IGP

29 fev09:10

Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br

Inexistência de vestígios na casa, móveis arrumados e falta de lesões no corpo que indicassem gesto de defesa são os principais pontos que levam a Polícia Civil a acreditar que não houve assassinato na morte do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó.

Essa conclusão ocorreu a partir de um laudo assinado por quatro peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Chapecó, os quais indicaram que a causa mais provável da morte foi suicídio. Mas esse indício também ficou reforçado a partir de depoimentos e da apuração dos policiais locais no inquérito durante a investigação.

Mas o que causa divergência no caso é a existência de um outro laudo, assinado pelo médico legista Antonio José de Marco, de Chapecó, que indicou ter havido homicídio. Esse é o laudo da necropsia e foi o primeiro a ser entregue à polícia. O médico examinou o corpo do vereador e concluiu que a morte foi por traumatismo craniano. Ele afirma, ainda, que houve ação de terceiros para provocar a morte.


>> Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

>> Delegado responsável pelo caso aguarda publicação da suspensão do sigilo

>> O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011


O que torna ainda mais intrigante o caso é o fato de haver um parecer anexado ao inquérito que sugere que as características das lesões indicam suicídio. O autor do parecer é o gerente técnico do IML em Florianópolis, o médico legista Zulmar Coutinho, que também é professor de medicina legal da Universidade Federal de SC (UFSC) _ o seu entendimento saiu a partir de análise das fotos feitas do corpo.

Já o laudo dos peritos, que estiveram na casa de Chiarello, onde o corpo foi encontrado, revela que não havia nenhum vestígio de arrombamento ou gota de sangue pela casa. Os peritos chegaram a usar luminol, produto que revela os vestígios ocultos a partir de reação química.

O corpo estava pendurado com a alça do notebook numa grade da janela do quarto de visitas. Havia sangue na grade, onde ele teria se debatido antes de morrer por enforcamento, e no chão.

Os policiais têm outras conclusões também que reforçam o suicídio. Uma delas é de que o filho teria dito que o pai estava trancado sozinho no quarto. A polícia pensa também que, se tivesse havido execução, os autores deixariam evidências como da arma do crime e da própria presença pela moradia _ era de manhã e ninguém viu nada de estranho ou pessoas suspeitas pela região.

Consta no inquérito, ainda, que o vereador afirmou a uma pessoa chamada Rita, em reunião do PT no dia 26 de novembro, que o seu destino seria decidido nos próximos dias. Há outras afirmações de Chiarello a políticos dias antes da morte de que ele renunciaria ao mandato. Colegas da escola e do partido disseram ao DC que Chiarello estava pressionado em casa para abandonar a política.


DIÁRIO CATARINENSE



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21 fev18:42

Dois fetos humanos são encontrados em menos de 24 horas em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Em menos de 24 horas a Polícia Militar de Chapecó encontrou dois fetos humanos no final da Rua Barão do Rio Branco, no Bairro Saic. Ambos estavam dentro de sacolas plásticas. O primeiro foi encontrado no final da tarde da segunda-feira e o segundo no final da tarde desta terça-feira. A Polícia foi avisada por denúncia anônima.

Próximo às sacolas foram encontrados cacos de vidro. Segundo o delegado da Polícia Civil, Leandro Carlos Consolo, no local havia também cheiro de formol. Isso indica a hipótese de que os fetos pertenciam a algum laboratório na cidade. A outra hipótese seria de aborto.

– Vamos esperar as análises e o laudo pericial do IGP e IML para seguir as investigações do caso– disse Leandro.


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21 fev11:06

Feto humano é encontrado pela Polícia Militar em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A Polícia Militar de Chapecó recebeu denúncia de que havia um feto humano no final da Rua Barão do Rio Branco, no Bairro Saic, por volta das 18h10, desta segunda-feira. Ao chegar no local os policiais encontraram o feto e chamaram o Instituto Geral de Perícias.

O corpo estava dentro de uma sacola plástica e próximo a ele foram encontrados cacos de vidro. Segundo o delegado da Polícia Civil, Leandro Carlos Consolo, existia também cheiro de formol.

A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses, a de aborto e a de que o feto poderia pertencer a um laboratório da cidade.

– Vamos esperar as análises e o laudo pericial do IGP e IML para seguir as investigações do caso– disse Leandro.


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15 fev07:15

Caso Chiarello: laudos tem conclusões diferentes

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Civil de Chapecó pediu nova prorrogação para conclusão do inquérito da morte do vereador Marcelino Chiarello. A Polícia Civil ainda aguarda informações complementares pois os laudos até o momento foram inconclusivos. O laudo do médico legista de Chapecó, Antônio de Marco, apontou como causa da morte traumatismo crânio-encefálico. Já outro laudo elaborado por peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis, indica suicídio.

De acordo com o advogado da família do vereador, Sérgio Martins de Quadros, o segundo laudo aponta nesse sentido pois não foram encontradas evidências de luta corporal e outros elementos que indicassem o homicídio. A tese é que o vereador teria se apoiado na cama para se enforcar.

-Esse laudo foi arranjado- acusou, atribuindo a influência de interesses políticos. –Da forma que está o inquérito será arquivado- avaliou.

Martins de Quadros disse que o primeiro laudo tem evidências de descartam o suicídio, como o sangue que escorreu na horizontal.

- Ele teria que ter se enforcado no chão e depois se pendurado- argumentou.

Ele acredita que o vereador foi morto, amarrado no chão e depois pendurado, pois havia dois sulcos no pescoço do vereador, a fita era menor que a circunferência do pescoço e o nó era firme.

– O nó foi feito por profissionais e o crime tem técnicas militares- avaliou o advogado.

Ele cogita que especialistas atuaram na morte de Chiarello. Ele afirmou que o vereador não tinha motivo para cometer suicídio e, na sexta-feira anterior ao crime, ocorrido numa segunda-feira, tinha conversado com Chiarello sobre novas denúncias de uso da máquina pública em favor pessoal, suspeita de fraude nas planilhas de transporte coletivo e o encaminhamento de um pedido de impeachmeant contra o vereador Dalmir Pelicioli (PSD), alvo de denúncias de improbidade administrativa que resultaram no seu afastamento do cargo de superintende da Prefeitura no bairro Efapi.

O presidente estadual do PT, José Fritsch, também contesta a tese de suicídio.

–O que vale é o primeiro laudo o resto é manipulação- declarou. Fritsch disse que há indícios de homicídio como lesão na cabeça e no nariz e sangue nas costas do vereador.

Fritsch reclamou do segredo de justiça no inquérito. –É uma vergonha, não pode ter segredo de justiça num caso deses- afirmou. O PT deve pedir que um promotor de justiça acompanhe o caso.


>> Ausência de ligações no celular  será argumento para federalização


Diretor do IML diz que laudo é técnico e IGP é isento de política

O Diretor do Instituto Geral de Perícias José Maurício da Costa Ortiga rebateu que o advogado da família de Chiarello está sendo pago para contestar as informações. –Ele diz o que quer mas a verdade é uma só- declarou. Ele destacou que a elaboração do laudo leva em conta os fatos, pois foram realizados exames de DNA, e todo o trabalho foi técnico. –O IGP é isento de política- afirmou. Ele não vê problema que o primeiro laudo apontou indícios de homicídio e a avaliação de outros peritos tenha sido por suicídio.

- Já pensou se todo mundo torcesse pro Flamengo- comparou.

O diretor do IML só aguarda a liberação do segredo de justiça para fornecer as informações. O delegado que preside o inquérito, Ronaldo Neckel Moretto, já solicitou a quebra do sigilo para a justiça.

Ortiga não disse abertamente que o laudo aponta para suicídio mas chegou a declarar “que todo mundo já sabe” e que o delegado Geral Aldo Pinheiro D’Ávila já teria dado declarações nesse sentido.

Ávila negou que tenha confirmado que o laudo do IGP tenha concluído pelo suicídio.

– Não disse que foi homicídio nem suicídio pois não vi esse segundo laudo- afirmou.

O delegado geral afirmou que isso será apontado pelos delegados responsáveis pelo caso. –Os laudos mais a investigação é que vão definir- explicou. Ele também rebateu as críticas do PT e do advogado da família afirmando que o inquérito policial é neutro.


Linha do tempo

25 de novembro: Marcelino liga para o suplente Euclides Silva dizendo que vai renunciar ao mandato.


26 de novembro: Marcelino vai na casa do deputado federal Pedro Uczai, diz que vai renunciar e afirma que está sendo ameaçado.


27 de novembro: Marcelino passa o final da tarde e o início da noite na área da casa, com a mulher e o filho.


28 de novembro: Vereador dá apenas três aulas na escola Pedro Maciel, vai para casa e é encontrado morto no final da manhã. Tese inicial é de suicídio mas polícia afirma que é homicídio.


29 de novembro: Vereador é enterrado no cemitério Jardim do Éden, centenas de pessoas prestam homenagem.


30 de novembro: advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh vai a Chapecó para acompanhar o caso. Vereador Dalmir Pelicioli (PSD), afastado da superintendência da Efapi por denúncias que teriam Chiarello como um dos autores, dá coletiva dizendo que não tem nada a ver com o crime. Alunos da Escola Pedro Maciel colam cartazes em homenagem ao professor.


1 de dezembro: Greenhalgh tem encontro com autoridades de Segurança Pública em Florianópolis. Polícia diz que crime está ligado á vida pública do vereador.


2 de dezembro: Perícia complementar é realizada na casa do vereador


3 de dezembro: Diretório do PT dá coletiva onde anuncia ação contra o Estado por vazamento de fotos do vereador. PM apreende computadores que teriam vazado as fotos.


5 de dezembro: Ato público por Justiça e Cidadania reúne entre duas e três mil pessoas.


6 de dezembro: MP anuncia que já tem roteiro do vereador entre a escola e sua casa.


19 de dezembro: Entidades fazem vigília em frente à Delegacia Regional de Polícia pedindo agilidade no caso.


28 de dezembro: Celebração em frente à Catedral Santo Antônio lembra um mês da morte do vereador.


3 a 13 de janeiro: Vigília no Salão Paroquial da Comunidade Santo Antônio, com celebrações todas as noites.


9 de janeiro: Polícia Civil pede prorrogação para conclusão do inquérito.


19 de janeiro: Delegado Ronaldo Neckel Moretto afirma que não pode passar informações pois o inquérito está sob segredo de justiça.


20 de janeiro: Lideranças do PT e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh realizam audiência com o secretário de Segurança Pública e Defesa do Cidadão César Grubba pedindo empenho no caso e conclusão dos laudos.


27 de janeiro: Diário Catarinense tem acesso ao laudo do médico legista Antonio De Marco onde as causas da morte são apontadas como traumatismo crânio-encefálico e asfixia mecânica. Delegado de Chapecó, José Augusto Brandão, informa que polícia vai pedir nova avaliação do exame cadavérico pois considera o laudo inconclusivo.


3 de fevereiro: Caminhada na Avenida Getúlio Vargas e ato ecumênico na Praça Coronel Bertaso pede esclarecimento do caso Chiarello.


9 de fevereiro: Polícia Civil solicita nova prorrogação do inquérito.


10 de fevereiro: Deputados Pedro Uczai , Luciane Carminatti e Dirceu Dresch realizam audiência com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, para solicitar a federalização das investigações do caso Chiarello.



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09 fev10:41

Filas para fazer identidade em Chapecó

Uma equipe do Sindicato dos Bancários de Chapecó foi até o local e encaminhou um email para o clicRBS Chapecó:

Quem deseja fazer identidade em Chapecó precisa ter muito tempo e paciência. As pessoas chegam a esperar quatro horas na fila, sob o sol ou a chuva, para só então entrar no estabelecimento e obter o atendimento. Ainda, quem não chegar cedo corre o risco de ficar sem uma senha.

Na segunda-feira, dia 6, a equipe do Sindicato chegou ao prédio, onde também funciona o IGP (Instituto Geral de Perícias), por volta das 12h50, e já havia uma fila de aproximadamente 60 pessoas, que estava na praça em frente ao prédio, numa tentativa de amenizar o calor e fugir do sol.

O atendimento é das 13h às 17h, mas a nutricionista Gabriela Baggio Luz chegou às 9h15. Conseguiu o primeiro lugar na fila. Ela trabalha no período da tarde e, mesmo chegando tão cedo, teve que contratar outra pessoa para fazer seu trabalho enquanto ela fazia a identidade.

Uma senhora de muletas e com a filha, Noemi Terezinha Negrão, chegou na fila por volta das 9h20 e teve que esperar até depois das 13h em pé. Ela contou que estava cansada e exausta de tanto calor, e lembrou que teria que voltar outra vez para retirar a carteira de identidade e enfrentar tudo de novo.

Eli da Silva, de 50 anos, é acupunturista e tem folga na segunda-feira – dia que aproveitou para fazer seu RG. Eli também reclamou do calor intenso e da falta de um lugar apropriado para esperar o atendimento, e que o atendimento deveria ser nos dois períodos do dia.

Já Alécio Pedro Tonkelski de 59 anos, sofre de hipertensão. Ele reclamou do péssimo atendimento e das condições de espera sob o forte calor. Loir Alves do Santos de 63 anos, aposentado também reclamou da falta de organização do local e do atendimento ser em turno único.

São distribuídas 90 senhas diárias para se fazer o RG. Quem chegar ao local depois dessas senhas terem terminados, tem com única solução voltar outro dia.

Pela demanda e necessidade das pessoas, o Sindicato dos Bancários entende que o atendimento deveria ser nos dois turnos, com o número de funcionários adequado à demanda, garantindo respeito ao aposentado, deficiente físico, gestantes e mães com crianças de colo.


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01 nov17:26

Homem é morto a pedradas em Chapecó

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Chapecó, o homicídio foi às 16h31min, desta terça-feira, na Rua Uruguai no Bairro São Pedro.

No local os Bombeiros encontraram o corpo de José Lorenço Amaral dos Santos, 22 anos sem vida. A vítima foi agredida com pedradas. Ele teve traumatismo craniano e escoriações no tórax.

Após atendimento o corpo ficou aos cuidados da Polícia Militar de Chapecó e do Instituto Geral de Perícia.

O caso será investigado pela Polícia Civil.


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