Hobbit

09 dez12:01

O Hobbit estreia dia 14 no cinema de Chapecó

Assim como James Cameron fez com Avatar, ressuscitando o 3D, Peter Jackson está à frente de uma nova revolução com o cinema digital. Com estreia mundial em dezembro (dia 14 no Brasil), O Hobbit – Uma Jornada Inesperada dá início a uma nova trilogia baseada na obra de J.R. Tolkien.

O Hobbit foi filmado e será projetado, em algumas salas, a 48 quadros por segundo, o dobro dos parâmetros regulares. Segundo Jackson, o resultado desse sistema, denominado High Frame Rate (HFR ou “alta taxa de quadro”), garante uma imagem muito mais cristalina e definida.

A vantagem anunciada pelo HFR é eliminar as limitações visuais que restam no cinema digital, como fantasmas e borrões em cenas com muitos movimentos e efeitos especiais. Em abril, em Las Vegas, Jackson apresentou 10 minutos de O Hobbit em 48 quadros por segundo. Mas a recepção causou estranhamento. Diante do assombro com o que foi avaliado por muitos de hiper-realismo excessivo, surgiram observações sobre uma imagem límpida e brilhante em demasia.

– Não parece mais com cinema. É outra coisa, é como realidade virtual ou videogame – avalia Pedro Butcher, crítico de cinema e editor do Filme B, portal especializado no mercado cinematográfico.

>> Confira a programação do CINEMA de Chapecó

Diante da reação, e porque ainda não são muitos os cinemas aptos à projeção HFR, o lançamento de O Hobbit neste sistema será limitado a 400 salas nos EUA e a 500 em outros países. Grande parte do público vai assistir ao filme na versão 3D convencional. No Brasil, 40 salas devem projetar a versão de 48 quadros por segundo em 3D. Em Blumenau, nenhuma sala exibirá o formato.

– Há limitações técnicas em grande parte dos projetores. Apenas os da segunda geração, com uma placa especial, podem exibir – explica Luiz Gonzaga de Luca, especialista em tecnologia audiovisual e diretor da rede mexicana Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina.

JORNAL DE SANTA CATARINA



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