Homens de Preto

02 jun12:14

Josh Brolin, a versão jovem do agente K em "Homens de Preto 3", fala da parte mais difícil do filme

Roger Lerina | roger.lerina@zerohora.com.br

Ele surgiu em 1985 como um dos atores mirins da aventura Os Goonies – e depois sumiu. Josh Brolin só voltou a ser lembrado pelo público quando os diretores Joel e Ethan Coen escalaram-no para o elenco de Onde os Fracos Não Têm Vez (2007). Desde então, o bem humorado enteado de Barbra Streisand já trabalhou em produções de prestígio como W., de Oliver Stone, Milk – A Voz da Igualdade, de Gus Van Sant, e Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos, de Woody Allen. Em Homens de Preto 3, de Barry Sonnenfeld, Brolin encarna a versão jovem do agente K – personagem interpretado na série pelo ator Tommy Lee Jones. Na entrevista a seguir, concedida no Rio durante a divulgação do filme, o eterno “goonie” de 44 anos falou sobre sua carreira e disse a Zero Hora qual foi a parte mais difícil de Homens de Preto 3:

– Acho que foi a pressão do estúdio para que o filme seja um sucesso. Não entendo esse conceito de uns caras sentados no sofá e perguntando: “O vocês estão fazendo?”.


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Pergunta – Como foi trabalhar com Will Smith?

Josh Brolin – Sou sortudo porque não preciso mentir, como às vezes tenho que fazer: amei trabalhar com ele, é como trabalhar com uma criança. Ele realmente acredita que está combatendo aliens e que é um dos homens de preto. Em Eu Sou a Lenda (filme de 2007), ele acreditava que o mundo estava acabando, entendeu? Ele deixa sua imaginação envolver-se tanto com o filme que, quando fala, realmente vive o filme. Ele ama o trabalho dele, como eu.


Pergunta – Como foi encarnar um personagem dos anos 1960?

Brolin – Adorei a ideia do Rick Baker (artista que concebeu os efeitos de maquiagem dos alienígenas) de fazer uma maquiagem ruim de propósito. Isso foi engraçado de ver, os aliens andando como em Perdidos no Espaço (série de TV dos anos 1960). Foi divertido, nunca tinha feito um filme em uma época diferente. Meu próximo filme, Gangster Squad, também se passa em outro tempo, nos anos 1940.


Pergunta – Qual a diferença de trabalhar com diretores como Woody Allen, Gus Van Sant e os irmãos Coen e agora estar em um blockbuster?

Brolin – Para mim, é a mesma coisa. Sou naturalmente um cara que faz personagens. Quando me ofereceram Homens de Preto 3, não levei muito em conta o sucesso da série. Já me ofereceram papéis em grandes produções antes e não aceitei. Não penso assim: “Onde os Fracos Não Têm Vez fez um relativo sucesso, agora tenho que fazer uma comédia romântica”. O que me atrai são os personagens e os grandes diretores. O Nome do Jogo (1995) é um dos filmes de que mais gosto, sou um grande fã de Barry Sonnenfeld. Escolhi Homens de Preto 3 por causa do personagem. Foi uma decisão estúpida da minha parte interpretar Tommy Lee Jones e basicamente me atravessar no caminho dessa incrível e icônica parceria. É como se atravessar no caminho de Danny Glover e Mel Gibson em Máquina Mortífera. Você consegue imaginar? Eu fiz isso! Foi um desafio que gostei de assumir, me deu medo. Não tive a mesma certeza de Will de que eu era o cara certo para o papel até ver o filme. Fiquei estressado e sem dormir por causa disso, mas, quando vi o filme, fiquei muito, muito satisfeito.


Pergunta – Como você construiu o personagem?

Brolin – O objetivo foi não fazer uma versão exagerada de Tommy o tempo todo. Porque Tommy não faz Tommy, ele é Tommy. É impossível duplicar isso. Ele é como um outro ator qualquer… (pausa longa) Tommy se sente bem com o desconforto. Ele não tem paciência com coisas como conversar com a imprensa. Gosto muito dele, já fiz três filmes com ele (além de Homens de Preto 3, No Vale das Sombras e Onde os Fracos Não Têm Vez), gosto da sua presença. Ele é quietão, o Will e eu somos faladores.


Pergunta – Você foi um dos “goonies”…

Brolin – Eu sou um “goonie”. Durante uns 10 anos, não podia ouvir essa palavra (risos)! Porque não havia outros filmes comigo que as pessoas sequer tivessem visto. Vinte anos depois de Os Goonies, ainda escutava: “Cara, é o guri dos goonies!” (risos). Agora, tenho outros grandes filmes que as pessoas viram, inclusive um que ganhou o Oscar de melhor filme (Onde os Fracos Não Têm Vez), graças a Deus! Agora, estou em posição para falar com prazer de Os Goonies. Lembra da Martha Plimpton no filme? Ela está fazendo essa peça fantástica Três Irmãs (do dramaturgo russo Anton Tchekhov), em um maravilhoso teatro em Nova York, aí vai agradecer no final com o restante do elenco e sempre tem alguém no fundo: “GOOOOONIES!” (risos). Eu brinco nas entrevistas dizendo que vamos fazer Os Goonies 2, dirigido por Martin Scorsese. Eu realmente gosto de falar sobre Os Goonies, foi a mais incrível experiência que alguém poderia ter como primeiro filme.


AP



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29 mai14:41

"Homens de Preto 3" bate "Os Vingadores" nas bilheterias

Homens de Preto 3 arrecadou US$ 203,2 milhões nas bilheterias ao redor do mundo em seu fim de semana de estreia e desbancou Os Vingadores da liderança. O filme sobre os super-heróis da Marvel ficou três semanas seguidas no topo das salas dos Estados Unidos e Canadá e arrecadou US$ 200,3 milhões só na abertura nos Estados Unidos e Canadá.

Com Will Smith e Tommy Lee Jones de volta nos papéis que interpretaram pela última vez há uma década, Homens de Preto 3 arrecadou estimados US$ 70 milhões nas bilheterias norte-americanas e canadenses entre sexta-feira (25) e segunda (28).

>> Confira a programação do CINEMA de Chapecó.

Os Vingadores caiu para o segundo lugar na América do Norte, arrecadando US$ 47,1 milhões durante o fim de semana prolongado. As vendas globais do filme sobre uma equipe de super-heróis da Marvel ultrapassaram US$ 1,6 bilhão no mundo desde sua estreia, de acordo com a distribuidora Walt Disney.

Em terceiro lugar no fim de semana ficou o filme Battleship, que arrecadou US$ 13,6 milhões durante seu segundo fim de semana nos cinemas norte-americanos, em um total de US$ 47,1 milhões nos EUA e no Canadá desde a estreia.

A nova comédia de Sacha Baron Cohen, O Ditador, conseguiu o quarto lugar. O filme se deu alter ego, o General Aladeen, arrecadou US$ 11,8 milhões.

Em quinto lugar, ficou o novo filme de Tim Burton. Sombras da Noite conta com Johnny Depp, Michelle Pfeiffer e Eva Green e já embolsou US$ 13,1 milhões em ingressos.


AP



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25 mai11:25

Homens de Preto 3 estreia nesta sexta em Chapecó

Roger Lerina | Zero Hora

Depois de uma desastrada sequência em 2002, a franquia Homens de Preto parecia ter secado. Dez anos depois, porém, o diretor Barry Sonnenfeld resolveu colocar de novo em ação os agentes secretos incumbidos de manter na linha a “escória alienígena” na Terra.

O resultado surpreende: a volta dos personagens J e K retoma o pique do filme original e ainda avança muito em relação à produção de 1997. Homens de Preto 3 (2012) estreia hoje em cópias 3D e convencionais, legendadas e dubladas.

Voltar ao passado foi literalmente a solução encontrada pela equipe de roteiristas encabeçada por Etan Cohen para ressuscitar a série. Em Homens de Preto 3, um pavoroso ET chamado Boris, o Animal (Jemaine Clement) foge de uma prisão de segurança máxima na Lua e vai para a Terra disposto a vingar-se do agente K (Tommy Lee Jones), que 40 anos antes impediu que sua espécie invadisse o planeta, arrancou-lhe um braço e ainda trancou-o na cadeia. Graças a uma engenhoca, Boris retorna a 1969 e consegue eliminar o rival, subitamente alterando o presente _ e desnorteando o agente J (Will Smith), que descobre nunca ter trabalhado com K e sequer ter conhecido o parceiro. O esperto J acaba também chegando até a maquininha de tempo e consegue retroceder até as vésperas do acerto de contas de Boris com K, a fim de salvar a vida do companheiro e evitar o ataque alien.

Em Chapecó está em cartaz também os filmes American Pie – O Reencontro, Piratas Pirados, Anjos da Lei e os Vingadores. Confira a programação completa do Cinema Arcoplex Shopping Pátio.



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25 mai09:45

Confira a entrevista: Will Smith fala sobre sua volta em "Homens de Preto 3"

Will Smith visitou o país no final de fevereiro para divulgar o filme Homens de Preto 3. O americano já havia estado no Rio antes com os longas Hitch – Conselheiro Amoroso (em 2005) e Eu Sou a Lenda (2008).

>> “Homens de Preto 3″ estreia nesta sexta-feira em Chapecó

Depois da divertida coletiva de imprensa ao lado do colega de elenco Josh Brolin, o ator, produtor e rapper de 43 anos conversou com alguns jornalistas. O astro gente fina falou sobre a comédia de ficção científica, as escolhas de sua carreira, o papel do Brasil na indústria cinematográfica e, para ZH, respondeu se acredita em vida inteligente fora da Terra:

– Seria arrogante da nossa parte acreditar que somos os únicos, principalmente porque não somos tão inteligentes assim. Obviamente, há alguma coisa mais inteligente do que a gente no universo, né?


Confira a entrevista:

Pergunta – O Brasil virou um lugar importante para Hollywood fazer seu marketing?

Will Smith – O Brasil e a Rússia são dois dos mercados de cinema que crescem mais rapidamente hoje. O Brasil logo vai ser o quinto maior mercado cinematográfico mundial, o que é realmente enorme do ponto de vista do sucesso internacional de um filme. Eu estive no país no Carnaval, então, para mim, qualquer desculpa para vir aqui serve. Fazer sucesso com música, por exemplo, sempre foi algo internacional. Eu amo viajar, e trabalhar com entretenimento foi perfeito para mim. Essa é a parte divertida do cinema: fazer filmes é muito menos divertido do que viajar divulgando filmes.


Pergunta – Como você escolhe seus papéis?

Smith – Boa parte disso tem a ver com escolhas da minha vida, onde quero estar, em que cidades trabalhar. No caso de Homens de Preto 3, o conceito era fantástico, a ideia de dar um salto no tempo para salvar meu parceiro que foi morto no passado, acrescentando alienígenas e Josh Brolin como o jovem Tommy Lee Jones. Todos esses elementos foram muito empolgantes e criativos para mim. Fazia uns quatro anos que eu não trabalhava atuando, então queria voltar com algo de muita energia, e a nostalgia era importante para lembrar as pessoas de quem é “Big Willy”.


Pergunta – Você e Josh Brolin parecem divertir-se muito juntos. Foi “amor à primeira vista”?

Smith – Você não pode fingir química. Você vê duas pessoas juntas e vê a aura e a explosão. Isso você tem ou não. O incrível para mim é que, desde o primeiro dia com Josh Brolin, foi quase que a mesma química que rola entre mim e Tommy Lee Jones! Ele compreendeu tanto o clima e o ritmo… Eu posso fazer uma cena com você, com as mesmas falas e tudo, e não funcionar. Com ele, a cena ia além, avançava com a troca entre a gente. Você sabe, é como fazer amor… (risos)


Pergunta – Qual papel você ainda gostaria de interpretar?

Smith – Nelson Mandela, acho que é o único. Acho que estou bem na idade de fazer ele mais novo. A história da África do Sul e do apartheid já foi contada, mas não da forma como tenho em mente. É uma perfeita história humana.


Pergunta – Você acredita na possibilidade de Barack Obama ser reeleito?

Smith – Eu fui um grande apoiador de Barack, como homem e como presidente. De tudo o que ele já fez fora da política, ele quebrou para o mundo a ideia de que seria impossível ter um negro como presidente. Se a gente fizesse um filme com um negro vencendo a eleição norte-americana para presidente seria uma droga! “Ah, não, mais uma porcaria de Hollywood, com o negro ganhando a eleição!”

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