Investigação

25 ago19:57

O equivalente a 500 pedras de crack foram apreendidas em Chapecó

Mauricio Martins dos Santos, 25 anos e Nilson Felipe Costa, 19 foram presos pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Chapecó por tráfico e associação ao tráfico de drogas. Os dois vão ser encaminhados para Presídio Regional de Chapecó.

Segundo o delegado Ronaldo Moretto, foi apreendidos com os homens cerca de 1oo gramas de crack, que se fracionadas renderiam cerca de 500 pedras, além de uma balança de precisão.

Do início do ano até agora mais de 20 traficantes foram presos em operações da DIC.

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20 jan07:05

PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Lideranças do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh terão uma audiência hoje, às 14 horas, como o secretário de Segurança Pública e Defesa do Cidadão, Cesar Grubba, para tratar da investigação da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro do ano passado.

–A Secretaria de Segurança Pública não colocou a investigação da morte do vereador como prioridade – disse o deputado federal, Pedro Uczai, que vai participar do encontro.–Vamos cobrar qual é a posição do Secretário- explicou.Ele disse que está preocupado com a demora na conclusão do laudo do Instituto Geral de Perícias e com a falta de informações sobre o avanço nas investigações.

– Já passaram 50 dias e muito pouco se sabe- argumentou. Até o momento ninguém foi preso e a Polícia Civil não repassou informações sobre possíveis suspeitos.

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Uczai considera que o caso deveria receber mais apoio, pois apenas dois delegados ficaram no caso, sendo que um deles, Augusto Mello Brandão, acumulou a delegacia regional nas férias da titular Tatiana Klein Samuel. O outro delegado, Ronaldo Neckel Moretto, responsável pelo inquérito, também acumulou a responsabilidade de investigação de outros crimes. –Por que a DEIC não foi ajudar- questionou Uczai.

O presidente estadual do PT, José Fritsch, considera estranha essa demora e até já ouviu circular boatos de que a tese de suicídio voltaria à tona, mesmo após ter sido descartada pelos delegados que presenciaram a cena do crime.

– Será que estão querendo construir a tese de suicídio- provocou Fritsch. Ele afirmou estar muito preocupado. –Não existe crime perfeito- conclui Fritsch.

A vereadora Angela Vitória, colega de Chiarello na Câmara de Vereadores de Chapecó, sente-se desconfortável com a situação. –É muito angustiante- explicou. Ela teme que a demora atrapalhe o esclarecimento do caso. –Os indícios vão desparecendo- argumenta. A vereadora citou que, se for necessária a exumação do corpo do vereador, que ela seja feita logo para não deixar dúvidas.

O criminalista Luiz Eduardo Greehnhalgh, que atuou em vários casos nacionais como na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, vem para Santa Catarina para discutir a possibilidade de federalizar o caso. Até um abaixo assinado com esse pedido está circulando em Chapecó.

-A sociedade quer uma solução e se a Polícia Federal ajudar será bem-vinda- argumentou Uczai.


Familiares não querem falar sobre o caso

A casa do vereador Marcelino Chiarello, onde ele foi encontrado morto, permanece fechada desde o dia 28 de novembro. A mulher e o filho dele estão com familiares. E não conversaram com a imprensa. Os irmãos do vereador não quiseram falar. Segundo a sogra de Chiarello, Deolinda Guarnieri, a família não está preparada para falar.

– Nós estamos ainda tomando remédio e nem dormimos direito- explicou. Eles estão recebendo acompanhamento psicológico.

Além disso há um receio dos familiares pois não sabem quem matou o vereador. –Ele mexia com muita gente pois não tolerava corrupção- disse a sogra. A família recebeu escolta policial nas primeira três semanas após a morte. Atualmente a Polícia Militar continua fazendo rondas próximo da casa onde estão morando e a família também toma cuidado e informa quando vai sair de casa.

A esposa de Chiarello pediu licença de saúde da escola onde dava aula. Dione Chiarello sempre foi reservada e não gostava muito de aparecer nos eventos públicos. Seu único comunicado foi uma carta que escreveu num panfleto divulgado nos 30 dias da morte do vereador. Lá ela comentava sobre a dor de passar o Natal sem o marido e pai de seu filho e cobrava uma solução para o crime.


MP também demonstra preocupação

A falta de uma solução para o caso da morte do vereador Marcelino Chiarello também está preocupando o Ministério Público. O promotor Fabiano Baldissarelli disse que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) auxiliou na coleta das imagens das câmaras de segurança particulares no trajeto da escola onde o vereador dava aula até sua casa e indicou algumas testemunhas. Mas depois não foi mais solicitado o apoio.

– Nós ajudamos no começo, mas depois eles assumiram e não quiseram compartilhar as informações- disse Baldissarelli.

O promotor disse que a Polícia Civil assumiu o caso sozinha mas até agora não solucionou o caso. –O tempo está passando e a polícia tem que dar uma resposta para a promotoria e para a sociedade- avaliou o promotor.

Baldissarelli entende que o caso da morte do vereador, apesar de ser um crime complexo, não seria um caso para federalização, pois não envolve interesses da União ou interestaduais. –A Polícia Civil não existe só pra resolver furto, senão existem outros 200 casos em Santa Catarina que teriam que ser federalizados- argumentou o promotor.

Mas, se for necessário para esclarecer o caso, até considera válido. Ele informou que o inquérito parcial foi repassado para o promotor Moacir Dalmagro, que será o responsável pela acusação.


Como funciona a federalização

A partir da emenda Constitucional 45, de 30 de dezembro de 2004, foi permitida a transferência da investigação para a Justiça Federal. O pedido deve ser encaminhado ao Procurador Geral da República que faz a solicitação para o Superior Tribunal de Justiça, que repassa a competência do caso para a Justiça Federal. O primeiro caso de pedido de federalização foi no caso do assassinato da freira Dorothy Stang, ocorrida em fevereiro de 2005, na cidade de Anapu, no Pará. Veja o que diz a emenda:

“Artigo 109, parágrafo 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.”




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