Interior

22 dez12:18

Falta de chuva preocupa em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A falta de chuva começa a preocupar e a prejudicar o abastecimento de água em Chapecó. Desde o dia 21 de novembro não é registrada uma chuva significativa na cidade.

Segundo o observador metereológico da Epagri Francisco Schervinski a única chuva representativa no mês de dezembro, até agora foi no dia 09, quando foram registrados 19 mm de chuva. – Tivemos também outros dois dias com pancadas isoladas na cidade que totalizam 22 mm de chuva no mês. Bem diferente da média histórica que é de 170 mm e da registrada em dezembro de 2010, que foi de 392 mm. Esse verão não será tão chuvoso como o do ano passado – salientou o observador.

A umidade baixa do ar também tem preocupado. Na tarde da quarta-feira, 21, a umidade chegou a 21%. Na manhã desta quinta-feira estava em 45%, o ideal seria de 60%. Uma das conseqüências disso pode ser o aumento no atendimento de crianças e adultos com problemas respiratórios. Segundo informações do Hospital Materno Infantil os atendimentos ainda não tiveram alterações.

Ainda segundo o observador metereológico a previsão para os próximos dias é de pancadas isoladas.


Sistema de rodízio nos bairros

A Casan iniciou um sistema de rodízio para garantir o abastecimento de água nos bairros de Chapecó. Uma reunião nesta sexta-feira vai esclarecer sobre as obras que estão sendo realizadas para resolver o problema.


Caminhão pipa no interior

O interior de Chapecó está recebendo água de caminhões pipa. Segundo o secretário de agricultura Ricardo Lunardi, cinco comunidades estão sendo atendidas com água. O secretário disse ainda que desde 2005 já foram construídos 200 poços artesianos no interior.


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07 out11:53

30 toneladas de lixo recolhidos

A Secretaria Municipal da Agricultura encerrou a terceira etapa de recolhimento de lixo reciclável no interior do município, coletando mais de 30 toneladas de lixo reciclável. O roteiro acontece quatro vezes por ano e contempla todas as comunidades de Seara. Somente neste ano já foram mais de 850m³ de lixo recolhidos. A atividade faz parte do Programa Gestão Ambiental.

O Diretor da Secretaria José Reinaldo Ost, explica a importância do programa que já acontece há oito anos e contribui muito para o meio ambiente.

- Esses materiais, se não fossem recolhidos ficariam poluindo o solo, águas e até o ar, pois possivelmente seriam queimados ou jogados nos rios, ou mesmo parados nas propriedades. Com a parceria da empresa Ronetran, o lixo reciclável tem destino correto – disse.

O agricultor Gilson Bordignon, comenta que o trabalho realizado pela Prefeitura mudou a rotina dos agricultores.

- Nós sabemos que a cada três meses o caminhão da Prefeitura passa recolhendo o lixo, se não fosse assim, nós não recolheríamos o lixo, iria ficar jogado, poluindo a natureza – disse Bordignon.

Ao todo, são mais de 100 pontos de coleta em Seara, tornando a contribuição, um hábito.


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08 set19:29

Jovem é morta em assalto

RBSTV CHAPECÓ


Um assalto terminou em morte na tarde desta quinta, em Chapecó. Quatro homens encapuzados invadiram a casa da família Munarini, que moram na Linha Marcon, no interior de Chapecó.


Por volta das 16h30 eles entraram no porão da residência e com uma faca renderam o proprietário e pediram o dinheiro. Ele foi até o andar superior onde estava a mulher e dois filhos. Ele pegou certa quantia em dinheiro e entregou aos assaltantes.


Nisso a filha do proprietário, Ana Léia Munarini, 20 anos, pegou uma espingarda calibre 28, que era da família e fez um disparo em direção aos assaltantes. Eles revidaram e balearam Ana Léia.


Parentes levaram a jovem para o hospital mas ela já chegou no local sem vida. Os assaltantes fugiram em direção a um matagal. As Polícias Militar e Civil continuavam fazendo as buscas no início da noite.


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06 set18:11

Oeste lidera êxodo

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


Dos 10 municípios com maior êxodo entre 2010 e 2011, oito deles são do Oeste. De acordo com o professor da Universidade Federal da Fronteira Sul, doutor em História e pesquisador em migração de sulistas, Claiton Márcio da Silva, isso se deve a uma série de fatores ocorridos após a Segunda Guerra Mundial.


Entre elas estão o esgotamento de produção das propriedades, crise da agricultura familiar, o pensamento de que na cidade é melhor, a falta de políticas e de lazer no campo e a globalização, que ampliou o horizonte dos moradores do interior.


-Tem gente que vai para a cidade ganhar R$ 500 mas fica feliz em poder ir no Mc Donalds- afirmou o professor.


Para o prefeito de Marema, José Antônio Marchetti, um dos principais fatores da evasão é a saída de jovens para estudar. –É preocupante pois só estão ficando os velhos na roça- avaliou.

A agricultora Neiva Negri.

A agricultora Neiva Negri contou que, somente na comunidade de Despraiado, interior de Marema, quatro jovens saíram para estudar fora em 2011. Entre elas está sua filha, Soriane, que foi cursar Farmácia, em Chapecó. Como a filha mais velha casou e também saiu de casa, embora continue em Marema, Neiva ficou sozinha com o marido, Armando Negri.


–Começamos em dois e agora estamos de novo em dois- suspira.


Ela disse que está se acostumando com a situação e considera que a situação era inevitável. –No interior é muito difícil- afirmou.


“Ficamos só nós e as vacas”


O casal Dirceu e Sonia Provensi também ficou sozinho. Há cinco anos a filha mais velha, Suzane, foi cursar Nutrição em Chapecó. Hoje ela trabalha em Lajeado Grande. No início do ano o outro filho, Everton Diego, foi cursar Odontologia, em Chapecó.


Ficamos só nós e as vacas- lamentou Dirceu.

–Ficamos só nós e as vacas- lamentou Dirceu.


Os pais queriam que o filho cursasse Agronomia, para que voltasse para casa depois de formado. Agora os pais sabem que dificimente um dos dois voltará.


Ivânia Bussolaro é outra que viu a filha Fernanda Haefliger ir para Chapecó, no início do ano, para cursar Gastronomia. Ela até pensa em abrir um restaurante para que a filha volte após formada. Caso contrário, será mais alguém que deixou Marema e não voltará mais.



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