Homícidio

22 mar11:11

Três homens foram presos acusados de homicídio em Mondaí

A Polícia Civil de São Miguel do Oeste com apoio de policiais de Mondaí prenderam nesta quarta-feira, dia 21, três homens acusados do assassinato do vigia Romildo Zang, de 51 anos. O fato aconteceu no dia 24 de fevereiro no centro de Mondaí.

Após investigações Cristiano Cassemiro, de 24 anos foi preso em Águas de Chapecó, Douglas Cardoso Spezia, de 19 anos preso na cidade gaúcha de Passo Fundo e Celso Dorr, de 43 anos, que trabalhava com a vítima foi preso em Riqueza. Segundo o delegado Albert Dieison Silveira, Celso teria oferecido R$ 2 mil para Cristiano e Douglas matar o vigia.

– Em depoimento os executores do crime confessaram ter matado Romildo a mando de Celso Dorr. Os acusados aguardam presos a conclusão do Inquérito Polical – disse o delegado.


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16 mar09:13

Peritos do caso Nardoni devem analisar os laudos sobre a morte do vereador Chiarello em Chapecó

Os peritos que impressionaram o Brasil ao desvendar o assassinato da menina Isabela Nardoni, em SP, vão analisar os laudos do caso do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó.

Diante das dúvidas que ainda pairam sobre a causa da morte (homicídio ou suicídio), o IGP decidiu enviar um médico legista e um perito criminal com todo o material elaborado até agora para a Superintendência da Polícia Técnica e Científica de São Paulo. Embarcam na próxima semana.

Nesta sexta-feira, o Fórum das Entidades entrega em Chapecó documento aos promotores sobre as contradições da investigação.

Informação foi publicada no blog  Visor é editado pelo jornalista Rafael Martini.

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15 mar14:21

Polícia Civil prende homem acusado de homicídio em São Lourenço do Oeste

Agentes da Delegacia de Polícia Civil de São Lourenço do Oeste prenderam em flagrante na madrugada desta quarta-feira, dia 14, Volmir Ferreira Rodrigues, vulgo “Nezão”, 29 anos, acusado de homicídio.

Poucas horas após a equipe de investigação ter tomado conhecimento do homicídio, “Nezão” foi localizado e preso pelos policiais. Ele dormia em sua residência e apresentava sinais de embriaguez. No momento da prisão ainda havia manchas de sangue nos pés e nas mãos do assassino, que acabou confessando o crime aos agentes.

O homicídio teria ocorrido por volta da meia noite, sendo que o corpo da vítima foi localizado cerca de cinco horas depois, em uma praça da cidade. Conforme dados da investigação, o crime teria sido motivado por desentendimentos entre familiares do assassino e da vítima, que atualmente morava na cidade de Xanxerê.

“Nezão” cumpriu os procedimentos policiais na Delegacia da Comarca de São Lourenço do Oeste, onde foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. Ele foi conduzido ao Presídio Regional de Xanxerê.


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09 mar17:15

Junta conclui que Marcelino morreu por enforcamento

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A junta médica do Instituto Geral de Perícias que analisou os laudos e pareceres da morte do vereador Marcelino Chiarello concluiu que ele morreu por enforcamento. O delegado responsável pelo inquérito, Ronaldo Neckel Moretto, recebeu hoje à tarde o parecer.

Mesmo assim ele não vai concluir o inquérito nem por tese de suicídio, nem por homicídio. – Não vamos emitir juízo de valor por não queremos prejudicar o trabalho do Ministério Público – afirmou Moretto. O Ministério Público já instaurou um procedimento para dar sequência nas investigações.

Moretto afirmou que o parecer dos três médicos peritos do IGP coloca que a causa mais provável do enforcamento é suicídio, mas não exclui completamente o homicídio pois há casos na literatura médica de enforcamento por homicídio.

Ele afirmou que o parecer é contrário a muitos aspectos do primeiro laudo emitido pelo médico legista Antonio de Marco. O parecer exclui a possibilidade de estrangulamento e conclui que a mancha no olho do vereador não foi causada por um soco ou batida e sim por decorrência de um processo natural de pressão sanguínea decorrente do enforcamento. Também indica que a batida na cabeça pode ter ocorrido pelo vereador ter se debatido. Na questão da lesão do nariz não há indicativo de fratura, segundo o parecer do IGP.

Quando a um segundo sulco no pescoço do vereador a conclusão é de que ele teria ocorrido no transporte do corpo até o Instituto Médico Legal.

>> Parecer do IGP é encaminhado para delegado.

>> Polícia não tem suspeito do caso Chiarello.

Moretto lembrou ainda que exames de DNA na fita utilizada para enforcamento e nas manchas de sangue são todas compatíveis com o DNA da vítima. Além disso não foi encontrado sinal de luta no quarto da casa onde ele foi encontrado, nem de arrombamento da casa. Imagens de câmeras de vigilância indicam que ele foi sozinho da escola Pedro Maciel, onde deu aula na manhã de sua morte, até em casa. Duas testemunhas afirmam ter visto o vereador entrar sozinho em casa.

Exames toxicológicos não encontraram nenhum indício de droga ou álcool que poderia ter sido utilizado para sedar o vereador. Moretto afirmou que na segunda-feira vai encaminhar o inquérito para o Ministério Público dar sequência ao trabalho.


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06 mar08:33

Polícia não tem suspeito do caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Após 98 dias de investigação a Polícia Civil de Chapecó não encontrou nenhum suspeito da morte do vereador Marcelino Chiarello e, apesar da maioria dos laudos e pareceres do Instituto Geral de Perícias apontarem para um provável suicídio, o delegado Ronaldo Neckel Moretto não fecha a questão.

Moretto disse que restam ainda algumas dúvidas. Ele relatou que o médico Antonio de Marco, que apontou inicialmente a causa da morte como sendo em virtude de asfixia mecânica e traumatismo crânio encefálico, fez depois um laudo pericial indentificando apenas traumatismo craniano como, tendo como causa da morte a asfixia, por estrangulamento e enforcamento.

>> Laudos diferentes sobre caso Chiarello geram desconforto

>> Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Essa é uma das dúvidas que persiste. –Isso para nós é crucial- afirmou. Outra dúvida é se a mancha no olho foi causada por pancada ou resultado do esforço em caso de enforcamento. A terceira dúvida é se a fratura do nariz era antiga ou recente. Ele aguarda um parecer da junta médica formada pelo Instituto Geral de Perícias que iria analisar os laudos. Essa junta deve concluir o trabalho hoje.

Moretto afirmou que falta só isso para encaminhar o inquérito para o Ministério Público, que vai dar sequência na investigação. Cerca de 10 suspeitos foram investigados e o inquérito já tem mais de 800 laudas. Ele afirmou que há certeza absoluta de que Chiarello foi sozinho da escola até sua casa, onde entrou sozinho, segundo duas testemunhas. Lá encontrou o filho que estava sozinho e mandou ele para a casa da avó. O menino disse que ouviu o pai falar sozinho a palavra polícia mas não que tivesse pedido para chamar a polícia.

Moretto disse que não houve nenhuma ameaça comprovada contra o vereador. Citou que ele ligou às 7h10 para seu assessor, que foi na escola buscar um cheque. Ele recebeu três chamadas enquanto estava na escola, mas não atendeu. As operadoras de telefone não registraram nenhuma chamada no momento. Moretto disse que o aparelho foi encaminhado para o IGP no dia 6 de dezembro e o instituto não periciou a tempo, pois o aparelho tinha configuração que apagava as informações após 30 dias. O diretor do IGP, Rodrigo Tasso, foi procurado ontem para falar sobre o laudo da junta médica e disse que iria se pronunciar hoje.



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02 mar10:35

Homem é morto com dois tiros em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Por volta da 21h40 desta quinta-feira a Polícia Militar de Chapecó encontrou o corpo de Claudir Ribeiro Hoffmann, 38 anos, caído sobre um colchão nos fundos da casa onde morava com a esposa e um filho. Ele estava nu e com marcas de dois tiros na cabeça. Havia sinal de um terceiro tiro na parede da casa. A Polícia Civil suspeita que a esposa tenha efetuado os três disparos.

O casal brigava desde 2009 e teriam registrado 16 boletins de ocorrência. – Atendi eles pela última vez em dezembro de 2011, um havia feito boletim contra o outro e três dias depois vieram até a delegacia retirar a queixa – disse o delegado Alex Passos,

Divergências sobre a compra da casa onde os dois moravam pode ter motivado o crime. Segundo o delegado, após os disparos a mulher teria ligado para uma vizinha e pedido para que ela chamasse socorro para atender Claudir. Ela fugiu para o interior de Trindade do Sul, no Rio Grande do Sul, com o filho.

Alex disse que o revólver calibre 32 encontrado no local seria de propriedade da mulher. – Ela havia comentado com algumas pessoas que compraria a arma – disse.

O Instituto Geral de Perícias esteve no local. O pedido de prisão preventiva foi decretado e a Polícia segue as buscas.


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29 fev09:10

Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br

Inexistência de vestígios na casa, móveis arrumados e falta de lesões no corpo que indicassem gesto de defesa são os principais pontos que levam a Polícia Civil a acreditar que não houve assassinato na morte do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó.

Essa conclusão ocorreu a partir de um laudo assinado por quatro peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Chapecó, os quais indicaram que a causa mais provável da morte foi suicídio. Mas esse indício também ficou reforçado a partir de depoimentos e da apuração dos policiais locais no inquérito durante a investigação.

Mas o que causa divergência no caso é a existência de um outro laudo, assinado pelo médico legista Antonio José de Marco, de Chapecó, que indicou ter havido homicídio. Esse é o laudo da necropsia e foi o primeiro a ser entregue à polícia. O médico examinou o corpo do vereador e concluiu que a morte foi por traumatismo craniano. Ele afirma, ainda, que houve ação de terceiros para provocar a morte.


>> Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

>> Delegado responsável pelo caso aguarda publicação da suspensão do sigilo

>> O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011


O que torna ainda mais intrigante o caso é o fato de haver um parecer anexado ao inquérito que sugere que as características das lesões indicam suicídio. O autor do parecer é o gerente técnico do IML em Florianópolis, o médico legista Zulmar Coutinho, que também é professor de medicina legal da Universidade Federal de SC (UFSC) _ o seu entendimento saiu a partir de análise das fotos feitas do corpo.

Já o laudo dos peritos, que estiveram na casa de Chiarello, onde o corpo foi encontrado, revela que não havia nenhum vestígio de arrombamento ou gota de sangue pela casa. Os peritos chegaram a usar luminol, produto que revela os vestígios ocultos a partir de reação química.

O corpo estava pendurado com a alça do notebook numa grade da janela do quarto de visitas. Havia sangue na grade, onde ele teria se debatido antes de morrer por enforcamento, e no chão.

Os policiais têm outras conclusões também que reforçam o suicídio. Uma delas é de que o filho teria dito que o pai estava trancado sozinho no quarto. A polícia pensa também que, se tivesse havido execução, os autores deixariam evidências como da arma do crime e da própria presença pela moradia _ era de manhã e ninguém viu nada de estranho ou pessoas suspeitas pela região.

Consta no inquérito, ainda, que o vereador afirmou a uma pessoa chamada Rita, em reunião do PT no dia 26 de novembro, que o seu destino seria decidido nos próximos dias. Há outras afirmações de Chiarello a políticos dias antes da morte de que ele renunciaria ao mandato. Colegas da escola e do partido disseram ao DC que Chiarello estava pressionado em casa para abandonar a política.


DIÁRIO CATARINENSE



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28 fev10:39

Caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O delegado Ronaldo Neckel Moretto aguarda apenas a comunicação oficial da suspensão do sigilo do inquérito que investiga a morte do vereador Marcelino Chiarello para convocar uma coletiva de imprensa. A decisão do juiz da primeira vara criminal, Jefferson Zanini, foi tomada ainda na semana passada e encaminhada para o Ministério Público. Ontem os promotores da Comarca de Chapecó realizaram uma reunião.


Três meses da morte

O Fórum em Defesa da Vida, por Justiça e Cidadania programou um ato para às 16 horas de hoje em frente à Delegacia Regional de Chapecó.

O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011.

>> Advogado da família de Marcelino Chiarello fala sobre a morte do vereador

>> Três meses depois, continua mistério sobre a morte de Marcelino Chiarello


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27 fev13:38

Três homens são presos acusados de tentativa de homicídio em Chapecó

A tentativa de homicídio foi por volta das 3h da madrugada do domingo, dia 26, na esquina da Rua São João com a Avenida Fernando Machado. Uma das câmeras de vigilância da Polícia Militar flagrou parte da ação dos acusados. Cassiano Fernando Morais, de 26 anos, levou três tiros enquanto caminhava pela calçada.

A câmera, que estava em sistema automático, mudou de lado, e não flagrou o momento dos disparos. Instantes antes foi possível observar, nas imagens, que Cassiano estava acompanhado de uma mulher. A gravação mostrou também os acusados deixando a casa de shows que há no local e fugindo em um veículo.

Após ser baleado, Cassiano caiu na calçada. Ele levou três tiros, um na perna direita, um no braço esquerdo e outro no abdômen. Depois de receber os primeiros socorros ele foi encaminhado para o Hospital Regional de Chapecó. Ele segue internado na UTI.

A Polícia Militar prendeu três acusados pela tentativa de homicídio, Clovis Vieira Nogueira, 30 anos por formação de quadrilha, Itamar dos Santos,18 anos, e Fabiano Nogueira de 24, por tentativa de homicídio. Os três foram encaminhados para a Delegacia de Polícia.


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25 fev19:30

Advogado da família de Marcelino Chiarello fala sobre a morte do vereador

Diogo Vargas |  diogo.vargas@diario.com.br

Dione Chiarello, viúva de Marcelino Chiarello, contratou o advogado Sérgio Quadros, de Chapecó, para acompanhar a investigação. Ela reluta em dar entrevista e designou o defensor para se manifestar sobre qual a visão da família sobre o ocorrido e o trabalho policial nesses três meses.


DC — A sua tese então é de que houve assassinato?

Sérgio Quadros — Todas as evidências provam que o vereador foi assassinado. Porque, primeiro, no seu telefone celular foi confirmado que havia várias ligações, mas a polícia não encontrou nada. No aparelho, nenhuma ligação foi encontrada, nem no relatório da operadora Oi no dias dos fatos.


DC — O senhor acha que foram suprimidas essas informações?

Sérgio — Com certeza. O crime foi praticado por estrategistas e especialistas que ao nosso ver fraudaram o sistema de telecomunicações ingressando com ligações no seu telefone.


DC —Mas essa teoria não é um pouco exagerada? Afinal é incomum problema com operadora.

Sérgio — É incomum, como também é incomum no dia dos fatos o telefone central da Câmara de Vereadores apresentar defeito com a queima de um modem. E o telefone que o Marcelino usava era da Câmara de Vereadores.


DC — O laudo da nercropsia apontou traumatismo craniano. Já o segundo laudo, da localística, aponta para suicídio. Qual sua avaliação disso?

Sérgio — Tive acesso aos dois lados. Deverá aportar até sexta-feira (sexta que passou) um laudo complementar onde o delegado requisitou ao médico quesitos complementares para esclarecer os fatos visto que os dois lados são altamente contraditórios.


DC — Por que essa contradição?

Sérgio —Enforcamento segundo o médico foi posterior ao estrangulamento. E o pescoço da vítima mostra bem isso (aponta para o desenho do laudo que mostra dois sulcos). Segundo, apareceram marcas de sangue (ao lado do rosto) enquanto ele estava pendurado. Agora, a física diz que o sangue não corre para o lado e sim para baixo. Ele foi estrangulado e depois pendurado.


>> Três meses depois, continua mistério sobre a morte de Marcelino Chiarello


DC —E a camisa para dentro, toda arrumada direitinha, não é estranho se ele tivesse sido morto por alguém?

Sérgio — É estranho, como também é estranho ter marca de sangue atrás da camisa, que comprova que alguém com a mão suja de sangue tocou. E aí a grande falha do IGP, do segundo laudo, é que não levou isso em consideração, não tirou impressões digitais, não coletou cabelos, e não isolou a área onde deveria ter isolado. Como foi no caso dos Nardoni (em SP), por exemplo, que foi toda isolada. Aqui não, todo mundo podia entrar. Houve a perca das provas no início. E esse comprometimento ao meu ver foi a mando de setores políticos.


DC — E qual a motivação da morte?

Sérgio — Foi um crime político por causa das denúncias que ele havia fazendo contra os poderosos da cidade.


DC — Há quem diga que está havendo exploração política da morte.

Sérgio — O partido só quer a verdade. Quem está explorando é a oposição que não traz a verdade. E é incrível que Chapecó está parecendo uma cidade lá do interior da Paraíba onde o coronelismo manda e desmanda inclusive nos delegados e autoridades policiais.


DC — O que a defesa fará?

Sérgio — Vamos aguardar o lado complementar e com a ajuda do Ministério Público vamos esperar a continuidade pela SSP/SC para elucidar os fatos ou então a possibilidade de federalizar para que a Polícia Federal dê prosseguimento.


DC — O senhor não acredita em arquivamento nesse momento?

Sérgio — Não. O caso não será arquivado nesse momento porque os delegados daqui da DIC são altamente competentes e não vão se render.


DC —Por que o silêncio da viúva até agora com a imprensa?

Sérgio —É devido que ela está muito abalada, inclusive pela proteção de seu próprio filho.


DC — Família sofreu ameaças?

Sérgio — Sofreu ameaças. Eles receberam através de telefonemas e palavras que possam não ser ameaça mas que possam ser entendidas como ameaça no momento.


DC — Qual a sua avaliação sobre o trabalho da polícia no caso?

Sérgio — Eu acredito que a polícia tem boa vontade. Porém, está tendo dificuldade com o IGP de Florianópolis, porque até agora não aportou ao inquérito o laudo do aparelho telefônico, sobre que forma foram apagadas essas ligações do telefone. O aparelho está apreendido.


DC — A família lhe relatou os últimos momentos do Chiarello, o que ele falava?

Sérgio — Sim. Na sexta-feira antes da morte me encontrei com ele e tratamos das denúncias que seriam tocadas na semana seguinte. Ele tinha me solicitado sobre estava a questão da liminar que havia afastado o vereador Pelicioli.


DC — E a vida pessoal, há comentário que ele tinha dívidas.

Sérgio — Tinha em torno de R$ 40 mil em bancos. Mas uma dívida normal porque ele como vereador e a esposa como professora tinham condição de pagar.


DC — Pode haver motivação por algo pessoal?

Sérgio — Não, porque a literatura criminalística diz que em vinganças pessoais não se pendura, se mata.


DC — O senhor disse a jornais locais que o suposto crime teve técnicas militares?

Sérgio —Sim, eu afirmei que o crime foi praticado com táticas militares. Entraram sem ser vistos na casa, ingressaram no sistema de telecomunicações sem ficar registrado. Eu não acreditava que em Chapecó se matava um vereador por questão política. Era um vereador combativo, de luta.


DIÁRIO CATARINENSE



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