeste, foram entregues 16 novas viaturas e duas motocicletas para municípios da região. Dos veículos, 14 fazem parte do lote de 356 adquiridos pela Secretaria de Estado Segurança Pública e Defesa do Cidadão que totalizam o investimento de R$ 9 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina.

Outros dois veículos e duas motocicletas foram comprados pelo município de São Miguel do Oeste, por meio de convênio realizado com recursos de multas de trânsito, totalizando o investimento de R$ 156 mil. A nova frota irá substituir veículos antigos que estavam sendo utilizados pela Polícia Militar.

- Já recebemos policiais no ano passado, e até final de julho teremos outros 20 novos soldados. Além disso, temos investimentos em gestão, viaturas e outras turmas em andamento. Tudo isso pensando na segurança da população – disse o secretário regional Volmir Giumbelli

O comandante da 9ª Região de Polícia Militar de São Miguel do Oeste, coronel Luiz Guerini, salientou que, proporcionalmente, a região foi a mais contemplada com a entrega dos veículos.

- O Governo do Estado está, de forma muito clara, atendendo nossas reivindicações em prol da Segurança Pública – disse Guerini.

Os municípios beneficiados com veículos adquiridos pelo Estado foram: da SDR São Miguel do Oeste: Bandeirante, Barra Bonita e Paraíso; da SDR Dionísio Cerqueira: Princesa, Guarujá do Sul e Dionísio Cerqueira; da SDR Maravilha: Tigrinhos, Flor do Sertão, Iraceminha, Serra Alta e Santa Terezinha do Progresso; da SDR Itapiranga: Santa Helena e Tunápolis e da SDR Palmitos: Riqueza.


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28 mai17:02

Aeroporto de Chapecó pode reabrir antes

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

As obras de restauração da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, devem estar concluídas até o dia 25 de junho. A informação foi confirmada em audiência entre o governador Raimundo Colombo, o prefeito de Chapecó José Caramori e com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Pacheco de Guaranys, em Brasília, nesta segunda-feira, 28.

A prazo inicial para a reabertura da obra que recebe cerca de R$ 12 milhões em investimentos, sendo R$ 9,6 milhões do Governo do Estado e o restante como contrapartida da Prefeitura, seria no dia 5 de julho.

De acordo com o relatório apresentado à Anac, as obras de pavimentação devem estar concluídas até o dia 10 de junho e até o dia 25 as obras de sinalização e balizamento noturno prontas. O governador Raimundo Colombo pediu agilidade na liberação do aeroporto, que tem movimentação de 23 mil pessoas por mês e agora está interditado.

- O aeroporto de Chapecó atende uma grande região que inclui o Oeste de Santa Catarina, Norte do Rio Grande do Sul e Sudoeste do Paraná, por isso estamos fazendo todos os esforços para agilizarmos as obras – afirmou o governador.

Na audiência, também foi ajustado o cronograma da obra e definido que a Anac vai acompanhar a conclusão para que possa liberar as operações no menor tempo possível.

- O aeroporto de Chapecó é prioridade aqui dentro da Anac, por isso nossa equipe técnica está à disposição de Santa Catarina para que possamos liberá-lo para operações assim que as obras forem concluídas – garantiu o presidente da Anac.

Novos Investimentos

O secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, também apresentou os novos investimentos previstos para o aeroporto Serafim Bertaso. Ele mostrou o projeto de ampliação da pista, nova área de estacionamento, novo terminal de passageiros e segurança de voo. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 115 milhões nas novas obras, com previsão de início em 2013 e conclusão em 2017.

- Estamos preparando esse aeroporto para que ele possa acompanhar o grande desenvolvimento da região Oeste – projetou o secretário.

O secretário disse ainda que o recurso pode vir através da Secretaria de Aviação Civil (SAC) ou ser incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ambos do Governo Federal. – Até o final de junho devemos assinar o convênio para a liberação do recurso – disse.


* com informações do Secretaria de Estado da Infraestrutura.


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23 mai10:28

Agricultores familiares fecham trevo de acesso à Chapecó

[Atualizada às 10h40]

Mais de mil agricultores familiares fecharam o trevo de acesso à Chapecó, na BR 282, na manhã desta quarta-feira. Eles pedem o cumprimento da pauta apresentada ao Governo Federal há quase dois meses.  De acordo com o Inspetor Ivo Silveira da Polícia Rodoviária Federal, que está monitorando o local, a previsão é que a rodovia fique interditada até as 14 horas.

Segundo o coordenador Estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul do Brasil (Fetraf-SUL/CUT) em Santa Catarina, Alexandre Bergamin, a mais de 50 dias os agricultores familiares esperam por respostas do governo em relação à estiagem.

As principais reivindicações são a melhoria do Seguro Agrícola, criação de um programa de irrigação e reabertura da negociação do endividamento agrícola.

Nesta terça-feira eles também realizaram um movimento, só que desta vez, com foco no Governo do Estado. Os agricultores se concentraram na Praça Coronel Bertaso em Chapecó e partiram em caminhada até a Cidasc, onde entregaram uma pauta de reivindicações.

Os agricultores familiares reclamam que a Cidasc terceirizou a inspeção sanitária, que antes era gratuita e agora é feita por profissionais contratados de empresas ou cooperativas, que cobram pelo serviço.

A Fetraf-Sul também cobra uma redução na alíquota do ICMS nos produtos da agricultura familiar, que é de 17%.

Segundo a Cidasc, em relação à cobrança das inspeções, a companhia não tem como dar conta das 800 empresas que tinha para fiscalizar e por isso adotou o modelo de credenciar empresas, que é utilizado em países desenvolvidos.


* colaborou Silvia Nowalski


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10 mai09:00

Governo investe no combate à estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A notícia de que o Governo do Estado vai buscar R$ 52 milhões do BNDES para obras de combate à estiagem, aprovadas ontem pela Assembléia Legislativa, repercutiu bem em lideranças do Oeste.

O prefeito de São Carlos, Élio Godoy (PMDB), que é vice-presidente da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina, defende que esse dinheiro seja aplicado na captação de água de rios maiores, levando até reservatórios no alto dos morros para atender comunidades rurais.

Godoy disse que nesta estiagem o maior problema das prefeituras foi a falta de água no interior. Somente a prefeitura de São Carlos gastou R$ 750 mil em transporte de 6,3 mil cargas de água, com média de 12 mil litros cada. Foram 300 famílias beneficiadas.

Rio Jacutinga em Concórdia.

Como existem atualmente 138 municípios em situação de emergência o dinheiro em média seria de R$ 400 mil a R$ 500 mil por município. Godoy disse que com esse volume de recursos seria possível atender cerca de 200 famílias do interior com rede de água.

Para o coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Região Sul, Fetraf-Sul, Alexandre Bergamin, o recurso é bom mas deve ser aplicado em políticas estruturantes, para instalação de cisternas em todas as propriedades, preservação de fontes, sistemas de irrigação, pequenas barragens em rios e equipamentos meteorológicos para prever alterações no clima.

Além disso ele afirmou que seria necessária um crédito emergencial para os agricultores, de cerca de R$ 10 mil por família, com subsídio de 50%, para pagar em 10 anos. O motivo são as perdas que chegam a R$ 770 milhões em Santa Catarina.

O secretário de Agricultura João Rodrigues disse que uma das prioridades da pasta será na construção de açudes de cisternas, pois é uma ação que deu bom resultado nessa estiagem. –Vamos investir em armazenagem de água- disse. As famílias que guardaram água da chuva praticamente não tiveram problema de falta de água. Cada cisterna custa cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil. O governo do Estado já paga o valor do juro para famílias que fazem o financiamento para esse fim. Mas, com o recurso do BNDES, essa medida será intensificada.

Outra medida a ser adotada, segundo o secretário, é investimento em redes de água e irrigação. Ele afirmou que a forma de viabilizar a aplicação de recursos e quanto será investido em cada ação ainda vai passar por avaliações dos técnicos da secretaria e outros órgãos do Governo.

A Secretaria de Defesa Civil do Estado também está elaborando um projeto de medidas para amenizar os efeitos da estiagem. Em estiagens anteriores foi relizada uma proposta, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, que previa 555 ações. No entanto uma verba de R$ 10 milhões liberada em 2009 pelo Governo Federal para esse fim, acabou sendo rateada entre as prefeituras e o projeto foi engavetado. Agora ele está servindo de base para atualização de um novo projeto.

As chuvas do final de abril amenizaram a falta de água no campo tanto para lavouras quanto para o consumo humano e animal. No entanto ela ainda é visível nas hidrelétricas. Em Machadinho á operação foi interrompida no mês passado por falta de água. Em Itá o lago baixou 5,4 metros e o reservatório tem apenas 8% do volum útil para geração. Com isso rios que ficavam represados, como Jacutinga, estão com extensas faixas de terra que antes ficavam debaixo d’água.

-Desde que tem a barragem nunca ficou tão baixo- disse Marcelo Hann, que mora na margem do rio Jacutinga, no interior de Concórdia.


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