Investigações

15 ago17:01

Seis mulheres foram vítimas de tentativa de homicídio em Chapecó

[Atualizado 19h20]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Seguem internadas no Hospital Regional do Oeste em Chapecó, quatro, das seis vítimas da tentativa de homicídio da madrugada da quarta-feira, dia 15, na Linha Água Amarela, interior de Chapecó. O veículo onde elas estavam foi atingido por mais de 40 disparos de pistola calibre 380. Até o final desta quarta-feira nenhum suspeito pelo crime havia sido preso.

De acordo com a delegada da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, Isabel Fauth, o caso está ainda com algumas informações desencontradas.

- Existem contradições nos relatos das vítimas – disse a delegada que ouviu o depoimento de duas mulheres e conversou com as demais no hospital.

Isabel disse ainda que as vítimas relataram não conhecer os suspeitos pelo crime. As investigações seguem com o apoio da Divisão de Investigação Criminal e do delegado Fabio Baja.

Cinco vítimas, sendo três adolescentes, uma de 12, uma de 14 e outra de 17 anos, e duas de 27 anos foram encaminhadas pelo Corpo de Bombeiros de Chapecó para o Hospital. Quatro passaram por cirurgia e seguem internadas em recuperação. A adolescente de 17 anos foi atendida e liberada ainda pela manhã.

Uma sexta vítima conseguiu fugir e se escondeu no mato.


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29 fev09:10

Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br

Inexistência de vestígios na casa, móveis arrumados e falta de lesões no corpo que indicassem gesto de defesa são os principais pontos que levam a Polícia Civil a acreditar que não houve assassinato na morte do vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó.

Essa conclusão ocorreu a partir de um laudo assinado por quatro peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Chapecó, os quais indicaram que a causa mais provável da morte foi suicídio. Mas esse indício também ficou reforçado a partir de depoimentos e da apuração dos policiais locais no inquérito durante a investigação.

Mas o que causa divergência no caso é a existência de um outro laudo, assinado pelo médico legista Antonio José de Marco, de Chapecó, que indicou ter havido homicídio. Esse é o laudo da necropsia e foi o primeiro a ser entregue à polícia. O médico examinou o corpo do vereador e concluiu que a morte foi por traumatismo craniano. Ele afirma, ainda, que houve ação de terceiros para provocar a morte.


>> Polícia tem mais 15 dias de prazo e é alvo de protesto

>> Delegado responsável pelo caso aguarda publicação da suspensão do sigilo

>> O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto em sua residência no dia 28 de novembro de 2011


O que torna ainda mais intrigante o caso é o fato de haver um parecer anexado ao inquérito que sugere que as características das lesões indicam suicídio. O autor do parecer é o gerente técnico do IML em Florianópolis, o médico legista Zulmar Coutinho, que também é professor de medicina legal da Universidade Federal de SC (UFSC) _ o seu entendimento saiu a partir de análise das fotos feitas do corpo.

Já o laudo dos peritos, que estiveram na casa de Chiarello, onde o corpo foi encontrado, revela que não havia nenhum vestígio de arrombamento ou gota de sangue pela casa. Os peritos chegaram a usar luminol, produto que revela os vestígios ocultos a partir de reação química.

O corpo estava pendurado com a alça do notebook numa grade da janela do quarto de visitas. Havia sangue na grade, onde ele teria se debatido antes de morrer por enforcamento, e no chão.

Os policiais têm outras conclusões também que reforçam o suicídio. Uma delas é de que o filho teria dito que o pai estava trancado sozinho no quarto. A polícia pensa também que, se tivesse havido execução, os autores deixariam evidências como da arma do crime e da própria presença pela moradia _ era de manhã e ninguém viu nada de estranho ou pessoas suspeitas pela região.

Consta no inquérito, ainda, que o vereador afirmou a uma pessoa chamada Rita, em reunião do PT no dia 26 de novembro, que o seu destino seria decidido nos próximos dias. Há outras afirmações de Chiarello a políticos dias antes da morte de que ele renunciaria ao mandato. Colegas da escola e do partido disseram ao DC que Chiarello estava pressionado em casa para abandonar a política.


DIÁRIO CATARINENSE



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09 nov15:30

Processo da Operação Rastro terá desdobramentos na Justiça de Chapecó

Roelton Maciel | roelton.maciel@an.com.br

O processo criminal movido contra o grupo detido na Operação Rastro, no último dia 30 de outubro, será concentrado na Justiça de Chapecó. Isto porque, apesar de três suspeitos terem sido presos no limite entre Balneário Piçarras e Barra Velha, e outros dois em São Bento do Sul, a investigação que levou a apreensão de seis bananas de dinamite com eles começou em Chapecó.

A decisão de deixar o caso com a cidade do Oeste catarinense partiu do juiz da 3ª Vara de São Bento do Sul, Edson Luiz de Oliveira. Numa declinação de competência assinada nesta quarta-feira, o juiz destacou que os investigados já estavam sendo monitorados pela Polícia Civil antes de a operação vir à tona, inclusive com interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça de Chapecó.

Os cinco suspeitos continuam detidos no Presídio Regional de Mafra. Na última terça-feira, a Justiça converteu a prisão em flagrante deles em prisão preventiva, que não tem prazo para ser anulada. Com a mudança do processo para Chapecó, os cinco presos devem ser transferidos para aquela cidade nos próximos dias.

O grupo é suspeito de ter participação em pelo menos 13 ataques a caixas eletrônicos do Estado com uso de explosivos desde o começo do ano.

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