Mendes Ribeiro Filho

22 ago10:26

Ministro da Agricultura diz que não faltará milho para produtores de SC

Adriana Langon e Carolina Bahia

adriana.langon@gruporbs.com.br | carolina.bahia@gruporbs.com.br


Na tentativa de tranquilizar os produtores de aves de Santa Catarina, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou nesta terça-feira, dia 21, que o subsídio ao frete para o transporte do milho do Centro-Oeste para Santa Catarina será votado na próxima terça-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A garantia foi dada após almoço com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, no qual o cardápio incluiu a crise na avicultura. Assim, o governo federal quer reforçar o envio de caminhões transportando o produto, que hoje chega a 80 veículos por semana quando o ideal seria 200. O valor do frete subsidiado poderá chegar a R$ 4,90 a saca.

Mas as medidas previstas pelo ministério não param por aí. Serão escoadas 300 mil toneladas de milho para Santa Catarina e Rio Grande do Sul até dezembro, por meio de leilões, ao preço de R$ 21 a saca para até 27 toneladas por mês por produtor. E mais: estuda uma nova linha de financiamento para criadores descapitalizados, a exemplo dos suinocultores.

>> SC quer ampliar o limite de abastecimento de grãos por produtor

Caso as ações não sejam suficientes para estancar o problema, o ministro reforçou que novas medidas poderão ser adotadas, entre as quais novas liberações do grão.

Convicto de que o ministério está atuando com firmeza no caso, Mendes rebateu as críticas feitas pelo setor de que a pasta teria uma atuação fraca frente ao problema. Confira abaixo trechos da entrevista exclusiva concedida ao Grupo RBS:


Diário Catarinense — Uma das medidas anunciadas pelo Ministério da Agricultura foi o subsídio ao transporte do milho do Centro Oeste para o Estado. Quando este produto começa chegar ao criador catarinense?

Mendes Ribeiro Filho— Eu quero dizer que este milho já está chegando. Talvez não esteja chegando na quantidade e na agilidade que nós pretendemos que chegue, mas todo o pequeno e médio produtor irá receber o milho. Não faltará milho. É preciso normalizar a questão do transporte, que sofreu um baque no que diz respeito a todo o movimento que ocorreu no país.


DC — Qual a quantidade que está sendo destinada aos produtores do Estado?

Mendes — Estamos fazendo chegar a Santa Catarina 100 mil toneladas, como também ao Rio Grande do Sul, e providenciamos mais 200 mil toneladas, além de garantir o preço de R$ 21 a saca, o que atende ao pequeno e ao médio produtor. Junto com a Companhia Nacional de Abastecimento estamos atentos para que as 27 toneladas cheguem ao produtor. Isso vai acontecer gradativamente. Agora, percebemos também que já existe uma curva ascendente no que diz respeito ao preço da carne. Notamos, inclusive, um crescimento do preço da carne acima do aumento do milho. Estamos atentos para que não se crie um processo inflacionário.


DC — Então, não há desabastecimento de milho?

Mendes — Não. Os estoques estão de acordo com aquilo que nós esperávamos que fossem. Não vamos ter problema de milho, de abastecimento no Brasil. E, agora, com a entrada da safra, naturalmente as coisas se normalizam.


DC — Aquele produtor que está desesperado e até pensando em reduzir sua produção, ele pode ficar tranqüilo de que vai receber esse milho do Centro-Oeste?

Mendes — Ele vai receber esse milho do Centro-Oeste. O número de caminhões vem crescendo gradativamente. Está se normalizando. O presidente da Conab (Rubens dos Santos), inclusive, se deslocou para o Centro-Oeste para comandar essa operação. E o governo de Santa Catarina, por meio do secretário da agricultura (João Rodrigues) já está em contato com a Conab de forma permanente para também auxiliar. Assim como auxiliaram os governadores do Nordeste para fazer o milho chegar ao seu destino.


DC — As ações da Agricultura, então, estão focadas no pequeno e no médio produtor?

Mendes — Sim, estamos tendo este cuidado. Existe uma certa especulação e estamos vendo como e de que forma intervir. O ministério está tomando todos os procedimentos para chegarmos a tempo. E vamos fazer isso. É determinação da presidente Dilma. Nós precisamos ter um equilíbrio. Ninguém é contra os grandes ou os médios, quero deixar bem claro. Eu não posso é permitir que o subsídio chegue a quem não precisa. Porque se eu permitir que isso ocorra, esse subsídio não chegará a quem realmente necessita. Nós estamos atentos a isso.


DC — O aumento do preço do frango ao consumidor, como o senhor ponderou é considerado inevitável. O governo federal, em especial o Ministério da Fazenda está atento aos reflexos desta alta e o seu impacto na inflação?

Mendes — Estamos discutindo com o Ministério da Fazenda todas as ações que podemos tomar para estarmos à frente dos problemas.


DC — O senhor esteve reunido justamente hoje (terça-feira) com a Fazenda para tratar esta questão do subsídio ao frete. Quando o senhor terá uma posição mais concreta?

Mendes — Tratamos isso com a Fazenda e já planejamos que isso entre na reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) prevista para a próxima terça-feira, pois está autorizado pela Fazenda. As ações estão viabilizadas para que possamos atender o produtor.


DC — A crise do setor avícola já chega na indústria com a demissão de funcionários. Essa crise não pode comprometer a balança comercial?

Mendes — Não afetará. Nós temos todas as questões que dizem respeito as exportações acompanhadas diariamente com o Mdic. Não perdemos um passo se quer. E elas tem se mantido como de costume. Tanto no setor da carne quanto no setor de grãos.


DC — O presidente do Cidasc, Eroni Barbieri, chegou a afirmar que a atuação da pasta da Agricultura era fraca na busca uma solução para o milho. Como o senhor considera essa crítica?

Mendes — Criticar é fácil. Construir é difícil. Nós tivemos uma crise nos Estados Unidos muito séria. E nós não tínhamos instrumentos de armazenamento que pudessem ser disponibilizados. Hoje, tenho milho armazenado a céu aberto em Mato Grosso. E nós estamos buscando uma política nacional de abastecimento para que isso não ocorra no ano que vem. Tudo é uma questão. Vivemos uma crise mundial. Vivemos uma situação de difícil equacionamento, mas que estamos enfrentando. Todos os instrumentos de política agrícola estão sendo utilizados, como foram na suinocultura.


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20 jul12:17

Governo garante preço mínimo a suinocultores

Os suinocultores, insatisfeitos com o pacote de medidas de apoio ao setor, conseguiram do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o compromisso de tentar convencer a área econômica do governo federal a conceder aos criadores independentes uma subvenção direta de até R$ 0,60/kg de suíno vivo, por um período de seis meses. Ontem, foi concedido benefício de R$ 0,40.

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) disse que, se houver aval do Ministério da Fazenda, vai propor uma emenda para incluir a Medida Provisória 574, para renegociar as dívidas acumuladas até o ano passado pelos estados e municípios.

O assunto será votado em 8 de agosto. Na reunião com os técnicos do Ministério da Agricultura, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, argumentou que as medidas para contornar a crise da suinocultura são insuficientes.

De acordo com ele, os leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), com subvenção de R$ 0,40/kg e preço mínimo de R$ 2,30/kg atendem apenas os criadores que trabalham integrados às grandes empresas e cooperativas, que darão prioridade para compra de sua própria produção. Lopes explicou que a ideia é que os criadores independentes apresentem aos órgãos governamentais as notas fiscais e as guias de trânsito que acompanham o transporte dos animais para ter direito à subvenção do governo federal de até R$ 0,60/kg por suíno.

Mecanismos dependem de aprovação pelo CMN Embora o governo federal tenha assegurado que os mecanismos de apoio anteriormente anunciados já poderiam ser acessados, estes dependem ainda da aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), no próximo dia 26. É o caso da prorrogação das dívidas. Por isso, a Agricultura encaminhou um ofício à federação brasileira de bancos antecipando as decisões e pedindo que as dívidas não sejam executadas até essa data.

Em uma nova frente de ação, na última quarta-feira, os líderes do segmento se reuniram com representantes da Associação Brasileira dos Supermercados. Na pauta, a discussão de uma campanha nacional que permita o escoamento da carne estocada.

A ideia é baixar o preço da carne suína nas prateleiras dos supermercados e com isso estimular o consumo do produto entre os brasileiros, que hoje é de 15 quilos por pessoa ao ano.A campanha deve começar daqui a dois meses, e se repetir anualmente.


DIÁRIO CATARINENSE


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12 jul14:14

Criadores de suínos pedem mais investimentos no setor

Suinocultores se reuniram em Brasília para reivindicar melhores condições de produção nesta quinta-feira. Eles participaram de audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a liberação de R$ 200 milhões em crédito especial para o setor. O ministério informou que as dívidas de custeio vencidas ou com vencimento até janeiro de 2013 serão prorrogadas. Já as parcelas de investimento serão adiadas por um ano após o vencimento da última mensalidade.

O suinocultor André Spironello, de Santa Catarina, disse nesta quinta-feira que o preço da carne suína no Brasil é um problema que poderia ser solucionado se o governo, antes de procurar o mercado externo, investisse no interno. Segundo ele, isso ajudaria a reduzir a diferença entre o valor do produto vendido pelos suinocultores e o pago pelos consumidores.

— Hoje, o produtor está ganhando em torno de R$ 1,50 por quilo e no mercado está R$ 8,00 em média. Do produtor até o consumidor final, esse dinheiro está sumindo — afirmou Spironello.

Durante a audiência no Senado, produtores e autoridades falaram sobre as dificuldades enfrentadas na criação de suínos – especialmente os gastos com milho e soja, principais grãos utilizados na ração.

>> Suinocultores entregaram reivindicação em Concórdia

Na opinião da produtora Mônica Rodrigues, de Goiás, uma alternativa seria cada criador produzir a ração dos seus animais, mas isso também traria custos.

— Para escapar um pouco da crise, a solução seria a gente mesmo plantar e colher. Mas tem a questão do adubo, a questão do agrotóxico— enfatiza Mônica.

Ela ressalta que esta não é a primeira vez que o governo faz promessas para ajudar os suinocultores, mas que os resultados não são vistos.

Se as medidas apresentadas pelo governo não conseguirem solucionar a crise, alguns produtores serão obrigados a fechar suas granjas, disse Vilibaldo Michels, de Santa Catarina, que já chegou a perder R$ 120 por suíno.

— Eu não vejo mais como pagar. Até esses dias, a gente pensava em uma prorrogação de dívida. Hoje já se pensa que, se perdoar a dívida, não adianta mais nada. Pode perdoar, porque nem a ração a gente consegue comprar — acrescenta Michels.

Os suinocultores ficarão reunidos durante todo o dia. Após um ato público em frente ao Ministério da Agricultura, com a realização de um churrasco de carne de porco, eles voltam a se encontrar com o ministro Mendes Ribeiro.


AGÊNCIA BRASIL



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12 jan20:11

Santa Catarina vai receber R$ 10 milhões para combater a seca

Atualizada às 19h08min

Fabiano Costa | fabiano.costa@gruporbs.com.br

Santa Catarina irá receber R$ 10 milhões do governo federal para executar medidas de prevenção contra a seca. A verba, anunciada na tarde desta quinta-feira, faz parte do pacote de socorro aos três estados da Região Sul castigados pela falta de chuva. Paraná e Rio Grande do Sul vão receber a mesma ajuda.

O governo federal, porém, não garantiu os R$ 12,5 milhões solicitados durante a manhã pelo governador Raimundo Colombo para comprar caminhões-pipa para os municípios atingidos pela estiagem. O Ministério da Integração Nacional afirma que o pedido de Santa Catarina ainda não foi formalizado. Após cumprir os ritos burocráticos, a proposta será analisada e a verba poderá vir a ser liberada.

Os R$ 10 milhões disponibilizados para investimentos de prevenção não eram esperados. O dinheiro poderá ser aplicado na perfuração de poços artesianos, recuperação de barragens e na instalação de redes de distribuição de água.

— Esses recursos já estão disponíveis, os projetos precisam ser construídos cumprindo condições legais para que possamos repassar esses recursos — disse o diretor do Departamento de Articulação e Gestão da Defesa Civil, Cristiano Heckert.

Os convênios poderão ser fechados com os estados e municípios. Segundo Heckert, para agilizar a liberação dos recursos, foi criado o Centro de Monitoramento Integrado para a Seca do Sul, com representes dos governos estaduais, dos ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Integração Nacional e da Agência Nacional de Águas (ANA).

— Foi uma determinação da presidente para que o governo tenha um posto avançado nos estados mais atingidos pela seca — explicou.

De acordo com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, o governo vai encaminhar ao Conselho Monetário Nacional (CMN) uma proposta para a criação de uma linha de crédito de R$ 200 milhões para as cooperativas refinanciarem as dívidas de produtores rurais que vivem em municípios que decretaram situação de emergência ou de calamidade por causa da estiagem.


Visita ao Estado

Na próxima segunda-feira, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, desembarcará em Santa Catarina para visitar o município de Chapecó, uma das áreas atingidas pela seca. Mendes será recepcionado pelo governador Raimundo Colombo.


DIÁRIO CATARINENSE

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