IPCA

06 jul09:51

Com variação de 0,08% em junho, inflação oficial tem menor taxa mensal desde agosto de 2010

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país, diminuiu para 0,08% em junho. O resultado ficou abaixo do observado um mês antes, quando a taxa ficou em 0,36%. Em junho de 2011, o IPCA registrou variação de 0,15%.

O resultado de junho deste ano, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o menor desde agosto de 2010 (0,04%). Com isso, o IPCA fechou o primeiro semestre do ano com alta acumulada de 2,32%, inferior aos 3,87% relativos ao primeiro semestre de 2011.

Considerando os últimos 12 meses encerrados em junho, o índice acumulou elevação de 4,92%, o mais baixo resultado desde setembro de 2010 (4,7%) e inferior ao relativo aos 12 meses imediatamente anteriores (4,99%).

AGÊNCIA BRASIL



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22 mai10:49

Puxado pelos serviços bancários, IPCA-15 tem alta de 0,51% em maio

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,51% em maio, após subir 0,43% em abril. O resultado, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,45% e 0,63%, com mediana de 0,56%. Com o resultado anunciado nesta segunda-feira, o IPCA-15 tem taxa acumulada de 2,39% no ano e de 5,05% em 12 meses, até maio.

Tarifas de bancos tiveram alta de 1,66%, um dos destaques no índice de 0,51%. No IPCA fechado de abril, os serviços bancários já tinham subido 1,42%, contribuindo para a alta de 2,23% no grupo Despesas Pessoais no período. Em maio, o grupo Despesas Pessoais teve alta de 1,32%, a maior dentre o grupo que compõem o índice.

Além dos serviços bancários, do cigarro, dos remédios e do feijão carioca, destacaram-se também na inflação medida em maio pelo IPCA-15 os artigos de vestuário (0,97%), seguro de veículos (1,66%), telefonia celular (1,58%), mão de obra para pequenos reparos (1,51%), táxi (1,29%), taxa de água e esgoto (1,16%), gás de botijão (1,01%) e artigos de limpeza (0,99%).


AGÊNCIA ESTADO

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05 mar10:12

IPCA para 2012 segue em 5,24%, aponta Focus

Analistas do mercado financeiro não alteraram a previsão de aumento da inflação em 2012, mas aumentaram pela terceira vez seguida a expectativa para 2013. Pesquisa semanal divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) mostra que a mediana das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano seguiu em 5,24% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, estava em 5,29%, segundo a pesquisa Focus realizada com cerca de 80 analistas do mercado todas as semanas.

Para 2013, porém, foi mantida a trajetória de elevação e a aposta de inflação no próximo ano subiu pela terceira pesquisa consecutiva, de 5,11% para 5,20%, ante 5% registrados quatro semanas antes.

O IPCA é o índice de preços usado no regime de metas de inflação, cujo centro está em 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais ou menos. Ou seja, com limite mínimo de 2,5% e máximo de 6,5%.

Nesta semana, houve mais uma vez recuo das expectativas para a inflação de curto prazo. Para fevereiro de 2012, a previsão de inflação caiu pela terceira vez seguida e passou de 0,47% para 0,46%. Para março, a expectativa seguiu em 0,45%. Há um mês, o mercado previa altas de 0,55% e 0,48%, respectivamente, para cada um dos dois meses.

Apesar desse recuo da projeção para fevereiro, a projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses subiu pela segunda vez seguida – o que mostra expectativa de aceleração no começo do próximo ano – e a mediana passou de 5,28% para 5,31%. Há um mês, estava em 5,30%.

No grupo dos analistas que mais acertam as previsões na pesquisa Focus do BC, a mediana das previsões para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo caiu de 5,18% para 5,12%. Para 2013, houve manutenção em 5,02%. Quatro pesquisas antes, esse grupo apostava em altas de 5,41% e 5,25%, respectivamente, para cada um dos dois anos.



Selic

Ainda de acordo com a Focus, o mercado manteve, pela 16ª semana consecutiva, a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a taxa básica da economia, a Selic, para 10% ao ano em março. Atualmente, a taxa está em 10,50%. Portanto, o mercado prevê redução de 0,50 ponto porcentual na reunião que começa amanhã e termina na quarta-feira.

Para os analistas, na reunião seguinte, em abril, haverá redução adicional de 0,50 ponto porcentual, o que levaria a taxa para 9,50%. Após esse encontro, a Selic seguiria nesse patamar até o fim do ano, expectativa repetida há 12 semanas na pesquisa Focus.

Para 2013, o mercado prevê a retomada dos ciclos de aumento do juro básico da economia em março, quando o juro subiria 0,25 ponto, para 9,75%. Até a semana passada, a previsão era de aumento de 0,50 ponto nessa reunião. Depois, é esperada elevação de 0,25 ponto em abril, maio e também em julho, o que levaria a taxa para 10,50%. Esse patamar deve ser mantido até o fim do ano. Até a semana passada, o nível de 10,50% na Selic seria atingido um mês antes, em junho de 2013. Ou seja, agora o mercado prevê movimento mais gradual na elevação prevista para o próximo ano.

A pesquisa Focus mostrou ainda que analistas mantiveram a previsão de que a Selic média no decorrer de 2012 deve ficar em 9,69%, expectativa mantida há quatro semanas. Para 2013, a projeção de juro médio caiu mais uma vez, de 10,46% para 10,23%, ante 10,50% de um mês atrás.


Crescimento

A pesquisa Focus mostrou também que o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento da economia brasileira em 2012, mas aumentou o ritmo esperado para 2013. De acordo com os economistas ouvidos pelo BC, foi mantida a expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 avance 3,30%, aposta repetida pela quarta vez seguida. Para 2013, porém, analistas aumentaram a aposta de expansão de 4,10% para 4,15%. Há um mês, o mercado previa evolução de 3,30% e 4,20%, respectivamente, para cada ano.

O levantamento semanal mostra ainda que a mediana das expectativas para o crescimento da produção industrial em 2012 subiu pela segunda vez seguida, de 2,60% para 2,77%. Quatro semanas antes, economistas trabalhavam com crescimento de 2,79%. Para 2013, a expectativa de avanço do setor industrial também subiu e passou de 4,05% para 4,20%, ante 4% de um mês antes.

Pela quarta semana seguida, analistas melhoraram a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. Para 2012, a estimativa para o indicador caiu de 36,20% para 36%. Para 2013, a expectativa recuou de 35% para 34,60%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, em 36,95% e 35,80% do PIB para cada um dos dois anos.


Agência Estado



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