Irati

31 ago18:14

Reconstrução no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


Aos poucos foram sendo reestabelecidos o fornecimento de água, energia elétrica e sinal de telefone e internet.


Apenas em alguns pontos de Formosa do Sul, que decretou estado de Calamidade por ter mais de 70% das casas danificadas, e Irati, que decretou situação de emergência por danos em 90% das casas, ainda não havia água no final da tarde de quarta. Nos dois municípios 1,3 mil alunos estão sem aula e a previsão de retorno é a partir de sexta.


Em Anchieta, que também decretou estado de Calamidade por ter mais da metade da população atingida, as aulas para 1,8 mil alunos deve voltar nesta quinta. Houve um mutirão para arrumar e limpar as escolas.


Quarta foi dia de reconstrução e de tentar secar o que molhou. A agricultora Fernanda Vidaletti aproveitou o sol para secar os colchões.


-Está tudo molhado- mostrou.


Fernanda disse que nem conseguiu dormir direito durante a noite.


–Sonhava que as pedras caíam e acordava- comentou.


Além de tentar arrumar a casa, a primeira preocupação era cobrir a casa. O marido Itamir Vidaletti disse que gastou cerca de R$ 11 mil para comprar cerca de 300 telhas, que chegaram na manhã de quarta. As telhas tiveram que vir do município vizinho de Guaraciaba.


O agricultor ainda mostrou as pedras que guardou no freezer, do tamanho de um ovo. O granizo quebrou até vidros de uma janela.

O comerciante Antonio Pereira dos Anjos chegou a chorar ao lembrar dos momentos de terror vividos na noite de segunda-feira. Todo o telhado de seu bar foi destruído. Como os colchões molharam seus filhos tiveram que dormir na casa de vizinhos, onde o estrago foi menor.


A prefeita de Anchieta, Ione Presotto, disse que a maior preocupação é com o frio que já começou ontem e deve continuar nesta quinta.


–Ficou tudo molhado no temporal- explicou.


Já foram distribuídos 20 colchões e 25 cobertores, para idosos, doentes e famílias carentes. Outros 70 colchões e 60 cobertores estão sendo enviados pela Defesa Civil do estado, segundo o representante municipal do órgão, Oscar Rizzotto. Ele afirmou que um levantamento das perdas está sendo elaborado para buscar a doação de telhas.


O prefeito de Formosa do Sul, Jorge Comunello, disse que o município vai receber 15 mil telhas da Defesa Civil do Estado, que devem ser distribuídas para as famílias mais carentes. Enquanto alguns já começaram a reconstruir outros protegem seus telhados com lonas até receberem a doação. A informação das prefeitura é que não há mais famílias desabrigadas.


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30 ago14:48

Cerca de 20 famílias desabrigadas

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Cerca de 20 famílias estão desabrigadas em Irati, segundo o prefeito Antonio Grando. São pessoas que tiveram os telhados das casas destruídos e seus pertences foram todos molhados.

-Não sobrou nenhuma das 25 telhas- afirmou Sebastião Godois.

Ele disse que todos os seus pertences estão molhados. –Não dá para ficar lá- disse. Abrigado no salão comunitário e escorado no Fusca azul do genro, ele esperava um auxílio para passar a noite.

Albertina dos Santos contou que já havia passado duas noites sem dormir. –Uma fiquei num velório e na outra deu temporal- explicou.

Cerca de 90% do município de Irati foi atingido, segundo o prefeito Antonio Grando. O município tem 760 famílias e 2.096 moradores.

De acordo com o prefeito a primeira ação foi distribuir lonas para a população proteger seus pertences. Pela manhã a cidade estava sem internet, sem telefone e parcialmente sem energia. Ele afirmou que esperava a volta da energia para assinar o decreto de Emergência.

>> Santa Catarina já tem 33 cidades com registro de estragos provocados pela chuva, diz Defesa Civil

>> Pedreiro salvou crianças debaixo da mesa em Irati

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30 ago13:26

Pedreiro salvou crianças debaixo da mesa

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Quando as pedras começaram a bater no telhado e na janela o pedreiro Gilmar Godois foi pegar os três filhos entre 10 e 11 anos, e os levou para debaixo da mesa, junto com a mulher, a irmã e uma sobrinha de apenas dois meses.

O pedreiro quer reconstruir o quanto antes sua casa, para reunir novamente a família

O barulho das pedras contra a janela era assustador. As pedras furavam o telhado e a água escorria pelo teto. De repente, com o peso da água da chuva, parte do forro e das telhas desabou. –Foi um desespero, aí eu abracei todos- disse. Depois ele correu para desligar a chave da luz e foi ver a casa de sua mãe. –Quase não conseguia andar na rua de tanta pedra- lembrou.

A casa de sua mãe e da irmã também foram destelhadas. Toda a família passou a noite no Centro Comunitário de Irati. Hoje pela manhã, ele voltou para casa para ver o estrago. –Oito anos trabalhando e agora está tudo desse jeito- mostrava a sala molhada, o telhado destruído. No chão, uma imagem de Santo Expedito.

Godois tinha concluído a casa no final do ano passado. Nos quartos, tudo estava molhado. –A cama e o colchão dá para jogar fora- disse.

Ele iria tentar cobrir a casa com uma lona e pretendia dormir num salão comunitário. –As crianças acho que vou levar para parentes em Chapecó- previu. Sua irmã, já tinha ido para Quilombo.

O pedreiro quer reconstruir o quanto antes sua casa, para reunir novamente a família. –Vamos batalhar e partir para outra- explicou. Apesar da destruição, ele mostrou que não dá para ficar lamentando e sim resolver a situação.

>> Temporal provoca estragos no Oeste

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30 ago09:43

Temporal provoca estragos no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O temporal com granizo e ventos fortes da madrugada deixou rastros de destruição em cidades do Oeste. Irati e Formosa do Sul foram as cidades mais atingidas e decretaram situação de emergência. Equipes do  Corpo de Bombeiros de Chapecó foram mobilizadas para prestar socorro às  famílias atingidas.

Em Irati quase 100% das casas na área urbana foram danificadas. Segundo a agente administrativa da Prefeitura Aline Rossetto, a cidade de 2 mil habitantes está sem internet, telefonia móvel e em alguns pontos sem energia elétrica.

- As pedras de granizo eram tão grandes que até guardamos algumas no freezer. Tem umas de 300 gramas – disse.

As famílias atingidas estão alojadas no salão comunitário. A Defesa Civil distribuiu lonas para a cobertura das casas.

As estradas de acesso ao interior também foram prejudicadas. Mas ainda não há informações de quantas residências foram atingidas na área rural.

Formosa do Sul teve 80% das residências da área urbana danificadas. Nesta terça-feira uma equipe do Corpo de Bombeiros de Chapecó e Xanxerê presta auxílio.

>>> Acompanhe ao vivo a situação da chuva em SC

Chapecó

Em Chapecó houve queda de árvores na região do Distrito Marechal Bormann e Serrinha. Queda de granizo com algumas residências danificadas na Linha Campina do Gregório, alagamento de residências no Distrito do Marechal Bormann e Passo dos Fortes e destelhamentos no Bairro Cristo Rei.

Os trabalhos de auxílio à comunidade continuam nesta terça.

Chuva

De acordo com o observador metereológico da Epagri, Francisco Schervisnki, choveu nesta madrugada 58 mm, o equivalente a 15 dias. A média de chuva para o mês de agosto em Chapecó é de 140 mm, até esta terça-feira já foram registrados 264 mm. O vento chegou a 80 Km/h às 4h50min.

Aeroporto

O Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso operou normalmente.

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