Marema

27 jul08:08

Prevenção contra a estiagem em SC

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A estiagem do último verão já se foi, deixando um prejuízo de R$ 748 milhões e 152 municípios em emergência. Para amenizar as consequências de um novo período seco os agricultores estão se prevenindo. Somente na região de Chapecó a empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) fez 80 projetos de cisternas em 2012, segundo o gerente regional, Valdir Crestani. Somente em cisternas foram investidos entre 65 e 70% dos R$ 5 milhões em projetos encaminhados ao Programa Juro Zero, do Governo do Estado, que banca o juro do financiamento bancário. O restante dos recursos foi para projetos de expansão da atividade leiteira.

Além da construção de cisternas alguns agricultores estão investindo em projetos de irrigação. É o caso de Romar Nespolo, de Marema. No ano passado ele já tinha financiado R$ 22 mil para a instalação de um sistema de irrigação em 2,8 hectares de pastagem, pegando a água de um rio que passa pela propriedade. O investimento deu resultado pois ele conseguiu manter a produção de 6,5 mil litros por mês, mesmo durante o período seco.

– A estiagem não atingiu a produção de leite – declarou.

Ele lembra que, em 2008, sua produção baixou para 2,5 mil litros por mês.

O produtor Romar Nespolo, de Marema, investiu na instalação de um sistema de irrigação.

Graças à irrigação ele conseguiu manter uma renda de R$ 5,7 mil por mês. Em compensação perdeu mais da metade da lavoura de milho, que não era irrigada.

Nespolo ficou tão satisfeito com o resultado que pegou mais um financiamento, de R$ 50 mil, para irrigar mais dois hectares e ampliar a infraestrutura de produção de leite. Além do encanamento ele comprou freezer, mas cinco vacas e construiu nova sala de ordenha.

O agricultorpegou o dinheiro do Governo Federal e se cadastrou no Programas Juro Zero, do Governo do Estado. Com isso não precisa pagar o juro, que é de 2% ao ano. Além disso terá 10 anos para pagar.

O projeto foi encaminhado pela Epagri. O engenheiro agrônomo Adilson Barella disse que há crédito disponível e os projetos de irrigação são viáveis.

– Com cinco a seis milímetros por dia é possível manter a pastagem- explicou. Ele afirmou que as pequenas propriedades situadas na bacia do Rio Chapecó não precisam de outorga de uso da água, bastando um cadastro de usuário na Secretaria de Desenvolvimento Social.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, disse que mais de 300 projetos foram beneficiados pelo Programa Juro Zero e mais produtores serão beneficiados com o empréstimo de R$ 60 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Ele afirmou que as licitações devem ser encaminhadas ainda neste ano.

Além disso afirmou que no próximo ano serão disponibilizados mais R$ 10 milhões para o Programa Juro Zero.

O coordenador da Federação dos Agricultores da Agricultura Familiar de Santa Catarina, Alexandre Bergamin, disse que os investimentos em cisternas são importantes mas devem ser disponibilizados mais recursos. Bergamin informou ainda que 15 mil a 18 mil famílias conseguiram acessar o seguro agrícola, quitando os financiamentos no banco. Mas o que preocupa ainda é que muitos produtores ficaram sem renda e por isso é necessário avançar nas políticas públicas.


Medidas do Governo do Estado

Programa Juro Zero

- R$ 10 milhões para bancar o juro de financiamentos captados pelos produtores. Esse dinheiro já se esgotou e, no próximo ano, devem ser disponibilizados mais R$ 10 milhões


Recursos do BNDES

-R$ 20 milhões ser]ao investidos na compra de duas mil cisternas com capacidade para 40 mil litros cada

-R$ 6,5 milhões para perfuração de 200 poços artesianos comunitários, com bomba e caixa de água de 20 mil litros, para as comunidades que tiveram maior problema.

-R$ 2,8 milhões para a compra de 134 distribuidores de adubo orgânico, com capacidade para seis mil litros cada, que pode ser utilizado para o transporte de água, que serão disponibilizados para os 134 municípios que frequentemente são atingidos por estiagem.

-R$ 20 milhões para subsídio de R$ 5 mil para cisternas em propriedades privadas de agricultores de baixa renda, com capacidade de 500 mil litros cada. A medida deve beneficiar quatro mil agricultores.

-R$ 9,4 milhões para subsídio de 30% do valor de financiamento de sistemas de irrigação, de até dois hectares. A medida deve beneficiar 4.780 famílias.



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21 mai11:18

Ponte sobre Rio Chapecozinho é inaugurada

A ponte sobre o Rio Chapecozinho, entre os municípios de Entre Rios e Marema, foi recuperada e entregue à população no sábado, dia 19 de maio. O local estava sem ligação há seis anos, desde quando foi destruída após uma cheia. A obra vai beneficiar diretamente cerca de 300 famílias.

A inauguração reuniu mais de 300 pessoas, entre eles trabalhadores que usavam a ponte para encurtar em quase 100 quilômetros a distância entre Entre Rios e Xaxim. A comunidade indígena também prestigiou a solenidade, já que a ponte está na área da Sede Xapecozinho, uma das maiores aldeias de Santa Catarina.

A ponte de quase 100 metros foi reconstruída com madeira doada pelos índios. O deputado estadual Marcos Vieira foi o responsável pela articulação política para a liberação das licenças com o IBAMA e com a Funai. – Foram investidos R$ 300 mil para que a ponte fosse construída e mais R$ 100 mil para Entre Rios e Marema pudessem recuperar as estradas que fazem a ligação, recursos do Governo do Estado – disse o deputado.


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29 fev11:09

Ministério do Desenvolvimento Agrário fará entrega de máquinas em Abelardo Luz

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) realiza nesta sexta-feira, 2, em Abelardo Luz, a entrega de máquinas retroescavadeiras para 20 municípios do Território da Cidade Meio Oeste Contestado. O ato acontece, a partir das 15h, na Praça Central Olices Stefani, com a presença do ministro Afonso Florence, prefeitos e demais autoridades regionais.

Além de Abelardo Luz, serão contemplados os municípios de Bom Jesus, Celso Ramos, Coronel Martins, Entre Rios, Faxinal Dos Guedes, Galvão, Ipuaçu, Jupiá, Lajeado Grande, Luzerna, Marema, Ouro Verde, Passos Maia, Ponte Serrada, São Domingos, Vargeão, Xanxerê, Xavantina e Xaxim.

As máquinas devem ser usadas em ações emergenciais de atendimento aos agricultores prejudicados pela estiagem e atividades de recuperação de estradas, entre outros serviços. – Essa nova máquina vai nos ajudar a dar um suporte maior aos nossos agricultores familiares que passam por dificuldades com a falta de chuva – declarou o prefeito Dilmar Fantinelli de Abelardo Luz, município que está em situação de emergência.

A entrega das máquinas faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que prevê a recuperação e manutenção de estradas vicinais por meio da doação de equipamentos para as prefeituras. A iniciativa visa garantir o escoamento da produção dos empreendimentos da agricultura familiar para a circulação de bens e serviços e para a segurança do tráfego nos pequenos municípios.


Territórios da Cidadania

Implantado em 2008, o Programa Territórios da Cidadania envolve a atuação integrada de 22 ministérios e órgãos do governo federal com estados, municípios e sociedade civil. O objetivo é promover o desenvolvimento sustentável em regiões com baixo dinamismo econômico, especialmente no meio rural. Segundo o MDA, as ações abrangem 1.852 municípios, onde vivem 42,4 milhões de brasileiros, 13,1 milhões deles no meio rural.


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28 dez11:25

11 cidades em situação de emergência devido a estiagem

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Sobe para 11 o número de cidades em situação de emergência devido a estiagem. Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu, Guaraciaba, Coronel Freitas, Marema, São Miguel do Oeste, Águas Frias, Águas de Chapecó e São Carlos, Guarujá do Sul e São José do Cedro também assinaram o decreto.

André Baggio, de Coronel Freitas, terá uma quebra de 50% na safra do milho.

Há mais de 40 dias não chove em São José do Cedro. O longo período de estiagem trouxe danos e prejuízos para agricultores do município.

Técnicos da Defesa Civil, agrônomos da Epagri, empresas fumageiras, laticínios e cooperativas fizeram um levantamento das áreas afetadas e das perdas das culturas.

- O milho teve uma perda aproximada de 40%, o leite 25% e o fumo 30% . Já no cultivo dos hortifrutis as perdas passam dos 40% – disse o secretário de agricultura e presidente da Defesa Civil de São José do Cedro, Pedrinho Casarin.

Casarin acrescenta que se não chover nos próximos dias os prejuízos podem aumentar. O decreto assinado pelo prefeito, Renato Broetto tem a vigência de 90 dias e poderá ser prorrogado por mais 90 dias.

>> Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Guarujá do Sul

Não é registrada uma chuva significativa há 17 dias na cidade. Segundo o secretário municipal de agricultura, Ênio Barichello, os maiores prejuízos são registrados na cultura do milho. – Nas lavouras do grão as perdas chegam aos 40%, e não tem como reverter esta situação – lamenta o secretário.

O levantamento realizado pelos agrônomos da Epagri e técnicos da Defesa Civil aponta perdas de 35% na plantação de fumo e mais de 30% na produção leiteira. – Os produtores estão antecipando a retirada das plantas da lavoura para não ter prejuízos maiores. A má qualidade da pastagem é uma das responsáveis pela quebra na produção de leite – acrescentou o secretário.

O interior da cidade esta sendo abastecido com água para consumo humano e animal. – Além do transporte de água para as comunidades estamos trabalhando com máquinas na limpeza das fontes naturais – disse o prefeito Celso Taube, que assinou o decreto no final da tarde desta terça-feira.

E a previsão do tempo para os próximos dias na região Oeste não é das melhores. Segundo o metereologista Leandro Puchalski, a chance de chuva existe, mas de maneira isolada e em poucas cidades da região.


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28 dez07:40

Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de água já está começando a mudar o cenário no Oeste. As lavouras de milho, que antes eram verde escuras, agora estão amareladas. André Baggio, de Coronel Freitas, estima em 50% o prejuízo nos dois hectares de milho que plantou. Alguns pés não formaram nem espigas. Outros tem espigas pequenas e poucos grãos. Ele pretendia colher mais de 300 sacas e vender metade da produção. Agora não sabe se vai colher o suficiente para alimentar os suínos, bezerros e ovelhas que tem na propriedade.

Seu vizinho, Antonio Trentin, enfrenta situação ainda pior. Ele não tem água suficiente para os animais. Mesmo recebendo diariamente 6 mil litros de um caminhão pipa da Prefeitura, estão morrendo 25 frangos por dia, devido ao calor. Ele não consegue fazer a nebulização dos dois aviários senão fica sem água para as aves beberem. –É muito triste- lamentou o produtor.

As aves começaram a morrer há uma semana. Mas a falta de água já começou há 20 dias, quando secaram as fontes da propriedade. Ele tem que dividir a água do caminhão pipa com as vacas. Nilce Trentin disse que a produção de leite já diminuiu 20%, de 230 litros/dia para 180 litros/dia.

>> Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Prefeito de Caxambu do Sul pode decretar situação de emergência devido a estiagem nos próximos dias

Até para o consumo humano o líquido já começa a escassear. –Temos água de poço artesiano mas não é sempre que ela vem- disse Nilse. O jeito é economizar para lavar roupa e fazer a limpeza.

O responsável pela distribuição de água da Prefeitura, Ricardo Martins, disse que diariamente são distribuídas 10 a 12 cargas de 6 mil litros cada no município. São 30 famílias que são abastecidas para o abastecimento humano e animal. Se não chover forte nos próximos dias, esse número deve aumentar.



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27 dez17:32

Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O número de cidades em situação de emergência aumenta no Oeste. Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu, Guaraciaba, Coronel Freitas, Marema e São Miguel do Oeste, Águas Frias, Águas de Chapecó e São Carlos também assinaram o decreto.

A produção de melancia é a mais prejudicada em Águas Frias. Segundo o secretário de agricultura Antoninho Testa, os agricultores já tem perdas de mais de 50%. No milho chega aos 40%, 30% na plantação no fumo e 25% na soja.

Ainda não está faltando água para o consumo humano no interior do município. E para evitar que isso aconteça a prefeitura esta realizando a limpeza das fontes de águas.

Em Águas de Chapecó as perdas passam de 50% no milho e na produção leiteira e aos 30% no fumo. Para amenizar a situação a prefeitura fez, até a semana passada, o abastecimento de água para o interior da cidade.

– Como o reservatório não está mais dando conta, tivemos que parar de abastecer as propriedades – disse o secretário de agricultura André Tormen. Ele acrescentou ainda que a alternativa encontrada é a abertura de fontes de água nas propriedades rurais.


Água do Balneário abastece o interior

Após reunião com a Comissão Municipal de Defesa Civil, o prefeito de São Carlos, Elio Godoy, assinou o decreto de situação de emergência. Na cidade as lavouras de milho e fumo são as áreas mais atingidas pela falta de água.


Milho é uma lavouras mais atingidas pela falta de água e São Carlos.


Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Nelci Endler, a produção leiteira teve uma redução de 45% devido as pastagens estarem escassas.

Para tentar amenizar a situação, moradores do interior estão utilizando água mineral do poço de Balneário de Pratas. – Os agricultores estão alugando caminhões e puxando água para suas propriedades – disse o prefeito. Ainda segundo, deve ser encaminhado para a Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei sugerindo que os agricultores tenham cisternas em suas propriedades.

Em São Carlos a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Casan, está realizando a limpeza de um poço que estava em desuso. Segundo o Superintendente Regional da Casan, Nilso Macieski o investimento no local poderá amenizar a situação do abastecimento na cidade. – Estamos usando medidas como esta para evitar que seja realizado um rodízio de água na cidade – disse.


Em Ipuaçu prejuízos passam dos 50%

Mesmo com as chuvas do final de semana na região, a agricultura não vai recuperar as perdas nas lavouras com a estiagem em Ipuaçu. A prefeitura ainda está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.

Segundo o secretário de agricultura Eduir Ceron, mais de 50% do milho plantado já foi perdido. – O interior já esta sem água. Os córregos secaram e se não chover o suficiente, ficaremos sem água na cidade também – declarou o secretário.


>> Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

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27 dez11:48

Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Mais duas cidades do Oeste, Marema e São Miguel do Oeste, decretaram situação de emergência devido a falta de chuvas regulares na região. Há mais de 45 dias não é registrada uma chuva significativa.

Na produção de milho as perdas chegam a 25%.

O secretário de administração Denilso Brancalione disse que a chuva do final de semana amenizou um pouco a situação, mas ainda falta água para consumo humano e animal de propriedades do interior. – Um caminhão pipa está levando água para sete comunidades há uma semana. Estamos abastecendo também diversos aviários, e criação de animais, como bovinos e suínos – relata Brancalione.

Na produção agrícola as perdas são significativas, segundo Brancalione, já foram perdidos 20% na soja, 25% no milho e 30% da produção de leiteira.

Em São Miguel do Oeste os prejuízos, segundo dados levantados pela Epagri e Secretaria Municipal de Agricultura, passam de R$ 3,6 milhões no campo. – Se não chover nos próximos cinco dias esse número pode aumentar – disse o secretário de administração e coordenador da Defesa Civil de São Miguel do Oeste, Moacir Fogolari.

A produção mais castigada é o milho, as perdas ficam entre 25% e 30%. A produção leiteira também está afetada.

Dois caminhões pipa estão abastecendo o interior, mas como o cascalho está solto em função da estiagem os veículos tem dificuldade de transitar. – Assim que chover vamos ter que patrolar e arrumar as estradas – disse Fogolari.


Se não chover Xanxerê pode decretar nos próximos dias

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira em Xanxerê ficou decidido que o município vai aguardar até a primeira semana de janeiro para definir se assina o decreto ou não.

– Como no final de semana tivemos uma chuva de 36 mm, decidimos aguardar até o início de janeiro para ver se a chuva ameniza a situação – disse o prefeito Bruno Bortoluzzi.

Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas na região e a previsão não é das melhores para os próximos dias. Segundo o meteorologista Leandro Puchalski o fenômeno La Ninã segue atuando e mudando os sistemas meteorológicos ao longo do verão.


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06 set18:11

Oeste lidera êxodo

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


Dos 10 municípios com maior êxodo entre 2010 e 2011, oito deles são do Oeste. De acordo com o professor da Universidade Federal da Fronteira Sul, doutor em História e pesquisador em migração de sulistas, Claiton Márcio da Silva, isso se deve a uma série de fatores ocorridos após a Segunda Guerra Mundial.


Entre elas estão o esgotamento de produção das propriedades, crise da agricultura familiar, o pensamento de que na cidade é melhor, a falta de políticas e de lazer no campo e a globalização, que ampliou o horizonte dos moradores do interior.


-Tem gente que vai para a cidade ganhar R$ 500 mas fica feliz em poder ir no Mc Donalds- afirmou o professor.


Para o prefeito de Marema, José Antônio Marchetti, um dos principais fatores da evasão é a saída de jovens para estudar. –É preocupante pois só estão ficando os velhos na roça- avaliou.

A agricultora Neiva Negri.

A agricultora Neiva Negri contou que, somente na comunidade de Despraiado, interior de Marema, quatro jovens saíram para estudar fora em 2011. Entre elas está sua filha, Soriane, que foi cursar Farmácia, em Chapecó. Como a filha mais velha casou e também saiu de casa, embora continue em Marema, Neiva ficou sozinha com o marido, Armando Negri.


–Começamos em dois e agora estamos de novo em dois- suspira.


Ela disse que está se acostumando com a situação e considera que a situação era inevitável. –No interior é muito difícil- afirmou.


“Ficamos só nós e as vacas”


O casal Dirceu e Sonia Provensi também ficou sozinho. Há cinco anos a filha mais velha, Suzane, foi cursar Nutrição em Chapecó. Hoje ela trabalha em Lajeado Grande. No início do ano o outro filho, Everton Diego, foi cursar Odontologia, em Chapecó.


Ficamos só nós e as vacas- lamentou Dirceu.

–Ficamos só nós e as vacas- lamentou Dirceu.


Os pais queriam que o filho cursasse Agronomia, para que voltasse para casa depois de formado. Agora os pais sabem que dificimente um dos dois voltará.


Ivânia Bussolaro é outra que viu a filha Fernanda Haefliger ir para Chapecó, no início do ano, para cursar Gastronomia. Ela até pensa em abrir um restaurante para que a filha volte após formada. Caso contrário, será mais alguém que deixou Marema e não voltará mais.



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